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09 abril 2014

Tempos difíceis

Na Libertadores, o Trétis conseguiu ser o primeiro clube brazuca a se despedir da competição. Partiu precocemente depois de uma jornada fraca nesta primeira fase. A derrota em casa para o Vélez custou caro ao time, que tinha que ganhar do fraco Strongest na famigerada altitude, onde o time boliviano dificilmente perde. Também pesou a tentativa de usar o Imperador deposto, Adriano, que pouco fez em campo - mesmo quando atuando pelo campeonato paranaense, junto à gurizada do Furaquinho. Nesta primeira fase, quem tem se mostrado mais capaz é o Grêmio, comandado pelo ex-coxa-branca Enderson Moreira. O time é primeiro em sua chave com certa folga e tem mostrado um pouco mais de futebol que os conterrâneos. Como o Cruzeiro, atual campeão brasileiro que tem penado para ganhar uma partidinha na competição continental. Vai ter que torcer por outros para passar à próxima fase. Já o Galo, atual campeão das Américas, vai bem, mas carece de substância. Ronaldinho, por exemplo, fica mais fora que dentro de campo... O fato é que a Libertadores da América já teve dias melhores. O nível atual é muito abaixo do que já vimos em outras edições. Nossos times, por exemplo, nunca estiveram tão mal dentro de campo. Ainda assim, continuam melhores que os concorrentes, pois são mais organizados, arrecadam mais e têm mais estofo. Mas é lamentável ver como a principal competição do principal esporte das Américas continua muito mal organizada.
Nos combalidos Estaduais, várias surpresas. No Paranaense, alcunhado "Ruralzão", dada a falta de interesse dos times da capital, a disputa ficou entre o Maringá (que não é mais o Grêmio Maringá) e o Londrina. Cada um despachou um da dupla AtleTiba, de forma melancólica para os torcedores curitibanos. O Coxa, que encarou a competição com mais seriedade, pipocou contra o Maringá e não teve forças para reverter o placar do jogo de ida. Já o Londrina foi épico ao reverter um cenário amplamente desfavorável contra o Furaquinho, enfiando um sonoro 4x1 que deixou muitos atleticanos desenxabidos. Em São Paulo, o caneco é disputado entre Santos, favorito, e Ituano, ambos do interior. O Peixe veio com garbo e escolta, mas encontrou sérias dificuldades contra o time de Itu, que marcou um golaço e cerrou fileiras na zaga, segurando o placar. Dificilmente o Santos jogará tão mal uma outra partida, mas a tarefa não é fácil. Comandado por Juninho Paulista na cartolagem e por Doriva no comando técnico, ambos ex-boleiros, o time tem incomodado muito com sua defesa aguerrida e ataques espinhosos articulados por Jackson Caucaia. No Rio, a final está entre Vaishco e Framengo, já que o Fluminense, com o elenco mais caro e mais badalado amarelou. O ambiente no clube Tricolor azedou de vez com a briga declarada entre o presidente, Peter Siemsem, e a patrocinadora Unimed, representada por Celso Barros. Peter tenta diminuir a influência da patrocinadora no time, o que gera os atritos. A Unimed, que enfia a grana, quer mandar. Está criada a cizânia.

02 março 2014

Digressando

Depois de baixada a poeira da bagunça promovida pela CBF, dá-se lugar aos falidos campeonatos estaduais, que só subsistem para justificar a existência dos "feudos". E, nessa toada, vemos que o Petraglia começa a fazer escola, com alguns clubes abrindo mão da preocupação com os certames locais para se preocuparem com outras competições ou mesmo em arrumar a casa. Não é para menos. Afinal, até onde se sabe, não há campeonato estadual que dê algum retorno financeiro. Persistem para dar vazão à necessidade de aparecer dos cartolas.
Não vi nenhum clube investindo em nomes até agora. Se, em anos anteriores, pelo menos os velhos eram repatriados, nesse ano de Copa, onde a grana tem um destino polarizado (sim, a Copa), os clubes sofrem para manter os investimentos em novos nomes. Assim, as bases passam a ser as fontes de potenciais jogadores. Neste quesito, o Peixe tem se mostrado pródigo. Depois de Diego&Robinho, vieram Neymar&Ganso e ainda podem pintar uma nova garotada. Impressionante...
A exceção seria o retorno de Adriano ao futebol jogando pelo Atlético Paranaense. Bem, entrar em campo ele até entrou, mas ainda não jogou de verdade. Torcidas à parte, o Furaquinho tenta uma jogada promocional com esse apoio à recuperação de um combalido ex-craque que, mesmo que volte a jogar, dificilmente será sombra do que foi. Petraglia costuma ter bons lampejos. Veremos como se sai nessa.
Ganso
O meia nunca recuperou seu futebol vistoso e cerebral exibido no Santos, ao lado de Neymar. Uma pena. Achava aquele magriço um gênio, com toque sutis e perfeitos, achando o companheiro no local que ninguém via. Penso que Ganso não é um camisa 10, pois não chega na área. Ele tem que jogar mais atrás, armando o jogo. Marcar gol não é muito a dele.
Libertadores
A competição sulamericana atrai as atenções do mundo ludopédico brazuca. Não é para menos, pois a participação brasileira, como sempre, é destaque. Os 6 clubes deverão passar à fase seguinte, quando começa a peneira para valer. Até agora, o Trétis e os cariocas é que dão pinta de certa fragilidade na competição. O Grêmio e a dupla mineira vê fazendo papel mais bonito.
Seedorf
O gringo passou pelo Botafogo, onde deixou saudades, e mostrou que tem lucidez. Basta ver suas declarações aos jornais italianos:
“No Brasil, eu era feliz, estava muito bem, era reconhecido pelo profissionalismo que muitos colegas não têm. No Botafogo, por exemplo, eu era aquele que enchia o saco dos outros. Costumava aconselhar os jogadores a fazer isso e aquilo, algumas vezes eles ouviam e as coisas aconteciam, outras vezes não davam bola”.
“Vocês jornalistas são tão apaixonados por táticas e sistemas, falam disso por horas. Mas você sabe qual é a verdade? No futebol moderno há apenas sistemas para o jogo defensivo. No ataque há fluidez total, seis jogadores que movem e trocam de posição com frequência sem que haja um ponto de referência. Durante a minha carreira, eu gastei no máximo 500 euros com jornais. Gosto de fazer minha autoavaliação, mas não gosto de ser influenciado por outros que só te criticam sem entender nada”.
Muita gente não gostou, mas que é verdade, é.
Seedorf, doa a quem doer...

