Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

20 janeiro 2023

Fluminense 2022 e 2023

Fernando Diniz

Em 2022, o Fluminense foi mais longe do que se podia imaginar. Um elenco limitado, com jogadores em fim de carreira, como Fred e Felipe Melo, acabou se superando principalmente graças ao treinador, Ferrnando Diniz.

Muito contestado devido à falta de resultados, já que ainda não ganhou nada de relevante, Diniz é marcado pelo estilo de toque de bola que impõe nos times por onde passa, gerando muita desconfiança no início, já que seus times acabavam levando muitos gols pela insistência em tentar sair jogando da zaga, evitando o chutão a qualquer custo.

Os aprerndizados parecem dar mais maturidade ao esquema, que tem se consolidado nesta sua segunda passagem pelo Tricolor, onde a mescla de jogadores mais experientes com as revelações de Xerém levaram o Flu a um 3o lugar que valorizou tanto o "dinizismo" quanto jovens talentos como Luiz Henrique - já vendido à Europa, Alan, um cabeça de área versátil e lúcido, e Martinelli, um garoto com ampla visão de jogo. Somem-se a eles jogadores que se revelaram neste ano, caso de Cano e John Arias. O argentino foi simplesmente o maior artilheiro da temporada brazuca e o 2o do planeta, superando o fenômeno Haaland e ficando atrás apenas de Mbappé. E, ainda, o bom desempenho do veterano Ganso, que, se não é móvel como nos tempos de Santos, ainda mantém o toque refinado e a aguda percepção de jogadas que ninguém mais enxerga.

O fato é que o Flu foi melhor do que se esperava e o mérito é muito do Diniz. Veremos se o desempenho se mantém e confirma o treinador como um nome de rerspeito no cenário cada vez mais rarefeito de novas ideias no futebol brasileiro, que ecada vez mais carece de talentos dedntro de campo e à beira dele.

30 abril 2018

Brasileirão 2018

Resultado de imagem
Faz tempo que o Campeonato Brasileiro está nivelado por baixo. Claro, temos uns 5 times capazes de brigar pelo caneco, onde o Palmeiras seria o grande favorito, já que foi o que mais contratou - e, portanto, o que mais tem a perder - mas, estamos a léguas do nível dos certames europeus em termos de qualidade técnica. Nem vou mencionar a organização, a qualidade dos gramados...
Grêmio, Cruzeiro, Curíntia e Framengo formam o segundo pelotão. Têm um elenco razoável e estão armados, mostrando eficiência. Destes, acho que o Grêmio tem melhor equilíbrio. Pelo menos por enquanto.
Aí, vêm os outros, com certo destaque para o Furacão, que tenta ousar com um esquema de mais posse de bola, Santos e Fluminense, com algumas alternativas da base (Rodrygo, do Peixe, promete, apesar do nome esquisito).
Inter e Botafogo devem ficar patinando no meio da tabela. Chape e os nordestinos devem disputar a rabeira com o Paranito.
Isso, claro, é mero palpite. O chato mesmo é perceber que o nível dos times é que não progride. Dá um certo desânimo ver que entra ano, sai ano e os clubes insistem em fórmulas que não dão resultado - vide dívidas e parca mostra de jogadores.
Não consigo entender como os clubes brasileiros, pelo menos os "13 grandes", não revelam mais talentos na base a fim de "gerar negócio". Se não dá para manter o craque por aqui, pelo menos que o venda bem, com bom retorno ao clube. O que vemos é clubes administrados de modo amador, alternando bons períodos com baixas angustiantes.
Alguém me explica como o São Paulo, tricampeão, exemplo de administração, é incapaz de formar time? Ou um Santos, que amealhou uma grana preta vendendo Neymar e, hoje, pena com um elenco mequetrefe? Ou Corinthians e Framengo, os mais populares, devendo horrores, sem condições (nem vontade) de honrar seus compromissos?
Não é à toa que temos um ex-presidente da CBF banido do futebol, outro em cana...
Muito triste, não?

10 maio 2015

2015 sem otimismo

Começa o Brasileirão 2015 com um clima mais de desânimo e suspeita do que de curiosidade. Os times não vêm bem há algum tempo, graças à já reconhecida falta de capacidade administrativa dos malfadados cartolas e aos reflexos dessa péssima gestão dentro de campo. Nenhum craque joga hoje no Brasil. Algumas promessas, como Lucas Lima e Gabigol do Peixe ou Gérson do Flu, mas não muito mais que isso. Proliferam os medalhões, os bons jogadores de outrora, os que não deram certo lá fora, os que estão em fim de carreira e, claro, os "professores" com muita empáfia e pouco o que mostrar. Todos eles reunidos em clubes falidos, com péssima gestão, muitas dívidas, poucas fontes de renda e muito jogo de cintura para driblar cobradores, fisco e tentar continuar andando na corda bamba. Um cenário nada digno de ser chamado de "país do futebol". E tampouco serve de consolo ver que o futebol dos vizinhos vai pior. O clássico River x Boca, por exemplo, foi deprimente. Só pancada, agressão e desonestidade em um jogo de pouco, mas muito pouco, futebol.
Em campo, temos o equilíbrio de sempre, característica do certame nacional. Dos 2 participantes, temos pelo menos 5 candidatos ao caneco:
- Inter, talvez o mais forte, mas uma promessa que costumeiramente não se cumpre;
- Galo, time razoavelmente equilibrado;
- Peixe, com dois garotos bons de bola, mas conjunto mambembe;
- Flu, com um conjunto má-o-meno e lampejos de time grade;
- Framengo, que contratou bem, mas ainda pena para ter conjunto.
Eu não apostaria no Curíntia, que, embora tenha começado bem o ano, tem um time meio velho, que cansa logo e não deve aguentar a puxada do campeonato todo. E nem nos Bambis, ainda que tenham alguns bons nomes, mas carecem de estofo. Pato é uma mentira e Ganso, pouco efetivo.
Na rabeira, algumas figurinhas que devem penar ao longo da competição:
- Coxa e Trétis, que não têm time, nem dinheiro, nem perspectiva;
- os catarinas, que têm muita vontade, mas pouco time; Joinville, por exemplo, vem de um campeonato estadual atribulado; o Chapecoense mudou sua estrutura; não devem durar;
- Vaishco, que não tem time mesmo;
- Sport, que também não tem time e sempre se arrasta na competição;
- Goiás, ainda uma incógnita, mas que não vem bem.
Assim, entre times fracos e medianos, começa mais uma edição do combalido, desestruturado, mal gerido e cada vez menos atraente, Campeonato Brasileiro de Futebol.
Quando é que os clubes vão acordar?
Resultado de imagem para cbf
Já fomos bons em futebol...

