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08 dezembro 2012

Futebol de resultados

Findo o espetáculo, vem o rescaldo, a análise. Ver o que aconteceu, olhar com outros olhos, aprender com os erros. Tudo isso faz parte do aprendizado e da maturação, essenciais para avançarmos, evoluirmos. Bem, pelo menos no discurso, é assim. Nos clubes de futebol, não parece ser. Vide o Palmeiras, que repete o feito de 10 anos atrás, quando caiu para a Segundona por motivos que parecem ter sido os mesmos da derrocada atual. Uma pena...
Mas não é privilégio do Verdão do Parque Antártica. O São Paulo já desfrutou de tempos mais equilibrados, quando ganhava tudo e dava exemplo de administração competente. As brigas internas da atualidade mostram que o ambiente está conturbado. Já o Framengo continua a bagunça de sempre. Um mandato amador manteve o clube na trajetória da falta de rumo e das decisões intempestivas, onde desmandos e falta de planejamento imperaram como sempre. A demissão de Andrade, campeão em 2009, a dispensa de Ronaldinho Gaúcho, que se destacou no Galo, e a insistência com Adriano atestam a incompetência da diretoria rubro-negra.
Do outro lado da moeda, vemos um Corínthians que soube se estruturar após o retorno da Série B. Fez um baita salamaleque com Ronaldo Fenômeno, explorou o quanto pôde a marca e tá aí, colhendo seus frutos. Verdade que com uma ajudinha nada republicana do Lula, mas, ainda assim, soube fazer. Até material de divulgação em japonês fizeram para a disputa do mundial, dando exemplo para os clubes nacionais, que nunca se preocuparam com essa interação no país da disputa. E o Flu, que explora uma longa parceria com a Unimed, cuja interferência no cotidiano do clube foi alvo de críticas, mas, ainda assim, serviu para montar um elenco campeão, amealhando dois títulos nas últimas três temporadas.
Ou seja, a administração do clube deve ser eficiente para possibilitar desfrutar da serenidade e da arrecadação. E, para isso, os clubes precisam aprender a administrar seus ativos. Marca, imagem, valores, torcida. Um conjunto de bens intangíveis que, se bem conduzidos, podem gerar o que todos precisam para sobreviver: dinheiro. O primeiro passo, claro, é se organizar. Acabar com o "Diretor Torcedor", que decide com o coração e mete os pés pelas mãos quando o bicho pega. A mesmice de demitir técnico após 3 ou 4 derrotas para esfriar a torcida tem de dar lugar a um planejamento de longo prazo, de construir um time a partir das bases, gerando jogadores com constância, possibilitando manter um elenco competitivo e, com isso, estar em destaque para usufruir da imagem e do poder da torcida.
Fácil de falar, difícil de fazer, já que a volatilidade do humor da torcida costuma direcionar as decisões dos cartolas. E é essa separação que precisa ser feita. Ou o clube é gerido a partir de um planejamento ou fica dando tiros a esmo, acertando de vez em quando, mas nunca aprendendo com o que dá certo ou errado.
Inter e Grêmio deram uma tacada certeira no programa de "sócio-torcedor", copiado pelos demais. Uma receita simples e até banal, mas que demorou para ser utilizada. Receita que, claro, depende de ter um estádio para acomodar a torcida - e de ter torcida para ser explorada.
Formar jogadores a partir da base é uma tarefa que os clubes fazem, apesar da falta de organização. Não fosse a fartura de garotos querendo jogar bola, a empreitada não seria assim tão fácil. O Santos parece que tem a manha ou a sorte para isso. Periodicamente aparece uma geração de jogadores que encantam e levam o time para as cabeças. Os Meninos da Vila, em 78, Giovani, em 95, Diego e Robinho, no início do século, e, agora, Neymar e Ganso. Imagine se o Peixe tivesse trabalhado bem esses talentos...
Enfim, o futebol é um grande negócio e, como tal, é para profissionais. Alguns clubes tentam investir em estrutura, contratando gerentes para ajudar a gerir o "negócio futebol", mas dá a impressão de que os resultados não são para já. Penso que falta conhecimento, falta investimento e, sobretudo, falta certa ousadia, inventividade. Basta ver que a maioria dos clubes ainda deve uma grana violenta para o governo (que aceita e ainda negocia!) e dependem da Globo para transmitir os jogos. Santo amadorismo!
O "futebol de resultados" fica só no campo?

11 novembro 2012

Nervos de aço

O Brasileirão 2012 vai se encaminhando para o final e já temos os sinais de quem cai, quem sobe e quem fica. Da Série B, o Goiás já confirmou a subida ao enfiar 3x0 no Barueri e retorna à primeira divisão após dois anos de segundona. A briga pelas três vagas restantes está boa, com quatro times se engalfinhando. Trétis, Criciúma, Vitória e São Caetano jogam tudo nessas últimas 2 rodadas para também terem seu lugar ao sol. Em tese, o Furaquinho tem a trajetória mais difícil, pois enfrenta o Cri-Cri, rival direto, e o Paranito, rival caseiro.  Embalado pela recente entrada no G4, mas ressabiado com o tropeço em casa, o time da Baixada, o mais famoso meio-estádio do Sul, vai ter de se superar, pois os últimos dois jogos mostraram uma equipe claudicante, talvez um tanto nervosa. Vai ter de controlar os nervos, o rubro-negro!
Na Série A, o Fluminense já tem 9 dedos na taça. Só um desastre nuclear evita a taça ir parar na sala de troféus das Laranjeiras, a mais bonita do Brasil, quiçá do mundo. A briga do rebaixamento é que ainda promete. Palmeiras e Sport estão quase afundados, mas Bahia e Portuguesa estão fazendo de tudo para salvá-los. Apesar da situação ruim, o Palmeiras ainda tem esperanças, já que pega 3 jogos relativamente fáceis depois dessa rodada com o Flu. Até pode ganhar 9 pontos que o alçariam fora da ZR, enquanto Bahia e Lusa pegam certas pedreiras. Quem sabe?
Falando em controle de nervos, dá-me a impressão que esse fator foi bem manipulado pelo Fluminense. Talvez seja mérito do Abel, associado à maturidade do elenco, mas o fato é que o Tricolor jamais se abateu ou se desesperou frente às adversidades em campo. Mesmo quando saiu atrás do placar, mesmo quando ficou sem seus principais jogadores (caso de Deco, que frequentou muito o DM), o time soube manter a serenidade e fazer seu jogo. E não se trata de um timaço cheio de craques, mas de um bom time, com algumas limitações, aguerrido e, sobretudo, tranquilo. Um time que sabe utilizar suas peças, pode-se dizer. Diferente do Galo, que chegou a abrir uma boa vantagem mas não soube lidar com as dificuldades. Quando as partidas se tornavam mais difíceis, o time logo apelava para o chuveirinho, para o chutão. Seria esse perfil dado por Cuca, um treinador conhecido pelo astral depressivo dos vestiários? Vai saber...
Abelão justificou a espera.