15 maio 2013

Campeões e vencedores

O fim dos campeonatos estaduais revelam o que todo mundo já sabia: são deficitários, pouco atraentes e só servem mesmo para as federações ganharem uns trocos. O único que apresenta alguma coisa, com baitas ressalvas, é o Paulista. O resto, convenhamos, é duro de acompanhar.
No Campeonato Carioca, na verdade, Campeonato Fluminense, mas, sigamos, nem estádio há para acomodar os participantes. As maracutaias do Sérgio Cabral com a Delta culminaram em um Engenhão mal feito, que ameaça desabar sobre os frequentadores, com meros 5 anos de existência.
No Gaúcho, a mesma lenga-lenga entre Grêmio e Inter, com um eventual intruso, como o Juventude ou o Caxias. Assim como no Mineiro, onde a disputa fica entre Galo e Cruzeiro, com participações especiais esporádicas do América. E como no Baiano, muito embora o Bahia tenha se configurado como "freguês" do rival Vitória após sucessivas surras retumbantes.
No Paranaense deste ano, vimos um certame dominado pela discussão em torno da postura do Trétis, doutrinado pelo seu mandatário, que desprezou o torneio, delegando a responsabilidade a um elenco formado por jogadores inexperientes, enquanto o "time principal" angariava uns cobres perambulando por aí. A previsão de Petraglia seria de que o time Sub-23 poderia encontrar um padrão de jogo ao longo da competição e melhorar sua participação no segundo turno, quando os times do interior, dotados de menos condições e, portanto, menos fôlego, perderiam o embalo, abrindo espaço. Assim, contando com a leniência coxa-branca, com a desorganização paranista e a falta de fôlego dos demais, o Furaquinho chegou embalado para a reta final do campeonato. Só não levou porque o time do Coxa era mais experiente, mas, ainda assim, deram um suadouro em Alex, Deivid e companhia. No frigir dos ovos, embora o Coxa tenha levado o caneco, quem ganhou mesmo foi o MCP. Revelou uns dois ou três valores para o time de cima, valorizou sua base, botou pressão no rival, ganhou a queda de braço com a TV, embolsando na final a mesma quantia que o Coxa levou no campeonato inteiro e reforçou sua imagem de bom gestor - ainda que discutível. É mole?
Petraglia perdeu mas saiu ganhando.
Foto: Globoesporte.com

14 maio 2012

É campeão!

Vários campeonatos estaduais se decidiram nesse final de semana. Os principais, aliás.
No Rio Grande do Sul, o Inter bateu o Caxias depois de acordar e reagir ao que parecia ser mais um fiasco colorado, somando-se ao do Mazembe. Mas, o time lançou mão de D'Alessandro e Dagoberto para se levantar na segunda etapa e virar o jogo, confirmando o favoritismo e ampliando a vantagem sobre o arqui-rival com 41 canecos gaúchos - contra 36 do Grêmio.
Em Minas Gerais, o Galo sagrou-se campeão invicto contra o América, depois de assistir ao fiasco Cruzeirense no certame estadual e na Copa do Brasil. O time não se sagrava campeão invicto em Minas havia 36 anos. Coincidentemente, o Galo também tem 41 títulos estaduais contra 36 do Cruzeiro - a numerologia explica esse fenômeno. O título pode sair caro para o Galo, já que sustenta a permanência de Cuca no galinheiro.
No Paraná, o Coxa bateu o Trétis apenas na disputa por pênaltis, depois de um joguinho modorrento, e levou o caneco pela terceira vez consecutiva - repetindo o feito de 39 anos atrás. Claro que a coxarada vai e deve comemorar, mas sempre é sem-graça levar um título nessas circunstâncias. Faltou futebol à dupla AtleTiba. De qualquer modo, o Coxa mantém larga folga, com 36 títulos conquistados, contra 22 do Furaquinho. Petraglia vai ter de suar para arranjar argumentos contra os coxas.
Em São Paulo, o Peixe enfiou 4x2 no Guarani e também faz o "tri", após 43 anos. O último tricampeão foi o mesmo Peixe, na era Pelé, em cima do maior rival à época, o Palmeiras. Agora, o Santos empata com o São Paulo em número de títulos (20), enquanto o Curíntia lidera com 26. E o time de branco volta suas atenções à Libertadores.
No Rio de Janeiro, o Fluminense levantou o caneco após 7 anos de intervalo e soma 31 títulos - contra 32 do Framengo. Apesar do título, a preocupação ronda as Laranjeiras, pois Deco sentiu dores e foi poupado, levantando dúvidas sobre sua participação no primeiro jogo pelas quartas-de-final na Libertadores. Isso porque Fred e Wellington Nem, peças importantes no esquema de jogo Tricolor, já estão no DM!
Agora, jogo emocionante mesmo foi na Inglaterra, Manchester City x Queen's Park Rangers, na última partida do campeonato. O Manchester precisava vencer para levantar a taça depois de um jejum de 44 anos. E tudo ia bem, até que o QPR resolveu aprontar e virou o jogo para 2x1, com um homem a menos, mantendo o resultado até aos 45min da segunda etapa. Aí, como num roteiro de filme americano, o Manchester fez dois gols relâmpagos, na base da raça, e fechou o placar nos estertores da partida. Emocionante!
Os coxas ironizaram o chororô atleticano - e com razão.

07 maio 2012

Definições estaduais

Os estaduais começaram a se definir. No PR, o primeiro Atletiba terminou em empate em dois gols num jogo bastante movimentado, em que o Trétis deixou a vitória escapar ao optar por tentar garantir o resultado. Pagou caro pela cautela, embora tenha metido uma bela bola no travessão coxa-branca em finalização de Taiberson (pronuncia-se "Táiberçon"). Melhor pro Coxa, que perdia até os 35min da etapa final graças a mais uma contribuição do goleiro, que bateu roupa e permitiu a virada atleticana. O empate premiou o empenho coxa na busca pelo empate. Jogo sem previsão de favorito na finalíssima a ser disputada no Couto.
Em SP, o Peixe enfiou 3x0 no Bugre, no Morumba, e cumpriu o script de favorito ao título estadual. Com Digão na torcida, o Peixe teve dificuldades no embate com o esmeraldino campineiro, que se dissiparam assim que Ganso abriu o placar. Com 1x0, ficou mais fácil segurar o Bugre e aumentar a diferença com o brilho de Neymar, hoje, disparado, o melhor jogador em atividade no Brasil. Pouca gente duvida da afirmação de Vadão, de que o caneco já é 99% do time da Vila Belmiro.
Situação parecida vive o emérito tricolor das Laranjeiras, que sapecou 4x1 no Buátafogo, de virada, rompendo a invencibilidade do alvi-negro carioca na primeira partida da final. Antes da bola rolar, meu palpite era de empate em um jogo meio macambúzio. Mas, não foi o que se viu. O time da estrela solitária abriu o placar, levou a virada, esboçou uma reação e abriu espaços para o talento da meiúca Tricolor, que, com Deco inspirado, fez por merecer os 4 tentos. Antes mesmo da justa expulsão de Lucas, o Flu já era superior em campo, dado o recuo botafoguense depois de inaugurar o marcador com belo gol de Renato. E o belo gol de bicicleta de Fred foi o destaque da imprensa esportiva!
Fred já se prepara para ter atividade na aposentadoria.