09 março 2015

Amadores...

Pelo que se vê nos clubes e na Seleção, a chamada "base", ou sejam, os jogadores mais novos, não prenunciam um futuro muito brilhante para o outrora país do futebol. Nos clubes, a situação é ruim há bastante tempo. Empresários agenciam e aliciam jogadores a fim de obter lucros rápidos, comprometendo um melhor planejamento dos clubes. Que, claro, têm sua grande parcela de culpa, pois o tal planejamento raramente existe. Quando existe, raramente funciona a contento. São parcos os exemplos de clubes bem administrados. Poderia citar o São Paulo do começo dos anos 2000. Ou o Atlético Paranaense, em gestão anterior do atual Presidente. Hoje, talvez o Fluminense arrisque se endireitar, se Peter Siemsem conseguir driblar as dificuldades. Mas, é pouco, muito pouco para poder dizer que algum clube seja realmente profissional. O pior exemplo eu vejo no Vasco de hoje, com Euvírus Miranda no comando. Um canalha reconhecido, que despreza regras, acordos, ética, respeito ou mesmo o próprio Vasco. O despreparo, o amadorismo e, sobretudo, a vigarice, prosperam nesse meio de modo crônico. Difícil pensar que possa haver alguma saída se algo brusco não motivar o enquadramento dos clubes.
O resultado prático dessa péssima conduta são a penúria financeira dos clubes, invariavelmente quebrados e constantemente espoliados, e a debilidade técnica dos times, que mal se aguentam em pé se comparados a qualquer clube europeu intermediário - que dirá de um de topo de linha! Hoje, se falarmos em alguma revelação de algum time, coçamos a cabeça, pensamos e ficamos sem uma resposta definitiva. Gabriel Barbosa Almeida, o Gabigol, pode ser o mais próximo que podemos chamar de "revelação". E é um bom jogador. Só. Tem talento, claro, sabe jogar, mas está longe de ser uma promessa de craque. E paramos por aí... Não vejo mais ninguém despontando. Tanto é que as nossas equipes nacionais de base, a Seleção Sub-21 e a Seleção Sub-17, têm um desempenho sofrível. A Sub-21, comandada por Gallo, fez papelão no final de 2014. A Sub-17 enfrentou Paraguai e Colômbia e ficou devendo futebol. A garotada só sabe dar chutão, ser voluntarioso. Fortes, sem dúvida, mas não têm intimidade com o jogo, com o raciocínio em campo. Em suma, não sabem jogar bola. Pelo menos não do jeito que os brasileiros acima de 30 anos estão acostumados a ver. Quem viu Sócrates, Falcão, Zico, Rivellino, não pode se conformar com a convocação do Dunga.
A culpa, claro, recai também sobre os "professores", os treinadores, responsáveis por preparar e escalar o time. Esses profissionais, a meu ver, estão muito, mas muito atrasados. Só se vê profissional com pinta de amador, priorizando o aspecto físico em detrimento do técnico. Como já disse Robinho, do Santos, os atletas carece de maior intimidade com a redonda.
Minha impressão é que a associação de um mercantilismo de curtíssimo prazo, do amadorismo na direção dos clubes, da falta de estudo e de conhecimento técnico dos treinadores, de estrutura e formação nos clubes, resultam em um cenário de terror para o futebol, ao olharmos para o futuro. Situação inversa à dos alemães, os "duros" de ontem viraram a referência de hoje. O que mudou? Planejamento! Planejaram e executaram.
Um dia, quem sabe, o brasileiro aprende a planejar...

05 dezembro 2014

Nostra culpa

Dois meses depois da última postagem, voltamos aqui ao nobre ofício de declarar algumas opiniões a respeito do ludopédio. Os motivos para ausência, além da correria atrás do vil metal, envolvem também a má fase que vive a prática profissional do esporte mais popular do planeta em terras tupiniquins. Se outrora éramos reverenciados como os "donos da bola", em virtude da nossa estirpe em campo, hoje somos uma referência do passado, do que já fomos, e não mais do que somos ou do que podemos ser. Culpados? Muitos. Desde os dirigentes da CBF, que teimam em manter uma estrutura arcaica, baseada na troca de favores e voltada ao mercantilismo sem ética nem transparência, passando pelos cartolas dos clubes, em grande parte amadores que pensam que administram, chegando aos jogadores, desarticulados, mal formados, pouco profissionais, e até mesmo envolvendo nós, torcedores, que pecamos grotescamente pelo imediatismo, pela ânsia de vitórias ainda que sem estofo, sem preparo. É o tal "futebol de resultados", que cobra seu preço.
A solução, claro, não se escora em um ponto apenas, mas numa ampla gama de mudanças, algumas estruturais, para que o futebol brasileiro possa resgatar o brilho de outrora. Penso que o começo é a responsabilização dos cartolas. Se o presidente de um clube for responsável pelas consequências de sua gestão, com foco "no que se refere" às finanças dos clubes, pode ser que se tornem mais prudentes e pensem antes de sair gastando desvairadamente. Seria o primeiro passo para os salários de treinadores (os "professores") saírem das cifras exorbitantes para patamares mais realistas. Um primeiro passo, claro. Mas um passo no bom caminho. Os clubes têm que deixar de ser uma fonte de descalabros que beneficia uma patota, como o Paraná Clube, que a cada "nova direção" afunda mais. Também não pode o clube ficar refém de um mecenas, como a parceria Palmeiras-Parmalat, que deixou o clube à míngua, ou a parceria Fluminense-Unimed, que parece seguir o mesmo roteiro.
Os clubes se pretendem empresas, o que é ótimo. Mas há os ônus dessa brincadeira, que também devem ser assumidos. Não podem ter um pé no lado empresarial, e desfrutar dos lucros, enquanto mantêm um pé no lado amador, com a desculpa esfarrapada de serem "atores sociais". Pura balela para enrolar o fisco e a sociedade.
Falta, aos clubes, o mesmo que falta ao conjunto da sociedade: seriedade. Do mesmo modo que desculpas rasas servem para isentar governantes, os cartolas se valem de argumentos igualmente banais, toscos, até, para justificar seus desmandos. E nós, passivamente, assistimos e aceitamos, como se natural fosse. Alguns até ficamos indignados, revoltados, mas pouco ou nada fazemos.
Acho que ainda nos falta muito para podermos nos dizer uma sociedade organizada. Dentro ou fora de campo.

