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30 abril 2018

Brasileirão 2018

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Faz tempo que o Campeonato Brasileiro está nivelado por baixo. Claro, temos uns 5 times capazes de brigar pelo caneco, onde o Palmeiras seria o grande favorito, já que foi o que mais contratou - e, portanto, o que mais tem a perder - mas, estamos a léguas do nível dos certames europeus em termos de qualidade técnica. Nem vou mencionar a organização, a qualidade dos gramados...
Grêmio, Cruzeiro, Curíntia e Framengo formam o segundo pelotão. Têm um elenco razoável e estão armados, mostrando eficiência. Destes, acho que o Grêmio tem melhor equilíbrio. Pelo menos por enquanto.
Aí, vêm os outros, com certo destaque para o Furacão, que tenta ousar com um esquema de mais posse de bola, Santos e Fluminense, com algumas alternativas da base (Rodrygo, do Peixe, promete, apesar do nome esquisito).
Inter e Botafogo devem ficar patinando no meio da tabela. Chape e os nordestinos devem disputar a rabeira com o Paranito.
Isso, claro, é mero palpite. O chato mesmo é perceber que o nível dos times é que não progride. Dá um certo desânimo ver que entra ano, sai ano e os clubes insistem em fórmulas que não dão resultado - vide dívidas e parca mostra de jogadores.
Não consigo entender como os clubes brasileiros, pelo menos os "13 grandes", não revelam mais talentos na base a fim de "gerar negócio". Se não dá para manter o craque por aqui, pelo menos que o venda bem, com bom retorno ao clube. O que vemos é clubes administrados de modo amador, alternando bons períodos com baixas angustiantes.
Alguém me explica como o São Paulo, tricampeão, exemplo de administração, é incapaz de formar time? Ou um Santos, que amealhou uma grana preta vendendo Neymar e, hoje, pena com um elenco mequetrefe? Ou Corinthians e Framengo, os mais populares, devendo horrores, sem condições (nem vontade) de honrar seus compromissos?
Não é à toa que temos um ex-presidente da CBF banido do futebol, outro em cana...
Muito triste, não?

03 junho 2014

À beira da Copa

O Campeonato Brasileiro faz uma pausa para a Copa e a situação atual já dá mostras de como será o decorrer das 39 rodadas. As torcidas de Coxa e Framengo terão dias difíceis pela frente. Ambas terão de conviver com as apresentações de times sem elenco, com, até agora, poucas perspectivas de reação. O time carioca ainda tem mais base e mais prestígio para explorar e, quem sabe, descolar uma peça ou outra que possa salvar a paróquia, mas os dias serão muito incertos. O alvi-verde paranaense está numa saia justa violenta, pois, além do fraco conjunto, vê seu rival reagindo, dando pinta de que pode fazer os moleques renderem alguma coisa. O Coxa amarga um time inoperante, com um Alex cansado, que joga sozinho - quando joga. Na parte de cima da tabela, vemos o Cruzeiro começando a descolar dos demais, talvez por ainda ter conjunto. Seguem-se Fluminense, Curíntia, os gaúchos, Galo... Times que ainda podem ter alguns lampejos, alguns bons momentos. Aliás, o Fluminense tem feito bons jogos. Falta, talvez mais contundência, mas é um time que toca a bola e joga com certo estilo. A possível volta de Wellington Nem ajudaria consideravelmente. Já o Curíntia, acho que não vai longe. O time está muito limitado e não apresenta um bom padrão de jogo. Idem para o Galo, que só se enfraqueceu depois da conquista da Libertadores. O Santos e o São Paulo ainda podem incomodar, mas vejo-os mais tímidos. O resto vai fazer figuração.
A Copa do Mundo de 2014 se aproxima em clima de desconfiança do torcedor brasileiro. Não tanto em relação ao time, que é um dos favoritos por jogar em casa, mas pelos protestos que ameaçam o clima de paz durante o torneio. Minha impressão é de que haverá bagunça, ainda que os jogos corram sem grandes transtornos. Dentro de campo, penso que Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha são os principais candidatos. A França, quem sabe, pode aparecer como surpresa, assim como a Croácia, que considera essa a sua geração de ouro, superior até à geração de Suker e Boban, da Copa de 98, quando chegaram às semifinais e trombaram com os anfitriões e futuros campeões. Já vemos alguns desfalques nos times nacionais, o mais grave deles talvez seja o do colombiano Falcão Garcia, que se recupera de cirurgia no joelho esquerdo. Luis Montes, mexicano, quebrou a perna no sábado e também verá a competição pela televisão. Nada que apague o brilho técnico, pois são jogadores de relativa importância, de equipes de menor relevância. Já o joelho de Cristiano Ronaldo, esse, sim, preocupa. Provavelmente fora do primeiro jogo, contra a Alemanha, o craque portuga tenta se recuperar. Esperamos que consiga!


Qual deles fará mais falta?
Veja aqui!

28 abril 2014

Ainda o racismo

A 2ª rodada do Campeonato Brasileiro expôs um Framengo frágil diante de um Curíntia mais alinhado, porém, pouco combativo; um Galo frouxo atropelado pelo misto do Grêmio, com pouquíssima participação do outrora aceso Ronaldinho Gaúcho; a meiúca do Flu funcionando contra um Palmeiras atabalhoado, com bom entrosamento de Conca, Sóbis, Fred e Wagner; um jogo fraquíssimo no empate entre Coxa e Peixe, que deixou ambas as torcidas apreensivas; a recuperação do Buátafogo, arrancando um empate sob a batuta do estreante Emerson Sheik, empolgado pelo novo recomeço - e, agora, prometendo que não tem mais selinho; empates amargos para o Cruzeiro, superior ao inofensivo São Paulo do antes badalado Pato, e para o Vitória, que queria se recuperar em cima do Furaquinho, mas não teve forças.
Nem tanto pelos resultados, mas mais pelos desempenhos em campo, vemos que alguns times, como Botafogo e Coxa, têm muitos motivos de preocupação, pois falta time. Outros, como Palmeiras e Galo, devem tomar medidas rápidas para reverter a tendência de baixa.
Assim, o destaque da semana fica por conta da reação de Daniel Alves a (mais) uma manifestação nada louvável de torcedores rivais, que lhe atiraram uma banana. Calmamente, o lateral pegou a fruta, descascou e comeu, seguindo no jogo como se nada tivesse acontecido. A atitude desencadeou reação de apoio, sobretudo pelos brazucas, gerando a campanha #somostodosmacacos. Impressionante como ainda tem gente que vai ao estádio para fazer bobagens desse nível.
Daniel Alves reagiu bem à provocação

