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07 maio 2012

Definições estaduais

Os estaduais começaram a se definir. No PR, o primeiro Atletiba terminou em empate em dois gols num jogo bastante movimentado, em que o Trétis deixou a vitória escapar ao optar por tentar garantir o resultado. Pagou caro pela cautela, embora tenha metido uma bela bola no travessão coxa-branca em finalização de Taiberson (pronuncia-se "Táiberçon"). Melhor pro Coxa, que perdia até os 35min da etapa final graças a mais uma contribuição do goleiro, que bateu roupa e permitiu a virada atleticana. O empate premiou o empenho coxa na busca pelo empate. Jogo sem previsão de favorito na finalíssima a ser disputada no Couto.
Em SP, o Peixe enfiou 3x0 no Bugre, no Morumba, e cumpriu o script de favorito ao título estadual. Com Digão na torcida, o Peixe teve dificuldades no embate com o esmeraldino campineiro, que se dissiparam assim que Ganso abriu o placar. Com 1x0, ficou mais fácil segurar o Bugre e aumentar a diferença com o brilho de Neymar, hoje, disparado, o melhor jogador em atividade no Brasil. Pouca gente duvida da afirmação de Vadão, de que o caneco já é 99% do time da Vila Belmiro.
Situação parecida vive o emérito tricolor das Laranjeiras, que sapecou 4x1 no Buátafogo, de virada, rompendo a invencibilidade do alvi-negro carioca na primeira partida da final. Antes da bola rolar, meu palpite era de empate em um jogo meio macambúzio. Mas, não foi o que se viu. O time da estrela solitária abriu o placar, levou a virada, esboçou uma reação e abriu espaços para o talento da meiúca Tricolor, que, com Deco inspirado, fez por merecer os 4 tentos. Antes mesmo da justa expulsão de Lucas, o Flu já era superior em campo, dado o recuo botafoguense depois de inaugurar o marcador com belo gol de Renato. E o belo gol de bicicleta de Fred foi o destaque da imprensa esportiva!
Fred já se prepara para ter atividade na aposentadoria.

21 fevereiro 2011

Pois é...

O fim de semana foi cheio de surpresas...
Primeiro, o Flu paga um vexame colossal ao perder a vaga na final da Taça Guanabara para o Boavista - sabe Deus de onde vêm esses caras. Elenco estrelado, torcida linda e o escambau... Ainda assim, o time não mostra tudo que se espera no gramado e, embora tenha feito dois, cedeu o empate e ficou nos penais. Parece que a 'Concadependência' do Flu se fez sentir, ainda mais com Souza apagado e Deco no DM.
Depois, o Buátafogo me faz o mesmo contra o Framengo, deixando a maloqueirada decidir a Taça Guanabara contra o timeco do Boavista. Haja paciência...
No Domingo, no clássico paulista entre Corínthians e Santos, foi de dia de Santos: Fábio Santos! O cara marcou dois e ainda atazanou na meiúca dos gambás. Dentinho também incomodou a defensiva santista. O Peixe, por sua vez, foi sombra do time que por vezes encantou. Neymar, apagadíssimo, não se entendeu com Diogo - este, perdido em campo. E a defesa praiana, sempre que pode, bate cabeça. Nem Elano, apesar do belo gol, escapa das críticas.
No Atletiba, pelo menos, deu a lógica. O Coxa, que vinha embalado, tratorou o Patético e assegurou o caneco do 1º Turno do Paranaense. O jogo começou com pinta de lavada coxa-branca em cima do Furaquinho... Mas, aí, veio a clássica acomodação do time do Alto da Glória e o Trétis conseguiu reagir, chegando até a assustar a torcida do Couto. O quarto gol deu o alento que os coxas precisavam. A pergunta que ficou é: onde estava Paulo Baier? O velho não apareceu como de costume e o rubro-negro da Baixada sentiu sua falta.