21 setembro 2014

Nossa crise de identidade

Sim, vivemos uma crise de identidade no nosso futebol e não é de hoje. Penso que desde a fatídica derrota de 82 no Sarriá, derivamos para uma saída nada honrosa. O mundo viveu, durante um bom tempo, o satânico "futebol de resultados", sob o argumento nada inteligente de que o "futebol-arte" não vencia. Tristes tempos. Na Copa de 2010, vimos a Espanha praticar um futebol envolvente, ainda que um tanto amarrado, tocando a bola sem deixar o adversário tocar no melão, a exemplo do que fazia o Barcelona de Messi, Iniesta e Xai, comandados por Guardiola. O "tiki-taka" ganhava o mundo e angariava adeptos, assim como críticos à suposta "chatice" do jogo espanhol. O fato é que os espanhóis ganhavam, dominavam o cenário futebolístico e inspiravam a nova geração. O mais surpreendente é que diziam que apenas faziam "o que os brasileiros faziam". Claro, referiam-se ao nosso futebol de outrora, aquele que encantava multidões e celebrava o futebol-arte. O futebol lúdico, mais bonito, que até perdia, mas não deixava de jogar bem. Outros tempos. Demos lugar à "era Dunga" dentro e fora dos gramados. Cedemos à pressão e passamos a buscar o resultado a qualquer preço. Como diz um amigo meu, "o Brasil é o único país que perde uma Copa do Mundo". Não nos contentamos em participar, claro. Temos que ganhar. É uma obrigação e, com ela, vem o argumento, imbecil, de que ganhar jogando feio é melhor que perder jogando bonito. E quem disse que não se pode ganhar jogando bonito? Assim fizemos em 58, 62, 70 e, até, em 2002. Não, não o fizemos em 94. Essa postura acabou nos custando caro. Percebemos, hoje, que não temos mais o "legítimo camisa 10", o cara que toca a bola, que olha o jogo de cima, que pensa, que organiza o time. Nossas bases estão cheios de cabeças-de-bagre truculentos, que não foram devidamente apresentados ao objeto de jogo, a bola. Temos zagueiros, temos marcadores, mas não temos aqueles que fazem do futebol algo bonito de se ver. Sinal dos tempos em que os rejeitados pela Europa fazem sucesso por plagas tupiniquins, como Robinho e Kaká. Assim, temos que ver o futebol bonito sendo jogado pelos alemães, os "duros" do passado. Temos que admirar os espanhóis, que deixaram para trás a pecha de azarões. Até a Holanda, que sempre aparece bem na foto, é objeto de inveja e admiração. Nós nos apequenamos e ficamos atrelados ao passado brilhante e ao presente aturdido, em busca de uma identidade que nos redima, que possa nos fazer voltar a sonhar com a bola nos pés. Nem que seja só no futebol...

15 junho 2014

Tudo bem dentro e fora de campo

A primeira rodada da Copa do Mundo de 2014 nem terminou, mas já podemos ver que o nível dos jogos está bastante satisfatório. À exceção dos embates entre França e Honduras e de Argentina contra a estreante Bósnia, pobres tecnicamente, os demais foram prazeirosos para os amantes do ludopédio. Nos 11 jogos realizados, tivemos um pouco de tudo. Zebras, como a vitória de Costa Rica sobre o Uruguai, goleadas surpreendentes como a sova que a Holanda aplicou na campeã Espanha, times aplicados, como Suíça, Colômbia e Costa do Marfim, um jogão entre Itália e Inglaterra, 38 gols, gol contra, expulsão, lances polêmicos, o uso do "olho mágico" para dirimir a dúvida sobre lance de gol, enfim, pudemos ver uma competição marcada pelas emoções e bom futebol. As equipes têm buscado o jogo, não se furtando de jogar bola, de tentar o gol. Vide as 5 viradas de placar ocorridas! Isso torna o esporte muito mais palatável, atraente, principalmente para o público eventual, aquele que vê jogos ocasionalmente e "torce pela Seleção". Jogos que imaginávamos "mornos", como Costa do Marfim x Japão ou Uruguai x Costa Rica, mostraram-se disputados, movimentados e muito interessantes.
A estreia do Brasil, abrindo a Copa, exibiu um selecionado brasileiro um tanto nervoso, meio perdido, que custava a achar alguma brecha na retranca croata. Os europeus se mantinham no esquema fechado, à espera de um contragolpe que pudesse aproveitar. Funcionou bem, pois o Brasil não conseguia fazer valer seu elenco mais badalado. A boa atuação do, até então, discreto Oscar foi acompanhada pelo bom apoio de David Luiz e de Neymar. De resto, todos muito apagados, omissos, medrosos, até. A Croácia, por sua vez, ateve-se ao plano de jogo e equiparou a partida. Só não contava com um erro grosseiro da arbitragem, que viu um penal inexistente em Fred. "Copa comprada" foi o bordão mais repetido depois dessa, o que não é de se duvidar, já que a FIFA também não é um poço de lisura e desapego. Mas, prefiro acreditar em um erro, sem escorregar, ainda, ao campo da bandalha.
Aliás, arbitragem é sempre um item polêmico em qualquer competição futebolística. Nós que o digamos, com os apitadores que pululam no Campeonato Brasileiro!
Se dentro de campo até que tem corrido tudo bem, fora dele parece que não tem deixado a desejar. Embora pequenos tropeços, como a falta de hino no Beira-Rio para França x Honduras, tenham ocorrido, não vimos nada que afetasse o andamento da competição. O que, claro, não exime Veremos se o clima pacífico se mantém até 13 de julho.
P. S.: muito embora o Governo não tenha gostado, por motivos óbvios, é importante a liberdade de expressão ser exercida pela torcida, em desaprovação ao péssimo comportamento de nossos governantes.
Dilma abertura
Vaias merecidas - aqui!

