Mostrando postagens com marcador rodada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rodada. Mostrar todas as postagens

15 junho 2014

Tudo bem dentro e fora de campo

A primeira rodada da Copa do Mundo de 2014 nem terminou, mas já podemos ver que o nível dos jogos está bastante satisfatório. À exceção dos embates entre França e Honduras e de Argentina contra a estreante Bósnia, pobres tecnicamente, os demais foram prazeirosos para os amantes do ludopédio. Nos 11 jogos realizados, tivemos um pouco de tudo. Zebras, como a vitória de Costa Rica sobre o Uruguai, goleadas surpreendentes como a sova que a Holanda aplicou na campeã Espanha, times aplicados, como Suíça, Colômbia e Costa do Marfim, um jogão entre Itália e Inglaterra, 38 gols, gol contra, expulsão, lances polêmicos, o uso do "olho mágico" para dirimir a dúvida sobre lance de gol, enfim, pudemos ver uma competição marcada pelas emoções e bom futebol. As equipes têm buscado o jogo, não se furtando de jogar bola, de tentar o gol. Vide as 5 viradas de placar ocorridas! Isso torna o esporte muito mais palatável, atraente, principalmente para o público eventual, aquele que vê jogos ocasionalmente e "torce pela Seleção". Jogos que imaginávamos "mornos", como Costa do Marfim x Japão ou Uruguai x Costa Rica, mostraram-se disputados, movimentados e muito interessantes.
A estreia do Brasil, abrindo a Copa, exibiu um selecionado brasileiro um tanto nervoso, meio perdido, que custava a achar alguma brecha na retranca croata. Os europeus se mantinham no esquema fechado, à espera de um contragolpe que pudesse aproveitar. Funcionou bem, pois o Brasil não conseguia fazer valer seu elenco mais badalado. A boa atuação do, até então, discreto Oscar foi acompanhada pelo bom apoio de David Luiz e de Neymar. De resto, todos muito apagados, omissos, medrosos, até. A Croácia, por sua vez, ateve-se ao plano de jogo e equiparou a partida. Só não contava com um erro grosseiro da arbitragem, que viu um penal inexistente em Fred. "Copa comprada" foi o bordão mais repetido depois dessa, o que não é de se duvidar, já que a FIFA também não é um poço de lisura e desapego. Mas, prefiro acreditar em um erro, sem escorregar, ainda, ao campo da bandalha.
Aliás, arbitragem é sempre um item polêmico em qualquer competição futebolística. Nós que o digamos, com os apitadores que pululam no Campeonato Brasileiro!
Se dentro de campo até que tem corrido tudo bem, fora dele parece que não tem deixado a desejar. Embora pequenos tropeços, como a falta de hino no Beira-Rio para França x Honduras, tenham ocorrido, não vimos nada que afetasse o andamento da competição. O que, claro, não exime Veremos se o clima pacífico se mantém até 13 de julho.
P. S.: muito embora o Governo não tenha gostado, por motivos óbvios, é importante a liberdade de expressão ser exercida pela torcida, em desaprovação ao péssimo comportamento de nossos governantes.
Dilma abertura
Vaias merecidas - aqui!

03 junho 2014

À beira da Copa

O Campeonato Brasileiro faz uma pausa para a Copa e a situação atual já dá mostras de como será o decorrer das 39 rodadas. As torcidas de Coxa e Framengo terão dias difíceis pela frente. Ambas terão de conviver com as apresentações de times sem elenco, com, até agora, poucas perspectivas de reação. O time carioca ainda tem mais base e mais prestígio para explorar e, quem sabe, descolar uma peça ou outra que possa salvar a paróquia, mas os dias serão muito incertos. O alvi-verde paranaense está numa saia justa violenta, pois, além do fraco conjunto, vê seu rival reagindo, dando pinta de que pode fazer os moleques renderem alguma coisa. O Coxa amarga um time inoperante, com um Alex cansado, que joga sozinho - quando joga. Na parte de cima da tabela, vemos o Cruzeiro começando a descolar dos demais, talvez por ainda ter conjunto. Seguem-se Fluminense, Curíntia, os gaúchos, Galo... Times que ainda podem ter alguns lampejos, alguns bons momentos. Aliás, o Fluminense tem feito bons jogos. Falta, talvez mais contundência, mas é um time que toca a bola e joga com certo estilo. A possível volta de Wellington Nem ajudaria consideravelmente. Já o Curíntia, acho que não vai longe. O time está muito limitado e não apresenta um bom padrão de jogo. Idem para o Galo, que só se enfraqueceu depois da conquista da Libertadores. O Santos e o São Paulo ainda podem incomodar, mas vejo-os mais tímidos. O resto vai fazer figuração.
A Copa do Mundo de 2014 se aproxima em clima de desconfiança do torcedor brasileiro. Não tanto em relação ao time, que é um dos favoritos por jogar em casa, mas pelos protestos que ameaçam o clima de paz durante o torneio. Minha impressão é de que haverá bagunça, ainda que os jogos corram sem grandes transtornos. Dentro de campo, penso que Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha são os principais candidatos. A França, quem sabe, pode aparecer como surpresa, assim como a Croácia, que considera essa a sua geração de ouro, superior até à geração de Suker e Boban, da Copa de 98, quando chegaram às semifinais e trombaram com os anfitriões e futuros campeões. Já vemos alguns desfalques nos times nacionais, o mais grave deles talvez seja o do colombiano Falcão Garcia, que se recupera de cirurgia no joelho esquerdo. Luis Montes, mexicano, quebrou a perna no sábado e também verá a competição pela televisão. Nada que apague o brilho técnico, pois são jogadores de relativa importância, de equipes de menor relevância. Já o joelho de Cristiano Ronaldo, esse, sim, preocupa. Provavelmente fora do primeiro jogo, contra a Alemanha, o craque portuga tenta se recuperar. Esperamos que consiga!


Qual deles fará mais falta?
Veja aqui!

28 abril 2014

Ainda o racismo

A 2ª rodada do Campeonato Brasileiro expôs um Framengo frágil diante de um Curíntia mais alinhado, porém, pouco combativo; um Galo frouxo atropelado pelo misto do Grêmio, com pouquíssima participação do outrora aceso Ronaldinho Gaúcho; a meiúca do Flu funcionando contra um Palmeiras atabalhoado, com bom entrosamento de Conca, Sóbis, Fred e Wagner; um jogo fraquíssimo no empate entre Coxa e Peixe, que deixou ambas as torcidas apreensivas; a recuperação do Buátafogo, arrancando um empate sob a batuta do estreante Emerson Sheik, empolgado pelo novo recomeço - e, agora, prometendo que não tem mais selinho; empates amargos para o Cruzeiro, superior ao inofensivo São Paulo do antes badalado Pato, e para o Vitória, que queria se recuperar em cima do Furaquinho, mas não teve forças.
Nem tanto pelos resultados, mas mais pelos desempenhos em campo, vemos que alguns times, como Botafogo e Coxa, têm muitos motivos de preocupação, pois falta time. Outros, como Palmeiras e Galo, devem tomar medidas rápidas para reverter a tendência de baixa.
Assim, o destaque da semana fica por conta da reação de Daniel Alves a (mais) uma manifestação nada louvável de torcedores rivais, que lhe atiraram uma banana. Calmamente, o lateral pegou a fruta, descascou e comeu, seguindo no jogo como se nada tivesse acontecido. A atitude desencadeou reação de apoio, sobretudo pelos brazucas, gerando a campanha #somostodosmacacos. Impressionante como ainda tem gente que vai ao estádio para fazer bobagens desse nível.
Daniel Alves reagiu bem à provocação