01 maio 2012

Gandulas

A mais nova polêmica no futebol tupiniquim não se dá no gramado, mas no entorno. Mas especificamente, com os gandulas, que são alvo de discussão acerca de seu ofício e suas atitudes. "Gandula" ou "apanha-bolas", como dizem os patrícios, é a pessoa responsável por buscar as bolas que são jogadas para fora do campo em uma partida de futebol. A função surgiu depois da construção do Maracanã, pois as bolas que caíam no fosso precisavam ser apanhadas por alguém. A origem do nome brasileiro também é antiga e curiosa: reza a lenda que, em 1939, o Vasco da Gama trouxe da Argentina um atacante chamado Bernardo Gandulla. Ele nunca se adaptou ao modo de jogar do time (o que não é surpresa em se tratando de Vaishco) e não chegou a ser escalado. Tentando mostrar utilidade para o grupo, Gandulla corria atrás da bola para devolvê-la, quando ela saía do campo. Uma nobre característica sua era buscar as bolas não apenas para seu time como também para o adversário, demonstrando uma das primeiras e mais bonitas manifestações do fair play. Sua atitude ganhou a simpatia da torcida e, após seu retorno para a Argentina, seu nome passou a ser referência para os que apanham as bolas que saem do campo. Via de regra, os gandulas são alocados nos jogos pelos mandantes, porém, dependendo do jogo, as Federações é que se responsabilizam pelos repositores de bola, a fim de evitar que aconteçam favorecimentos.
O bafafá acontece depois que gandulas do Beira-Rio e do Engenhão tiveram destaque. No estádio de Porto Alegre, os repositores colocam a redonda no lugar para a rápida cobrança de escanteio a favor do Inter, o que acaba surpreendendo a desatenta defesa adversária. Nada de errado nem de ilegal, apenas a reclamação de que o mesmo deveria acontecer quando é o adversário que vai para a reposição da bola em jogo. Reclamação que Luxa, como sempre, levou a extremos, entrando em ríspida discussão com o gandula, o que lhe rendeu uma justa expulsão para deixar de ser besta - o que não vai acontecer, claro.
Já no Rio, a professora de Educação Física Fernanda Maia, de 23 anos, teve atuação decisiva no primeiro gol da Estrela Solitária ao agilizar a cobrança do lateral em favor do Botafogo. De novo, nada de errado, já que essa orientação, segundo Gaciba, é seguida por todos os gandulas e em favor de ambos os times.
O fato é que o gandula está lá para entregar a bola rapidamente ao jogador que a reporá em jogo. Se isso acontece sem benefício a um dos lados, fica tudo certo. Talvez o melhor jeito para evitar desvios seja a Federação local se responsabilizar pelos gandulas, tirando do time mandante a escolha desses auxiliares e prezando pela imparcialidade do jogo.
Foto: Reprodução Internet
A gandula botafoguense que bate um bolão
(Fonte: O Dia online)

27 fevereiro 2012

Retomando o assunto...

Passado o baque do intervalo de festas de final de ano e a chatice do Carnaval, recomeça o saudável debate em torno do futebol, tendo como tema central os certames estaduais. Com ênfase nos campeonatos do Rio de Janeiro e de São Paulo, por serem os centros mais importantes, e no campeonato paranaense, para poder sacanear os amigos. Tá, e o gaúcho, vai...
No Paulista, o clássico entre Palmeiras e Bambis terminou com um empate de 6 gols, deixando o Curíntia mais solto no topo da tabela. O clássico foi disputado e, claro, com reclamação contra a arbitragem. Por incrível que pareça, dessa vez não é o Leão quem protesta, mas o Palmeiras, que teve o argentino Hernan Barcos como destaque ao marcar duas vezes. O time do Parque Antártica esteve à frente por 3 vezes no placar mas levou o empate de um São Paulo que vê o pelotão da frente se distanciar - tem 19 pontos contra 26 do líder Corínthians, que teve a "volta" de Adriano. E não é que o gordo marcou de novo? Havia mais de 3 meses sem fazer nada, o cara volta e marca um tento em mais uma vitória importante do Timão, deixando seus rivais comendo poeira - está a 4 pontos do segundo colocado. Haja estrela! Quem vem crescendo em campo é o Peixe. Sapecou uma goleada na Ponte (6x1 foi de doer) e vê Ganso crescer de produção, o que muito alenta aqueles que prezam o bom futebol.
No Gaúcho, o Grêmio, de novo, deu vexame. Na estreia do "profexô" Luxeba, perdeu a vaga para a decisão da Taça Piratini, o 1º turno do certame gaúcho, após eliminar o arqui-rival. Assim, o Inter riu por último e Luxa terá trabalho para se acertar nos pampas, já que elenco que é bom, carece ao Grêmio.
No Paranaense, o Trétis levou o caneco do 1º turno ao bater o Paranavaí como visitante, contando com o tropeço providencial do então líder Cianorte, que resolveu empatar com o Arapongas. Depois de ceder a dianteira ao time do interior quando empatou com o Coxa, o rubro-negro do meio-estádio comemora não só o título, mas também a má fase do time do Alto da Glória, que se desmantelou e não vê muitas chances de reencontrar o bom futebol, já que as peças de reposição não estão à altura dos antecessores.
No Carioca (melhor seria Campeonato Fluminense, mas aí já me chamariam de tendencioso), o Fluminense derrotou o então invicto e imbatível Vasco na decisão da Taça Guanabara, o 1º turno do campeonato do Rio de Janeiro. Por ironia, o Flu só se classificou para a decisão com uma ajuda do time da Colina. No jogo, entretanto, o Tricolor das Laranjeiras foi melhor, sobretudo depois de abrir o placar. Com Deco em grande fase, o time da camisa mais bonita do brasil, quiçá do mundo, dominou o adversário e fez por merecer a vitória, ainda que o Vasco tenha criado suas chances de gol. Com dois gols de Fred, o artilheiro das chuteiras negras, o Fluminense manteve o Vasco sob pressão.
26 de fevereiro: Torcedora do Fluminense aguarda o início da decisão da Taça Guanabara contra o Vasco; time tricolor venceu por 3 a 1 e conquistou o primeiro turno do Campeonato Carioca   Foto: Daniel Ramalho/Especial para Terra
A torcida mais bonita do Brasil comemorou a Taça Guanabara.
Foto: Daniel Ramalho/Especial para Terra