03 junho 2014

À beira da Copa

O Campeonato Brasileiro faz uma pausa para a Copa e a situação atual já dá mostras de como será o decorrer das 39 rodadas. As torcidas de Coxa e Framengo terão dias difíceis pela frente. Ambas terão de conviver com as apresentações de times sem elenco, com, até agora, poucas perspectivas de reação. O time carioca ainda tem mais base e mais prestígio para explorar e, quem sabe, descolar uma peça ou outra que possa salvar a paróquia, mas os dias serão muito incertos. O alvi-verde paranaense está numa saia justa violenta, pois, além do fraco conjunto, vê seu rival reagindo, dando pinta de que pode fazer os moleques renderem alguma coisa. O Coxa amarga um time inoperante, com um Alex cansado, que joga sozinho - quando joga. Na parte de cima da tabela, vemos o Cruzeiro começando a descolar dos demais, talvez por ainda ter conjunto. Seguem-se Fluminense, Curíntia, os gaúchos, Galo... Times que ainda podem ter alguns lampejos, alguns bons momentos. Aliás, o Fluminense tem feito bons jogos. Falta, talvez mais contundência, mas é um time que toca a bola e joga com certo estilo. A possível volta de Wellington Nem ajudaria consideravelmente. Já o Curíntia, acho que não vai longe. O time está muito limitado e não apresenta um bom padrão de jogo. Idem para o Galo, que só se enfraqueceu depois da conquista da Libertadores. O Santos e o São Paulo ainda podem incomodar, mas vejo-os mais tímidos. O resto vai fazer figuração.
A Copa do Mundo de 2014 se aproxima em clima de desconfiança do torcedor brasileiro. Não tanto em relação ao time, que é um dos favoritos por jogar em casa, mas pelos protestos que ameaçam o clima de paz durante o torneio. Minha impressão é de que haverá bagunça, ainda que os jogos corram sem grandes transtornos. Dentro de campo, penso que Brasil, Argentina, Alemanha e Espanha são os principais candidatos. A França, quem sabe, pode aparecer como surpresa, assim como a Croácia, que considera essa a sua geração de ouro, superior até à geração de Suker e Boban, da Copa de 98, quando chegaram às semifinais e trombaram com os anfitriões e futuros campeões. Já vemos alguns desfalques nos times nacionais, o mais grave deles talvez seja o do colombiano Falcão Garcia, que se recupera de cirurgia no joelho esquerdo. Luis Montes, mexicano, quebrou a perna no sábado e também verá a competição pela televisão. Nada que apague o brilho técnico, pois são jogadores de relativa importância, de equipes de menor relevância. Já o joelho de Cristiano Ronaldo, esse, sim, preocupa. Provavelmente fora do primeiro jogo, contra a Alemanha, o craque portuga tenta se recuperar. Esperamos que consiga!


Qual deles fará mais falta?
Veja aqui!

28 abril 2014

Ainda o racismo

A 2ª rodada do Campeonato Brasileiro expôs um Framengo frágil diante de um Curíntia mais alinhado, porém, pouco combativo; um Galo frouxo atropelado pelo misto do Grêmio, com pouquíssima participação do outrora aceso Ronaldinho Gaúcho; a meiúca do Flu funcionando contra um Palmeiras atabalhoado, com bom entrosamento de Conca, Sóbis, Fred e Wagner; um jogo fraquíssimo no empate entre Coxa e Peixe, que deixou ambas as torcidas apreensivas; a recuperação do Buátafogo, arrancando um empate sob a batuta do estreante Emerson Sheik, empolgado pelo novo recomeço - e, agora, prometendo que não tem mais selinho; empates amargos para o Cruzeiro, superior ao inofensivo São Paulo do antes badalado Pato, e para o Vitória, que queria se recuperar em cima do Furaquinho, mas não teve forças.
Nem tanto pelos resultados, mas mais pelos desempenhos em campo, vemos que alguns times, como Botafogo e Coxa, têm muitos motivos de preocupação, pois falta time. Outros, como Palmeiras e Galo, devem tomar medidas rápidas para reverter a tendência de baixa.
Assim, o destaque da semana fica por conta da reação de Daniel Alves a (mais) uma manifestação nada louvável de torcedores rivais, que lhe atiraram uma banana. Calmamente, o lateral pegou a fruta, descascou e comeu, seguindo no jogo como se nada tivesse acontecido. A atitude desencadeou reação de apoio, sobretudo pelos brazucas, gerando a campanha #somostodosmacacos. Impressionante como ainda tem gente que vai ao estádio para fazer bobagens desse nível.
Daniel Alves reagiu bem à provocação

21 abril 2014

Nuvens no horizonte

Campeonato Brasileiro de 2014 tem no equilíbrio o seu principal charme. Dos 20 participantes, pelo menos 7 podem se candidatar seriamente ao caneco e mais uns 2 ou 3 correm por fora. Mas, a primeira rodada do não começou muito alvissareira. De um lado, os efeitos do caso Lusa, ainda não totalmente resolvido e que ameaça a competição, mesmo que remotamente. A CBF parece ter pavimentado a compreensão de que sim, a Lusa errou e a questão está pacificada, mas torcedores do clube ainda teimam em tentar melar o certame. De outro lado, o baixo nível do espetáculo apresentado pelos times. De modo geral, o campeonato de 2014 permanece sob o manto do ano anterior: nivelamento por baixo do padrão técnico, má organização e arbitragem sempre criticada. Nesta primeira rodada, vimos 3 jogos terminarem sem alteração no placar, poucos gols e jogos ruins. As exceções seriam Santos x Sport, que fizeram um jogo movimentado, e o Fluminense, que foi bem contra o frágil Figueirense, ainda que o oponente tenha facilitado o jogo para o Tricolor.
Com a paralisação de 45 dias para a Copa do Mundo após a 9ª rodada, com os parcos investimentos realizados por clubes mal administrados, com a contínua falta de organização da CBF - que teima em não promover avanços necessários, as expectativas são de "mais do mesmo". Ou seja, uma média de jogos fracos com pouco público, times com poucas atrações e figas para não haver um deslize qualquer que arranje confusão. É muito pouco para o "país do futebol".
Dos times da Série A (ou seja, sem a Lusa!), vejo que botafoguenses e coxas-brancas devem ter todas as razões do mundo para ficarem preocupados. Times fracos, com elenco limitado tecnicamente e uma gestão periclitante formam um cenário nada animador para o alvi-negro carioca e para o alvi-verde do Paraná.
O Cruzeiro, atual campeão, pode levar o bi, mas vai ter que encontrar seu melhor futebol, assim como o Galo, que levou a Libertadores meio "na gata" e naufragou feio no Mundial de clubes. Vale dizer que Ronaldinho ainda não voltou a jogar! O São Paulo conta com Muricy para se reerguer, com um elenco até razoável, o que lhe dá boas chances de um bom papel. Os gaúchos também vêm com times respeitáveis, que têm tudo para chegar no G4. O Peixe tem um timinho que pode funcionar. Uma garotada que corre e sabe lidar com a bola. Aquele Cicinho na ala esquerda é um azougue!! E o Flu, que tem um quarteto ofensivo com Wagner, Sóbis, Conca e Fred que insufla temores. Pena que a zaga compromete.
Santos x Sport (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press)
O Santos fez uma boa partida, apesar do tropeço.