24 outubro 2012

Comparações


No Campeonato Brasileiro, o bafafá é a arbitragem. Mais especificamente, o chororô do Galo contra uma suposta tendência de favorecimento ao atual líder, Fluminense, em algumas partidas. Obviamente, tudo isso não passa de choro de invejosos, já que seria ignorar toda a campanha que mostra a superioridade do time Tricolor. Claro que o Galo também fez uma belíssima campanha, digna de ser coroada com o caneco em outros tempos, não houvesse o Fluminense ter carimbado um desempenho absurdo, que pode vir a ser o melhor da era dos pontos corridos. No embate entre os ponteiros, deu Galo, com justiça, já que o time mineiro se impôs em campo e comandou a partida. O que não evitou ser uma partida dramática, exigindo do Galo toda sua fibra e persistência contra um Fluminense dito "cirúrgico". Aliás, o Flu costuma adotar essa postura de aguentar na defesa para sair nos contragolpes que pode acabar custando caro. O time exagera no recuo e deixa muito espaço para o adversário tocar a bola, enquanto o Flu possui justamente armas de toque de bola, com Deco e TNeves, que podem também ditar o ritmo da partida. Mas o Galo tinha uma trinca infernal, com Jô, RGaúcho e Bernard, que pressionaram a retaguarda Tricolor até o fim, conseguindo o milagroso gol aos 47min do segundo tempo para decretar a vitória mineira. Muito embora os Tricolores desejassem a vitória para sepultar de vez qualquer tipo de ameça ao reinado da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, devemos reconhecer que a vitória do Galo ainda suscita alguma esperança, salutar ao certame.
Já no âmbito esportivo, o assunto da moda é o desempenho de Messi, que está para igualar a marca do Rei Pelé, de 75 gols em uma mesma temporada (um mesmo ano). Faltam 4 para "La Pulga" igualar-se ao brasileiro. E aí começam inevitavelmente as comparações, mais para efeito de notícia do que efetivamente comparar desempenho - e olhem que o recordista nem é o Pelé, mas Müller, com 85 gols em 1972 pelo Bayern e pela seleção alemã. É fato que Messi, aos 29 anos, é um assombro, o melhor sobre a face da Terra indiscutivelmente. Porém, seu desempenho só será medido ao final da carreira. Até lá, ainda há chão. Precisa brilhar em uma Copa do Mundo? Há quem diga que a importância do desempenho em selecionado nacional esteja em segundo plano.
Ainda assim, pergunto se há como igualar o que fez Pelé, que não só jogou muito, como transformou o esporte bretão em seu país. Antes de Pelé, o futebol era muito amador, restrito a boêmios. Depois dele, uma paixão nacional alçada à estratosfera aqui e lá fora. Obviamente não só por causa dele, mas muito por causa dele. Atualmente, Messi está para superar Maradona como o melhor jogador argentino de todos os tempos - isso se nem discutirmos Di Stéfano, claro.
Veremos...
Você sabia?
Na copa de 1934 o Brasil passou da primeira fase sem jogar, pois o Peru, seu único adversário, desistiu. 

Pelé e Messi
Messi chega lá? Ou já chegou?

12 outubro 2012

Julgamentos

A 10 rodadas do final, o Campeonato Brasileiro aponta um líder com uma baita vantagem sobre os demais, suscitando o questionamento sobre a decisão antecipada do torneio. Afinal, o Fluminense não está somente com a larga folga de 9 pontos em relação ao Grêmio, segundo colocado, mas também está numa fase em que tudo dá certo. Ganha quando joga bem, ganha quando joga mal, mantém a distância mesmo quando perde... Quando é assim, não adianta praguejar, rezar contra, jogar mau-olhado. Claro, que a fase passa, mas, convenhamos, perder 9 pontos nas 10 rodadas finais vai ser um milagre. Talvez tão grande quanto o realizado em 2009. E, claro, o Flu conta com um bom elenco. Hoje, o melhor do país, no papel. Com uma espinha dorsal montada a partir de um grande arqueiro, Cavalieri, que vive uma grande fase. Pega tudo! Hoje, é o melhor goleiro do Brasil. Passa por Deco, que, embora não seja uma figura sempre presente em campo, desperta os instintos mais primitivos nas defesas adversárias, já que pode colocar bolas precisas. Ainda tem Thiago Neves, um bom jogador, exímio em bolas paradas. E culmina em Fred, o artilheiro que tem feito a diferença desde 2009.
A diferença chegou a essa grandeza após a derrota do então segundo colocado, o Galo, para o Internacional, lá no RS, em um cenário que despertou diversos questionamentos bastante razoáveis. Tudo por conta da suspensão de Ronaldinho Gaúcho pelo STJD, com o parecer de um tal de Jonas Lopes Neto, auditor do STJD e flamenguista de carteirinha - o mesmo que condenou Loco Abreu por beijar o escudo botafoguense na frente da torcida rubro-negra. Para quem não se lembra do episódio (ou não sabe mesmo, no caso das meninas), Ronaldo deu uma entrada descabida em Kléber no jogo Galo x Grêmio pela 26ª rodada. Na ocasião, nem falta foi anotada pelo árbitro Héber Roberto Lopes, também julgado pelo STJD e absolvido. O bafafá todo gira em torno da decisão tomada pelo STJD, de punir o jogador apesar de o árbitro nada ter apontado. Isso pode, Arnaldo?
No meu entender, pode. E deve. Digo, deve haver uma instância fora do jogo que analise e monitore desempenho de árbitros e interfira em questões disciplinares e regulamentares, a fim de evitar distorções. Assim, se um jogador comete um delito, ainda que não visto ou apontado pelo árbitro, o STJD poderia, com base em imagens de TV e depoimento de atletas ou arbitragem, decidir pela punição dos faltosos - além daqueles já admoestados pela arbitragens, claro. Assim, acho legítimo o STJD julgar o Ronaldo pela entrada (desleal, aliás) sobre seu companheiro de profissão. O que não pode, obviamente, é ter a distorção onde se julga! Não pode o STJD demorar 3 semanas para agir sobre o caso. Não pode o STJD punir o atleta pela falta em questão e inocentar o árbitro que não puniu o atleta no ato - fica incoerente, certo? Claro que não há como evitar torcida, afinal, os componentes do STJD também têm direito a torcer por um time, mesmo que seja o Framengo. Paulo Vinícius Coelho já aponta isso aqui.
Claro que isso não é lá muito fácil de evidenciar. Afinal, temos um Toffoli, evidentemente vendido para o PT, julgando o men$alão no STF. Isso pode, Arnaldo?
Você sabia?
O primeiro jogo de futebol com transmissão colorida no Brasil foi um 0 X 0 de um amistoso entre uma seleção de Caxias do Sul e o Grêmio. Disputado no dia 19 de fevereiro de 1972, era parte da programação da Festa da Uva da cidade. Essa experiência da TV Difusora de Porto Alegre foi retransmitida pelas TVs Rio, do Rio de Janeiro e de Brasília, e pela TV Record, de São Paulo.

Site do TRE/RJ
Jonas Lopes, o auditor-torcedor.

30 setembro 2012

Arigatô, Framengo!