21 abril 2014

Nuvens no horizonte

Campeonato Brasileiro de 2014 tem no equilíbrio o seu principal charme. Dos 20 participantes, pelo menos 7 podem se candidatar seriamente ao caneco e mais uns 2 ou 3 correm por fora. Mas, a primeira rodada do não começou muito alvissareira. De um lado, os efeitos do caso Lusa, ainda não totalmente resolvido e que ameaça a competição, mesmo que remotamente. A CBF parece ter pavimentado a compreensão de que sim, a Lusa errou e a questão está pacificada, mas torcedores do clube ainda teimam em tentar melar o certame. De outro lado, o baixo nível do espetáculo apresentado pelos times. De modo geral, o campeonato de 2014 permanece sob o manto do ano anterior: nivelamento por baixo do padrão técnico, má organização e arbitragem sempre criticada. Nesta primeira rodada, vimos 3 jogos terminarem sem alteração no placar, poucos gols e jogos ruins. As exceções seriam Santos x Sport, que fizeram um jogo movimentado, e o Fluminense, que foi bem contra o frágil Figueirense, ainda que o oponente tenha facilitado o jogo para o Tricolor.
Com a paralisação de 45 dias para a Copa do Mundo após a 9ª rodada, com os parcos investimentos realizados por clubes mal administrados, com a contínua falta de organização da CBF - que teima em não promover avanços necessários, as expectativas são de "mais do mesmo". Ou seja, uma média de jogos fracos com pouco público, times com poucas atrações e figas para não haver um deslize qualquer que arranje confusão. É muito pouco para o "país do futebol".
Dos times da Série A (ou seja, sem a Lusa!), vejo que botafoguenses e coxas-brancas devem ter todas as razões do mundo para ficarem preocupados. Times fracos, com elenco limitado tecnicamente e uma gestão periclitante formam um cenário nada animador para o alvi-negro carioca e para o alvi-verde do Paraná.
O Cruzeiro, atual campeão, pode levar o bi, mas vai ter que encontrar seu melhor futebol, assim como o Galo, que levou a Libertadores meio "na gata" e naufragou feio no Mundial de clubes. Vale dizer que Ronaldinho ainda não voltou a jogar! O São Paulo conta com Muricy para se reerguer, com um elenco até razoável, o que lhe dá boas chances de um bom papel. Os gaúchos também vêm com times respeitáveis, que têm tudo para chegar no G4. O Peixe tem um timinho que pode funcionar. Uma garotada que corre e sabe lidar com a bola. Aquele Cicinho na ala esquerda é um azougue!! E o Flu, que tem um quarteto ofensivo com Wagner, Sóbis, Conca e Fred que insufla temores. Pena que a zaga compromete.
Santos x Sport (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press)
O Santos fez uma boa partida, apesar do tropeço.

14 dezembro 2013

Cariocada

O "imbroglio" em que se meteu o Campeonato Brasileiro de 2013 representa bem a falta de profissionalismo eo  excesso de burocracia que nos dominam. Pelo que se sabe até agora, Lusa e Framengo teriam escalado jogadores de forma irregular, pois eles teriam sido condenados a cumprirem um jogo a mais de suspensão em razão de admoestações em jogos anteriores - ainda que em torneio diferente, no caso do atleta rubro-negro. Até aqui, nada a contestar. Afinal, se as regras não servirem para serem seguidas, não precisamos das regras. Se esses fatos se confirmarem, e, até aqui, parece que é isso mesmo, os times perdem 4 pontos cada e a Lusa é rebaixada à Série B, no lugar do Fluminense.
Ai é que começa a gritaria. Com um mínimo de razão e excesso de paixão e de ignorância.
A razão em reclamar se dá no âmbito da surpresa em vermos como a competição mais importante do esporte mais popular do país tem de ser resolvida fora de campo, por conta de uma mancada infantil de uma equipe que participa do certame e, em tese, conhece as regras a que se submeteu. Tem algo errado...
A ignorância fica por conta daqueles que querem que o Tricolor jogue a Série B, independentemente do que a Lusa tenha feito. Isso também não é certo.
Temos que tentar entender o que aconteceu e arrumar para que não se repita. Até onde se deu a conhecer, o processo de "julgamento" dos jogos é, no mínimo, uma burrice, para não dizer que é uma arapuca para servir a interesses. Funciona assim: os times jogam num final de semana e o que ocorre nessas partidas é julgado na sexta-feira subsequente, com o resultado sendo publicado no primeiro dia útil, ou seja, a segunda-feira, quando os jogos do final de semana já aconteceram e são influenciados por este julgamento. Pior, o julgamento é à noite! E a regra diz que "as decisões do STJD se cumprem imediatamente". Assim, os clubes se veem obrigados a seguir, no sábado e no domingo, as decisões proferidas na sexta à noite, que serão publicadas na segunda - depois dos jogos, portanto. Ou seja, se a decisão é proferida e o clube entendeu errado ou se foi mal proferida ou se foi decidido "A" e publicou-se "B", está criada a confusão. Muito fácil para criar fatos passíveis de contestação. Uma regra burra ou uma regra criada para possibilitar que alguém dê uma mancada? Como a CBF e o STJD fica no Rio, eu não acredito em inocência. Acredito numa "cariocada": os cariocas viram uma oportunidade para salvar um dos clubes rebaixados, no caso, o Flu, e agiram rapidamente para tal. Tudo dentro da legalidade nesse cenário de regras mal feitas. Ainda, para manter o ar de imparcialidade e criarem argumentos de defesa, tiram 4 pontos de um time do Rio, que também deu mancada, mas que não sofre nada a mais com a punição. Deu azar a Lusa em confiar num advogado mambembe, que já ameaça (com certa razão) em ir à justiça comum para não cair. Prevejo dias difíceis para o futebol brasileiro.
Muito mais fácil seria fazer como na Itália: nada de tribunais e lenga-lenga: os jogos do final de semana são TODOS julgados na terça, onde o árbitro da partida define as punições de cada expulsão de acordo com critérios previamente estabelecidos e acabou! Dá tempo de publicar as decisões e sem chance para melar nada.
Ficou barato
O Trétis reclama, mas a punição ficou barata. Como mandante, o clube tem a obrigação de prover a segurança para o jogo, coisa que o Atlético neglicenciou. Sabedor da ausência da PM catarinense no estádio, apelou para 80 seguranças desarmados em um jogo de alta periculosidade. É ou não é dar muita chance para o azar?
A Lusa vai pagar o pato?

27 outubro 2013

Que fase...

Faltando 7 rodadas para o fim da temporada do Campeonato Brasileiro de 2013 e vemos mudanças na parte de baixo da tabela, na zona daqueles que brigam para afugentar a ZR, já que, na parte de cima, o Cruzeiro segue folgado na dianteira, praticamente com a mão na taça. Ainda que tropece, Botafogo e Grêmio não aproveitam a deixa e também claudicam, mantendo a distância. Na parte de baixo, o Náutico já diz "olá" à Segundona. Das 3 vagas restantes, Criciúma, Vaishco e Ponte são os favoritos, mas o Fluminense vem fazendo uma força danada para tomar uma vaga! A última façanha foi perder em casa, com um a mais, para o Vitória, time que vem em boa fase, mas, convenhamos, o Flu tinha a obrigação de fazer o dever de casa para se afastar da degola. Dever que o Coxa vem cumprindo, com duas atuações corretas, o ex-líder da tabela e ex-quase Segundona vem se segurando e abriu uma margem já respirável. Ainda que não garanta a permanência, o Coxa já parece mais seguro de si, o que é um baita alento à torcida. Outro que se recuperou de forma digna e agora busca o G4 é o São Paulo. Os Bambis, após uma fase amarga, em que apanhava mais que mulher de malandro, agora estão mais tranquilos, até apresentando algum futebol. Para quem era dado como morto, estão bem na foto!
Na Copa do Brasil, a sensação é Alexandre Pato, o atacante-vedete que custou uma baba e é alvo da ira da torcida do Curíntia após perder uma cobrança de penalidade que, verdade seja dita, foi um fiasco! Custou a eliminação do Timão na competição e todo o resquício de qualquer tolerância com o palmípede. A cobra vai fumar para o lado de Pato, que já é chamado de "fracassado".
O Pato Pateta mascarado!!