09 abril 2014

Tempos difíceis

Na Libertadores, o Trétis conseguiu ser o primeiro clube brazuca a se despedir da competição. Partiu precocemente depois de uma jornada fraca nesta primeira fase. A derrota em casa para o Vélez custou caro ao time, que tinha que ganhar do fraco Strongest na famigerada altitude, onde o time boliviano dificilmente perde. Também pesou a tentativa de usar o Imperador deposto, Adriano, que pouco fez em campo - mesmo quando atuando pelo campeonato paranaense, junto à gurizada do Furaquinho. Nesta primeira fase, quem tem se mostrado mais capaz é o Grêmio, comandado pelo ex-coxa-branca Enderson Moreira. O time é primeiro em sua chave com certa folga e tem mostrado um pouco mais de futebol que os conterrâneos. Como o Cruzeiro, atual campeão brasileiro que tem penado para ganhar uma partidinha na competição continental. Vai ter que torcer por outros para passar à próxima fase. Já o Galo, atual campeão das Américas, vai bem, mas carece de substância. Ronaldinho, por exemplo, fica mais fora que dentro de campo... O fato é que a Libertadores da América já teve dias melhores. O nível atual é muito abaixo do que já vimos em outras edições. Nossos times, por exemplo, nunca estiveram tão mal dentro de campo. Ainda assim, continuam melhores que os concorrentes, pois são mais organizados, arrecadam mais e têm mais estofo. Mas é lamentável ver como a principal competição do principal esporte das Américas continua muito mal organizada.
Nos combalidos Estaduais, várias surpresas. No Paranaense, alcunhado "Ruralzão", dada a falta de interesse dos times da capital, a disputa ficou entre o Maringá (que não é mais o Grêmio Maringá) e o Londrina. Cada um despachou um da dupla AtleTiba, de forma melancólica para os torcedores curitibanos. O Coxa, que encarou a competição com mais seriedade, pipocou contra o Maringá e não teve forças para reverter o placar do jogo de ida. Já o Londrina foi épico ao reverter um cenário amplamente desfavorável contra o Furaquinho, enfiando um sonoro 4x1 que deixou muitos atleticanos desenxabidos. Em São Paulo, o caneco é disputado entre Santos, favorito, e Ituano, ambos do interior. O Peixe veio com garbo e escolta, mas encontrou sérias dificuldades contra o time de Itu, que marcou um golaço e cerrou fileiras na zaga, segurando o placar. Dificilmente o Santos jogará tão mal uma outra partida, mas a tarefa não é fácil. Comandado por Juninho Paulista na cartolagem e por Doriva no comando técnico, ambos ex-boleiros, o time tem incomodado muito com sua defesa aguerrida e ataques espinhosos articulados por Jackson Caucaia. No Rio, a final está entre Vaishco e Framengo, já que o Fluminense, com o elenco mais caro e mais badalado amarelou. O ambiente no clube Tricolor azedou de vez com a briga declarada entre o presidente, Peter Siemsem, e a patrocinadora Unimed, representada por Celso Barros. Peter tenta diminuir a influência da patrocinadora no time, o que gera os atritos. A Unimed, que enfia a grana, quer mandar. Está criada a cizânia.

02 março 2014

Digressando

Depois de baixada a poeira da bagunça promovida pela CBF, dá-se lugar aos falidos campeonatos estaduais, que só subsistem para justificar a existência dos "feudos". E, nessa toada, vemos que o Petraglia começa a fazer escola, com alguns clubes abrindo mão da preocupação com os certames locais para se preocuparem com outras competições ou mesmo em arrumar a casa. Não é para menos. Afinal, até onde se sabe, não há campeonato estadual que dê algum retorno financeiro. Persistem para dar vazão à necessidade de aparecer dos cartolas.
Não vi nenhum clube investindo em nomes até agora. Se, em anos anteriores, pelo menos os velhos eram repatriados, nesse ano de Copa, onde a grana tem um destino polarizado (sim, a Copa), os clubes sofrem para manter os investimentos em novos nomes. Assim, as bases passam a ser as fontes de potenciais jogadores. Neste quesito, o Peixe tem se mostrado pródigo. Depois de Diego&Robinho, vieram Neymar&Ganso e ainda podem pintar uma nova garotada. Impressionante...
A exceção seria o retorno de Adriano ao futebol jogando pelo Atlético Paranaense. Bem, entrar em campo ele até entrou, mas ainda não jogou de verdade. Torcidas à parte, o Furaquinho tenta uma jogada promocional com esse apoio à recuperação de um combalido ex-craque que, mesmo que volte a jogar, dificilmente será sombra do que foi. Petraglia costuma ter bons lampejos. Veremos como se sai nessa.
Ganso
O meia nunca recuperou seu futebol vistoso e cerebral exibido no Santos, ao lado de Neymar. Uma pena. Achava aquele magriço um gênio, com toque sutis e perfeitos, achando o companheiro no local que ninguém via. Penso que Ganso não é um camisa 10, pois não chega na área. Ele tem que jogar mais atrás, armando o jogo. Marcar gol não é muito a dele.
Libertadores
A competição sulamericana atrai as atenções do mundo ludopédico brazuca. Não é para menos, pois a participação brasileira, como sempre, é destaque. Os 6 clubes deverão passar à fase seguinte, quando começa a peneira para valer. Até agora, o Trétis e os cariocas é que dão pinta de certa fragilidade na competição. O Grêmio e a dupla mineira vê fazendo papel mais bonito.
Seedorf
O gringo passou pelo Botafogo, onde deixou saudades, e mostrou que tem lucidez. Basta ver suas declarações aos jornais italianos:
“No Brasil, eu era feliz, estava muito bem, era reconhecido pelo profissionalismo que muitos colegas não têm. No Botafogo, por exemplo, eu era aquele que enchia o saco dos outros. Costumava aconselhar os jogadores a fazer isso e aquilo, algumas vezes eles ouviam e as coisas aconteciam, outras vezes não davam bola”.
“Vocês jornalistas são tão apaixonados por táticas e sistemas, falam disso por horas. Mas você sabe qual é a verdade? No futebol moderno há apenas sistemas para o jogo defensivo. No ataque há fluidez total, seis jogadores que movem e trocam de posição com frequência sem que haja um ponto de referência. Durante a minha carreira, eu gastei no máximo 500 euros com jornais. Gosto de fazer minha autoavaliação, mas não gosto de ser influenciado por outros que só te criticam sem entender nada”.
Muita gente não gostou, mas que é verdade, é.
Seedorf, doa a quem doer...