Na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o líder Fluminense abriu 6 pontos de vantagem sobre o Galo, segundo colocado, estabelecendo a maior distância entre o primeiro e o segundo posto até então. Faltando 11 rodadas para o encerramento do certame de 2012, o Tricolor das Laranjeiras consegue uma inusitada folga, credenciando-se como favorito ao caneco. Mas, ainda é cedo para se decretar algum prognóstico, já que estão em disputa 33 pontos de um campeonato razoavelmente equilibrado e o Fluminense não vem jogando bem. Ganhou do Framengo "com as calças na mão", como disse Marcelo Tschumi, levando um sufoco danado no segundo tempo. E tem sido assim em vários jogos, como contra o Coxa, contra a Lusa, onde o Flu venceu sem grandes méritos. Não que o time seja ruim, até pelo contrário, mas é que maré de sorte tem fim, e a do Flu tem durado bastante. Basta perceber a importância de Diego Cavalieri na campanha Tricolor, salvando a lavoura recorrentemente. Estatisticamente, a sorte deve estar no fim, mas, pelo menos, durou o suficiente para encaçapar o rubro-negro duas vezes!
O Framengo é que revela uma ascensão abrupta dentro de campo. De time desacreditado, candidato a receber Adriano, o elenco da Gávea acordou e passou a se comportar melhor em campo. Muito dessa boa fase deve ser creditada a Vagner Love, único jogador de verdade do time, e ao apoio da torcida no Engenhão, que tem feito o grupo se superar e correr o campo todo. Mas, vamos combinar que ainda falta muito para achar que está salvo, pois o time está mais próximo da ZR que da Libertadores.
Na briga pelo rebaixamento, o Coxa se aproxima assustadoramente da ZR. Com a recuperação do Palmeiras e o distanciamento de Bahia, Náutico, Framengo e Ponte Preta, o time do Alto da Glória vê suas chances de escapar minguarem radicalmente. Passa a brigar contra Sport e Palmeiras contra as duas "vagas" remanescentes, já que Figueira e Atlético-GO estão na Segundona. E o alviverde paulista tem camisa e, claro, influência. Se pintar a oportunidade, o apito amigo não vai se jogar contra o Palmeiras em prol do Coxa, isso é fato. Assim, o time paranaense vai ter de lutar com unhas e dentes, de novo, para não se aproximar do buraco , além de torcer pros de cima tropeçarem. O difícil, nisso tudo, é contar com o sofrível elenco. Ruim por ruim, o Palmeiras também é, só que é "time grande".
Você sabia?
O jogador Valderrama, mundialmente conhecido por sua cabeleira possui uma estatua em tamanho real na cidade de Santa Marta em sua homenagem. O detalhe é que a cabeleira também é em tamanho real!
As imagens de Flamengo x Fluminense - (Foto:Cleber Mendes)
Fred manda aquele abraço à torcida do Framengo!
Foto: Cleber Mendes

28 setembro 2012

Efeitos deletérios

Finalmente regularizado após a realização do jogo atrasado ainda do primeiro turno, o Campeonato Brasileiro entra em sua 27ª rodada com uma certa distribuição uniforme entre os 4 primeiros colocados. O líder mantém uma relativa folga em relação ao segundo colocado, que mantém certa margem em relação ao terceiro que, por sua vez, mantém distância ao quarto posto.
O embate entre Framengo e Galo, adiado da 14ª rodada devido ao mau estado do gramado do Engenhão, teve previsão de realização em locais alternativos até ser oficialmente marcado para... o Engenhão! Sim! Deram-se voltas, oscilações para, enfim, voltar-se ao ponto de partida. Há consenso que o gramado estava mesmo ruim, como atestavam as várias e recorrentes reclamações do todos que lá jogavam à época. Porém, adiar o jogo para outro momento acarreta nesta distorção, em que um time é beneficiado por evitar um confronto em uma fase desfavorável. Foi o que aconteceu com  o Framengo, que, à época do adiamento, fazia uma campanha sofrível, enquanto o Galo vinha embalado, atropelando todo mundo. Adiar o jogo foi a decisão mais impactante que se poderia tomar, uma vez que a partida poderia muito bem ter sido marcada para Volta Redonda, por exemplo, onde se costuma receber alguns jogos de times cariocas. Mas, quis a CBF, com toda sua verve pró-Framengo, que fosse marcado em outra época, justamente quando o time mineiro experimentava um decaimento severo de seu rendimento. Embora todo mundo (menos o Vinícius) soubesse que o alvi-negro de BH não fosse mesmo manter o ritmo, não é razoável que o time seja prejudicado desta forma. Essa decisão interfere sobremaneira no andamento natural do certame, onde as oscilações de desempenho dos times geram, justamente, as alterações de colocação na tabela.
À parte esse aspecto duvidoso, vimos que o Galo arrefeceu. Do galope inicial, passou a um trotar suave no segundo turno, com ímpetos mais contidos e sem tanta felicidade nas jogadas. Enfim, desceu do patamar de favorito nos jogos para o de "um dos fortes". Já o Framengo, vive, enfim, lua-de-mel com a torcida, que parece acreditar no time - significando que tem boas chances de se livrar do rebaixamento e, quem sabe, por uma maré muito favorável ou mais algumas ajudinhas, chegue a uma vaga na Libertadores.
Enquanto isso, o Flu agradece e sobra na liderança, agora com 4 pontos de vantagem para o vice, enquanto o Grêmio busca encostar no combalido Galo para, quem sabe, brigar pelo título. Entrando no terço final do campeonato podemos ter uma noção melhor de quem embala para abraçar a taça.
Você sabia?
A maior média de gols em uma Copa foi a de 1954 (Suíça). Foram marcados, em média, 5,4 gols por partida. Já a menor média de gols em uma Copa foi a de 1990, na Itália, quando foram marcados, em média, 2,21 gols por partida - menos da metade daquela!
Ronaldinho retornou ao Engenhão e reencontrou o Flamengo na noite da última quarta-feira. Diante da hostilidade da torcida agora rival, o craque do Atlético-MG brigou, disputou, reclamou e tentou comandar o time mineiro, mas deixou o Rio de Janeiro derrotado por 2 a 1. Veja em detalhes o clima tenso que envolveu o jogo na capital fluminense  Foto: Daniel Ramalho/Terra
Ronaldinho Gaúcho foi bastante hostilizado pela urubuzada. Com razão!
Foto: Daniel Ramalho/Terra