24 janeiro 2012

Recomeço

Em ritmo pré-carnavalesco, o futebol começa a aparecer na telinha.
Na Copinha, os maiores ganhadores, Flu e Curínthia, fazem a decisão na quarta, no ingrato horário das 10h. Bem, ingrato para quem tem que ralar, óbvio. Será o jogo dos melhores times, do pouco que se pôde acompanhar da competição. Embora os mais entusiastas das Terras dos Pinheirais imaginassem uma final paranaense com a dupla AtleTiba, as equipes não foram páreo para seus adversários das semifinais. O Trétis levou uma sova sem tamanho do Timão, que enfiou 6x0 (como diz o Cleiton, placar de tênis) no rubro-negro da Baixada, num jogo que o Furaquinho não fez seu papel. Não jogou. Assistiu a partida dentro de campo. A defesa ficou atabalhoada e o time desmontou com os 2x0 logo nos primeiros minutos de partida. Resultado, passeio corinthiano. Na outra semifinal, o Flu teve mais trabalho, mas superou o Coxa por 4x0. Mas não foi tão moleza assim, pelo menos no início do jogo. Até abrir o placar, o Flu esteve ligeiramente melhor, com certa pressão coxa-branca à meta Tricolor. O gol de Marcos Júnior abriu a porteira e o caminho se pavimentou naturalmente até à final. Penso que o Corinthians é o favorito, pois o time tem atropelado os adversários nessa reta final, com volume de jogo e personalidade. Veremos.
Nos Estaduais, poucas surpresas. A exceção foi no Sul, onde Inter e Grêmio perderam na estreia. O Grêmio, em pleno Olímpico, levou um baile do Lajeadense e tomou 2 na sacola. O Inter, por sua vez, até saiu na frente com 2x0, mas levou a virada do Avenida. De resto, sem surpresas: os grandes confirmaram o favoritismo e levaram 3 pontos, mesmo quando jogaram com seus reservas - notadamente no Rio. O Coxa começa a sonhar em repetir o feito do ano passado, quando venceu a rodo e impressionou com a volúpia da equipe em campo. Mas acho que as águas passadas não voltam mais - acabou o encanto e o time não é mais o mesmo. O Trétis, jogando em Ponta Grossa, aposta na recuperação junto à torcida depois do fiasco no Brasileirão 2011. Enquanto isso, o Paranito, com Ricardinho no papel de técnico, acompanha tudo pela TV...
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Paranito no Estadual

24 abril 2011

Estaduais


O Coxa, mais uma vez, sapateou no reduto atleticano e levou o caneco do Paranaense com uma retumbante vitória de 3x0. Um chocolate de Páscoa. Gracejos à parte, temos de reconhecer que a campanha coxa-branca está impecável até agora, enchendo seus torcedores de orgulho Ainda que o caminho não tenha sido lá muito espinhoso, 21 vitórias consecutivas são um feito que merece comemoração. O Trétis até facilitou com a expulsão precoce do zagueiro Manoel, que já teve seu auge e hoje é mais problema que solução. Já o Coxa tem em sua meiúca a resposta à boa fase, pois o trio de meias-atacantes Marcos Aurélio, Davi e Rafinha tem conseguido fazer as jogadas e organizar o jogo. E a marcação, com Léo Gago e Leandro Donizete, até soube jogar, ousando no ataque quando o jogo deixava. O ponto falho, hoje, talvez seja o comando de ataque, pois Bill é um desses centroavantes trombadores, sem muita técnica. Faz gol, verdade, mas é daqueles que perde 9 para fazer 1. Seu cartaz com a torcida é mais fruto do que criam os meias que de seu próprio jogo. Enfim, armado em seu 4-5-1, o Coxa fez bonito. Veremos como ambos os times se portarão na Copa do Brasil, que é o que lhes resta.
No Paulistão, deu a lógica - para sorte da Federação Paulista. Os 4 grandes passaram às semi e vão se enfrentar: o clássico SanSão e Curíntia x Parmêra decidirão os finalistas para ver quem fica com o caneco de 2011. Com o que vem jogando o Neymar, auxiliado por um genial Ganso em recuperação e pelos competentes Danilo e Arouca, o Peixe é o favorito, mas, até lá, muita água vai rolar.
No Rio, infelizmente, deu zebra e o Fluminense não fez valer seu melhor futebol. O campo pesado, o cansaço da guerra na Libertadores e um certo azar pararam o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, e a Taça Rio será decidida entre dois time menores, sem o mesmo glamour e talento. Enfim, perdeu a graça o já combalido certame fluminense...
No gaúcho, ganha um doce quem adivinhar os finalistas do segundo turno!

17 abril 2011

Semifinais de estaduais

Definidas as semifinais da Taça Rio: FlaFlu no domingo de Páscoa e Vasco x Olaria no sábado. O Buatáfogo, mesmo ganhando do América, deu adeus ao sonho do bi. O Vaishco deve passar pelo Olaria, apesar do time ser capenga. RGomes até pode se esforçar, mas o time da cruz de malta é fraco mesmo. Nunca vi um time com um jogador chamado "Rômulo" dar certo. Vai ver a disputa do caneco pela TV. O clássico mais charmoso do Brasil acontece depois do Flu enfrentar o Argentino Juniors pela Libertadores. Não que um evento tenha relação com o outro, mas um eventual (e improvável) sucesso Tricolor em terras estrangeiras trará um time mais animado para enfrentar o invicto rubro-negro. Neste, aliás, TNeves vem fazendo mais que o badalado maloqueiro do Rio Grande, que, até agora, foi mais marqueteiro que jogador. Bem, se der a lógica, o FlaFlu será um jogo equilibrado, com resultado imprevisível. Mas sou mais o Flu, que tem mais time - pena que não engrenou.
No Paulista, uma regra meio besta nesse ano... A Federação, na ânsia de garantir os quatro grandes entre os finalistas, aumentou o número de classificados para oito e as semifinais serão em sistema de mata-mata com um jogo apenas. No próximo final de semana teremos São Paulo x Portuguesa, Palmeiras x Mirassol, Corinthians x Oeste e Santos x Ponte Preta. A Ponte deve dar trabalho pro Peixe; a Lusa oscila bastante e pode surpreender os Bambis. Ainda assim, os 4 grandes devem passar adiante. O Juca Kfouri tem razão em propor um certame em que se classifiquem 4 com semifinais em dois jogos. Seria melhor...

11 abril 2011

Generalidades

O Trétis demitiu Geninho de modo nada elegante e trouxe Adilson Batista. A pergunta fica: que vantagem levou Maria? Entre Geninho e Adilson, não vejo lá muita diferença. Se fosse para ser grosseiro desse jeito, que fosse para contratar o Mourinho, pelo menos! Ficou feio para o clube do meio-estádio... Enquanto isso, o Coxa, mesmo sem grandes esforços, segue firme rumo ao bi, e o Paranito, à Segundona do Estadual, numa decadência sem precedentes - exceto, talvez, quando o Flu desceu à terceirona, mas isso é passado.
Por falar no Tricolor, este voltou a jogar uma partida razoável após uma longa hibernação. Verdade que o Americano é daqueles oponentes que facilitam o brilho do adversário, mas, para um time que oscilava demais em função da falta de equilíbrio emocional, o Flu virou o placar e recuperou a auto-estima. Que assim perdure para a Libertadores. Já o Buatafogo conseguiu perder para o 'bonde' do Framengo e continua titubeante após a saída de Joel Santana. Quem diria que algum time iria sentir a falta do falastrão Joel?
No Paulista, o Corínthians apresentou Adriano à torcida, mas esqueceu do futebol. E perdeu para o Azulão, dando chances para o Peixe chegar à terceira colocação no certame. Sorte dos 'mano' que o Peixe resolveu titubear frente ao Americana e se manteve em quarto. O que mudou mesmo foi a postura de Neymar. Se foi devido às duras de Muricy, ainda veremos, mas o guri estava menos vedete no jogo do fim de semana. Apanhou sem fazer cena e sem dar piti. Isso é novidade...
Outro time que dispensou o treinador foi o Inter. Aliás, demorou para se livrar de Roth, um dos tantos mentirosos que se seguram em rodízio nos times brasileiros, junto com Autuori, Tite, Oswaldo de Oliveira, Joel Santana, Caio Jr., Adilson Batista, Leão etc.. O Colorado foi buscar Falcão, que ainda tem de mostrar que sabe treinar time. A conferir.