14 dezembro 2013

Cariocada

O "imbroglio" em que se meteu o Campeonato Brasileiro de 2013 representa bem a falta de profissionalismo eo  excesso de burocracia que nos dominam. Pelo que se sabe até agora, Lusa e Framengo teriam escalado jogadores de forma irregular, pois eles teriam sido condenados a cumprirem um jogo a mais de suspensão em razão de admoestações em jogos anteriores - ainda que em torneio diferente, no caso do atleta rubro-negro. Até aqui, nada a contestar. Afinal, se as regras não servirem para serem seguidas, não precisamos das regras. Se esses fatos se confirmarem, e, até aqui, parece que é isso mesmo, os times perdem 4 pontos cada e a Lusa é rebaixada à Série B, no lugar do Fluminense.
Ai é que começa a gritaria. Com um mínimo de razão e excesso de paixão e de ignorância.
A razão em reclamar se dá no âmbito da surpresa em vermos como a competição mais importante do esporte mais popular do país tem de ser resolvida fora de campo, por conta de uma mancada infantil de uma equipe que participa do certame e, em tese, conhece as regras a que se submeteu. Tem algo errado...
A ignorância fica por conta daqueles que querem que o Tricolor jogue a Série B, independentemente do que a Lusa tenha feito. Isso também não é certo.
Temos que tentar entender o que aconteceu e arrumar para que não se repita. Até onde se deu a conhecer, o processo de "julgamento" dos jogos é, no mínimo, uma burrice, para não dizer que é uma arapuca para servir a interesses. Funciona assim: os times jogam num final de semana e o que ocorre nessas partidas é julgado na sexta-feira subsequente, com o resultado sendo publicado no primeiro dia útil, ou seja, a segunda-feira, quando os jogos do final de semana já aconteceram e são influenciados por este julgamento. Pior, o julgamento é à noite! E a regra diz que "as decisões do STJD se cumprem imediatamente". Assim, os clubes se veem obrigados a seguir, no sábado e no domingo, as decisões proferidas na sexta à noite, que serão publicadas na segunda - depois dos jogos, portanto. Ou seja, se a decisão é proferida e o clube entendeu errado ou se foi mal proferida ou se foi decidido "A" e publicou-se "B", está criada a confusão. Muito fácil para criar fatos passíveis de contestação. Uma regra burra ou uma regra criada para possibilitar que alguém dê uma mancada? Como a CBF e o STJD fica no Rio, eu não acredito em inocência. Acredito numa "cariocada": os cariocas viram uma oportunidade para salvar um dos clubes rebaixados, no caso, o Flu, e agiram rapidamente para tal. Tudo dentro da legalidade nesse cenário de regras mal feitas. Ainda, para manter o ar de imparcialidade e criarem argumentos de defesa, tiram 4 pontos de um time do Rio, que também deu mancada, mas que não sofre nada a mais com a punição. Deu azar a Lusa em confiar num advogado mambembe, que já ameaça (com certa razão) em ir à justiça comum para não cair. Prevejo dias difíceis para o futebol brasileiro.
Muito mais fácil seria fazer como na Itália: nada de tribunais e lenga-lenga: os jogos do final de semana são TODOS julgados na terça, onde o árbitro da partida define as punições de cada expulsão de acordo com critérios previamente estabelecidos e acabou! Dá tempo de publicar as decisões e sem chance para melar nada.
Ficou barato
O Trétis reclama, mas a punição ficou barata. Como mandante, o clube tem a obrigação de prover a segurança para o jogo, coisa que o Atlético neglicenciou. Sabedor da ausência da PM catarinense no estádio, apelou para 80 seguranças desarmados em um jogo de alta periculosidade. É ou não é dar muita chance para o azar?
A Lusa vai pagar o pato?

08 dezembro 2013

É o fim

Como já esperado, confirmou-se a queda dos cariocas Fluminense e Vaishco à Série B do Campeonato Brasileiro. O Flu ainda se torna o primeiro campeão brasileiro rebaixado logo após a conquista do certame. Em comum, além do péssimo desempenho em campo, está a conturbada administração dos clubes. No cruzmaltino, Roberto Dinamite, ídolo do clube, não consegue fazer sua gestão engrenar. Eleito pela primeira vez em 2008 e reeleito em 2011, sua passagem como cartola na Colina amarga a pecha de, no mínimo, pouco marcante, com acusações de desvios de conduta por parte da oposição e com o time rebaixado pela segunda vez à Segundona. Desconhecemos os meandros e as disputas internas, que não devem ser poucas, já que Eurico Miranda, seu desafeto e principal opositor, é um gângster que usa todas as formas, lícitas ou não, para fazer valer suas vontades. No Tricolor, a desavença com o principal patrocinador, a Unimed, saiu caro. Bancando boa parte dos salários do elenco do time, incluindo a comissão técnica, o patrocinador costumava impor suas vontades sem muita resistência, até a eleição de Peter Siemsen, que resolveu mudar as regras do jogo. Sua reeleição mostra que tem fôlego para continuar na empreitada, mas não significa que será fácil. Lidar com a torcida em revolta pelo mau desempenho dentro de campo e, ao mesmo tempo, alterar o equilíbrio de poder dentro do clube é uma tarefa "dificilíssima", como diria Leovegildo Lins da Gama Júnior, o Capacete.
Mas, o destaque da última rodada ficou com as lamentáveis, decepcionantes e repugnantes cenas de violência protagonizadas em Joinville pelos torcedores do Atlético e do Vaishco. Uma barbárie sem precedentes, com panoramas dignos de qualquer filme de pancadaria. É impressionante como não conseguimos organizar minimamente a competição mais importante do esporte mais apreciado por essas bandas. Uma mostra inequívoca de nossa incompetência administrativa. Uma declaração clara de que nossa sociedade é selvagem, composta por gente burra, muito burra.
Que os feridos se restabeleçam e que os culpados sejam mesmo identificados como prometeu o Atlético, mandante do jogo e, como tal, responsável por prover as condições de jogo e dos torcedores. Que os culpados sejam punidos exemplarmente e nunca mais voltem a um estádio de futebol.
É o mínimo.
E vem uma Copa para cá?
Foto: Giuliano Gomes/Gazeta Press