16 setembro 2013

Quem cai?

O segundo turno do Campeonato Brasileiro mal começa e já temos uma certa perspectiva do cenário daqui por diante. Cruzeiro e Botafogo abrem vantagem na frente, seguidos não de longe por Grêmio e Atlético PR. Um pouco mais atrás, mas já com certa distância, por Inter e Curíntia. Esses 6 times, acredito, devem seguir adiante na caça ao caneco e ao G4. Os demais, figuram no meio da tabela ou se coçam para não serem rebaixados. À exceção de Náutico e Ponte Preta, que já estão na segundona. O São Paulo vai espernear, suar, correr, mas a tarefa de fugir da ZR não será nada fácil. A volta de Muricy dá alento à torcida e ao time, que, imagino, deve subir de produção. Muito embora as vitórias contra Ponte e Vaishco não sejam definitivas, sinalizam um novo ânimo bambináceo. As duas vagas restantes na ZR estão disputadíssimas, à espera de um vacilo de Portuguesa, Fluminense, Vasco, São Paulo, Framengo, Bahia, Vitória, Criciúma e, quem sabe, o Coxa, que vem em franca decadência - para alegria dos rubro-negros da Baixada.
A partida do meio da semana entre Botafogo e Cruzeiro pode ser crucial para a definição do certame. Se a Raposa vencer, dispara na frente e fica difícil alcançar. Uma vitória alvi-negra pode significar uma disputa acirrada até o final.
E o triste é ver que, na Colina, Eurico volta a dar sinais de vida. Lamentável.
Flu de roupa nova, a 3ª camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, atrás apenas da Tricolor e da Grená!
Foto: Photocamera

25 agosto 2013

Substituição paranaense

Após a 16ª rodada do Brasileirão, apenas 16 pontos separa o líder, Cruzeiro, do primeiro time da ZR4, a Ponte Preta. Ou, posto de outro modo, a ZR4 não está assim tão longe do G4, em termos de pontuação adquirida. Desconheço as estatísticas, mas me parece uma proximidade nunca antes vista neste certame... O que seria mais um indicador do atual nivelamento dos clubes. Afinal, não temos nenhum time verdadeiramente bom, que apresente um futebol consistente. O Coxa, que vinha bem, jogando certinho, voltou ao normal e despencou na classificação. O Fogão, hoje, é considerado o time que vem mostrando o melhor conjunto, capitaneado pelo bravo Seedorf, que dá esporro em campo e desarma repórteres. Porém, agora é o Cruzeiro que parece engrenar e deve assumir o favoritismo da imprensa - muito, creio, em função do trabalho do Marcelo Oliveira, outrora treinador do Coxa e escorraçado pela torcida do Alto da Glória. Torcida que deve estar bastante aborrecida pela atual situação do Furacão, que assume o posto de representante paranaense no G4 após vitória sobre o ex-líder Botafogo. Já na rabeira, o destaque fica para o Timbu e para a Lusa, os dois primeiros fortes candidatos ao rebaixamento, com pífia campanha em casa ou fora dela. O São Paulo, que, graças à atitude magnânima do Fluminense, conseguiu vencer uma depois de 12 jogos, permanece na ZR4, mas reúne forças para permanecer na Série A, deixando a briga para times como Criciúma, Ponte Preta e a dupla Fla-Flu.
Neste cenário de certa lassidão técnica, ganham as páginas dos jornais as notícias extra-campo, onde o "selinho" de Émerson foi o perrengue da semana. Em um meio onde o machismo é absolutamente predominante, onde os torcedores são ignorantes e a imprensa é ávida para ver o circo pegar fogo, a imagem do atleta corintiano beijando um "amigo" acabou atiçando a fúria da torcida corintiana, alçada à equivalência com os bambis como alvo das gozações alheias. Vampeta que o diga, pois não pára de receber ligações dos amigos são-paulinos. Se queria chamar a atenção, Sheik foi muito bem sucedido.
Será o Furacão a nova esperança do Paraná?
Foto: Blog do Juca Kfouri

18 fevereiro 2013

Libertadores 2013

Começou a Copa Libertadores da América 2013, a 54ª edição do torneio de futebol realizada anualmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). Dela participam clubes das dez associações sul-americanas mais três clubes do México, sendo que o Brasil domina a competição dom 6 representantes, seguido da Argentina, com 5.
Considerada a "jóia da coroa" dos certames sul-americanos, dá vaga para o melhor colocado não-mexicano disputar o Mundial de Clubes de 2013 no Marrocos e o campeão (incluindo equipes do México) ganha o direito de disputar a Recopa Sul-Americana de 2014 com o vencedor da Copa Sul-Americana de 2013. O que significa visualização e possibilidade de patrocínios. Durante o mês de junho a competição será interrompida após a disputa das quartas-de-final para a realização da Copa das Confederações no Brasil.
Uma novidade apresentada para esta temporada é a bola da competição, intitulada "Maxim", que também será utilizada no Campeonato Sul-Americano de Futebol Sub-20 de 2013, é a mesma que já fazia parte dos campeonatos espanhol, inglês e italiano.
Com relação ao regulamento, pela primeira vez o acúmulo de três cartões amarelos renderá suspensão automática aos jogadores - o que já não era sem tempo.
A primeira rodada já deu vazão às surpresas. Começando pelo Grêmio, que investiu um caminhão de dinheiro para montar um time que, em campo, ainda não se achou. Levou uma piaba do chileno Huachipato em plena Arena tricolor. Um revés que pode custar caro ao tricolor gaúcho, pois além de perder o jogo, mostrou que o time não tem coletivo. Luxeba vai ter que botar o time para jogar no Gauchão para dar estofo.
Já o Tricolor, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, saiu de campo como um dos visitantes que amealharam 3 pontos ao bater o Caracas com gol solitário do artilheiro Fred. Um dos favoritos para desbancar o Curíntia, o Flu mostrou o mesmo sangue-frio que o caracterizou no ano passado.
Enquanto isso, o desacreditado Palmeiras fez valer seu mando de campo e garantiu os 3 pontinhos obrigatórios. Nada mais que a obrigação... E o Galo, também cotado para as cabeças do certame, abotoou os Bambis em jogo que Ronaldo Gaúcho aproveitou a bobeira da zaga paulistana para fazer abrir o placar. Outro que desapontou a torcida foi o Boca Juniors, que, mesmo com o retorno de Bianchi ao comando da equipe, levou uma invertida do Toluca em plena Bombonera, largando mal no Grupo 1. Conhecido como Mister Libertadores, o treinador mais vitorioso da história da competição terá Riquelme e o ex-corintiano Martínez para tentar impedir o que seria a maior sequência do Brasil - 4 campeonatos seguidos.
Não acredito no Boca, que ano passado já mostrou um futebol decadente. Mas, veremos... Acho que os favoritos vão se concentrar nos brazucas Flu, Curíntia, Galo e Bambis. O resto é figurante.
Atuação de Deco diante do Volta Redonda animou Abel Braga Foto: Photocamera / Divulgação
O maestro Deco é uma das armas do Tricolor.
Foto: Photocamera