17 setembro 2012

Sem aproveitar

A rodada deste final de semana do Campeonato Brasileiro deu margem a várias alterações que não se concretizaram. Começou com o Fluminense, então líder do certame, apanhando em casa do então lanterna na tabela, dando espaço para o brioso Galo retomar a dianteira. O Flu se desencontrou em campo e a sorte que o acompanhava nas últimas rodadas parece ter se ausentado nesta partida. O time não jogou bem e, claro, as ausências de Fred e de Deco se fizeram sentir.
Mas, para sorte Tricolor, o intrépido Galo também claudicou e perdeu sua terceira partida na competição. Contra o Náutico, o time da capital mineira também não foi bem. Teve mais posse de bola, mas não transformou isso em tal superioridade que pudesse sugerir um amplo domínio da partida. Faltou pontaria, finalização, calma na hora de decidir. E o Náutico, convenhamos, é horrível. Nos contragolpes ficou evidente a falta de destreza do elenco timbucano.
Quem vinha bem na foto era o Grêmio, que poderia se aproveitar do vacilo dos concorrentes para encostar de vez na briga pelo topo. E parecia que seria assim quando saiu o primeiro gol (aliás, um golaço) de Marcelo Moreno, em excelente passe de Elano, revigorado no esquema de Luxa. Mas o Grêmio se acomodou e o Framengo dominou o segundo tempo, empatando em bela cobrança de falta da jovem promessa Adryan. Não fosse Marcelo Grohe no arco gremista e o time gaúcho sairia sem um ponto sequer do Engenhão!
O paraíso gremista parecia ainda maior com a derrota parcial do rival local. O Colorado perdia por 2x0 para o Sport (pronuncia-se "Ishpórtti") e fazia a festa tricolor nos pampas. Mas o time de vermelho reagiu e empatou, livrando a torcida do vexame. Porém, não impediu Fernandão de reclamar da equipe - com certa razão, diga-se. Veremos como o elenco reage às críticas em público, já que jogador de futebol é temperamental, sensível e não é de hoje que derrubam técnicos - ainda mais um novato no cargo.
Com essa seqüência de tropeços, quem lucrou foram os Bambis, que bateram a combalida Lusa e chegaram à 5ª posição, superando o Buá-tafogo, que não passou do 0x0 com a Ponte Preta.
No Couto, vimos Neymar derrubar o favoritismo dos anfitriões. Dois gols do craque santista decretaram a derrota coxa-branca em casa, fato não tão raro no certame. O Coxa se aproxima perigosamente do Framengo (ou seja, da ZR) e precisa se recuperar para não fazer o AtleTiba na Segundona. Bem, pelo menos o resultado serviu para garantir a costela às custas do Dimitry e do Maurício...
Quente mesmo, além do verão curitibano, foi o clássico paulista, entre Corínthians e Palmeiras. O time do Parque Antarctica entrou em campo pressionado pelos péssimos resultados e pela recente saída de Felipão do comando técnico da equipe. Do outro lado, um Timão doido para poder esquecer o Brasileirão e se dedicar à disputa pelo Mundial de Clubes da FIFA. Rapidamente pôde-se ver o nervosismo palmeirense, estampado em Luan, que perdeu a cabeça por um motivo banal e bagunçou o coreto do time. Com um a menos, o Palmeiras até que tentou, mas não foi páreo para o Curíntia. E o vexame se espalhou para a torcida, que depredou o estádio, pichou loja do clube e promoveu quebra-quebra em estabelecimento comercial de um dirigente. Do jeito que vai, o Palmeiras mostra que não aprendeu da primeira vez e voltará à Segundona para mais uma tentativa de aprendizado.
Você sabia?
O recorde de expulsões em uma partida ocorreu no embate entre Portuguesa de Desportos e Botafogo-RJ que jogavam pelo Torneio Rio-São Paulo de 1954, no Pacaembu. A partida acabou aos 31 minutos do segundo tempo, quando estava 3 x 1 para a Lusa. Tudo porque os 32 jogadores acabaram expulsos de campo. A confusão começou com o zagueiro Tomé, do Botafogo, que tentava cobrar um tiro de meta enquanto o atacante Ortega, da Lusa, catimbava, tentando ganhar tempo. Os dois discutiram, trocaram socos e pontapés e acabaram envolvendo os outros jogadores. O juiz da partida, Carlos de Oliveira Monteiro, ficou assistindo à briga, esperou a coisa acalmar e, no final da confusão, expulsou todo mundo: Lindolfo, Nena, Valter, Herminio, Clóvis, Ceci, Dido, Renato, Nelsinho, Edmur e Ortega, da Portuguesa; Pianowski, Tomé, Floriano, Ruarinho, Bob, Juvenal, Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Jaime e Vinícius, do Botafogo. Naquele dia, só escaparam Osvaldinho, da Lusa, e Arati, do Botafogo, que haviam sido substituídos por Nelsinho e Ruarinho.
Derrota em clássico para o Corinthians fez Palmeiras ultrapassar 90% de risco de rebaixamento. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
O bafafá no clássico paulista só prejudicou o Palmeiras, que está com 92% de chances de queda.
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

08 setembro 2012

Um novo tempo

Após a 22ª rodada, o Campeonato Brasileiro tem um novo líder: o Fluminense assume a ponta depois de bater o fragilizado Santos no Engenhão, pelo placar de 3x1, com dois gols do lépido Wellington Nem e um golaço da jovem revelação das bases Tricolores, Samuel! Apesar dos desfalques das peças-chave Fred e Deco, o time das Laranjeiras tem suportado bem as ausências. Wagner, Samuel, Sóbis e Thiago Neves têm suprido as lacunas e, por enquanto, deram conta do recado. Verdade que a partida que o Galo tem a repor deve lhe dar mais 3 pontos - salvo algum acidente grave de percurso, mas, de qualquer modo, o time carioca já mostrou que é consistente e deve brigar pelo título até o fim. Galo que já não mostra o mesmo fôlego. No returno, amealhou apenas 2 pontos dos 9 disputados e suscita apreensão na torcida alvinegra.
O Grêmio, por sua vez, mostra que também está na briga. Ascendeu meteoricamente na tabela, graças à boa seqüência de vitórias - 75% de aproveitamento nas últimas 8 rodadas. Sendo o time que mais venceu em casa (9 êxitos como mandante), o tricolor dos Pampas se candidata à peleia. Apenas 1 ponto o separa do segundo posto. Tal sucesso pode ser creditado, em boa parte, a Luxeba. O comedor de manicures resolveu fechar a matraca e trabalhar, botando o time em ordem. Com os bons Zé Roberto e Elano agregados ao elenco, o treinador-vedete consegue manter uma bela regularidade e mostra que continua sabendo fazer um time jogar quando quer - e quando consegue manter o ego sob controle.
Na outra ponta, vemos os dramas em verde e branco. O Parmêra vem penando para tentar se livrar da ZR, tarefa inglória para Felipão, que anseia por uma seqüência de resultados para animar o elenco. Não será fácil, pois esse é tido como um dos piores Palmeiras dos últimos tempos, como já se pôde ver na Copa do Brasil, quando se sagrou campeão jogando um futebolzinho sofrível. Outro alviverde em situação de penúria, o Coxa já demitiu Marcelo Oliveira e botou o consultor Marcos Santos no comando do time. Contando com o apoio de Tcheco, espera-se que esse novo comando possa tirar o grupo da catarse. O Coxa tem um péssimo retrospecto fora de casa, onde perdeu 8 das 12 que jogou como visitante. Não acho que o problema do Coxa seja de comando, mas de elenco mesmo. O time vive dos lampejos de Rafinha. O resto observa o jogo. É muito pouco para um time que anseia qualquer coisa mais do que figurar no álbum de participantes do certame nacional.
E, falando em dramas, temos Adriano e o Framengo, né? O ex-atleta não pára de desafiar a sorte, entregando-se de corpo e alma à boa vida, enquanto o clube continua querendo ser enganado. Patrícia Amorim parece ter perdido o controle e se desafina com Zinho, o Diretor de Futebol encarregado de botar ordem no banzé. Pelo menos podiam combinar o discurso antes de falar com a imprensa.
Enquanto isso, a nossa Seleção continua a deixar pulgas e mais pulgas atrás das orelhas brasileiras. Apenas Oscar tenta buscar jogo nessa meiúca meio desordenada, onde Neymar teima em esperar jogo na ala esquerda. Ser salvo por Hulk em pleno Morumbi não é bem o sonho dos torcedores acostumados a outros tempos.
Você sabia?
João Celho Neto, o Preguinho, nasceu no Rio de Janeiro, em 1905. Atleta do Fluminense, atuou pela seleção brasileira em cinco jogos, obtendo quatro vitórias e uma derrota. Fez pela seleção canarinho um total de sete gols, média superior a um por jogo. No entanto, entrou para a história ao fazer o primeiro gol brasileiro em uma Copa do Mundo (1930), aos 17 min do segundo tempo, no jogo contra a extinta Iugoslávia, na derrota por 2 a 1. Na partida seguinte, contra a Bolivia, ele marcou mais dois gols, na vitória brasileira por 4 a 0. Com isso, se tornou o artilheiro da seleção na competição, com três gols. Esta foi a única Copa que ele disputou.
   Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A torcida compareceu em peso ao Morumbi para ver a Seleção de Mano.
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