27 março 2011

Aqui e acolá

No Emirates Stadium, em Londres, onde o Brasil tem jogado com bastante freqüência, a Seleção de Mano Menezes bateu a Escócia com dois gols de Neymar, destaque da partida. O time não fez uma apresentação brilhante, mas jogou para o gasto, contra um adversário limitado tecnicamente - por vezes, os escoceses pareciam não saber o que fazer com a bola, como se inebriados pelo produto mais difundido da cultura escocesa. À parte o fraco adversário e os desfalques que atrapalharam a escalação, pudemos perceber que certos nomes, insistentemente chamados por Mano, não colam com a amarelinha. Jadson e Renato Augusto não devem durar muito por lá, pois Kaká e Ganso devem assumir seus lugares. Também pudemos ver que Lucas tem futuro nessa constelação. Novo, participou com certa desenvoltura. Penso que a escalação de Lúcio, jogador veterano, bom zagueiro, mas que, por conta da idade, dificilmente chegará a disputar as competições previstas, ainda mais por conta dos nomes que estão a surgir, deveu-se à pressão por resultados, já que os últimos dois jogos foram de derrotas para o nosso time.
No estadual dos Bandeirantes, Rogério Ceni fez história e fez em cima do Timão, para delírio dos torcedores do time do Morumbi e desgosto dos 'mano', que ainda viram um tabu de 4 anos escoar pelo ralo. Ao anotar seu centésimo gol, o goleiro-artilheiro marca seu nome no futebol mundial, coroando uma longa carreira que, claro, já está na fase descendente. Talvez seja o momento de Rogério Ceni sair de cena, ainda por cima, ainda brilhando. Já o Curíntia, assim como os Bambis, permanece no encalço do Parmêra, líder do certame paulista. Mas vai ter de ajeitar o time para a entrada de Adriano, contratado para assumir o comando do ataque no time. Eu acho que o Timão vai se enterrar, pois Liedson vem bem e o problemático Imperador não veio para somar, mas para complicar.
Já no Clássico dos Gigantes, houve maus tratos à bola. No primeiro tempo, até que o jogo rendeu, com alternância entre as equipes e um certo empenho. Mas, no segundo tempo, o que se viu foi uma acomodação geral e um desprezo à rainha do espetáculo. Nem Flu nem Vaishco mereceram ganhar e o zero no placar reflete o desmerecimento de ambos na recompensa do gol. Pelo lado Tricolor, o resultado é pior, pois o time depende de resultados para tentar chegar à final da Taça Rio. Porém, não se viu nada parecido com a empolgação demonstrada na última partida da Libertadores. Fred e Emerson, por exemplo, mal tocaram na bola. Que se apaguem os 45min finais da partida, pois aquilo não foi futebol.

20 março 2011

Crise?

Os clubes de melhor futebol no Brasil passam por um momento de baixa. Flu e Santos não se acham em campo e padecem tanto na Libertadores quanto nos estaduais. Crise técnica e, no caso do Tricolor, confusão administrativa também.
O Peixe fez campanha igual à do Flu na Libertadores: empatou duas e perdeu uma. Porém, fica melhor na tabela por ter empatado apenas uma em casa e por ter adversários mais frágeis também. E, no Estadual, com uma ampla gama de classificação para a próxima fase, sua situação não é das piores. Mas, o que se viu em campo é que preocupa. Embora Ganso tenha voltado em grande estilo, a zaga tem comprometido, com destaque para Edu Dracena. O cara parece que joga em câmera lenta! Tem se colocado mal, tem se atrapalhado com a bola... Enfim, Dracena, que já não é lá essas coisas, parece que atravessa uma fase bastante ruim, com tudo que faz dando errado. Um "Midas" ao contrário: botou o pé, dá merda! O Peixe ainda pode voltar a contar com Arouca, que manda muito ali na meiúca; ainda conta com nomes como Neymar, Elano e Ganso, que ajeitam a redonda... Mas, falta zaga.
Já o Flu, parece ter saído dos trilhos com a saída de Muricy. Sabem-se lá os verdadeiros motivos da saída do trinador. Acho que ele tem muito crédito, mas é difícil acreditar que "apenas" a falta de estrutura tenha sido a causa da saída. O buraco é, seguramente, mais embaixo - e ainda veremos onde ele fica. Uns falam em Diretoria dando pitaco na escalação, outros comentam que o patrocinador teria botado as asinhas de fora... O fato é que o Flu se bagunçou com a mudança de Direção e esperamos que essa mudança tenha sido para melhor, com seus frutos sendo colhidos mais adiante. Mas, o que se vê no imediato é um sacolejo forte no navio, fazendo algumas vítimas. E perder o timoneiro no meio da Libertadores não é nada bom! Claro que Muricy é um baita treinador - acho que o melhor do Brasil, mas nem por isso deve ser determinante para o sucesso de um time com o elenco do Tricolor. Gente experiente, gente de talento... Qualquer treinador razoável pode fazer sucesso com aqueles caras. Antes que um piadista mencione, Caio Jr., um dos cotados para suceder Muriçoca, não é razoável! Já Abel, o nome do momento nas Laranjeiras, esse, sim, teria estofo para a missão. Pena que só viria em junho! Até lá, ficar com um "interino" é pedir para se afundar no lamaçal que ficou a Libertadores.
Por aqui, o Coxa continua firme no caminho da roça. Não encontra páreo e segue atropelando. Claro que os coxas estão por cima, mas já estão se achando por conta disso. Calma, coxas... Vamos ver quando o time jogar contra um aversário melhorzinho. O Trétis, até agora, só jogou com a camisa e começa a sentir o peso da cobrança da torcida. Eo Paranito se recupera, saindo da ZR e chegando à terceira posição. Quem diria??