21 abril 2014

Nuvens no horizonte

Campeonato Brasileiro de 2014 tem no equilíbrio o seu principal charme. Dos 20 participantes, pelo menos 7 podem se candidatar seriamente ao caneco e mais uns 2 ou 3 correm por fora. Mas, a primeira rodada do não começou muito alvissareira. De um lado, os efeitos do caso Lusa, ainda não totalmente resolvido e que ameaça a competição, mesmo que remotamente. A CBF parece ter pavimentado a compreensão de que sim, a Lusa errou e a questão está pacificada, mas torcedores do clube ainda teimam em tentar melar o certame. De outro lado, o baixo nível do espetáculo apresentado pelos times. De modo geral, o campeonato de 2014 permanece sob o manto do ano anterior: nivelamento por baixo do padrão técnico, má organização e arbitragem sempre criticada. Nesta primeira rodada, vimos 3 jogos terminarem sem alteração no placar, poucos gols e jogos ruins. As exceções seriam Santos x Sport, que fizeram um jogo movimentado, e o Fluminense, que foi bem contra o frágil Figueirense, ainda que o oponente tenha facilitado o jogo para o Tricolor.
Com a paralisação de 45 dias para a Copa do Mundo após a 9ª rodada, com os parcos investimentos realizados por clubes mal administrados, com a contínua falta de organização da CBF - que teima em não promover avanços necessários, as expectativas são de "mais do mesmo". Ou seja, uma média de jogos fracos com pouco público, times com poucas atrações e figas para não haver um deslize qualquer que arranje confusão. É muito pouco para o "país do futebol".
Dos times da Série A (ou seja, sem a Lusa!), vejo que botafoguenses e coxas-brancas devem ter todas as razões do mundo para ficarem preocupados. Times fracos, com elenco limitado tecnicamente e uma gestão periclitante formam um cenário nada animador para o alvi-negro carioca e para o alvi-verde do Paraná.
O Cruzeiro, atual campeão, pode levar o bi, mas vai ter que encontrar seu melhor futebol, assim como o Galo, que levou a Libertadores meio "na gata" e naufragou feio no Mundial de clubes. Vale dizer que Ronaldinho ainda não voltou a jogar! O São Paulo conta com Muricy para se reerguer, com um elenco até razoável, o que lhe dá boas chances de um bom papel. Os gaúchos também vêm com times respeitáveis, que têm tudo para chegar no G4. O Peixe tem um timinho que pode funcionar. Uma garotada que corre e sabe lidar com a bola. Aquele Cicinho na ala esquerda é um azougue!! E o Flu, que tem um quarteto ofensivo com Wagner, Sóbis, Conca e Fred que insufla temores. Pena que a zaga compromete.
Santos x Sport (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press)
O Santos fez uma boa partida, apesar do tropeço.

14 dezembro 2013

Cariocada

O "imbroglio" em que se meteu o Campeonato Brasileiro de 2013 representa bem a falta de profissionalismo eo  excesso de burocracia que nos dominam. Pelo que se sabe até agora, Lusa e Framengo teriam escalado jogadores de forma irregular, pois eles teriam sido condenados a cumprirem um jogo a mais de suspensão em razão de admoestações em jogos anteriores - ainda que em torneio diferente, no caso do atleta rubro-negro. Até aqui, nada a contestar. Afinal, se as regras não servirem para serem seguidas, não precisamos das regras. Se esses fatos se confirmarem, e, até aqui, parece que é isso mesmo, os times perdem 4 pontos cada e a Lusa é rebaixada à Série B, no lugar do Fluminense.
Ai é que começa a gritaria. Com um mínimo de razão e excesso de paixão e de ignorância.
A razão em reclamar se dá no âmbito da surpresa em vermos como a competição mais importante do esporte mais popular do país tem de ser resolvida fora de campo, por conta de uma mancada infantil de uma equipe que participa do certame e, em tese, conhece as regras a que se submeteu. Tem algo errado...
A ignorância fica por conta daqueles que querem que o Tricolor jogue a Série B, independentemente do que a Lusa tenha feito. Isso também não é certo.
Temos que tentar entender o que aconteceu e arrumar para que não se repita. Até onde se deu a conhecer, o processo de "julgamento" dos jogos é, no mínimo, uma burrice, para não dizer que é uma arapuca para servir a interesses. Funciona assim: os times jogam num final de semana e o que ocorre nessas partidas é julgado na sexta-feira subsequente, com o resultado sendo publicado no primeiro dia útil, ou seja, a segunda-feira, quando os jogos do final de semana já aconteceram e são influenciados por este julgamento. Pior, o julgamento é à noite! E a regra diz que "as decisões do STJD se cumprem imediatamente". Assim, os clubes se veem obrigados a seguir, no sábado e no domingo, as decisões proferidas na sexta à noite, que serão publicadas na segunda - depois dos jogos, portanto. Ou seja, se a decisão é proferida e o clube entendeu errado ou se foi mal proferida ou se foi decidido "A" e publicou-se "B", está criada a confusão. Muito fácil para criar fatos passíveis de contestação. Uma regra burra ou uma regra criada para possibilitar que alguém dê uma mancada? Como a CBF e o STJD fica no Rio, eu não acredito em inocência. Acredito numa "cariocada": os cariocas viram uma oportunidade para salvar um dos clubes rebaixados, no caso, o Flu, e agiram rapidamente para tal. Tudo dentro da legalidade nesse cenário de regras mal feitas. Ainda, para manter o ar de imparcialidade e criarem argumentos de defesa, tiram 4 pontos de um time do Rio, que também deu mancada, mas que não sofre nada a mais com a punição. Deu azar a Lusa em confiar num advogado mambembe, que já ameaça (com certa razão) em ir à justiça comum para não cair. Prevejo dias difíceis para o futebol brasileiro.
Muito mais fácil seria fazer como na Itália: nada de tribunais e lenga-lenga: os jogos do final de semana são TODOS julgados na terça, onde o árbitro da partida define as punições de cada expulsão de acordo com critérios previamente estabelecidos e acabou! Dá tempo de publicar as decisões e sem chance para melar nada.
Ficou barato
O Trétis reclama, mas a punição ficou barata. Como mandante, o clube tem a obrigação de prover a segurança para o jogo, coisa que o Atlético neglicenciou. Sabedor da ausência da PM catarinense no estádio, apelou para 80 seguranças desarmados em um jogo de alta periculosidade. É ou não é dar muita chance para o azar?
A Lusa vai pagar o pato?