30 janeiro 2011

Começo de ano

Começo de ano é assim, fraco de futebol. Temos de nos contentar com 'aperitivos' como a Copinha, o Sub-20 e uns jogos da 'gringa'. Apesar de todo o esforço da mídia, os Estaduais continuam fracos, servindo como um bom treino para o Campeonato Brasileiro. Vá lá que a tal rivalidade local ainda estimule os clássicos, mas o entusiasmo já não é o mesmo. E não é para menos, já que os times são, invariavelmente, muito díspares. Ficam os 'grandes' contra uma renca de elencos mal-formados. Isso quando os ditos grandes têm time.
No Paranaense, já livre da aberração do 'supermando', o Coxa dispara na dianteira, repetindo o ano passado, o Paranito continua desanimador e o Trétis vive dias turbulentos. No tricolor, a péssima fase do clube como entidade ameaça seu futuro. Dívidas recorrentes e os desencontros no âmbito administrativo parecem ter condenado o time a desempenhar um papel secundário, implicando em deixar de ser um dos 'grandes' caso não trilhe o caminho da reorganização. O Furaquinho acabou 2010 surpreendendo, alcançando uma notável posição final. Porém, no Paranaense, deixa a desejar. Parece-me que Manoel passou da fase em que tudo dava certo para apresentar seu verdadeiro futebol: baita disposição física, pouca cabeça. Depois de não ter sido negociado como desejava (e até forçou a barra para tal), ficou no clube meio a contragosto e mostra sinais de que vai gerar confusão. Melhor seria ter vendido o zagueiro que, apesar de bom, não é tudo o que ele pensa ser. Outro que ainda vai dar dor de cabeça ao Furaquinho é Madson, baixinho que se acha um gigante em campo mas que não passa de estatura mediana.
No Carioca, sem surpresas, exceção feita aos vexames do Vaishco, que consegue perder para os timecos do interior e da periferia da capital. Resultado das contratações de estrelas polêmicas e sempre encrenqueiras, como Carlos Alberto e Felipe, que pouco somam ao combalido elenco cruzmaltino. Este, aliás, não mostrou a que veio, a não ser que tenha vindo para curtir a praia. Os dois são conhecidos pela carreria conturbada - por onde passam, criam problemas. Não seria diferente no clube da Colina, certo? Carlos Alberto chegou até a bater boca com Dinamite nos vestiários após a 3ª derrota consecutiva do time. O cara é o 'craque' do time e não quer cobranças? É muita estrelice... A má fase do Vaishco dá margem para que vigaristas como Eurico Miranda se manifestem, aumentando a pressão sobre Dinamite, que tem de reerguer um clube dilapidado durante anos pela corja que lá esteve.
No Paulista, o Peixe, com o melhor elenco, vai à frente, enquanto Bambis, Parmêra e Curíntia tentam se equilibrar. Imaginando a volta de Ganso e Neymar ao time, prevejo um Santos muito forte, formando, com o Flu, os times a serem batidos - com vantagem para o time da Baixada Santista. Talvez o campeonato paulista ainda seja o único estadual com algum equilíbrio. Pelo menos sempre aparece um ou dois times 'estranhos no ninho' para atrapalhar a vida dos grandes, fato mais raro nos outros certames estaduais.
A mídia, especialmente a carioca, que é bairrista pacas, louva a 'boa fase' do futebol carioca, ressaltando as 'grandes contratações'. Sei não, mas acho que, de novo, os cariocas se iludem com esses factóides e arrotam a pujança que não têm. A contratação de RGaúcho, cercada pela imprensa e pelas artimanhas de seu irmão empresário, ainda é uma incógnita. O que eu acho é que ele joga o campeonato local e volta à vida de boêmio. Thiago Neves jogou muita bola no Flu e pode ser que esteja bem. Como ninguém sabe dizer, esperemos para ver o que acontece... Ou seja, muita farofa e pouca carne nesse churrasco.

23 março 2009

Clássicos

Em Sampa, o Curíntia levou a melhor sobre um apático Peixe, cujo treinador já dá mostras de ser mesmo bem teimoso. Insiste com Roni e Lúcio Flávio, deixando Madson na cerca, justamente o que deveria começar em campo. E tem um lateral da canhota, um tal de Luizinho, que é muito ruim. Um cone ou até mesmo o PV fariam papel melhor. O cara não acertou um lance sequer. Mancini dá a impressão de querer inventar moda, de querer mostrar 'personalidade' e mete os pés pelas mãos. No Timão, por outro lado, um pouco mais de vontade e organização fizeram a diferença. O time se postou melhor em campo e comandou a partida, mesmo jogando mal. Ou seja, o jogo foi mesmo ruim de ver. Um destrato com a bola que deixou saudades de ver o Fluzão jogando...
Enquanto isso, no Rio, o Clássico dos Milhões (referência ao que Vaishco e Framengo devem na praça) teve 5 expulsos (entre eles, claro, estava o espevitado Carlos Alberto) e dois gols do time da camisa mais feia do Brasil. Pior para o lumpesinato, que amarga uma situação desfavorável na Taça Rio e na contabilidade, já que os rumores de debandada de jogadores é maior a cada dia. E Cuca, ídolo dos coxas-brancas, segue sem vencer um clássico carioca (3 empates e 2 derrotas).