14 março 2011

Volta e reviravolta

Ganso voltou aos gramados em grande estilo. No jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto, o craque mostrou que sabe tudo do nobre esporte bretão. Logo no primeiro toque no melão, botou Zé Love em condição de fazer a jogada para o primeiro tento santista. Para completar, fez o segundo, acompanhando bem a jogada como um legítimo avante. Não bastasse, ainda fez jogadas perigosas e comandou o time. Time que obedece à batuta do jovem líder, que parece ter ascendência sobre os companheiros, inspirando-os dentro de campo. Ganso é, para mim, um talento primoroso, de raro valor, que terá, caso nada atrapalhe o trajeto, destaque do mesmo calibre de Ronaldo Gaúcho em seu ápice - que chegou a ser comparado a Pelé e Maradona, pelo trato com a redonda em campo. Claro que o Peixe não terá condições de segurar o jogador caso se confirme o estrelato, mas também não precisa correr os riscos desnecessários gerados pela postura arrogante na negociação com o atleta. Ganso já se mostrou um tanto ressabiado com a Diretoria santista e não será surpresa se logo sair para um clube europeu. Especula-se o Milan, que vem conversando com o jogador.
No Fla-Flu, o jogo dos vira-casacas: Emérson Sheik pelo Flu e Tiago Neves pelo rubro-negro. Embate equilibrado, com um Framengo mais consistente em campo no primeiro tempo e um Flu melhor no segundo. RGaúcho não é nem sombra daquele que outrora encantou o mundo, embora, claro, imponha respeito. O Flu ainda não engrenou em 2011, não só no aspecto técnico, mas também no tático. O Flu inssite em jogar esperando o adversário, quando deveria primar pela posse de bola, pois tem gente para tal. Os retornos de Conca e Sheik também não surtiram o efeito desejado, talvez pelo fato de não estarem 'nos cascos', e as apostas Araújo e Souza não renderam tudo que se espera deles.  Quem não vem jogando nada mesmo é o lateral Carlinhos - não que um dia tenha sido craque, mas está muito abaixo do que vinha mostrando. Quem se destacou foi Gum, que defendeu e atacou, até metendo bola na trave. O Framengo é um time razoável, que joga direitinho dentro de seu esquema sem um adiantado fixo, com TNeves e RGaúcho comandando a meiúca, mas que ainda precisam se entender melhor. Sobretudo o gaúcho, que se esmera nas firulas pouco objetivas. O lateral canhoto Egídio se destacou pelas arrancadas, que levaram perigo à zaga Tricolor. No final das contas, o melhor em campo foi o jovem árbitro Pathrice Maia, que soube levar bem a partida.
O chato mesmo foi ver a saída de Muricy Ramalho. Ninguém pode negar que ele é, hoje, o melhor treinador do Brasil. Fez história no Flu ao ganhar o título de 2010 com o elenco reserva e ao refutar a saída do clube para ir à Seleção, sonho de qualquer profissional do futebol. Saiu reclamando da falta de estrutura disponível para trabalhar no Tricolor, fato já apontado por treinadores anteriores. Capeão brasileiro, Muricy já cobrava, publicamente, que a direção do Flu investisse naquilo que ele pedia. Ou seja, já se sabia que o treinador estava insatisfeito. E já se sabia, antes disso, que o clube precisa de melhores condições: campo de treinamento, instalações para condicionamento de atletas, departamento médico... O novo presidente continua afirmando que esta é sua prioridade. Muricy, pelo jeito, não acreditou.

21 fevereiro 2011

Pois é...

O fim de semana foi cheio de surpresas...
Primeiro, o Flu paga um vexame colossal ao perder a vaga na final da Taça Guanabara para o Boavista - sabe Deus de onde vêm esses caras. Elenco estrelado, torcida linda e o escambau... Ainda assim, o time não mostra tudo que se espera no gramado e, embora tenha feito dois, cedeu o empate e ficou nos penais. Parece que a 'Concadependência' do Flu se fez sentir, ainda mais com Souza apagado e Deco no DM.
Depois, o Buátafogo me faz o mesmo contra o Framengo, deixando a maloqueirada decidir a Taça Guanabara contra o timeco do Boavista. Haja paciência...
No Domingo, no clássico paulista entre Corínthians e Santos, foi de dia de Santos: Fábio Santos! O cara marcou dois e ainda atazanou na meiúca dos gambás. Dentinho também incomodou a defensiva santista. O Peixe, por sua vez, foi sombra do time que por vezes encantou. Neymar, apagadíssimo, não se entendeu com Diogo - este, perdido em campo. E a defesa praiana, sempre que pode, bate cabeça. Nem Elano, apesar do belo gol, escapa das críticas.
No Atletiba, pelo menos, deu a lógica. O Coxa, que vinha embalado, tratorou o Patético e assegurou o caneco do 1º Turno do Paranaense. O jogo começou com pinta de lavada coxa-branca em cima do Furaquinho... Mas, aí, veio a clássica acomodação do time do Alto da Glória e o Trétis conseguiu reagir, chegando até a assustar a torcida do Couto. O quarto gol deu o alento que os coxas precisavam. A pergunta que ficou é: onde estava Paulo Baier? O velho não apareceu como de costume e o rubro-negro da Baixada sentiu sua falta.

14 fevereiro 2011

A notícia da semana

O nosso Sub-20 atropelou o do Uruguai e levou o caneco do Campeonato Sul-Americano Sub-20 pela terceira vez consecutiva - já havia sido campeão em 2007, no Paraguai, e em 2009, na Venezuela. É o 11º título da Seleção Brasileira (maior vencedora de todos os tempos) na história da competição realizada desde 1954. De quebra, assegurou a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, para buscar a inédita medalha de ouro. O Uruguai, vice-campeão, também está classificado. Já a Argentina, atual bicampeã olímpica (2004 e 2008), infelizmente não poderá defender o título e terá que se contentar com a vaga no Mundial Sub-20, que será disputado entre julho e agosto na Colômbia. Do que vi, nosso time é tecnicamente bastante superior aos demais. A derrota para a Argentina foi um acidente de percurso motivado pelo nervosismo dos guris, que sentiram o peso do clássico. No mais, Neymar, Lucas e cia. são bastante superiores aos seus pares sulamericanos. A Argentina mostrou um timeco, deixando no ar a dúvida sobre o futuro do time principal. E vale louvar a volta do Uruguai a uma Olimpíada, depois de 84 anos de ausência.
No fraco Paranaense, a dupla Atle-Tiba tem feito o dever de casa e os times farão o clássico no final de semana com ares de decisão do 1º turno. Tem tudo para ser um bom jogo, pois o Coxa está em alta e o Furaquinho vem embalado, com Paulo Baier regendo o time. A nota triste é o Paranito, que virou saco de pancadas.
No previsível Paulista, o Parmêra se organizou e assumiu a dianteira, aproveitando a deixa do Peixe, que ainda espera seus astros. O Curínthia é que parece ter perdido o rumo, enquanto os Bambis encostam nos líderes.
No chato Carioca, o Botafogo tropeçou e fará a semifinal da Taça Guanabara contra o temido Framengo, enquanto o Flu, líder de seu grupo, encara o Boavista. He-Man segue fazendo gols, Loco Abreu retorna ao time contra o rubro-negro, que espera o brilho de Ronaldo Gaúcho. Minha aposta: final da Guanabara com clássico Vovô!
Ronaldo
A notícia da semana é que o Fenômeno vai parar. Com 35 anos, várias cirurgias e muito sobrepeso, o atleta que encantou o mundo com seu futebol anuncia que não dá mais. Pensa e o corpo não reage. Atleta de carreira formidável, despontou pelo Cruzeiro de Belzonte e passou pelos principais clubes de sua época - menos o Fluminense. No Ajax* e no Barça, sucedeu Romário, uma tarefa árdua que foi feita com brilho. Aliás, não saberia dizer qual dos dois foi mais. Talvez o Fenômeno fique na frente pelo critério 'resultados': artilheiro em Copas do Mundo com 15 gols, artilheiro da Seleção (só perde para Pelé) com 62 gols, bi-campeão do Mundo (94 e 02) e eleito o 'melhor do mundo' pela FIFA em 3 ocasiões (1996, 1997 e 2002). Como ele mesmo disse, foi uma linda carreira. Veja o especial que o Estadão preparou aqui!
Óbvio que Ronaldo sai de campo, mas não larga o mundo da bola. Ele é um ícone do futebol e sua imagem tem muito valor para simplesmente se apagar. Ainda mais atrelado aos inúmeros contratos de publicidade, como é o caso atual. Do que deu a entender, Ronaldo não é bobo. Tudo bem, confunde travesti com mulher, mas parece que se mexe bem no mundo dos negócios. Seu envolvimento com empresários, suas iniciativas, embora sem muito detalhes, sugerem que o ex-atleta poderá se dar bem na aposentadoria da bola. Diferente de um Romário, que apela para um carguinho na Câmara para pagar pensão às ex-mulheres, Ronaldo parece suficientemente desenvolto para virar empresário. Tomara que saiba se cercar de gente decente - espertos, claro, mas decentes.