08 dezembro 2013

É o fim

Como já esperado, confirmou-se a queda dos cariocas Fluminense e Vaishco à Série B do Campeonato Brasileiro. O Flu ainda se torna o primeiro campeão brasileiro rebaixado logo após a conquista do certame. Em comum, além do péssimo desempenho em campo, está a conturbada administração dos clubes. No cruzmaltino, Roberto Dinamite, ídolo do clube, não consegue fazer sua gestão engrenar. Eleito pela primeira vez em 2008 e reeleito em 2011, sua passagem como cartola na Colina amarga a pecha de, no mínimo, pouco marcante, com acusações de desvios de conduta por parte da oposição e com o time rebaixado pela segunda vez à Segundona. Desconhecemos os meandros e as disputas internas, que não devem ser poucas, já que Eurico Miranda, seu desafeto e principal opositor, é um gângster que usa todas as formas, lícitas ou não, para fazer valer suas vontades. No Tricolor, a desavença com o principal patrocinador, a Unimed, saiu caro. Bancando boa parte dos salários do elenco do time, incluindo a comissão técnica, o patrocinador costumava impor suas vontades sem muita resistência, até a eleição de Peter Siemsen, que resolveu mudar as regras do jogo. Sua reeleição mostra que tem fôlego para continuar na empreitada, mas não significa que será fácil. Lidar com a torcida em revolta pelo mau desempenho dentro de campo e, ao mesmo tempo, alterar o equilíbrio de poder dentro do clube é uma tarefa "dificilíssima", como diria Leovegildo Lins da Gama Júnior, o Capacete.
Mas, o destaque da última rodada ficou com as lamentáveis, decepcionantes e repugnantes cenas de violência protagonizadas em Joinville pelos torcedores do Atlético e do Vaishco. Uma barbárie sem precedentes, com panoramas dignos de qualquer filme de pancadaria. É impressionante como não conseguimos organizar minimamente a competição mais importante do esporte mais apreciado por essas bandas. Uma mostra inequívoca de nossa incompetência administrativa. Uma declaração clara de que nossa sociedade é selvagem, composta por gente burra, muito burra.
Que os feridos se restabeleçam e que os culpados sejam mesmo identificados como prometeu o Atlético, mandante do jogo e, como tal, responsável por prover as condições de jogo e dos torcedores. Que os culpados sejam punidos exemplarmente e nunca mais voltem a um estádio de futebol.
É o mínimo.
E vem uma Copa para cá?
Foto: Giuliano Gomes/Gazeta Press

01 dezembro 2013

Considerações

Considero o Flu rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Um ano terrível, salpicado de erros até bobos e sabidamente perigosos para qualquer clube, associados à má fase dentro de campo, com várias visitas ao DM e falta de peças de reposição. Essa penúltima rodada do brasileirão deve ter sacramentado a queda Tricolor, que jogou bem contra o Galo no sábado, mas levou azar e ficou no empate, que piorou com os resultados de domingo, com as vitórias do Coxa, do Vaishco, do Criciúma e do Bahia. Agora, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, tem de vencer o Bahia na última rodada, lá em Salvador, e torcer para que Coxa e Vaishco não vençam seus confrontos. O Coxa pega os Bambis, em ritmo de fim de feira, sem aspirações no certame e sem vontade de jogar futebol. O Vaishco enfrenta o Trétis, também em marcha lenta e com uma certa rixa com o Fluminense após o episódio lamentável nas Laranjeiras, além da vontade de dificultar a vida do Coxa, que tem interesse no tropeço do time cruzmaltino. Assim, entendo que o Flu, após ser o primeiro clube tradicional a visitar a Série C, também será o primeiro detentor do título de campeão brasileiro rebaixado. Que fase do Tricolor...
Considero que Framengo e Coxa bem fizeram em adotar treinadores caseiros, que conhecem a casa, os jogadores e que têm noção das nuances e peculiaridades do clube. Não há sentido em pagar salários altíssimos a treinadores que não resolvem nada, como Chamusca ou Mano Menezes, dentre tantos outros que costumam aparecer no comando técnico dos clubes. Isso para não falar nos picaretas, como Luxeba.
Considero o Trétis como referência para a postura dos clubes em 2014, que deverão abandonar paulatinamente os certames estaduais, já combalidos e sem calendário. Acredito que a tendência é deixar o torneio para testar jogadores da base, enquanto os titulares vão à cata de dinheiro em excursões ou coisa similar.
Considero o movimento "Bom Senso F. C." medida (mais que) necessária para tentar começar a organizar a bagunça que é o Campeonato Brasileiro. Ainda que tardio, o consenso dos atletas pode viabilizar um planejamento mais racional do calendário, das regras e das condições dos clubes, para que não ocorram tantos improvisos e desmandos. Por exemplo, não é possível que um clube atrase o salário dos atletas e tudo fique como se nada tivesse acontecido. Esse e outros desvios precisam ser evitados para que o campeonato possa ser considerado minimamente profissional.