11 novembro 2012

Nervos de aço

O Brasileirão 2012 vai se encaminhando para o final e já temos os sinais de quem cai, quem sobe e quem fica. Da Série B, o Goiás já confirmou a subida ao enfiar 3x0 no Barueri e retorna à primeira divisão após dois anos de segundona. A briga pelas três vagas restantes está boa, com quatro times se engalfinhando. Trétis, Criciúma, Vitória e São Caetano jogam tudo nessas últimas 2 rodadas para também terem seu lugar ao sol. Em tese, o Furaquinho tem a trajetória mais difícil, pois enfrenta o Cri-Cri, rival direto, e o Paranito, rival caseiro.  Embalado pela recente entrada no G4, mas ressabiado com o tropeço em casa, o time da Baixada, o mais famoso meio-estádio do Sul, vai ter de se superar, pois os últimos dois jogos mostraram uma equipe claudicante, talvez um tanto nervosa. Vai ter de controlar os nervos, o rubro-negro!
Na Série A, o Fluminense já tem 9 dedos na taça. Só um desastre nuclear evita a taça ir parar na sala de troféus das Laranjeiras, a mais bonita do Brasil, quiçá do mundo. A briga do rebaixamento é que ainda promete. Palmeiras e Sport estão quase afundados, mas Bahia e Portuguesa estão fazendo de tudo para salvá-los. Apesar da situação ruim, o Palmeiras ainda tem esperanças, já que pega 3 jogos relativamente fáceis depois dessa rodada com o Flu. Até pode ganhar 9 pontos que o alçariam fora da ZR, enquanto Bahia e Lusa pegam certas pedreiras. Quem sabe?
Falando em controle de nervos, dá-me a impressão que esse fator foi bem manipulado pelo Fluminense. Talvez seja mérito do Abel, associado à maturidade do elenco, mas o fato é que o Tricolor jamais se abateu ou se desesperou frente às adversidades em campo. Mesmo quando saiu atrás do placar, mesmo quando ficou sem seus principais jogadores (caso de Deco, que frequentou muito o DM), o time soube manter a serenidade e fazer seu jogo. E não se trata de um timaço cheio de craques, mas de um bom time, com algumas limitações, aguerrido e, sobretudo, tranquilo. Um time que sabe utilizar suas peças, pode-se dizer. Diferente do Galo, que chegou a abrir uma boa vantagem mas não soube lidar com as dificuldades. Quando as partidas se tornavam mais difíceis, o time logo apelava para o chuveirinho, para o chutão. Seria esse perfil dado por Cuca, um treinador conhecido pelo astral depressivo dos vestiários? Vai saber...
Abelão justificou a espera.

24 outubro 2012

Comparações


No Campeonato Brasileiro, o bafafá é a arbitragem. Mais especificamente, o chororô do Galo contra uma suposta tendência de favorecimento ao atual líder, Fluminense, em algumas partidas. Obviamente, tudo isso não passa de choro de invejosos, já que seria ignorar toda a campanha que mostra a superioridade do time Tricolor. Claro que o Galo também fez uma belíssima campanha, digna de ser coroada com o caneco em outros tempos, não houvesse o Fluminense ter carimbado um desempenho absurdo, que pode vir a ser o melhor da era dos pontos corridos. No embate entre os ponteiros, deu Galo, com justiça, já que o time mineiro se impôs em campo e comandou a partida. O que não evitou ser uma partida dramática, exigindo do Galo toda sua fibra e persistência contra um Fluminense dito "cirúrgico". Aliás, o Flu costuma adotar essa postura de aguentar na defesa para sair nos contragolpes que pode acabar custando caro. O time exagera no recuo e deixa muito espaço para o adversário tocar a bola, enquanto o Flu possui justamente armas de toque de bola, com Deco e TNeves, que podem também ditar o ritmo da partida. Mas o Galo tinha uma trinca infernal, com Jô, RGaúcho e Bernard, que pressionaram a retaguarda Tricolor até o fim, conseguindo o milagroso gol aos 47min do segundo tempo para decretar a vitória mineira. Muito embora os Tricolores desejassem a vitória para sepultar de vez qualquer tipo de ameça ao reinado da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, devemos reconhecer que a vitória do Galo ainda suscita alguma esperança, salutar ao certame.
Já no âmbito esportivo, o assunto da moda é o desempenho de Messi, que está para igualar a marca do Rei Pelé, de 75 gols em uma mesma temporada (um mesmo ano). Faltam 4 para "La Pulga" igualar-se ao brasileiro. E aí começam inevitavelmente as comparações, mais para efeito de notícia do que efetivamente comparar desempenho - e olhem que o recordista nem é o Pelé, mas Müller, com 85 gols em 1972 pelo Bayern e pela seleção alemã. É fato que Messi, aos 29 anos, é um assombro, o melhor sobre a face da Terra indiscutivelmente. Porém, seu desempenho só será medido ao final da carreira. Até lá, ainda há chão. Precisa brilhar em uma Copa do Mundo? Há quem diga que a importância do desempenho em selecionado nacional esteja em segundo plano.
Ainda assim, pergunto se há como igualar o que fez Pelé, que não só jogou muito, como transformou o esporte bretão em seu país. Antes de Pelé, o futebol era muito amador, restrito a boêmios. Depois dele, uma paixão nacional alçada à estratosfera aqui e lá fora. Obviamente não só por causa dele, mas muito por causa dele. Atualmente, Messi está para superar Maradona como o melhor jogador argentino de todos os tempos - isso se nem discutirmos Di Stéfano, claro.
Veremos...
Você sabia?
Na copa de 1934 o Brasil passou da primeira fase sem jogar, pois o Peru, seu único adversário, desistiu. 

Pelé e Messi
Messi chega lá? Ou já chegou?

12 outubro 2012

Julgamentos

A 10 rodadas do final, o Campeonato Brasileiro aponta um líder com uma baita vantagem sobre os demais, suscitando o questionamento sobre a decisão antecipada do torneio. Afinal, o Fluminense não está somente com a larga folga de 9 pontos em relação ao Grêmio, segundo colocado, mas também está numa fase em que tudo dá certo. Ganha quando joga bem, ganha quando joga mal, mantém a distância mesmo quando perde... Quando é assim, não adianta praguejar, rezar contra, jogar mau-olhado. Claro, que a fase passa, mas, convenhamos, perder 9 pontos nas 10 rodadas finais vai ser um milagre. Talvez tão grande quanto o realizado em 2009. E, claro, o Flu conta com um bom elenco. Hoje, o melhor do país, no papel. Com uma espinha dorsal montada a partir de um grande arqueiro, Cavalieri, que vive uma grande fase. Pega tudo! Hoje, é o melhor goleiro do Brasil. Passa por Deco, que, embora não seja uma figura sempre presente em campo, desperta os instintos mais primitivos nas defesas adversárias, já que pode colocar bolas precisas. Ainda tem Thiago Neves, um bom jogador, exímio em bolas paradas. E culmina em Fred, o artilheiro que tem feito a diferença desde 2009.
A diferença chegou a essa grandeza após a derrota do então segundo colocado, o Galo, para o Internacional, lá no RS, em um cenário que despertou diversos questionamentos bastante razoáveis. Tudo por conta da suspensão de Ronaldinho Gaúcho pelo STJD, com o parecer de um tal de Jonas Lopes Neto, auditor do STJD e flamenguista de carteirinha - o mesmo que condenou Loco Abreu por beijar o escudo botafoguense na frente da torcida rubro-negra. Para quem não se lembra do episódio (ou não sabe mesmo, no caso das meninas), Ronaldo deu uma entrada descabida em Kléber no jogo Galo x Grêmio pela 26ª rodada. Na ocasião, nem falta foi anotada pelo árbitro Héber Roberto Lopes, também julgado pelo STJD e absolvido. O bafafá todo gira em torno da decisão tomada pelo STJD, de punir o jogador apesar de o árbitro nada ter apontado. Isso pode, Arnaldo?
No meu entender, pode. E deve. Digo, deve haver uma instância fora do jogo que analise e monitore desempenho de árbitros e interfira em questões disciplinares e regulamentares, a fim de evitar distorções. Assim, se um jogador comete um delito, ainda que não visto ou apontado pelo árbitro, o STJD poderia, com base em imagens de TV e depoimento de atletas ou arbitragem, decidir pela punição dos faltosos - além daqueles já admoestados pela arbitragens, claro. Assim, acho legítimo o STJD julgar o Ronaldo pela entrada (desleal, aliás) sobre seu companheiro de profissão. O que não pode, obviamente, é ter a distorção onde se julga! Não pode o STJD demorar 3 semanas para agir sobre o caso. Não pode o STJD punir o atleta pela falta em questão e inocentar o árbitro que não puniu o atleta no ato - fica incoerente, certo? Claro que não há como evitar torcida, afinal, os componentes do STJD também têm direito a torcer por um time, mesmo que seja o Framengo. Paulo Vinícius Coelho já aponta isso aqui.
Claro que isso não é lá muito fácil de evidenciar. Afinal, temos um Toffoli, evidentemente vendido para o PT, julgando o men$alão no STF. Isso pode, Arnaldo?
Você sabia?
O primeiro jogo de futebol com transmissão colorida no Brasil foi um 0 X 0 de um amistoso entre uma seleção de Caxias do Sul e o Grêmio. Disputado no dia 19 de fevereiro de 1972, era parte da programação da Festa da Uva da cidade. Essa experiência da TV Difusora de Porto Alegre foi retransmitida pelas TVs Rio, do Rio de Janeiro e de Brasília, e pela TV Record, de São Paulo.