* falha nossa... Era para sair PSV no lugar de Ajax!

07 fevereiro 2011

Clássicos

O Trétis afundou de vez o Paranito ao socar-lhe 5 tentos no clássico da capital. O Paraná caminha a passos largos rumo à segundona estadual, segurando a lanterna numa campanha aquém de 'ridícula'. Mesmo com um ambiente conturbado pela recente saída do treinador, o rubro-negro ainda foi mais time que esse amontoado que o Paraná coloca em campo. O time bicolor não ganhou nenhuma partida e Cavalo, seu treinador, não deve durar muito no cargo. Já o Coxa segue na ponta, em jogo que Davi, Rafinha e Marcos Aurélio infernizaram a zaga do 'poderoso' Rio Branco enquanto Bill balançava o barbante. Se o Trétis parar de frescura e jogar bola, é bem capaz que tenhamos a dupla atle-tiba no final.
No Paulista, o Peixe apenas empatou com o Sto. André. Apesar de martelar para empatar o jogo, não conseguiu manter o ritmo para conseguir a virada. Quero só ver quando Neymar e Ganso voltarem ao time. O Curínthia bateu o Parmêra no clássico paulista, mantendo o tabu de não perder para o rival desde 2009. Depois da decepção da eliminação antes mesmo de disputar a Libertadores, com torcedores revoltados depredando o clube, o Timão entrou em campo sob pressão e enfrentava um rival com 5 vitórias consecutivas no cartel. Invertendo a lógica, como é comum no futebol, deu Curínthia, que afasta, por ora, o clima azedo e a ameça de demissão de Tite. O belo gol de Alessandro se deu nos minutos finais, incrementando o sofrimento palmeirense. Pena que resolveu comemorar de modo um tanto inusitado, chutando a placa de propaganda da patrocinadora do Palmeiras e apontando para a patrocinadora do Curínthia. A que ponto chega o comércio, não? A torcida palmeirense ainda viu o time parar nas seguidas intervenções de Júlio César e  Marcos operar alguns 'milagres'. Enfim, foi um jogo disputado que redimiu o elenco alvi-negro mas não aplacou a ira da torcida. Quem tropeçou foi o São Paulo, tomando de 2 do Botafogo de Ribeirão Preto, em noite pouco inspirada de Rivaldo - agora, sim, mostrando o que pode ser ao elenco ao longo de 2011. Apesar da experiência, o coroa foi facilmente contido pela defensiva do time do interior, dando mostras de que sua participação em um time de ponta não será assim tão fácil.
O Clássico Vovô teve todos os ingredientes de um clássico: virada de jogo, confusão entre jogadores, expulsões, árbitro confuso, defesas milagrosas, vários gols... Só faltou justiça! O Flu bateu, mas não levou. Fustigou, mas não marcou. Enquanto o Botafogo teve mais felicidade em suas conclusões e uma ajudinha do árbitro na marcação do segndo penal - inexistente, o Flu manteve mais a posse de bola e tocava o melão. Conca, apagado, não fez jus ao estrelato. Fred esteve nervoso, assim como o resto do elenco, ao tentar reverter o placar. Faltou tranquilidade ao time. E André Luiz leva o troféu abacaxi pela atuação atabalhoada da noite.
No Sub-20, tivemos o clássico Brasil x Argentina. E o Brasil começou mal demonstrando todo seu nervosismo em lances ríspidos de disputa. Até que o zageurião Juan exagerou, desferiu uma cotovelada num atacante em plena área e foi expulso, além de dar o penal para os gringos. Isso tudo antes dos 10min! Bicho burro. Mesmo assim, o Brasil não esmoreceu e foi incisivo na busca pelo empate. Pena que o exibido do Neymar insiste em tentar o drible a toda hora. E sempre encena uma falta, no que nem a mãe dele acredita mais. O gol de desempate dos gringos foi bonito, convenhamos. Apesar da falha da zaga, Iturbe fez uma bela jogada, costurando nossa defensiva.
Nota-se, no jogo dos guris, o papel que a experiência tem na formação do atleta de futebol. Os guris 'espanam' nos momentos decisivos. Perdem a cabeça, são afoitos. Pode a técnica ser refinada, mas carecem de mais tranquilidade no momento de decidir. A tal 'malandragem' que os veteranos ostentam, assim como alguns jovens mais brilhantes - Ganso, por exemplo.

Nota de rodapé: até que enfim o Vaishco ganhou uma, hein? Depois de 4 derrotas e um empate, o time fez 3 pontos em uma partida, na estreia de Ricardo Gomes.