O Fluminense, mais uma vez, quebrando tabus!
Foto: Ricardo Ayres/Photocamera

14 novembro 2013

Os reis do vacilo

O Campeonato Brasileiro já tem seu campeão na Série A, definido com 4 rodadas de antecedência, corroborando a impressão do fraco nível técnico desta edição. O Cruzeiro manteve o ritmo e, a rigor, fez o suficiente para se destacar, contando também com os tropeços dos concorrentes diretos, como o Botafogo, o Grêmio e, às vezes, o Trétis. Com mais esse título, o time das Minas Gerais confirma a façanha de ser o único fora do eixo Rio-São Paulo a levar o caneco na era dos pontos corridos, somando 3 conquistas nacionais. Decidido o endereço da taça, a briga agora é para ficar no G4, onde o Fogão sempre esteve até essa rodada, deixando a vaga para o embalado Goiás. E o pau come solto mesmo é na ZR. Com o Náutico rebaixado, sobram 3 vagas que estão em séria disputa. A Ponte leva vantagem na briga e deve ficar com a segunda forca. Nas outras duas, Vaishco, Bahia, Criciúma e o rei do vacilo, o Fluminense, disputam palmo a palmo, seguidos não muito de longe pelo Coxa - seco para beliscar um vexame. O destaque é o Flu, atual campeão, que pode inaugurar o enredo do campeão rebaixado. Seria uma estreia nada honrosa para o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, mas o histórico recente não tem ajudado. Depois de dispensar Abelão precocemente em um período infeliz, o time contrata o falido, atrasado e (PQP!!) framenguista Luxemburgo para tocar o time. Deu o que todo mundo já sabia, menos a Unimed: o time não rendeu e se perdeu. Aí, como "solução", chamam Dorival Júnior para tapar o buraco. Receita seguida por 99% dos times rebaixados...
Na Série B, o Palmeiras, já com a vaga de acesso assegurada, ainda não garantiu o título, mas precisa de 1 ponto em 3 jogos. Mole. A decepção fica por conta do Paranito, que vinha bem até a reta final, quando derrapou e perdeu o controle, deixando escapar a vaga no G4. Caído para a 10a. posição, o clube agora torce por um milagre, mas não um qualquer, um baita milagre, para poder ascender à Primeirona. Pena...
O Flu de Luxeba não funcionou...
Foto: Daniel Ramalho/Terra

27 outubro 2013

Que fase...

Faltando 7 rodadas para o fim da temporada do Campeonato Brasileiro de 2013 e vemos mudanças na parte de baixo da tabela, na zona daqueles que brigam para afugentar a ZR, já que, na parte de cima, o Cruzeiro segue folgado na dianteira, praticamente com a mão na taça. Ainda que tropece, Botafogo e Grêmio não aproveitam a deixa e também claudicam, mantendo a distância. Na parte de baixo, o Náutico já diz "olá" à Segundona. Das 3 vagas restantes, Criciúma, Vaishco e Ponte são os favoritos, mas o Fluminense vem fazendo uma força danada para tomar uma vaga! A última façanha foi perder em casa, com um a mais, para o Vitória, time que vem em boa fase, mas, convenhamos, o Flu tinha a obrigação de fazer o dever de casa para se afastar da degola. Dever que o Coxa vem cumprindo, com duas atuações corretas, o ex-líder da tabela e ex-quase Segundona vem se segurando e abriu uma margem já respirável. Ainda que não garanta a permanência, o Coxa já parece mais seguro de si, o que é um baita alento à torcida. Outro que se recuperou de forma digna e agora busca o G4 é o São Paulo. Os Bambis, após uma fase amarga, em que apanhava mais que mulher de malandro, agora estão mais tranquilos, até apresentando algum futebol. Para quem era dado como morto, estão bem na foto!
Na Copa do Brasil, a sensação é Alexandre Pato, o atacante-vedete que custou uma baba e é alvo da ira da torcida do Curíntia após perder uma cobrança de penalidade que, verdade seja dita, foi um fiasco! Custou a eliminação do Timão na competição e todo o resquício de qualquer tolerância com o palmípede. A cobra vai fumar para o lado de Pato, que já é chamado de "fracassado".
O Pato Pateta mascarado!!

14 outubro 2013

As horas

Em um Campeonato Brasileiro equilibrado, onde se destaca a falta de craques que outrora brilhavam por aqui em maior profusão, vemos um Cruzeiro com larga margem à frente, com gordura acumulada após um longo período sem tropeçar. No encalço, o Buátafogo, time empenhado em se recuperar da fase ruim, que pode ter se findado junto com o histórico de 13 anos sem vitórias sobre o Framengo em disputas no nacional. Uma vitória redentora, aliás, pois saiu em desvantagem e foi buscar a virada na marra. Outro que almeja encostar é o Grêmio, em relargada após a demissão de Luxa e a volta de Renato Gaúcho.
Terá chegado a hora da Raposa vacilar? Após assumir a ponta, o Cruzeiro não sabia o que é desapontar a torcida. Mantinha um desempenho invejável, mantendo uma distância bastante segura dos demais. Porém, após os dois últimos jogos, em que perdeu para São Paulo e Galo, as pulgas pularam para detrás das orelhas dos torcedores celestes! Mas, como a má fase não é aproveitada pelos adversários, que só diminuíram em 1 ponto a desvantagem, parece que o Cruzeiro até pode dormir tranquilo em berço esplêndido.
Péssima hora é a do Coxa, que despencou na tabela de forma fragorosa. Da liderança do certame, que justificava a zombaria com os rivais domésticos, à agonia para escapar da degola, o Coxa experimentou uma queda de rendimento inigualável. Muito embora a torcida reclame, peça a cabeça dos técnicos, xingue cartolas e se exaspere com os árbitros, a verdade, nua e crua, é que o Coxa nunca teve time. Só teve uma fase em que tudo dava certo.
Seu antagonista, imbuído do espírito de equipe e cavalgando em cascos rápidos, também passou por uma fase de esplendor, onde chegou a amealhar a vice-liderança da competição. Porém, parece dar sinais de que a boa fase também esmoreceu e briga para permanecer no G4. Veremos se segura a boa vantagem até o fim.
Porém, certo mesmo é que chegou a hora de Rogério Ceni pendurar as luvas e as chuteiras. Grande goleiro, que se notabilizou defendendo a meta sãopaulina e liderando o time, hoje é um arremedo de atleta que arranja mais encrenca do que joga bola. Para piorar, coleciona uma série de fracassos naquilo que era primoroso: a cobrança de bolas paradas. Convenhamos, errar 4 penalidades máximas seguidas não é para qualquer um!
Fogão perto do título...