Site do TRE/RJ
Jonas Lopes, o auditor-torcedor.

30 setembro 2012

Arigatô, Framengo!

Na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o líder Fluminense abriu 6 pontos de vantagem sobre o Galo, segundo colocado, estabelecendo a maior distância entre o primeiro e o segundo posto até então. Faltando 11 rodadas para o encerramento do certame de 2012, o Tricolor das Laranjeiras consegue uma inusitada folga, credenciando-se como favorito ao caneco. Mas, ainda é cedo para se decretar algum prognóstico, já que estão em disputa 33 pontos de um campeonato razoavelmente equilibrado e o Fluminense não vem jogando bem. Ganhou do Framengo "com as calças na mão", como disse Marcelo Tschumi, levando um sufoco danado no segundo tempo. E tem sido assim em vários jogos, como contra o Coxa, contra a Lusa, onde o Flu venceu sem grandes méritos. Não que o time seja ruim, até pelo contrário, mas é que maré de sorte tem fim, e a do Flu tem durado bastante. Basta perceber a importância de Diego Cavalieri na campanha Tricolor, salvando a lavoura recorrentemente. Estatisticamente, a sorte deve estar no fim, mas, pelo menos, durou o suficiente para encaçapar o rubro-negro duas vezes!
O Framengo é que revela uma ascensão abrupta dentro de campo. De time desacreditado, candidato a receber Adriano, o elenco da Gávea acordou e passou a se comportar melhor em campo. Muito dessa boa fase deve ser creditada a Vagner Love, único jogador de verdade do time, e ao apoio da torcida no Engenhão, que tem feito o grupo se superar e correr o campo todo. Mas, vamos combinar que ainda falta muito para achar que está salvo, pois o time está mais próximo da ZR que da Libertadores.
Na briga pelo rebaixamento, o Coxa se aproxima assustadoramente da ZR. Com a recuperação do Palmeiras e o distanciamento de Bahia, Náutico, Framengo e Ponte Preta, o time do Alto da Glória vê suas chances de escapar minguarem radicalmente. Passa a brigar contra Sport e Palmeiras contra as duas "vagas" remanescentes, já que Figueira e Atlético-GO estão na Segundona. E o alviverde paulista tem camisa e, claro, influência. Se pintar a oportunidade, o apito amigo não vai se jogar contra o Palmeiras em prol do Coxa, isso é fato. Assim, o time paranaense vai ter de lutar com unhas e dentes, de novo, para não se aproximar do buraco , além de torcer pros de cima tropeçarem. O difícil, nisso tudo, é contar com o sofrível elenco. Ruim por ruim, o Palmeiras também é, só que é "time grande".
Você sabia?
O jogador Valderrama, mundialmente conhecido por sua cabeleira possui uma estatua em tamanho real na cidade de Santa Marta em sua homenagem. O detalhe é que a cabeleira também é em tamanho real!
As imagens de Flamengo x Fluminense - (Foto:Cleber Mendes)
Fred manda aquele abraço à torcida do Framengo!
Foto: Cleber Mendes

17 setembro 2012

Sem aproveitar

A rodada deste final de semana do Campeonato Brasileiro deu margem a várias alterações que não se concretizaram. Começou com o Fluminense, então líder do certame, apanhando em casa do então lanterna na tabela, dando espaço para o brioso Galo retomar a dianteira. O Flu se desencontrou em campo e a sorte que o acompanhava nas últimas rodadas parece ter se ausentado nesta partida. O time não jogou bem e, claro, as ausências de Fred e de Deco se fizeram sentir.
Mas, para sorte Tricolor, o intrépido Galo também claudicou e perdeu sua terceira partida na competição. Contra o Náutico, o time da capital mineira também não foi bem. Teve mais posse de bola, mas não transformou isso em tal superioridade que pudesse sugerir um amplo domínio da partida. Faltou pontaria, finalização, calma na hora de decidir. E o Náutico, convenhamos, é horrível. Nos contragolpes ficou evidente a falta de destreza do elenco timbucano.
Quem vinha bem na foto era o Grêmio, que poderia se aproveitar do vacilo dos concorrentes para encostar de vez na briga pelo topo. E parecia que seria assim quando saiu o primeiro gol (aliás, um golaço) de Marcelo Moreno, em excelente passe de Elano, revigorado no esquema de Luxa. Mas o Grêmio se acomodou e o Framengo dominou o segundo tempo, empatando em bela cobrança de falta da jovem promessa Adryan. Não fosse Marcelo Grohe no arco gremista e o time gaúcho sairia sem um ponto sequer do Engenhão!
O paraíso gremista parecia ainda maior com a derrota parcial do rival local. O Colorado perdia por 2x0 para o Sport (pronuncia-se "Ishpórtti") e fazia a festa tricolor nos pampas. Mas o time de vermelho reagiu e empatou, livrando a torcida do vexame. Porém, não impediu Fernandão de reclamar da equipe - com certa razão, diga-se. Veremos como o elenco reage às críticas em público, já que jogador de futebol é temperamental, sensível e não é de hoje que derrubam técnicos - ainda mais um novato no cargo.
Com essa seqüência de tropeços, quem lucrou foram os Bambis, que bateram a combalida Lusa e chegaram à 5ª posição, superando o Buá-tafogo, que não passou do 0x0 com a Ponte Preta.
No Couto, vimos Neymar derrubar o favoritismo dos anfitriões. Dois gols do craque santista decretaram a derrota coxa-branca em casa, fato não tão raro no certame. O Coxa se aproxima perigosamente do Framengo (ou seja, da ZR) e precisa se recuperar para não fazer o AtleTiba na Segundona. Bem, pelo menos o resultado serviu para garantir a costela às custas do Dimitry e do Maurício...
Quente mesmo, além do verão curitibano, foi o clássico paulista, entre Corínthians e Palmeiras. O time do Parque Antarctica entrou em campo pressionado pelos péssimos resultados e pela recente saída de Felipão do comando técnico da equipe. Do outro lado, um Timão doido para poder esquecer o Brasileirão e se dedicar à disputa pelo Mundial de Clubes da FIFA. Rapidamente pôde-se ver o nervosismo palmeirense, estampado em Luan, que perdeu a cabeça por um motivo banal e bagunçou o coreto do time. Com um a menos, o Palmeiras até que tentou, mas não foi páreo para o Curíntia. E o vexame se espalhou para a torcida, que depredou o estádio, pichou loja do clube e promoveu quebra-quebra em estabelecimento comercial de um dirigente. Do jeito que vai, o Palmeiras mostra que não aprendeu da primeira vez e voltará à Segundona para mais uma tentativa de aprendizado.
Você sabia?
O recorde de expulsões em uma partida ocorreu no embate entre Portuguesa de Desportos e Botafogo-RJ que jogavam pelo Torneio Rio-São Paulo de 1954, no Pacaembu. A partida acabou aos 31 minutos do segundo tempo, quando estava 3 x 1 para a Lusa. Tudo porque os 32 jogadores acabaram expulsos de campo. A confusão começou com o zagueiro Tomé, do Botafogo, que tentava cobrar um tiro de meta enquanto o atacante Ortega, da Lusa, catimbava, tentando ganhar tempo. Os dois discutiram, trocaram socos e pontapés e acabaram envolvendo os outros jogadores. O juiz da partida, Carlos de Oliveira Monteiro, ficou assistindo à briga, esperou a coisa acalmar e, no final da confusão, expulsou todo mundo: Lindolfo, Nena, Valter, Herminio, Clóvis, Ceci, Dido, Renato, Nelsinho, Edmur e Ortega, da Portuguesa; Pianowski, Tomé, Floriano, Ruarinho, Bob, Juvenal, Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Jaime e Vinícius, do Botafogo. Naquele dia, só escaparam Osvaldinho, da Lusa, e Arati, do Botafogo, que haviam sido substituídos por Nelsinho e Ruarinho.
Derrota em clássico para o Corinthians fez Palmeiras ultrapassar 90% de risco de rebaixamento. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
O bafafá no clássico paulista só prejudicou o Palmeiras, que está com 92% de chances de queda.
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