30 janeiro 2011

Começo de ano

Começo de ano é assim, fraco de futebol. Temos de nos contentar com 'aperitivos' como a Copinha, o Sub-20 e uns jogos da 'gringa'. Apesar de todo o esforço da mídia, os Estaduais continuam fracos, servindo como um bom treino para o Campeonato Brasileiro. Vá lá que a tal rivalidade local ainda estimule os clássicos, mas o entusiasmo já não é o mesmo. E não é para menos, já que os times são, invariavelmente, muito díspares. Ficam os 'grandes' contra uma renca de elencos mal-formados. Isso quando os ditos grandes têm time.
No Paranaense, já livre da aberração do 'supermando', o Coxa dispara na dianteira, repetindo o ano passado, o Paranito continua desanimador e o Trétis vive dias turbulentos. No tricolor, a péssima fase do clube como entidade ameaça seu futuro. Dívidas recorrentes e os desencontros no âmbito administrativo parecem ter condenado o time a desempenhar um papel secundário, implicando em deixar de ser um dos 'grandes' caso não trilhe o caminho da reorganização. O Furaquinho acabou 2010 surpreendendo, alcançando uma notável posição final. Porém, no Paranaense, deixa a desejar. Parece-me que Manoel passou da fase em que tudo dava certo para apresentar seu verdadeiro futebol: baita disposição física, pouca cabeça. Depois de não ter sido negociado como desejava (e até forçou a barra para tal), ficou no clube meio a contragosto e mostra sinais de que vai gerar confusão. Melhor seria ter vendido o zagueiro que, apesar de bom, não é tudo o que ele pensa ser. Outro que ainda vai dar dor de cabeça ao Furaquinho é Madson, baixinho que se acha um gigante em campo mas que não passa de estatura mediana.
No Carioca, sem surpresas, exceção feita aos vexames do Vaishco, que consegue perder para os timecos do interior e da periferia da capital. Resultado das contratações de estrelas polêmicas e sempre encrenqueiras, como Carlos Alberto e Felipe, que pouco somam ao combalido elenco cruzmaltino. Este, aliás, não mostrou a que veio, a não ser que tenha vindo para curtir a praia. Os dois são conhecidos pela carreria conturbada - por onde passam, criam problemas. Não seria diferente no clube da Colina, certo? Carlos Alberto chegou até a bater boca com Dinamite nos vestiários após a 3ª derrota consecutiva do time. O cara é o 'craque' do time e não quer cobranças? É muita estrelice... A má fase do Vaishco dá margem para que vigaristas como Eurico Miranda se manifestem, aumentando a pressão sobre Dinamite, que tem de reerguer um clube dilapidado durante anos pela corja que lá esteve.
No Paulista, o Peixe, com o melhor elenco, vai à frente, enquanto Bambis, Parmêra e Curíntia tentam se equilibrar. Imaginando a volta de Ganso e Neymar ao time, prevejo um Santos muito forte, formando, com o Flu, os times a serem batidos - com vantagem para o time da Baixada Santista. Talvez o campeonato paulista ainda seja o único estadual com algum equilíbrio. Pelo menos sempre aparece um ou dois times 'estranhos no ninho' para atrapalhar a vida dos grandes, fato mais raro nos outros certames estaduais.
A mídia, especialmente a carioca, que é bairrista pacas, louva a 'boa fase' do futebol carioca, ressaltando as 'grandes contratações'. Sei não, mas acho que, de novo, os cariocas se iludem com esses factóides e arrotam a pujança que não têm. A contratação de RGaúcho, cercada pela imprensa e pelas artimanhas de seu irmão empresário, ainda é uma incógnita. O que eu acho é que ele joga o campeonato local e volta à vida de boêmio. Thiago Neves jogou muita bola no Flu e pode ser que esteja bem. Como ninguém sabe dizer, esperemos para ver o que acontece... Ou seja, muita farofa e pouca carne nesse churrasco.

25 abril 2010

1ª do Paulistão

O jogo dos santos começou equilibrado, embora o Sto André tenha tido ligeiro predomínio. O gol de Ganso que Robinho impediu, apesar de uma jogada fortuita, mostrou que o elenco santista dispõe de bala na agulha. Aí veio o gol do Sto André, contando com um certo vacilo do arqueiro Felipe. E deu branco no time da baixada. O Sto André manteve o predomínio e quase marcou mais um. O Peixe ainda ensaiou uma retomada das rédeas, mas o primeiro tempo se acabou. E Neymar nem voltou para a etapa complementar.
E o Peixe começou a ficar nervoso. Quer dizer, as jogadas até saíam, com tabelinhas, passes e firulas, mas nada de conclusão. Até que Ganso enfiou a bola no segundo pau para André chacoalhar o barbante. Alívio na casa 66 da Delphim Moreira. Um gol de certa largura, pois a bola foi jogada na área e, por acaso, caiu na cabeça do atacante. Mas, deu o moral necessário para a equipe tocar a bola. E aí, no trato com o melão a gurizada se dá bem. Wesley logo entrou pela meia-esquerda e virou o placar. E, num vacilo da zaga, marcou o terceiro... O Sto André não desistiu, mas o Peixe sabe o que fazer com aquela esfera branca e manteve o controle. Ainda mais com a expulsão do zagueiro Toninho. Na base da persistência, Rodriguinho ainda descontou, mantendo acesa a dúvida sobre a final. Mas, como todos suspeitam, dificilmente o caneco não vai para a Vila.
Acho que o Sto André deixou de abater o Peixe. Ao abrir o placar, podia ter mantido a pressão, aproveitando-se do abatimento da equipe da baixada. Ao optar por se encolher, deixou ao Peixe o cenário mais favorável, que é poder usar a força do seu ataque. Se tivesse mantido o Santos acuado, talvez tivesse chance. Afinal, o time do ABC esteve longe de ser ruim. Com um pouco mais de serenidade, teria salgado o Peixe.
Lá no RS, o Inter amarelou de novo e levou 2 do Grêmio, em pleno Beira-Rio, para regozijo de um certo magistrado de Brasília. 

18 abril 2010

Enquanto isso...

Santos e São Paulo disputam a vaga na final do certame paulista para decidir o caneco contra o vencedor de Sto André x Grêmio Prudente. No primeiro tempo, os tricolores tentaram parar o ataque mais ligeiro do Brasil e conseguiram, embora tenham levado vários sustos. E criaram poucas oportunidades de balançar o barbante santista. Diferentemente da primeira partida, Hernanes não apareceu para o jogo. Dagoberto voltou ao normal e pouco apresentou. O Peixe até que foi seguro na defesa, já que foi pouco exigido. O ataque mostrou seus dentes, mas não mordeu com força.
Enquanto isso, o Buátafogo cedia o empate ao Framengo, em jogada bastante suspeita. Verei de novo para me certificar... E o Coxa abre o placar logo no início do segundo tempo, com gol de Marco Aurélio.
A volta do Peixe foi com vontade. Robinho declarou no intervalo que precisava partir para cima do adversário e foi. O Peixe começou a achar espaços na defesa do São Paulo e, numa bela e longa troca de passes, Wesley achou Marquinhos entrando pelo meio da defesa, que cruza para o gol de mão de Neymar. Acho que o guri foi empurrado e aproveitou a queda para meter o braço na bola. De qualquer modo, seria difícil para o ábirtro ver o toque irregular, já que o corpo do jogador encobria a visão.
Enquanto isso, o Coxa boatava as duas mãos no caneco, abrindo 2x0 sobre o Trétis. E o Buátafogo metia 2x1 no Framengo, em sua segunda cobrança de penal.
O Peixe começou suas mudanças logo depois que o goleiro Felipe fez uma defesa salvadora, em cabeçada de JWagner que sobrou aos pés de Washington - com impedimento mal assinalado. Logo em seguida, o Neymar simulou bem uma falta e cavou um pênalti para o Peixe. O próprio cobrou com maestria, numa paradinha magistral, deslocando RCeni.
Enquanto isso, o Framengo perdia uma cobrança de pênalti (que deve ter sido roubado, claro) e o Inter empatava a partida contra o Pelotas, livrando-se do sufoco. E o Coxa sagrava-se campeão em cima do Furaquinho - mais uma vez.
Em jogada pela direita, Madson entorta RSouto e cruza para Ganso fazer 3x0. Pá de cal nas pretensões tricolores e maloqueirada em festa na Baixada Santista. Logo em seguida, Dagoberto não quis fazer o gol. Chutou uma baga na estratosfera, com displicência típica de quem jogou a toalha. Santos finalista do Paulistão 2010.
Enquanto isso, o Colorado enfiava 3x2 no Pelotas, assegurando sua vaga na final contra o Grêmio. E o Buátafogo levava a Taça Rio e o título do certame fluminense, desmistificando a boataria de que o Framengo tem time para algo além de receber verba pública para cobrir rombos de vigarice. A parte chata é ouvir o Joel Santana discursando como vencedor. Haja!