16 setembro 2013

Quem cai?

O segundo turno do Campeonato Brasileiro mal começa e já temos uma certa perspectiva do cenário daqui por diante. Cruzeiro e Botafogo abrem vantagem na frente, seguidos não de longe por Grêmio e Atlético PR. Um pouco mais atrás, mas já com certa distância, por Inter e Curíntia. Esses 6 times, acredito, devem seguir adiante na caça ao caneco e ao G4. Os demais, figuram no meio da tabela ou se coçam para não serem rebaixados. À exceção de Náutico e Ponte Preta, que já estão na segundona. O São Paulo vai espernear, suar, correr, mas a tarefa de fugir da ZR não será nada fácil. A volta de Muricy dá alento à torcida e ao time, que, imagino, deve subir de produção. Muito embora as vitórias contra Ponte e Vaishco não sejam definitivas, sinalizam um novo ânimo bambináceo. As duas vagas restantes na ZR estão disputadíssimas, à espera de um vacilo de Portuguesa, Fluminense, Vasco, São Paulo, Framengo, Bahia, Vitória, Criciúma e, quem sabe, o Coxa, que vem em franca decadência - para alegria dos rubro-negros da Baixada.
A partida do meio da semana entre Botafogo e Cruzeiro pode ser crucial para a definição do certame. Se a Raposa vencer, dispara na frente e fica difícil alcançar. Uma vitória alvi-negra pode significar uma disputa acirrada até o final.
E o triste é ver que, na Colina, Eurico volta a dar sinais de vida. Lamentável.
Flu de roupa nova, a 3ª camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, atrás apenas da Tricolor e da Grená!
Foto: Photocamera

25 agosto 2013

Substituição paranaense

Após a 16ª rodada do Brasileirão, apenas 16 pontos separa o líder, Cruzeiro, do primeiro time da ZR4, a Ponte Preta. Ou, posto de outro modo, a ZR4 não está assim tão longe do G4, em termos de pontuação adquirida. Desconheço as estatísticas, mas me parece uma proximidade nunca antes vista neste certame... O que seria mais um indicador do atual nivelamento dos clubes. Afinal, não temos nenhum time verdadeiramente bom, que apresente um futebol consistente. O Coxa, que vinha bem, jogando certinho, voltou ao normal e despencou na classificação. O Fogão, hoje, é considerado o time que vem mostrando o melhor conjunto, capitaneado pelo bravo Seedorf, que dá esporro em campo e desarma repórteres. Porém, agora é o Cruzeiro que parece engrenar e deve assumir o favoritismo da imprensa - muito, creio, em função do trabalho do Marcelo Oliveira, outrora treinador do Coxa e escorraçado pela torcida do Alto da Glória. Torcida que deve estar bastante aborrecida pela atual situação do Furacão, que assume o posto de representante paranaense no G4 após vitória sobre o ex-líder Botafogo. Já na rabeira, o destaque fica para o Timbu e para a Lusa, os dois primeiros fortes candidatos ao rebaixamento, com pífia campanha em casa ou fora dela. O São Paulo, que, graças à atitude magnânima do Fluminense, conseguiu vencer uma depois de 12 jogos, permanece na ZR4, mas reúne forças para permanecer na Série A, deixando a briga para times como Criciúma, Ponte Preta e a dupla Fla-Flu.
Neste cenário de certa lassidão técnica, ganham as páginas dos jornais as notícias extra-campo, onde o "selinho" de Émerson foi o perrengue da semana. Em um meio onde o machismo é absolutamente predominante, onde os torcedores são ignorantes e a imprensa é ávida para ver o circo pegar fogo, a imagem do atleta corintiano beijando um "amigo" acabou atiçando a fúria da torcida corintiana, alçada à equivalência com os bambis como alvo das gozações alheias. Vampeta que o diga, pois não pára de receber ligações dos amigos são-paulinos. Se queria chamar a atenção, Sheik foi muito bem sucedido.
Será o Furacão a nova esperança do Paraná?
Foto: Blog do Juca Kfouri