08 setembro 2012

Um novo tempo

Após a 22ª rodada, o Campeonato Brasileiro tem um novo líder: o Fluminense assume a ponta depois de bater o fragilizado Santos no Engenhão, pelo placar de 3x1, com dois gols do lépido Wellington Nem e um golaço da jovem revelação das bases Tricolores, Samuel! Apesar dos desfalques das peças-chave Fred e Deco, o time das Laranjeiras tem suportado bem as ausências. Wagner, Samuel, Sóbis e Thiago Neves têm suprido as lacunas e, por enquanto, deram conta do recado. Verdade que a partida que o Galo tem a repor deve lhe dar mais 3 pontos - salvo algum acidente grave de percurso, mas, de qualquer modo, o time carioca já mostrou que é consistente e deve brigar pelo título até o fim. Galo que já não mostra o mesmo fôlego. No returno, amealhou apenas 2 pontos dos 9 disputados e suscita apreensão na torcida alvinegra.
O Grêmio, por sua vez, mostra que também está na briga. Ascendeu meteoricamente na tabela, graças à boa seqüência de vitórias - 75% de aproveitamento nas últimas 8 rodadas. Sendo o time que mais venceu em casa (9 êxitos como mandante), o tricolor dos Pampas se candidata à peleia. Apenas 1 ponto o separa do segundo posto. Tal sucesso pode ser creditado, em boa parte, a Luxeba. O comedor de manicures resolveu fechar a matraca e trabalhar, botando o time em ordem. Com os bons Zé Roberto e Elano agregados ao elenco, o treinador-vedete consegue manter uma bela regularidade e mostra que continua sabendo fazer um time jogar quando quer - e quando consegue manter o ego sob controle.
Na outra ponta, vemos os dramas em verde e branco. O Parmêra vem penando para tentar se livrar da ZR, tarefa inglória para Felipão, que anseia por uma seqüência de resultados para animar o elenco. Não será fácil, pois esse é tido como um dos piores Palmeiras dos últimos tempos, como já se pôde ver na Copa do Brasil, quando se sagrou campeão jogando um futebolzinho sofrível. Outro alviverde em situação de penúria, o Coxa já demitiu Marcelo Oliveira e botou o consultor Marcos Santos no comando do time. Contando com o apoio de Tcheco, espera-se que esse novo comando possa tirar o grupo da catarse. O Coxa tem um péssimo retrospecto fora de casa, onde perdeu 8 das 12 que jogou como visitante. Não acho que o problema do Coxa seja de comando, mas de elenco mesmo. O time vive dos lampejos de Rafinha. O resto observa o jogo. É muito pouco para um time que anseia qualquer coisa mais do que figurar no álbum de participantes do certame nacional.
E, falando em dramas, temos Adriano e o Framengo, né? O ex-atleta não pára de desafiar a sorte, entregando-se de corpo e alma à boa vida, enquanto o clube continua querendo ser enganado. Patrícia Amorim parece ter perdido o controle e se desafina com Zinho, o Diretor de Futebol encarregado de botar ordem no banzé. Pelo menos podiam combinar o discurso antes de falar com a imprensa.
Enquanto isso, a nossa Seleção continua a deixar pulgas e mais pulgas atrás das orelhas brasileiras. Apenas Oscar tenta buscar jogo nessa meiúca meio desordenada, onde Neymar teima em esperar jogo na ala esquerda. Ser salvo por Hulk em pleno Morumbi não é bem o sonho dos torcedores acostumados a outros tempos.
Você sabia?
João Celho Neto, o Preguinho, nasceu no Rio de Janeiro, em 1905. Atleta do Fluminense, atuou pela seleção brasileira em cinco jogos, obtendo quatro vitórias e uma derrota. Fez pela seleção canarinho um total de sete gols, média superior a um por jogo. No entanto, entrou para a história ao fazer o primeiro gol brasileiro em uma Copa do Mundo (1930), aos 17 min do segundo tempo, no jogo contra a extinta Iugoslávia, na derrota por 2 a 1. Na partida seguinte, contra a Bolivia, ele marcou mais dois gols, na vitória brasileira por 4 a 0. Com isso, se tornou o artilheiro da seleção na competição, com três gols. Esta foi a única Copa que ele disputou.
   Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A torcida compareceu em peso ao Morumbi para ver a Seleção de Mano.
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