01 dezembro 2013

Considerações

Considero o Flu rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Um ano terrível, salpicado de erros até bobos e sabidamente perigosos para qualquer clube, associados à má fase dentro de campo, com várias visitas ao DM e falta de peças de reposição. Essa penúltima rodada do brasileirão deve ter sacramentado a queda Tricolor, que jogou bem contra o Galo no sábado, mas levou azar e ficou no empate, que piorou com os resultados de domingo, com as vitórias do Coxa, do Vaishco, do Criciúma e do Bahia. Agora, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, tem de vencer o Bahia na última rodada, lá em Salvador, e torcer para que Coxa e Vaishco não vençam seus confrontos. O Coxa pega os Bambis, em ritmo de fim de feira, sem aspirações no certame e sem vontade de jogar futebol. O Vaishco enfrenta o Trétis, também em marcha lenta e com uma certa rixa com o Fluminense após o episódio lamentável nas Laranjeiras, além da vontade de dificultar a vida do Coxa, que tem interesse no tropeço do time cruzmaltino. Assim, entendo que o Flu, após ser o primeiro clube tradicional a visitar a Série C, também será o primeiro detentor do título de campeão brasileiro rebaixado. Que fase do Tricolor...
Considero que Framengo e Coxa bem fizeram em adotar treinadores caseiros, que conhecem a casa, os jogadores e que têm noção das nuances e peculiaridades do clube. Não há sentido em pagar salários altíssimos a treinadores que não resolvem nada, como Chamusca ou Mano Menezes, dentre tantos outros que costumam aparecer no comando técnico dos clubes. Isso para não falar nos picaretas, como Luxeba.
Considero o Trétis como referência para a postura dos clubes em 2014, que deverão abandonar paulatinamente os certames estaduais, já combalidos e sem calendário. Acredito que a tendência é deixar o torneio para testar jogadores da base, enquanto os titulares vão à cata de dinheiro em excursões ou coisa similar.
Considero o movimento "Bom Senso F. C." medida (mais que) necessária para tentar começar a organizar a bagunça que é o Campeonato Brasileiro. Ainda que tardio, o consenso dos atletas pode viabilizar um planejamento mais racional do calendário, das regras e das condições dos clubes, para que não ocorram tantos improvisos e desmandos. Por exemplo, não é possível que um clube atrase o salário dos atletas e tudo fique como se nada tivesse acontecido. Esse e outros desvios precisam ser evitados para que o campeonato possa ser considerado minimamente profissional.

O Fluminense, mais uma vez, quebrando tabus!
Foto: Ricardo Ayres/Photocamera

14 novembro 2013

Os reis do vacilo

O Campeonato Brasileiro já tem seu campeão na Série A, definido com 4 rodadas de antecedência, corroborando a impressão do fraco nível técnico desta edição. O Cruzeiro manteve o ritmo e, a rigor, fez o suficiente para se destacar, contando também com os tropeços dos concorrentes diretos, como o Botafogo, o Grêmio e, às vezes, o Trétis. Com mais esse título, o time das Minas Gerais confirma a façanha de ser o único fora do eixo Rio-São Paulo a levar o caneco na era dos pontos corridos, somando 3 conquistas nacionais. Decidido o endereço da taça, a briga agora é para ficar no G4, onde o Fogão sempre esteve até essa rodada, deixando a vaga para o embalado Goiás. E o pau come solto mesmo é na ZR. Com o Náutico rebaixado, sobram 3 vagas que estão em séria disputa. A Ponte leva vantagem na briga e deve ficar com a segunda forca. Nas outras duas, Vaishco, Bahia, Criciúma e o rei do vacilo, o Fluminense, disputam palmo a palmo, seguidos não muito de longe pelo Coxa - seco para beliscar um vexame. O destaque é o Flu, atual campeão, que pode inaugurar o enredo do campeão rebaixado. Seria uma estreia nada honrosa para o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, mas o histórico recente não tem ajudado. Depois de dispensar Abelão precocemente em um período infeliz, o time contrata o falido, atrasado e (PQP!!) framenguista Luxemburgo para tocar o time. Deu o que todo mundo já sabia, menos a Unimed: o time não rendeu e se perdeu. Aí, como "solução", chamam Dorival Júnior para tapar o buraco. Receita seguida por 99% dos times rebaixados...
Na Série B, o Palmeiras, já com a vaga de acesso assegurada, ainda não garantiu o título, mas precisa de 1 ponto em 3 jogos. Mole. A decepção fica por conta do Paranito, que vinha bem até a reta final, quando derrapou e perdeu o controle, deixando escapar a vaga no G4. Caído para a 10a. posição, o clube agora torce por um milagre, mas não um qualquer, um baita milagre, para poder ascender à Primeirona. Pena...
O Flu de Luxeba não funcionou...
Foto: Daniel Ramalho/Terra

27 outubro 2013

Que fase...

Faltando 7 rodadas para o fim da temporada do Campeonato Brasileiro de 2013 e vemos mudanças na parte de baixo da tabela, na zona daqueles que brigam para afugentar a ZR, já que, na parte de cima, o Cruzeiro segue folgado na dianteira, praticamente com a mão na taça. Ainda que tropece, Botafogo e Grêmio não aproveitam a deixa e também claudicam, mantendo a distância. Na parte de baixo, o Náutico já diz "olá" à Segundona. Das 3 vagas restantes, Criciúma, Vaishco e Ponte são os favoritos, mas o Fluminense vem fazendo uma força danada para tomar uma vaga! A última façanha foi perder em casa, com um a mais, para o Vitória, time que vem em boa fase, mas, convenhamos, o Flu tinha a obrigação de fazer o dever de casa para se afastar da degola. Dever que o Coxa vem cumprindo, com duas atuações corretas, o ex-líder da tabela e ex-quase Segundona vem se segurando e abriu uma margem já respirável. Ainda que não garanta a permanência, o Coxa já parece mais seguro de si, o que é um baita alento à torcida. Outro que se recuperou de forma digna e agora busca o G4 é o São Paulo. Os Bambis, após uma fase amarga, em que apanhava mais que mulher de malandro, agora estão mais tranquilos, até apresentando algum futebol. Para quem era dado como morto, estão bem na foto!
Na Copa do Brasil, a sensação é Alexandre Pato, o atacante-vedete que custou uma baba e é alvo da ira da torcida do Curíntia após perder uma cobrança de penalidade que, verdade seja dita, foi um fiasco! Custou a eliminação do Timão na competição e todo o resquício de qualquer tolerância com o palmípede. A cobra vai fumar para o lado de Pato, que já é chamado de "fracassado".
O Pato Pateta mascarado!!