06 agosto 2013

Nivelado, mas por baixo

Quem diria que o Galo, do alto dos seus 105 anos, poderia reverter o placar adverso contra o Olímpia e sagrar-se campeão da Libertadores, alcançando o Olimpo Sul-Americano e, por tabela, redimindo a legião de rejeitados que forma o elenco? Ronaldinho foi à forra, mas o fato é que seu desempenho ficou abaixo do esperado na reta final - assim como o do time todo. Decidir nos penais, após um gol salvador no final do jogo naõ é bem o que se esperava do time que jogou o fino da bola na primeira fase.
Quem diria que o outrora imbatível, bem-organizado e profissional São Paulo estaria em situação de confusão e instabilidade administrativa que levam o time à ZR4 do Brasileirão, preocupando sua torcida e seus jogadores mais experientes? Rogério Ceni, ídolo e ícone do clube, bate boca com dirigentes, ainda que com razão nos argumentos, mas talvez mostrando certo destempero e despreparo para quem quer assumir a cartolagem Bambi. E o time começa a se desfazer de contratações duvidosas, como Lúcio, que só fez desobedecer o desejo dos treinadores que com ele trabalharam no tricolor do Morumbi. Aliás, como é que Ney Franco, um sujeito calmo e com fama de bom treinador, sai tão mal falado? Um mistério ainda não explicado.
Quem diria que o Coxa, time com certas limitações técnicas, estaria jogando um futebol equiparável às outras equipes e cavando sua vaga no G4? Afinal, time que tem Júnior Urso não pode almejar uma colocação tão alta na tabela do brasileirão, não é? Ou pode?
Quem diria que o atual campeão bateria cabeça após a saída de Wellington Nem e perderia o rumo do futebol coeso e eficiente que levou a taça para as Laranjeiras? Ou a saída de um único jogador, ainda que com papel de destaque no esquema tático, explica tanta decadência?
Quem diria que os "coroas" dominariam o certame nacional, comandando seus times e mostrando um futebol vistoso, ainda que sem o mesmo vigor físico de outrora, mas consciente, sereno e até bonito? Juninho Pernambucano veio se juntar a Seedorf e Alex para liderar seus colegas dentro de campo. Sinal de que não temos mais novos talentos à altura? Ou apenas sinal de que a velha prática de vender os garotos continua valendo como sempre? Neymar foi há pouco para, quem sabe, brilhar no Barça. Bernard está de saída. Mas, quem fica? Quem será a nova revelação?
Quem diria que o Brasileirão 2013 seria tão equilibrado, mas nivelado por baixo? Afinal, não há um time a se destacar até o momento. Mesmo o líder Botafog carece de consistência. O Coxa, que liderou o certame até há pouco, já sabe que tem de se esforçar para beliscar um G4. O Santos se desmontou e, de quebra, ainda levou um vareio em Barcelona. O Inter e o Corínthians, embora teoricamente, fortes, precisam mostrar mais jogo. Enfim, temos equilíbrio, mas não temos viço.
A harmonia botafoguense resiste aos atrasos de salário?
Foto: Daniel Ramalho / Terra

16 junho 2013

Intervalo e vaias

Em recesso forçado, o Campeonato Brasileiro apresenta um cenário ainda longe de qualquer realidade, mas alguns sinais já causam certa preocupação. O Santos, por exemplo, vendeu Neymar, seu principal (e único) jogador, demitiu Muricy Ramalho e não tem time. Deve ser um dos que brigará para não cair se não aparecer ninguém da base. Junto com o Framengo, outro recorrente na lista dos que vão causar calafrios à torcida ao longo da competição há algum tempo. Atlético/PR, Goiás, Náutico e Bahia completam a lista de "salve-se quem puder". Já no lado inverso das perspectivas, temos Galo, que vem jogando o melhor futebol na Libertadores, o Flu, eliminado mais uma vez no certame internacional, e o Curíntia, que continua um time acertadinho. Depois, temos São Paulo, Cruzeiro, Grêmio, Botafogo e Inter, correndo por fora, naquela intermediária que disputa G4, Sulamericana... E isso ainda dependendo do eventual desmanche ou saída de alguns jogadores, como Luís Fabiano do São Paulo. Esse é o cenário de hoje. Veremos se isso se comprova em campo.
Ah, sim, o Coxa é o líder, mas, convenhamos, nem mesmo o Caveira acredita que isso se sustenta.
A Copa das Confederações começou já em grande estilo. Logo na cerimônia de abertura, a presidente Dilma é sonoramente vaiada por grande parte dos presentes, suscitando reclamações de Blatter e levando-a a abandonar o discurso que havia preparado e optar pelo breve "declaro aberta" para se mandar rapidinho. Em campo, o Brasil mostrou  que pode ter time contra um Japão que, embora frágil, é um bom teste de início de copa para dar confiança e acertar o time. Oscar vai bem na meiúca, Hulk se mostra útil ao voltar para marcar, Marcelo tem feito boas partidas e a defesa é segura. Ainda falta Neymar se consagrar. Itália e México fizeram um jogo meio xoxo, onde os descuidos proporcionavam as oportunidades ao adversário. E foi assim que Balotelli ganhou o jogo, em falha de marcação da defensiva cucaracha. No outro grupo, a Espanha simplesmente humilhou o Uruguai ao impor seu estilo de marcação à frente, roubadas de bola e muitos passes para manter o controle do jogo. Favoritíssima ao caneco.
Foto: Felipe Gabriel / Agência Lance

02 julho 2012

Paradigmas

A Eurocopa terminou com uma final inesperada, já que a Alemanha, outrora favorita a chegar à decisão, sucumbiu à Itália em jogo atípico, em que a defesa tedesca entregou a rapadura duas vezes e fez a fama de Balotelli. Na decisão com a Espanha, entretanto, nada deu certo para a Azzurra, enquanto a Fúria jogou tudo que sabia, metendo logo um golaço aos 14min que pavimentou o caminho até o caneco inédito de bi-campeã da Europa. E já vem sendo comparada ao Brasil, pois também estabeleceu um paradigma no futebol, mantendo-se vencedora em 3 competições internacionais seguidas, superando a Seleção Canarinho, bi-campeã mundial em 58 e 62, porém vice na competição sul-americana de 59. E ainda quebrou o recorde de gols em uma decisão de Eurocopa. Com essa fama toda, não é de se estranhar os que exultem a Espanha como o "modelo" de futebol a ser copiado, ainda que isso seja mais velho que o próprio futebol. Fez-se o mesmo com a Itália de 82, em detrimento do futebol-arte do escrete Canarinho que encantou o mundo e ainda é lembrado. A Espanha estabeleceu a referência no futebol de toques curtos e da posse de bola, o que foi copiado pelos seus adversários. Todos, sem exceção, aumentaram seu número de passes durante a partida, principal característica da Fúria. Enquanto os espanhóis trocaram 450 passes certos na campanha vitoriosa de 2008, os italianos, tradicionalmente adeptos do futebol vertical, de contragolpes, realizaram a média de 485 passes por partida em 2012. A Espanha incrementou o nível com garbosos 652 toques por partida, bem longe da "vice" Holanda, com 509 passes. É de se esperar que o "estilo" seja copiado mundo afora, já que se mostra vencedor. Era esse o roteiro traçado para o selecionado de Telê, mas havia uma pedra no meio do caminho chamada Paolo Rossi.
Aqui, no Brasileirão, o Galo assume a ponta na 6ª rodada, para desespero dos gremistas que lotaram o Olímpico para vaiá-lo, do Bruno, que cantou de bacalhau antes do tempo, e dos framenguistas, ainda à volta com litígios com seu desafeto e ex-astro. Galo que tem um time bem meia-boca, a meu ver, mas que insiste em animar os torcedores, como o mineiríssimo Vinícius, que acredita em um "bom time do Galo", enquanto eu vejo um time que pode ser até aguerrido e voluntarioso, mas carece de maiores atributos técnicos. Times bons, penso, restringem-se a Santos, Bambis, Flu e Inter. O Curíntia corre por fora, com essa fase de dar tudo certo, e o resto fica em segundo plano. O Botafogo tenta um "factóide" para se exibir. A contratação de Seedorf cheira a mais um desses eventos midiáticos, cujo resultado fica bem abaixo das expectativas.
Na Libertadores, tudo ficou à feição pro Timão. O empate milagroso na Bombonera já é prenúncio de caneco em mãos erradas. A chamada "sorte de campeão" ronda o time dos manos.
E na Copa do Brasil, é hora do Coxa ou nunca mais. Ao encarar um limitadíssimo e contestado Palmeiras na final da competição, o time do Alto da Glória aposta suas fichas neste título para alcançar o Nirvana. Se falhar, sabe-se lá como fica o ânimo do time. Ano passado o vice não caiu muito bem.
Arriba, España!
Dominique Faget/France Presse