27 agosto 2012

No Engenhão

Sábado no Rio de Janeiro! Dia de sol, céu azul, perfeito para passeios turísticos. A ida ao Cristo Redentor prometia um belo visual. A excursão serviu para mostrar o quanto a (falta de) organização do Rio causa preocupação para a Copa 14. O serviço de transporte até o monumento, regulamentado pelo Poder Público, deixa muito a desejar. Uma baita fila para comprar ingresso dá direito a entrar na outra, igualmente grande, para entrar no veículo que leva os turistas até a entrada para a visita. Como de praxe em dias de sol, lotado de gente. O que deixa a impressão de que somos mesmo todos trouxas, pois todo mundo encara a aventura e ainda acha tudo "muito bonito". Para compensar o programa de índio, a ida ao Engenhão para presenciar o Clássico dos Gigantes, que estava empatado em número de vitórias e de gols pelo Brasileirão. Estava, pois o Tricolor manteve a pose e venceu o embate, distanciando-se dos perseguidores na tabela e aproximando-se do Galo, com o auxílio do heroico empate conseguido pela Raposa. O jogo no Engenhão não foi lá essas coisas, já que Vaishco e Fluminense pouco mostraram no primeiro tempo, deixando para a etapa complementar alguma emoção. Emoção que contempla a revolta vascaína pela não marcação de um penal no lance imediatamente anterior ao primeiro gol do time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo. Carlinhos meteu a mão na bola e deveria ter sido marcado o penal. Mas, quis o destino que o árbitro não o visse e, assim, mesmo por linhas tortas, escreveu-se o certo. Mais uma vitória Tricolor na saga de 2012! E a festa da torcida mais bonita do Brasil continua sendo uma das atrações dos jogos do Tricolor. As cores, os cânticos, as meninas bonitas, enfim, tudo colabora para confirmar a categoria que não se vê nas demais aglomerações. Como nem tudo são flores, chegar até o estádio é um perrengue! Pelo menos 1h de busanga para chegar nas imediações do local do jogo, para daí achar a entrada, contornando tapumes, obras, camelôs, varal de roupas, cachorrada, polícia, buraco na calçada e demais percalços. Uma vez lá, acomodar-se em meio aos Tricolores é fácil, pois gente de bem não faz confusão.
O mesmo não se pode dizer do jogo do domingo, onde Buátafogo e Framengo maltrataram a bola! Dorival Jr. aproveitou para também criticar o desgastado gramado do estádio suburbano. Choveu no molhado, já que a reclamação soou como um chororô. Falta time ao Framengo, que vem suspirando apenas no embalo da troca de técnico. E a chegada de Adriano não inspira muita confiança.
Em Sampa, os Bambis viraram o jogo em cima do Curíntia, com dois gols de Luís Fabiano, que já pensa em Seleção. O Corínthians não é de levar gols, mas as últimas partidas têm sido contrárias à fama. E Tite posa de fidalgo, cumprimentando vencedores. Curioso, mas, pelo menos, não incita a violência.
No Grenal, Luxeba saiu comemorando o magro placar e prometeu tomar um vinho para saborear a vitória, apoderando-se do canto da torcida adversária. Em pleno Beira-Rio, o Grêmio conseguiu manter a distância ao rival e, de quebra, assumir a terceira colocação na tabela.
O clássico mineiro foi alvo de muita discussão. O empate aos 56min da segunda etapa deixou os atleticanos tiriricas! Após reverterem o placar com dois golaços, viram "as Marias" empatarem no último lance da partida, que começou com uma roubada de bola de Montilllo mediante uma falta em Guilherme não marcada pelo árbitro. Vai ter mais choro de Cuca.
Já o Coxa consegui a façanha de perder pro lanterna do campeonato e levando 3 gols de Aloísio! Oscila muito o time do Alto da Glória. Sei não, mas o Coxa começa a assumir uma coloração de Segundona. Que se cuide o time alvi-verde se não quiser fazer o AtleTiba na 2ª Divisão!
Você sabia?
Foi numa partida local em Sydney, na Austrália, que os jogadores de ambas as equipes de "soccer", Sydney Leichardt e HMS Powerfull usaram numerações diferentes em suas costas pela primeira vez na história do futebol mundial. Após esta apresentação, no ano seguinte (1912), as equipes de Nueva Gales del Sur (Austrália) foram obrigadas a usar a novidade em torneios oficiais. Sendo assim, o uso da numeração nas costas dos jogadores, é um invento australiano e não britânico, como se vem dizendo desde 1930.
E, depois do jogo, um sanduba do Cervantes, que é para ficar de bem com a vida!

20 agosto 2012

Oscilações

Acabando o primeiro turno do certame, o Galo aparece como favorito, jogando um futebol consistente, apesar das minhas dúvidas. A última vítima, o esforçado Botafogo de Seedorf, vendeu cara a derrota. Abriu o placar, mas não foi capaz de segurar RGaúcho e sua trupe. Aliás, Ronaldinho fez uma boa partida, em mais um momento de alternância de fases. Depois de tomar uma "dura" da direção do clube, mostrou serviço. Pena que ele só jogue na base da pressão.
O Vaishco parece ter entrado em declínio. Das últimas 6 partidas, ganhou apenas 1, justamente contra o fraco Sport. No clássico contra o Framengo, conseguiu perder e se afasta do topo da tabela. Até Fernando Prass, bom goleiro, contribuiu para a derrocada frente ao adversário tradicional com uma entregada à là Oliver Kahn. O rubro-negro, por sua vez, parece que se ergueu. Ganhou 3 das últimas 4 partidas e subiu na tabela. O compenetrado Dorival Jr. entrou bem na vaga do folclórico "papai" Joel Santana, que nunca acertou time nenhum.
O Peixe, com a volta de Neymar e a ajuda o "apito amigo", faturou 3 pontos em cima do rival alvi-negro e, de quebra, encerrou a série invicta do Timão. Impressiona a "Neymar dependência" do Peixe. Sem ele, um time comum. Com ele, temido - até André consegue ser artilheiro sob auspícios do camisa 11. Parece que em terras tupiniquins o jovem craque se sente mais à vontade ou mais acostumado ou, ainda, menos combatido pelos defensores - de praxe, menos eficazes que os europeus. O lado negro da força é o cai-cai e a encenação em campo, criticados não só por Tite, mas também por jornalistas estrangeiros. Talvez Neymar fosse melhor se parasse mais em pé.
Outro que se deu bem na rodada, dando certo alento à torcida foi o Coxa, que enfiou uma goleada no combalido Cruzeiro e abriu uma margem da ZR. Depois de 4 jogos de jejum, essa vitória veio a calhar para o time do Alto da Glória.
Você sabia?
Claro que a a expressão “olé” veio das touradas espanholas, quando o toureiro ‘dribla’ o touro enfurecido. Mas a primeira aparição da expressão nos estádios ocorreu com um time brasileiro, o Botafogo, em uma partida contra o América do México, no México, na década de 50. O time botafoguense era muito superior e logo começou a irritar os adversários, que apelaram para as entradas duras. Para fugir delas, Garrincha e companhia começaram a dar apenas toquinhos na bola, colocando os mexicanos na roda, e aí, a torcida foi ao delírio e gritou “olé” pela primeira vez em um jogo. Bons tempos do Botafogo...
Neymar deixou o gramado comemorando muito a vitória sobre o Corinthians  Foto: Fernando Borges/Terra
O Santos agradece à volta de Neymar
Fernando Borges/Terra

15 agosto 2012

Olim... piadas!

Acabaram-se neste final de semana os XXX Jogos Olímpicos da Era Moderna, realizados em Londres. Como de praxe, tivemos um desempenho pífio frente a países similares porte econômico. Ficamos ali no limbo dos "sub-desenvolvidos", atrás de "potências" como Cuba, Irã, Cazaquistão e outros fenômenos esportivos. Nada de novo, claro, mas impressiona a nossa incapacidade de organização em prol do esporte que, no final das contas, seria benéfico à população. E as críticas a esse ou aquele atleta ou esporte em particular, não fazem muito sentido, uma vez que o problema não é lá na ponta, mas na base. Não temos nenhum programa de incentivo real, que promova o esporte nas escolas, que é onde tudo começa. O apoio se resume a enfiar dinheiro em federações ou iniciativas isoladas que beneficiam este ou aquele atleta ou esporte. Uma visão míope e distorcida, assim como a promoção de cotas raciais ou sociais em Universidades. Ataca-se o efeito e não a causa. Um fiasco para um país que pretende ser mais que um grande mercado consumidor. O conceito de nação ainda passa longe das mesas em que se decide o caminho que trilhamos.
Talvez os únicos esportes que mereçam as críticas sejam o vôlei e o futebol masculinos. Ambos dotados de atletas de ponta, com os times principais (ou quase), desabaram nos jogos decisivos, ficando com a prata. O vôlei, pelo menos, enfrentou um adversário que se superou e virou o jogo de forma dramática, coisas do esporte. Os atletas russos evem ter gerado uma comoção nacional e a exaustão dos estoques de vodca na Rússia. Já o time de Mano Menezes não tem lá muita desculpa. Salvo umas 3 peças, o time é praticamente o principal. Enfrentaram o México, time organizado que se preparou para as Olimpíadas, verdade seja dita, mas, ainda assim, não convenceram muito em campo. Neymar apagadíssimo, Hulk é aquilo mesmo, Juan, zagueiro, um desastre. E Mano, bem, Mano ficou na defensiva. Precisa mostrar que tem algo a mais que as costas quentes de Andres Sanches. O jogo contra a Suécia, um amistoso, só evidenciou que Ramires entra no time - o que até os suecos sabiam.
No Campeonato Brasileiro, a 3 jogos do fim do primeiro turno, o Vaishco perdeu a chance de brecar a disparada do Galo. Jogo disputado, mostrou duas equipes empenhadas em ganhar. Deu Galo, mas foi na estica. E a maré favorável dá sinais de que pode ter fim. Começam os mexericos em torno de Ronaldinho Gaúcho, como era de se esperar, já que seu hábito de atrasar e deixar os treinos de lado teima em sobressair. Dessa vez a pendenga envolveu o presidente do clube, que teria dado uma dura no atleta. Veremos até quando vai esse namoro. O Flu assumiu a segunda posição depois de passar apertado contra o Parmêra, mas a diferença de pontos para o primeiro colocado deve aumentar, já que o time mineiro enfrentará o combalido Framengo. Hoje, jogar contra o Mengo é alegria quase certa.

