14 outubro 2013

As horas

Em um Campeonato Brasileiro equilibrado, onde se destaca a falta de craques que outrora brilhavam por aqui em maior profusão, vemos um Cruzeiro com larga margem à frente, com gordura acumulada após um longo período sem tropeçar. No encalço, o Buátafogo, time empenhado em se recuperar da fase ruim, que pode ter se findado junto com o histórico de 13 anos sem vitórias sobre o Framengo em disputas no nacional. Uma vitória redentora, aliás, pois saiu em desvantagem e foi buscar a virada na marra. Outro que almeja encostar é o Grêmio, em relargada após a demissão de Luxa e a volta de Renato Gaúcho.
Terá chegado a hora da Raposa vacilar? Após assumir a ponta, o Cruzeiro não sabia o que é desapontar a torcida. Mantinha um desempenho invejável, mantendo uma distância bastante segura dos demais. Porém, após os dois últimos jogos, em que perdeu para São Paulo e Galo, as pulgas pularam para detrás das orelhas dos torcedores celestes! Mas, como a má fase não é aproveitada pelos adversários, que só diminuíram em 1 ponto a desvantagem, parece que o Cruzeiro até pode dormir tranquilo em berço esplêndido.
Péssima hora é a do Coxa, que despencou na tabela de forma fragorosa. Da liderança do certame, que justificava a zombaria com os rivais domésticos, à agonia para escapar da degola, o Coxa experimentou uma queda de rendimento inigualável. Muito embora a torcida reclame, peça a cabeça dos técnicos, xingue cartolas e se exaspere com os árbitros, a verdade, nua e crua, é que o Coxa nunca teve time. Só teve uma fase em que tudo dava certo.
Seu antagonista, imbuído do espírito de equipe e cavalgando em cascos rápidos, também passou por uma fase de esplendor, onde chegou a amealhar a vice-liderança da competição. Porém, parece dar sinais de que a boa fase também esmoreceu e briga para permanecer no G4. Veremos se segura a boa vantagem até o fim.
Porém, certo mesmo é que chegou a hora de Rogério Ceni pendurar as luvas e as chuteiras. Grande goleiro, que se notabilizou defendendo a meta sãopaulina e liderando o time, hoje é um arremedo de atleta que arranja mais encrenca do que joga bola. Para piorar, coleciona uma série de fracassos naquilo que era primoroso: a cobrança de bolas paradas. Convenhamos, errar 4 penalidades máximas seguidas não é para qualquer um!
Fogão perto do título...