04 junho 2010

Quase parando

Em clima de ansiedade de Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro fechou sua penúltima rodada antes do intervalo.
O Flu, garboso time das Laranjeiras, ganhou mais uma, com brilhante atuação do argentino Conca - injustamente ignorado por Maradona. O baixinho comandou a meiúca Tricolor desfilando seu futebol de raça e técnica. O Vitória, apesar do esforço, saiu castigado no finalzinho com um gol de Alan, queridinho da torcida mais bonita do Brasil. O jogo valeu pela dedicação do elenco Tricolor.
O Trétis fez um jogo memorável, virando um jogo 'dificilíssimo', em que saiu perdendo por 2x0, e deve ter matado alguns do coração. Claro, contou com a colaboração do Buátafogo, que não soube se manter em campo. O jogo começou com pinta de chocolate carioca no meio-estádio, mas acabou com show de Paulo Baier. O veterano atacante comandou a reação do Furaquinho e saiu ovacionado! O primeiro dele, aliás, demonstrou toda sua categoria. Restou a Joel Cachaçantana o consolo de terem complicado o jogo para o anfitrião.
O Ceará assumiu a liderança do certame no dia de seu 96º aniversário, em cima do Avaí - que fez um jogo parelho, embora sem brilho. Mas já, já o Vozão volta ao normal e cai pelas tabelas.
O Parmêra conseguiu perder para o Framengo em um jogo prá lá de ruim. Tanto que São Marcos particamente assistiu o jogo. Se somarmos os dois times naquela partida, não dá um Combate Barreirinha! O elenco palmeirense parece ter sentido a falta de Diego Souza e fez fiasco em casa. Ao Framengo, que já viveu dias melhores, restou a largura de ter achado um golzinho. E foi só!
O Peixe ficou sem marcar gols após 38 partidas. O elenco tão festejado, que protagonizou o melhor futebol dos últimos anos em território nacional, empatou sem gols com a Raposa, no Mineirão, jogando um futebol burocrático. Se é sinal de decadência, não dá para dizer, mas a gurizada parece ter se perdido um pouco. Festas exageradas e falta de entusiasmo em campo agora já são percebidos. Será que Dorival consegue controlar a meninada? Esperemos que seja passageiro...
Os Bambis saíram na frente mas levaram a virada do Goiás, no Serra Dourada. A mancada do jogo ficou por conta de Rychyarlyssyon, que conseguiu meter a mão na bola dentro da área, possibilitando ao time esmeraldino o início da reação, quando o Sâo Paulo era melhor em campo. No finalzinho, um chute um tanto forçado, de longe, acabou vazando Rogério Ceni e decretou a vitória goiana.
O Curíntia recuperou a ponta enfiando 2 no Colorado, em jogo de tempos distintos. O Inter começou melhor, ameaçou, mas tomou o primeiro e o encanto se desfez. E parece ter abatido gravemente o Colorado, a ponto de Kléber protagonizar uma das cenas mais bizarras do futebol, ao se embananar sozinho em uma cobrança de falta. Ridículo! Destaque para o jovem corintiano Bruno César, novo xodó da Fiel.
Já o rival gaúcho bateu o combalido Galo e se manteve na intermediária da tabela, enquanto o time mineiro foi para a ZR. Sei não, mas acho que Luxeba não se segura em Belzonte.
O Vaishco é que não se deu bem e levou uma sova do Guarani em pleno São Januário. As vaias da torcida foram mais que justificáveis frente ao péssimo jogo demonstrado pels equipes. Para se ter uma ideia, a melhor chance do time carioca no primeiro tempo foi uma bola na trave que a defesa bugrina mandou contra a sua própria meta.

