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05 junho 2011

Seleção decepcionante

A Seleção decepcionou no Goiás. A escalação com 3 atacantes enganou, dando a entender que iríamos atacar os laranjas e fazer bonito no retorno aos jogos em casa. O nosso time se limitou a esparsos momentos de futebol e ficou devendo uma apresentação decente. Só fomos melhores que os holandeses quando eles cansaram. Antes disso, mal conseguíamos manter a bola, em total falta de brilho. O lugar do Elano não é na meiúca, armando solitariamente. Ele é um bom coadjuvante nessa função, mas não pode ser o protagonista. Falta-lhe exatamente a inspiração de um Ganso, que tem o talento para envergar a 10. Nossos laterais estiveram abaixo da crítica. No lado esquerdo, André Santos manteve a sua média - foi ridículo. Não sabe o que fazer com a redonda nos pés. Acho que nem no banco poderia estar, mas, enfim, Mano segue Dunga nessa bobagem. Marcelo é muito mais bola, mas não é chamado para vestir a amarelinha. Daniel Alves, mais uma vez, jogou mal. Bom jogador, mas na Copa e depois dela, não tem repetido as atuações que o consagraram na lateral - muito menos as que faz pelo Barça. Talvez até já valesse a pena investir num outro nome para lhe fazer sombra. A zaga segue sendo nosso ponto forte, com dois bons nomes. Lúcio não tem idade para a próxima Copa, o que sugere a necessidade de ir testando um substituto. Thiago Silva é o cara da zaga. Na meiúca, nosso problema. Ramires, Lucas e Elano não conseguiram criar o jogo. São jogadores de vitalidade, de disposição, mas não têm o tempero para armar o time. Ainda sou mais usar o Arouca nessa composição, por ter mais saída de bola. Na frente, Robinho, Fred e Neymar não se entenderam. O milanista pouco apareceu e o camisa 9 também foi bastante apagado. Neymar até chegou a empolgar a torcida, mais pela imagem de celebridade midiática que pelo futebol apresentado.
Ou seja, fizemos um papelão em jogo que tínhamos orbigação de ganhar. Jogando com força máxima contra uma Holanda cheia de novos atletas, era o momento de brilharmos jogando no ataque, fazendo gols e empolgando a torcida. Ficamos na burocracia.
Mano é um treinador que dá pinta de ser "paneleiro". Demora a mexer no time e não ousa nem em jogos amistosos - sabe-se lá com medo de quê. Se a escalação inicial prometia, o desenrolar do jogo mostrou que o esquema não funcionou. Embora eu não considere o Mano um obtuso como o Dunga, ele também dá sinais de que tem limitações de leitura de jogo e de experimentação. Viveremos dias difíceis na torcida pela Seleção.

17 janeiro 2009

Amistoso

Sábado chuvoso, friozinho curitibano e amistoso do Coxa contra um time grande. Mais dois entusiastas (Seixas e Mateus) para justificar a empreitada e estava feito o programa de sábado.
O Flu veio à capital paranaense para prestigiar a apresentação do time alviverde à sua torcida. Em pleno centenário coxa, o Flu meteu um alfinete no mapa: 1x0 com gol de Tartá, que jogou bem, diga-se.
Melar centenários parece ser especialidade do Tricolor. Que o diga o Framengo...
No Couto, estádio que pelo menos tem amendoim, o Coxa fez do amistoso uma festividade cheia das papagaiadas tradicionais: time anunciado, Vô Coxa saltitante, cartolas no gramado e Keirrison se despedindo da torcida com o pontapé inicial.
Claro que o jogo não foi nenhum primor, afinal, tratava-se de um amistoso entre dois times em fase de preparação para os Estaduais. Ainda assim, percebeu-se disposição em algumas jogadas. O Flu foi superior, como era de se esperar, criando jogadas pelo meio na base da tabela rápida de primeira. Causou boa impressão essa harmonia entre os jogadores envergando a camisa mais bonita do Brasil. Tanto que o Tricolor criou pelo menos 3 grandes chances de gol antes de abrir o placar. A primeira com o sempre móvel Leandro Amaral, que desperdiçou chutando para fora.
Enquanto os titulares estavam em campo, o Coxa até conseguia armar alguma jogada. Porém, quando entraram em campo os reservas, ficou flagrante que o banco do Tricolor é muito melhor. O time do Alto da Glória passou a admirar o Flu jogar com uma molecada ligeira, ainda que muito 'verde'. Os ctorcedores coxas-brancas louvam o tal argentino Ariel Marzipan, mas eu continuo achando que é um brucutu. Ainda assim, ele incomoda, não há dúvidas. Marlos é um jogador arisco, mas com fama de complicado (cachaceiro). Se conseguir se enquadrar, tem tudo para ser um bom valor. O Edson Bastos mostrou que sabe jogar debaixo das traves. O resto do elenco é esforçado. No Flu, destacam-se Leandro Amaral, Leandro (o lateral), Conca e o reserva Tartá. Edcarlos até parece ser bom, mas prefiro esperar um pouco para ver...

Vanderlei (Edson Bastos), Cleiton (Renatinho), Felipe (Lucas) e Rodrigo Mancha (Dirceu); Pedro Ken (Dinelson), Rodrigo Pontes (Leandro Donizete), Carlinhos Paraíba (Douglas Silva), Vicente (Guaru) e Márcio Gabriel (Rodrigo Hefner); Marlos (Adriano) e Marcos Aurélio (Ariel). Fernando Henrique (Ricardo Berna), Wellington Monteiro (Mariano), Luiz Alberto (Cássio), Edcarlos (Sandro) e Leandro (João Paulo); Jailton (Fabinho), Diguinho (Fernando), Leandro Domingues (Leandro Bomfim) e Conca (Marquinho); Leandro Amaral (Alan) e Roger (Tartá).
Técnico: Ivo Wortmann Técnico: René Simões
Gols: Tartá aos 37 minutos do segundo tempo.

Estádio: Couto Pereira. Data: 17/01/2009. Árbitro: José Ricardo Bigaski Stolle. Auxiliares: Aparecido Donizete Santana e José Amilton Pontarolo

Público pagante: 6.111 Público presente: 7.920
Renda: R$ 63.620,00