27 agosto 2012

No Engenhão

Sábado no Rio de Janeiro! Dia de sol, céu azul, perfeito para passeios turísticos. A ida ao Cristo Redentor prometia um belo visual. A excursão serviu para mostrar o quanto a (falta de) organização do Rio causa preocupação para a Copa 14. O serviço de transporte até o monumento, regulamentado pelo Poder Público, deixa muito a desejar. Uma baita fila para comprar ingresso dá direito a entrar na outra, igualmente grande, para entrar no veículo que leva os turistas até a entrada para a visita. Como de praxe em dias de sol, lotado de gente. O que deixa a impressão de que somos mesmo todos trouxas, pois todo mundo encara a aventura e ainda acha tudo "muito bonito". Para compensar o programa de índio, a ida ao Engenhão para presenciar o Clássico dos Gigantes, que estava empatado em número de vitórias e de gols pelo Brasileirão. Estava, pois o Tricolor manteve a pose e venceu o embate, distanciando-se dos perseguidores na tabela e aproximando-se do Galo, com o auxílio do heroico empate conseguido pela Raposa. O jogo no Engenhão não foi lá essas coisas, já que Vaishco e Fluminense pouco mostraram no primeiro tempo, deixando para a etapa complementar alguma emoção. Emoção que contempla a revolta vascaína pela não marcação de um penal no lance imediatamente anterior ao primeiro gol do time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo. Carlinhos meteu a mão na bola e deveria ter sido marcado o penal. Mas, quis o destino que o árbitro não o visse e, assim, mesmo por linhas tortas, escreveu-se o certo. Mais uma vitória Tricolor na saga de 2012! E a festa da torcida mais bonita do Brasil continua sendo uma das atrações dos jogos do Tricolor. As cores, os cânticos, as meninas bonitas, enfim, tudo colabora para confirmar a categoria que não se vê nas demais aglomerações. Como nem tudo são flores, chegar até o estádio é um perrengue! Pelo menos 1h de busanga para chegar nas imediações do local do jogo, para daí achar a entrada, contornando tapumes, obras, camelôs, varal de roupas, cachorrada, polícia, buraco na calçada e demais percalços. Uma vez lá, acomodar-se em meio aos Tricolores é fácil, pois gente de bem não faz confusão.
O mesmo não se pode dizer do jogo do domingo, onde Buátafogo e Framengo maltrataram a bola! Dorival Jr. aproveitou para também criticar o desgastado gramado do estádio suburbano. Choveu no molhado, já que a reclamação soou como um chororô. Falta time ao Framengo, que vem suspirando apenas no embalo da troca de técnico. E a chegada de Adriano não inspira muita confiança.
Em Sampa, os Bambis viraram o jogo em cima do Curíntia, com dois gols de Luís Fabiano, que já pensa em Seleção. O Corínthians não é de levar gols, mas as últimas partidas têm sido contrárias à fama. E Tite posa de fidalgo, cumprimentando vencedores. Curioso, mas, pelo menos, não incita a violência.
No Grenal, Luxeba saiu comemorando o magro placar e prometeu tomar um vinho para saborear a vitória, apoderando-se do canto da torcida adversária. Em pleno Beira-Rio, o Grêmio conseguiu manter a distância ao rival e, de quebra, assumir a terceira colocação na tabela.
O clássico mineiro foi alvo de muita discussão. O empate aos 56min da segunda etapa deixou os atleticanos tiriricas! Após reverterem o placar com dois golaços, viram "as Marias" empatarem no último lance da partida, que começou com uma roubada de bola de Montilllo mediante uma falta em Guilherme não marcada pelo árbitro. Vai ter mais choro de Cuca.
Já o Coxa consegui a façanha de perder pro lanterna do campeonato e levando 3 gols de Aloísio! Oscila muito o time do Alto da Glória. Sei não, mas o Coxa começa a assumir uma coloração de Segundona. Que se cuide o time alvi-verde se não quiser fazer o AtleTiba na 2ª Divisão!
Você sabia?
Foi numa partida local em Sydney, na Austrália, que os jogadores de ambas as equipes de "soccer", Sydney Leichardt e HMS Powerfull usaram numerações diferentes em suas costas pela primeira vez na história do futebol mundial. Após esta apresentação, no ano seguinte (1912), as equipes de Nueva Gales del Sur (Austrália) foram obrigadas a usar a novidade em torneios oficiais. Sendo assim, o uso da numeração nas costas dos jogadores, é um invento australiano e não britânico, como se vem dizendo desde 1930.
E, depois do jogo, um sanduba do Cervantes, que é para ficar de bem com a vida!