26 julho 2009

Mercenários

O jornal inglês "The Sun" elegeu os 10 maiores mercenários do futebol europeu, destacando o argentino Tevez por ter trocado o Manchester United pelo rival Manchester City - e isso depois de ele não ter acertado com o Liverpool por causa da rivalidade com o United, imaginem! Outro caso não esquecido é o de Figo, que trocou o Barcelona pelo Real Madrid. Figo nunca mais teve paz ao enfrentar o Barça. Porém, o dinheirista-mor é o atacante Adebayor, que trocou o Arsenal pelo Manchester City. O jogador garantiu ter recebido ofertas de gigantes como Milan, Barcelona e Real Madrid. No entanto, fechou com o mediano Manchester City e garantiu que não foi por dinheiro, um prato cheio para a imprensa inglesa o eleger como o jogador mais mercenário do futebol europeu. Outros na ingrata lista são o lateral Ashley Cole, que trocou o Arsenal pelo rival Chelsea, o técnico Sven Goran Eriksson que aceitou ser manager de um clube da quarta divisão do futebol inglês, e o atacante Anelka, conhecido por mudar de clube como quem troca de roupa. Não entendi a ausência de Robinho, um dos grandes mercenários, a meu ver. Se a moda pegar por aqui, a lista deve ficar bastante longa e encabeçada por Luxeba!
Brasileirão...
O Framengo (que contratou Mancini) quebrou a escrita e a cara do Peixe. O time da baixada santista, que se livrou de Roni e está trazendo Emerson (o volante que jogou na Seleção e estava no Milan) de volta, conseguiu levar uma virada e, pela primeira vez, o time da Gávea venceu o Peixe em jogos oficiais na Vila Belmiro, além de interromper a série de quatro jogos sem vitória. Isso tudo na milésima partida rubro-negra no certame nacional, mesmo com Adriano bonde e Kleberson enganação. No lado do time de branco, uma apatia só. Bem, time que conta com Roberto Brum não pode mesmo querer grande coisa.
Certa surpresa foi o Goiás abater o Galo no Mineirão lotado. Com fama de visitante indigesto, o Goiás venceu a quarta fora de casa, mesmo desfalcado, e subiu para a quinta colocação, enquanto o Galo, que vinha embalado, perdeu a segunda em casa mas manteve a dianteira. O time goiano tem recehado a meiúca para jogar, o que tem funcionado. E tem lógica... Já que o nivelamento é rasteiro, que se povoe o meio de campo.
Os Bambis foram a Barueri sob pressão e voltaram bem na foto, mantendo a escrita de sempre ganhar do anfitrião. Dessa vez, a estrela de Val Baiano não brilhou. O esquema de Ricardo Gomes apresentou variações de jogadas no começo de partida: Washington funcionava como um pivô, sendo alimentado por Marlos, Dagoberto e Hernanes. E o esquema funcionou, apesar do sufoco imposto pelo Barueri depois da expulsão de Washington.
Movimentado foi o clássico pernambucano entre Náutico e Sport. Digno dos 100 anos do 'Clássico dos Clássicos' pernambucano. Jogo disputado, 6 gols, mas, na prática, não foi bom para nenhuma equipe. E, para não variar, Leão encrencou com a Diretoria do clube e não mais comanda o Sport. Pelo jeito, o ego continua em alta.
Outro embate que chamou atenção foi Buátafogo x Inter, no Engenhão. Vitória carioca em um jogo com lances polêmicos. Com o resultado, o alvi-negro sai da ZR e o Inter se afasta do topo da tabela. Vale lembrar que o Inter já não tem mais Nilmar, agora jogador do Villareal. Aliás, no papel, o Colorado ainda tem um esquema bastante bom. Falta se acertar, fazer as jogadas acontecerem, como era no início do torneio e na Copa do Brasil. Mas, com o Tite, sei não se isso volta.
O Flu, desfalcado, completou 9 jogos sem vencer! Uma calamidade nacional! Ainda assim, o time já demonstra mais empenho que nos tempos de Parreira e menos invencionice que na fase Eutrópio. Um jogo equilibrado com o Cruzeiro, com chances de ambos os lados e uma ligeira superioridade Tricolor, como era de se esperar com o mando de jogo. Mas as laterais do time das Laranjeiras ainda carecem de melhores elementos. Pelo lado direito, Rui Cabeção - sem comentários!! Na canhota, jovens que apoiam mas não marcam. Resultado: defesa sempre em perigo! Edcarlos não vem bem, mas o jovem Cássio promete.
No clássico paulista, o Coringão levou 3 de Obina, novo heroi palmeirense, que já voltou a ser 'melhor que o Eto'o'. Apesar dos apupos a Ronaldo, quem brilhou foi o folclórico atacante do time de verde, que até marcou um golaço de cabeça. Já sob os olhares de Muricy, o Palmeiras optou por fechar o meio com 3 volantes, mas o que parece ter determinado o ritmo do jogo foi a saída do Fenômeno logo aos 20min, refletindo-se no restante da equipe.
E os times do PR tiveram um péssimo final de semana. Ambos derrotados. O Coxa fugiu do frio e foi tomar piaba do Vitória. Quis ser ousado, mas, sem elenco, apenas conseguiu se expor. Deu-se mal. E o Trétis reforçou a boa fase do Avaí, na reestreia do veterano Alex Mineiro na Baixada. Mais uma vez, o mando de campo joga contra o time rubro-negro da capital paranaense. Lemos não deve durar no comando.
Time PG J V E D GP GC SG (%)
1 Atlético-MG 28 14 8 4 2 27 14 13 67
2 Palmeiras 28 14 8 4 2 26 14 12 67
3 Vitória 24 14 7 3 4 23 15 8 57
4 Internacional 24 14 7 3 4 23 18 5 57
5 Corinthians 23 14 7 2 5 20 20 0 55
6 Goiás 23 14 6 5 3 25 18 7 55
7 Grêmio Barueri 22 14 5 7 2 30 20 10 52
8 Grêmio 21 14 6 3 5 23 16 7 50
9 Flamengo 20 14 5 5 4 20 22 -2 48
10 Avaí 19 14 5 4 5 19 19 0 45
11 São Paulo 18 14 4 6 4 17 17 0 43
12 Santos 17 14 4 5 5 26 28 -2 40
13 Santo André 17 14 4 5 5 18 21 -3 40
14 Coritiba 15 14 4 3 7 18 22 -4 36
15 Botafogo 15 13 3 6 4 19 22 -3 38
16 Cruzeiro 14 13 4 2 7 13 20 -7 36
17 Sport 13 14 3 4 7 22 25 -3 31
18 Atlético-PR 12 14 3 3 8 14 26 -12 29
19 Fluminense 11 14 2 5 7 13 24 -11 26
20 Náutico 11 14 2 5 7 16 31 -15 26