14 outubro 2013

As horas

Em um Campeonato Brasileiro equilibrado, onde se destaca a falta de craques que outrora brilhavam por aqui em maior profusão, vemos um Cruzeiro com larga margem à frente, com gordura acumulada após um longo período sem tropeçar. No encalço, o Buátafogo, time empenhado em se recuperar da fase ruim, que pode ter se findado junto com o histórico de 13 anos sem vitórias sobre o Framengo em disputas no nacional. Uma vitória redentora, aliás, pois saiu em desvantagem e foi buscar a virada na marra. Outro que almeja encostar é o Grêmio, em relargada após a demissão de Luxa e a volta de Renato Gaúcho.
Terá chegado a hora da Raposa vacilar? Após assumir a ponta, o Cruzeiro não sabia o que é desapontar a torcida. Mantinha um desempenho invejável, mantendo uma distância bastante segura dos demais. Porém, após os dois últimos jogos, em que perdeu para São Paulo e Galo, as pulgas pularam para detrás das orelhas dos torcedores celestes! Mas, como a má fase não é aproveitada pelos adversários, que só diminuíram em 1 ponto a desvantagem, parece que o Cruzeiro até pode dormir tranquilo em berço esplêndido.
Péssima hora é a do Coxa, que despencou na tabela de forma fragorosa. Da liderança do certame, que justificava a zombaria com os rivais domésticos, à agonia para escapar da degola, o Coxa experimentou uma queda de rendimento inigualável. Muito embora a torcida reclame, peça a cabeça dos técnicos, xingue cartolas e se exaspere com os árbitros, a verdade, nua e crua, é que o Coxa nunca teve time. Só teve uma fase em que tudo dava certo.
Seu antagonista, imbuído do espírito de equipe e cavalgando em cascos rápidos, também passou por uma fase de esplendor, onde chegou a amealhar a vice-liderança da competição. Porém, parece dar sinais de que a boa fase também esmoreceu e briga para permanecer no G4. Veremos se segura a boa vantagem até o fim.
Porém, certo mesmo é que chegou a hora de Rogério Ceni pendurar as luvas e as chuteiras. Grande goleiro, que se notabilizou defendendo a meta sãopaulina e liderando o time, hoje é um arremedo de atleta que arranja mais encrenca do que joga bola. Para piorar, coleciona uma série de fracassos naquilo que era primoroso: a cobrança de bolas paradas. Convenhamos, errar 4 penalidades máximas seguidas não é para qualquer um!
Fogão perto do título...

16 setembro 2013

Quem cai?

O segundo turno do Campeonato Brasileiro mal começa e já temos uma certa perspectiva do cenário daqui por diante. Cruzeiro e Botafogo abrem vantagem na frente, seguidos não de longe por Grêmio e Atlético PR. Um pouco mais atrás, mas já com certa distância, por Inter e Curíntia. Esses 6 times, acredito, devem seguir adiante na caça ao caneco e ao G4. Os demais, figuram no meio da tabela ou se coçam para não serem rebaixados. À exceção de Náutico e Ponte Preta, que já estão na segundona. O São Paulo vai espernear, suar, correr, mas a tarefa de fugir da ZR não será nada fácil. A volta de Muricy dá alento à torcida e ao time, que, imagino, deve subir de produção. Muito embora as vitórias contra Ponte e Vaishco não sejam definitivas, sinalizam um novo ânimo bambináceo. As duas vagas restantes na ZR estão disputadíssimas, à espera de um vacilo de Portuguesa, Fluminense, Vasco, São Paulo, Framengo, Bahia, Vitória, Criciúma e, quem sabe, o Coxa, que vem em franca decadência - para alegria dos rubro-negros da Baixada.
A partida do meio da semana entre Botafogo e Cruzeiro pode ser crucial para a definição do certame. Se a Raposa vencer, dispara na frente e fica difícil alcançar. Uma vitória alvi-negra pode significar uma disputa acirrada até o final.
E o triste é ver que, na Colina, Eurico volta a dar sinais de vida. Lamentável.
Flu de roupa nova, a 3ª camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, atrás apenas da Tricolor e da Grená!
Foto: Photocamera

25 agosto 2013

Substituição paranaense

Após a 16ª rodada do Brasileirão, apenas 16 pontos separa o líder, Cruzeiro, do primeiro time da ZR4, a Ponte Preta. Ou, posto de outro modo, a ZR4 não está assim tão longe do G4, em termos de pontuação adquirida. Desconheço as estatísticas, mas me parece uma proximidade nunca antes vista neste certame... O que seria mais um indicador do atual nivelamento dos clubes. Afinal, não temos nenhum time verdadeiramente bom, que apresente um futebol consistente. O Coxa, que vinha bem, jogando certinho, voltou ao normal e despencou na classificação. O Fogão, hoje, é considerado o time que vem mostrando o melhor conjunto, capitaneado pelo bravo Seedorf, que dá esporro em campo e desarma repórteres. Porém, agora é o Cruzeiro que parece engrenar e deve assumir o favoritismo da imprensa - muito, creio, em função do trabalho do Marcelo Oliveira, outrora treinador do Coxa e escorraçado pela torcida do Alto da Glória. Torcida que deve estar bastante aborrecida pela atual situação do Furacão, que assume o posto de representante paranaense no G4 após vitória sobre o ex-líder Botafogo. Já na rabeira, o destaque fica para o Timbu e para a Lusa, os dois primeiros fortes candidatos ao rebaixamento, com pífia campanha em casa ou fora dela. O São Paulo, que, graças à atitude magnânima do Fluminense, conseguiu vencer uma depois de 12 jogos, permanece na ZR4, mas reúne forças para permanecer na Série A, deixando a briga para times como Criciúma, Ponte Preta e a dupla Fla-Flu.
Neste cenário de certa lassidão técnica, ganham as páginas dos jornais as notícias extra-campo, onde o "selinho" de Émerson foi o perrengue da semana. Em um meio onde o machismo é absolutamente predominante, onde os torcedores são ignorantes e a imprensa é ávida para ver o circo pegar fogo, a imagem do atleta corintiano beijando um "amigo" acabou atiçando a fúria da torcida corintiana, alçada à equivalência com os bambis como alvo das gozações alheias. Vampeta que o diga, pois não pára de receber ligações dos amigos são-paulinos. Se queria chamar a atenção, Sheik foi muito bem sucedido.
Será o Furacão a nova esperança do Paraná?
Foto: Blog do Juca Kfouri