20 agosto 2012

Oscilações

Acabando o primeiro turno do certame, o Galo aparece como favorito, jogando um futebol consistente, apesar das minhas dúvidas. A última vítima, o esforçado Botafogo de Seedorf, vendeu cara a derrota. Abriu o placar, mas não foi capaz de segurar RGaúcho e sua trupe. Aliás, Ronaldinho fez uma boa partida, em mais um momento de alternância de fases. Depois de tomar uma "dura" da direção do clube, mostrou serviço. Pena que ele só jogue na base da pressão.
O Vaishco parece ter entrado em declínio. Das últimas 6 partidas, ganhou apenas 1, justamente contra o fraco Sport. No clássico contra o Framengo, conseguiu perder e se afasta do topo da tabela. Até Fernando Prass, bom goleiro, contribuiu para a derrocada frente ao adversário tradicional com uma entregada à là Oliver Kahn. O rubro-negro, por sua vez, parece que se ergueu. Ganhou 3 das últimas 4 partidas e subiu na tabela. O compenetrado Dorival Jr. entrou bem na vaga do folclórico "papai" Joel Santana, que nunca acertou time nenhum.
O Peixe, com a volta de Neymar e a ajuda o "apito amigo", faturou 3 pontos em cima do rival alvi-negro e, de quebra, encerrou a série invicta do Timão. Impressiona a "Neymar dependência" do Peixe. Sem ele, um time comum. Com ele, temido - até André consegue ser artilheiro sob auspícios do camisa 11. Parece que em terras tupiniquins o jovem craque se sente mais à vontade ou mais acostumado ou, ainda, menos combatido pelos defensores - de praxe, menos eficazes que os europeus. O lado negro da força é o cai-cai e a encenação em campo, criticados não só por Tite, mas também por jornalistas estrangeiros. Talvez Neymar fosse melhor se parasse mais em pé.
Outro que se deu bem na rodada, dando certo alento à torcida foi o Coxa, que enfiou uma goleada no combalido Cruzeiro e abriu uma margem da ZR. Depois de 4 jogos de jejum, essa vitória veio a calhar para o time do Alto da Glória.
Você sabia?
Claro que a a expressão “olé” veio das touradas espanholas, quando o toureiro ‘dribla’ o touro enfurecido. Mas a primeira aparição da expressão nos estádios ocorreu com um time brasileiro, o Botafogo, em uma partida contra o América do México, no México, na década de 50. O time botafoguense era muito superior e logo começou a irritar os adversários, que apelaram para as entradas duras. Para fugir delas, Garrincha e companhia começaram a dar apenas toquinhos na bola, colocando os mexicanos na roda, e aí, a torcida foi ao delírio e gritou “olé” pela primeira vez em um jogo. Bons tempos do Botafogo...
Neymar deixou o gramado comemorando muito a vitória sobre o Corinthians  Foto: Fernando Borges/Terra
O Santos agradece à volta de Neymar
Fernando Borges/Terra

15 agosto 2012

Olim... piadas!

Acabaram-se neste final de semana os XXX Jogos Olímpicos da Era Moderna, realizados em Londres. Como de praxe, tivemos um desempenho pífio frente a países similares porte econômico. Ficamos ali no limbo dos "sub-desenvolvidos", atrás de "potências" como Cuba, Irã, Cazaquistão e outros fenômenos esportivos. Nada de novo, claro, mas impressiona a nossa incapacidade de organização em prol do esporte que, no final das contas, seria benéfico à população. E as críticas a esse ou aquele atleta ou esporte em particular, não fazem muito sentido, uma vez que o problema não é lá na ponta, mas na base. Não temos nenhum programa de incentivo real, que promova o esporte nas escolas, que é onde tudo começa. O apoio se resume a enfiar dinheiro em federações ou iniciativas isoladas que beneficiam este ou aquele atleta ou esporte. Uma visão míope e distorcida, assim como a promoção de cotas raciais ou sociais em Universidades. Ataca-se o efeito e não a causa. Um fiasco para um país que pretende ser mais que um grande mercado consumidor. O conceito de nação ainda passa longe das mesas em que se decide o caminho que trilhamos.
Talvez os únicos esportes que mereçam as críticas sejam o vôlei e o futebol masculinos. Ambos dotados de atletas de ponta, com os times principais (ou quase), desabaram nos jogos decisivos, ficando com a prata. O vôlei, pelo menos, enfrentou um adversário que se superou e virou o jogo de forma dramática, coisas do esporte. Os atletas russos evem ter gerado uma comoção nacional e a exaustão dos estoques de vodca na Rússia. Já o time de Mano Menezes não tem lá muita desculpa. Salvo umas 3 peças, o time é praticamente o principal. Enfrentaram o México, time organizado que se preparou para as Olimpíadas, verdade seja dita, mas, ainda assim, não convenceram muito em campo. Neymar apagadíssimo, Hulk é aquilo mesmo, Juan, zagueiro, um desastre. E Mano, bem, Mano ficou na defensiva. Precisa mostrar que tem algo a mais que as costas quentes de Andres Sanches. O jogo contra a Suécia, um amistoso, só evidenciou que Ramires entra no time - o que até os suecos sabiam.
No Campeonato Brasileiro, a 3 jogos do fim do primeiro turno, o Vaishco perdeu a chance de brecar a disparada do Galo. Jogo disputado, mostrou duas equipes empenhadas em ganhar. Deu Galo, mas foi na estica. E a maré favorável dá sinais de que pode ter fim. Começam os mexericos em torno de Ronaldinho Gaúcho, como era de se esperar, já que seu hábito de atrasar e deixar os treinos de lado teima em sobressair. Dessa vez a pendenga envolveu o presidente do clube, que teria dado uma dura no atleta. Veremos até quando vai esse namoro. O Flu assumiu a segunda posição depois de passar apertado contra o Parmêra, mas a diferença de pontos para o primeiro colocado deve aumentar, já que o time mineiro enfrentará o combalido Framengo. Hoje, jogar contra o Mengo é alegria quase certa.

Você sabia?
Se o seu palpite para o menor público de um jogo do Brasileirão é algum jogo do São Caetano, você errou. Em 1997, no Rio Grande do Sul, Juventude e Portuguesa passaram pela vergonha de jogar no estádio Olímpico para apenas 55 torcedores, enquanto 155.523 flamenguistas e santistas tiveram a oportunidade de acompanhar a decisão do Brasileirão de 1983, disputada pelas duas equipes no Maracanã - o maior público do campeonato nacional.

06 agosto 2012

Domingo no Couto

Graças ao patrocínio de Edu Saci e Alexandre 3D, fomos ao Couto Pereira conferir o embate do Coxa contra o Tricolor das Laranjeiras. Dia bonito, com sol mas sem estar muito quente, pudemos desfrutar ainda da presença de outros coxas-brancas ilustres, como o Dimitry, o Maurício, o Coxinha, o Caveira, o Cássio e o Pierre. Achei, até, que teríamos mais presentes no tradicional estádio. Jogo fraco, de poucas chances de gol e muitos passes errados, onde prevaleceu a fragilidade do time do Alto da Glória. O Coxa não consegue trocar passes no meio de campo e ainda desperdiça as poucas oportunidades que lhe surgem com muita imperícia de seus jogadores. Em pelo menos dois lances os atletas de verde-e-branco deixaram de ver a melhor jogada, deixando o companheiro livre correr sozinho, passando a bola ao que estava marcado. Impressionou-me a falta de visão de jogo do time. alvi-verde Para piorar, o treinador, já visado pela torcida, resolve substituir Lincoln, que, mesmo ao seu estilo "já entrei cansado", fazia o melão rolar. Com a expulsão de Ayrton, o jogo se abriu para o Flu, que enfiou 2 gols em 3min, sacramentando os 3 pontos. Péssimo para o Coxa, que tem duas pedreiras pela frente e precisa se recuperar na tabela.
Outro que vai mal e descamba ladeira abaixo é o Peixe. As ausências de Ganso e Neymar, sobretudo, fragilizaram o time sobremaneira. E a postura defensiva e até teimosa de Muricy só deixa Digão mais apreensivo quanto ao futuro do time de branco que joga de azul. Sem as estrelas, o Santos é inofensivo, uma presa fácil para os adversários.
Os Bambis suaram para ganhar do Sport. Em tarde inspirada do arqueiro Magrão, parecia que o rubro-negro de Recife iria garantir o 0x0. Com a vitória, o São Paulo segue no encalço do pelotão da frente. Junto com Grêmio e Vaishco, são os times que mais ganharam jogos como mandantes - 6 cada um.
Grêmio que contou com a ajuda do apito para bater o Bahia em jogo bastante disputado, em que o tricolor gaúcho só fez o placar nos estertores da partida.
Assim, na rodada marcada pela ausência do jogo do Framengo, com a desculpa esfarrapada da falta de local adequado para o embate, o Galo permanece líder sem precisar ir a campo, graças ao empate entre Timão e Vaishco. E comemora a derrocada cruzeirense frente à Pote Preta, que surpreendeu a Raposa em pleno território mineiro.