Você sabia?
Se o seu palpite para o menor público de um jogo do Brasileirão é algum jogo do São Caetano, você errou. Em 1997, no Rio Grande do Sul, Juventude e Portuguesa passaram pela vergonha de jogar no estádio Olímpico para apenas 55 torcedores, enquanto 155.523 flamenguistas e santistas tiveram a oportunidade de acompanhar a decisão do Brasileirão de 1983, disputada pelas duas equipes no Maracanã - o maior público do campeonato nacional.

06 agosto 2012

Domingo no Couto

Graças ao patrocínio de Edu Saci e Alexandre 3D, fomos ao Couto Pereira conferir o embate do Coxa contra o Tricolor das Laranjeiras. Dia bonito, com sol mas sem estar muito quente, pudemos desfrutar ainda da presença de outros coxas-brancas ilustres, como o Dimitry, o Maurício, o Coxinha, o Caveira, o Cássio e o Pierre. Achei, até, que teríamos mais presentes no tradicional estádio. Jogo fraco, de poucas chances de gol e muitos passes errados, onde prevaleceu a fragilidade do time do Alto da Glória. O Coxa não consegue trocar passes no meio de campo e ainda desperdiça as poucas oportunidades que lhe surgem com muita imperícia de seus jogadores. Em pelo menos dois lances os atletas de verde-e-branco deixaram de ver a melhor jogada, deixando o companheiro livre correr sozinho, passando a bola ao que estava marcado. Impressionou-me a falta de visão de jogo do time. alvi-verde Para piorar, o treinador, já visado pela torcida, resolve substituir Lincoln, que, mesmo ao seu estilo "já entrei cansado", fazia o melão rolar. Com a expulsão de Ayrton, o jogo se abriu para o Flu, que enfiou 2 gols em 3min, sacramentando os 3 pontos. Péssimo para o Coxa, que tem duas pedreiras pela frente e precisa se recuperar na tabela.
Outro que vai mal e descamba ladeira abaixo é o Peixe. As ausências de Ganso e Neymar, sobretudo, fragilizaram o time sobremaneira. E a postura defensiva e até teimosa de Muricy só deixa Digão mais apreensivo quanto ao futuro do time de branco que joga de azul. Sem as estrelas, o Santos é inofensivo, uma presa fácil para os adversários.
Os Bambis suaram para ganhar do Sport. Em tarde inspirada do arqueiro Magrão, parecia que o rubro-negro de Recife iria garantir o 0x0. Com a vitória, o São Paulo segue no encalço do pelotão da frente. Junto com Grêmio e Vaishco, são os times que mais ganharam jogos como mandantes - 6 cada um.
Grêmio que contou com a ajuda do apito para bater o Bahia em jogo bastante disputado, em que o tricolor gaúcho só fez o placar nos estertores da partida.
Assim, na rodada marcada pela ausência do jogo do Framengo, com a desculpa esfarrapada da falta de local adequado para o embate, o Galo permanece líder sem precisar ir a campo, graças ao empate entre Timão e Vaishco. E comemora a derrocada cruzeirense frente à Pote Preta, que surpreendeu a Raposa em pleno território mineiro.

Você sabia?

Antes, vamos esclarecer o que é trivela para os leitores menos adoradores de futebol. Segundo o Houaiss, trivela é “chute de curva, com efeito, desferido com o lado de fora do pé”. A origem do termo é bem obscura. Segundo uma teoria, a origem do termo está associada à palavra fivela, e,  na região da cidade portuguesa do Porto, era hábito chamar as fivelas dos sapatos de trivelas. Adivinhem onde ficavam as tais trivelas nos sapatos? No peito do pé, exatamente onde a bola bate para dar o tal efeito no chute de trivela.
18 mil compareceram ao Couto para mais uma vitória Tricolor.
Foto: Dimitry - já cozido.

31 julho 2012

Curso superior

Na série A do Brasileirão, o Galo continua na dianteira após o empate com o Flu no Engenhão, onde correu solto o bafafá pela (incorreta) anulação do gol de Fred aos 42min da etapa final, e auxiliado pelo empate do Vasco com o Inter. Salvou-se o Galo e talvez sobre pro Tricolor, já que a arbitragem anotou invasão de campo e o arremesso de objetos pela torcida ao gramado. Confusões à parte, os jogos entre as equipes da dianteira têm sido aguerridos, com forte marcação e muita "pegada".
Os mineiros comemoram a volta dos jogos a BH, tanto no aspecto esportivo quanto no financeiro. Situados entre os cinco primeiros do Campeonato Brasileiro, Galo e Raposa inverteram o péssimo cenário do último ano e ainda turbinaram a arrecadação graças aos jogos na capital. A lógica também vale para o América-MG, na Série B.
Falando em Série B, o Paranito vai bem em campo, comandado pelo ex-prata da casa Ricardinho. Chama atenção, porém, a exigência do Conselho Regional de Educação Física, que quer impedi-lo de exercer sua função de treinador pela falta de curso superior em Educação Física. Convenhamos, nada mais ridículo que tal demanda! Querer que um profissional ligado à educação, que lida com crianças ou jovens, tenha curso superior para evitar danos à saúde dos pupilos tem todo o sentido. Agora, exigir formação superior para técnico de futebol é muita tolice. Haja paciência!
Ainda na Série B, George anda taciturno por conta do seu Atlético, que patina e não engrena na Segundona. A continuar assim, o rubro-negro das Araucárias continuará fedido em 2013.
Nas Olimpíadas, o Brasil segue como favorito à medalha de ouro, como de praxe. Porém, o time continua não empolgando ninguém. Vitórias apertadas e futebol pouco vistoso colocam o time e as estrelas em xeque. Neymar, após ser eleito o melhor ator dos gramados pelos ingleses, vem mostrando pouco do brilho que o aclamou em terras tupiniquins. Quem vem se destacando é Oscar, que já roubou a 10 de Ganso e comanda as ações da meiúca do escrete canarinho.

Você sabia?
A palavra zagueiro é originária do termo zaga, para definir a defesa da equipe, que trabalha atrás. No português, a palavra zaga está associada, exclusivamente, ao futebol. No entanto, o termo se originou da palavra espanhola zaga, que define a parte de trás de alguma coisa ou, ainda mais precisamente, a última linha de uma tropa em marcha.
O duelo valia muito para os dois times, e a importância da partida acabou acirrando os ânimos dos jogadores. O jogo começou nervoso e com muitas faltas que resultaram em cartão amarelo  Foto: Mauro Pimentel/Terra
Confusão que a arbitragem arranjou...