Você sabia?

Antes, vamos esclarecer o que é trivela para os leitores menos adoradores de futebol. Segundo o Houaiss, trivela é “chute de curva, com efeito, desferido com o lado de fora do pé”. A origem do termo é bem obscura. Segundo uma teoria, a origem do termo está associada à palavra fivela, e,  na região da cidade portuguesa do Porto, era hábito chamar as fivelas dos sapatos de trivelas. Adivinhem onde ficavam as tais trivelas nos sapatos? No peito do pé, exatamente onde a bola bate para dar o tal efeito no chute de trivela.
18 mil compareceram ao Couto para mais uma vitória Tricolor.
Foto: Dimitry - já cozido.

31 julho 2012

Curso superior

Na série A do Brasileirão, o Galo continua na dianteira após o empate com o Flu no Engenhão, onde correu solto o bafafá pela (incorreta) anulação do gol de Fred aos 42min da etapa final, e auxiliado pelo empate do Vasco com o Inter. Salvou-se o Galo e talvez sobre pro Tricolor, já que a arbitragem anotou invasão de campo e o arremesso de objetos pela torcida ao gramado. Confusões à parte, os jogos entre as equipes da dianteira têm sido aguerridos, com forte marcação e muita "pegada".
Os mineiros comemoram a volta dos jogos a BH, tanto no aspecto esportivo quanto no financeiro. Situados entre os cinco primeiros do Campeonato Brasileiro, Galo e Raposa inverteram o péssimo cenário do último ano e ainda turbinaram a arrecadação graças aos jogos na capital. A lógica também vale para o América-MG, na Série B.
Falando em Série B, o Paranito vai bem em campo, comandado pelo ex-prata da casa Ricardinho. Chama atenção, porém, a exigência do Conselho Regional de Educação Física, que quer impedi-lo de exercer sua função de treinador pela falta de curso superior em Educação Física. Convenhamos, nada mais ridículo que tal demanda! Querer que um profissional ligado à educação, que lida com crianças ou jovens, tenha curso superior para evitar danos à saúde dos pupilos tem todo o sentido. Agora, exigir formação superior para técnico de futebol é muita tolice. Haja paciência!
Ainda na Série B, George anda taciturno por conta do seu Atlético, que patina e não engrena na Segundona. A continuar assim, o rubro-negro das Araucárias continuará fedido em 2013.
Nas Olimpíadas, o Brasil segue como favorito à medalha de ouro, como de praxe. Porém, o time continua não empolgando ninguém. Vitórias apertadas e futebol pouco vistoso colocam o time e as estrelas em xeque. Neymar, após ser eleito o melhor ator dos gramados pelos ingleses, vem mostrando pouco do brilho que o aclamou em terras tupiniquins. Quem vem se destacando é Oscar, que já roubou a 10 de Ganso e comanda as ações da meiúca do escrete canarinho.

Você sabia?
A palavra zagueiro é originária do termo zaga, para definir a defesa da equipe, que trabalha atrás. No português, a palavra zaga está associada, exclusivamente, ao futebol. No entanto, o termo se originou da palavra espanhola zaga, que define a parte de trás de alguma coisa ou, ainda mais precisamente, a última linha de uma tropa em marcha.
O duelo valia muito para os dois times, e a importância da partida acabou acirrando os ânimos dos jogadores. O jogo começou nervoso e com muitas faltas que resultaram em cartão amarelo  Foto: Mauro Pimentel/Terra
Confusão que a arbitragem arranjou...

21 julho 2012

Destaques do Brasileirão

O destaque da semana ludopédica foi o Framengo. Aliás, o fiasco do Framengo. Não bastasse perder de 3 pro Curíntia, o clube protagonizou as páginas esportivas pelos recentes episódios envolvendo tentativas de contratação, onde o fato mais bombástico foi com Riquelme, que teria se recusado a jogar no clube carioca após vê-lo em ação. Bem, "ação" não é lá muito apropriado, mas, vá lá... E não é de hoje que o rubro-negro da Gávea se atropela em trapalhadas. Essa gestão, embora tenha suscitado alguma esperança de ordem no ninho do urubu, se afundou em ações mal conduzidas. Começa com a súbita demissão de Andrade, técnico campeão em 2009 e ídolo do clube, passa pelo caso Bruno, agora até chamado de baitola, pela saída de Zico, após curta estadia de 4 meses, pelas confusões com a parceira Traffic no contrato de Ronaldinho Gaúcho, pela perda de Thiago Neves, que resolveu voltar para um clube grande, pela falta de patrocínio, apesar dos insistentes esforços, pela polêmica do embate Luxeba x RGaúcho, pelo repentino abandono de Alex Silva, que saiu atirando, pelas confusões de Ronaldinho nas concentrações, pela queda de Luxeba, pela perda do Carioca,, pela fraca campanha na Libertadores, pelo atrito de Zinho com RGaúcho, pelo barraco de Assis na loja de artigos esportivos, pela saída de RGaúcho, com consequente discussão na Justiça, pelo fiasco da recuperação de Adriano, que agora diz que vai se recuperar sozinho (ahã!!), culminando no cenário atual. Tudo isso em 2 anos. Convenhamos, é bastante até mesmo para o Framengo, clube acostumado a ocupar esse tipo de espaço nos noticiários esportivos.
Dentro de campo, vemos que o Galo mantém o fôlego, o que me leva a admitir que o time tem jogado direitinho. Contra  o Figueira, por exemplo, mandou muito bem! Teve personalidade e buscou a virada de forma irrepreensível, já que o Figueira também jogou bem essa partida. Aliás, foi um jogo bom de se ver. Bastante movimentado e com várias alternâncias. Vou ter de ouvir o Vinícius e ficar quieto.
Quem perde o rumo é o Inter. O time não tem conseguido resultados e apela para o velho hábito de trocar o treinador. Podemos comparar com os adversários e ver que os ocupantes da parte de cima da tabela são justamente aqueles que mantiveram os treinadores por longos períodos. Não que eu ache Dorival Jr. "o" treinador, mas não é pior que a média. Veremos como Fernandão se sai no posto. Se der certo, terá sido uma boa aposta.
E o Fluminense Futebol Clube comemora 110 anos nesta semana em boa fase. O time está bem em campo e o clube vive razoável tranquilidade na parte administrativa. Fred, referência do ataque, marcou dois contra o Bahia e se tornou o maior artilheiro Tricolor em campeonatos brasileiros, com 44 gols, superando Magno Alves, Deco se consolida como maestro do time, Wellington Nem é Seleção, Diego Cavalieri vem se destacando no gol e o time continua invicto no certame nacional. Obviamente que os detratores sempre lembrarão a queda para a Terceirona e a mácula da subida no tapetão, no que têm razão, pois são fatos que baixam a média do boletim. Mas o Flu tem se mostrado sólido e aparece como um dos favoritos nos últimos anos. E a perspectiva é de manutenção dessa capacidade de segurar bons elencos e formar um conjunto competitivo, sobretudo com a geração de novos valores em Xerém, celeiro do DNA Tricolor.

Você sabia? É bem curiosa a utilização da palavra torcedor para designar quem apoia um time. O jornalista Luiz Mendes, em uma entrevista, contou que a expressão foi cunhada pelo cronista Coelho Neto, no início do século XX, em referência às mulheres elegantes que acompanham os jogos do Fluminense e, ansiosas, torciam as luvas ao ver os lances de seu time. A palavra passou, assim, a denominar quem apoia um time. Mais tarde, o termo se expandiu para outros esportes e hoje, temos 190 millhões de torcedores no Brasil. A maioria sem saber torcer...

Imagem externa de nossa sede I - foto de 2010
Visite o site do Flu em www.fluminense.com.br

09 julho 2012

Como há 100 anos

O Coxa foi a Barueri para encarar o Palmeiras, pela Copa do Brasil, e levou um duríssimo 2x0 que serão difíceis de reverter em casa. Os torcedores estão confiantes, acreditando em pelo menos uma decisão por pênaltis. Eu não sei, não. Tenho cá para mim que, agora, sim, o Coxa levou muito azar. Azar de ter levado os gols que levou e de ter uma arbitragem um tanto "esquisita", que prejudicou o time. E uma dose de incompetência, pois não consegue botar a bola para dentro das redes do adversário, seja ele quem for. O time do Alto da Glória carece de alguém no comando do ataque. Um chamado "matador". Deixou escapar Loco Abreu não sei nem como! A continuar assim, será a segunda morte na praia consecutiva dos coxas-brancas.
O Galo continua liderando o Brasileirão, para deleite do Vinícius, que teima em acreditar em Ronaldinho Gaúcho, já rejeitado até pela Coca-Cola. Verdade que as 6 vitórias animam qualquer um, mas, convenhamos, uma meiúca que dependa de um velho Mancini, de um já decadente Rychyarlyssyon-y, de Serginho, de Pierre (que já não foi grande coisa no Palmeiras), do já batido Escudero e do famigerado RGaúcho, não pode render muito tempo. É já, já que abre o bico.
O Peixe venceu sua primeira no campeonato, justamente contra o Grêmio de Luxeba, que ainda tenta voltar ao estrelato. O Santos parece que vai definhando aos poucos. Acaba de se desfazer de Elano e Ganso já está com um pé no Beira-Rio. O outrora decantado planejamento do clube começa a ser questionado...
O Inter se junta ao Botafogo na contratação de nomes retumbantes, fazendo a festa da imprensa, sempre ávida por notícias bombásticas. Forlan no RS e Seedorf no RJ vão render notícias suficientes por um bom tempo - pelo menos até eles começarem a ser questionados. Ainda mais se forem vistos nas noitadas...
Por enquanto, notícia mesmo é o Fla-Flu centenário, com vitória do Flu, cumprindo o que estava escrito 40min antes do nada: "quem nasce para pentelho, nunca chega a bigode" - já dizia Edmundo Reichmann. Bastaram 10min de jogo para Fred, em sua volta (mais uma) aos gramados, sacramentar a superioridade Tricolor. Depois do gol, o Flu recuou, deixando o jogo para o Framengo. As únicas investidas do time das Laranjeiras aconteciam nos pés de Wellington Nem. Thiago Neves pouco apareceu e foi substituído junto com Deco, em franca (e prematura) opção pela defensiva. E o Framengo se empenhou, colocando uma gurizada ligeira em campo, com muita vontade e pouca organização, como de praxe nos times de Joel Santana. Mas, como já se sabia, perdeu mais uma.
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O "parabéns" teve 3 cores.

11 junho 2012

Poucas novas

Pois bem, começou o certame nacional, a principal competição futebolística tupiniquim, alardeada como a mais competitiva do mundo, uma vez que começamos o ano com uns 8 candidatos a levantar o caneco - ainda que nem todos o sejam de verdade. Mas, campeonato longo, turno e returno, com várias competições em paralelo, tem seu início meio borocoxô, sem toda a disposição que acumula a partir de seu terço inicial. Os clubes mais   importantes disputam ainda a Libertadores, caso de Peixe e Curíntia, outros têm seu DM ocupado, como o Inter, e o Flu... Tanto que a principal notícia, até agora, é a troca de clube efetuada por Ronaldinho Gaúcho, que, com mais esse conflito na carreira, já pode postular o posto de campeão dos picaretas no panteão do futebol nacional. E o Galo entra na fila de trouxas que caem no conto do Gaúcho, logo atrás do Mengo, que caiu primeiro e ficou reclamando.
Discussão rende a Seleção de Mano que, embora tenha perdido para los hermanos em sua melhor partida, mostrou pouco futebol. Já deu para ver que o tal do Hulk não serve para envergar a amarelinha; que Marcelo, embora seja bom de bola, é ruim da cabeça, já que tem predileção para se meter em confusão; que Oscar salgou a disputa pela 10 com Ganso, que, agora, terá de suar para recuperar o posto; que carecemos de um centroavante, pois Damião não rendeu e Pato é uma mentira; que tamos bem de zaga, desde que jogue Tiago Silva; que Mano é um enganador. Sei não, mas acho que vamos dançar nas Olimpíadas (de novo) e da Copa das Confederações. Aí, quem assume? Muricy? Na roubada?
Na Europa, rola a Eurocopa, competição com 16 selecionados nacionais em busca do título de campeão europeu. Bacana de se ver, pois times como Inglaterra, Itália, Holanda e, principalmente Espanha e Alemanha, vão mostrar seus dotes na Polônia e na Ucrânia, países que sediam o certame. Nas primeiras rodadas, já vimos que teremos alguns bons jogos e outros nem tanto, pois times como Irlanda, Grécia e demais do segundo escalão deixam a desejar. Costuma-se dizer que é uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, o que já diz que é bom, mas não tem cereja nesse bolo. Ainda assim, há vários atrativos bastante interessantes na Euro 2012, como se pode conferir aqui.
Com equipe reserva, Corinthians foi derrotado pelo Grêmio por 1 a 0. Foto: Edu Andrade/Gazeta Press
O Coringão segura a lanterna no início do Brasileirão.
Foto: Edu Andrade/Gazeta Press