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12 julho 2012

Não deu!

O Coxa ficou no quase pela segunda vez consecutiva. Acho que a do ano passado foi mais doída, pois ficou no quase, por um fio, por um pentelhésimo de fio de cabelo. Um gol a mais ou a menos. Desta feita, foi mais previsível. O 2x0 em Barueri não estava no roteiro. Tampouco as reiteradas falhas da arbitragem no jogo de ida. Uma pena mesmo. Principalmente por terem de ouvir a zoação com a cabeça inchada dos rivais - ainda que estejam piores na fita. Não à toa, já chamam o Coxa de "Vasco da Gama das Araucárias". Pura maldade.
O preocupante, penso, é a reverberação dessa perda. Vão cobrar o técnico, a Diretoria, o time. Claro. Só espero que os responsáveis não se deixem abalar e mantenham o prumo, que tanto tem levado o Coxa ao bom caminho. Não é à toa que o time chegou bem às duas finais e que é tricampeão paranaense.
Também não quer dizer que não se possa zoar, né?

23 junho 2012

Fuerza, Boca!

O Peixe não jogou nada e facilitou a tarefa corintiana de chegar, pela primeira vez em sua história, a uma final de Libertadores. Neymar e cia. não ofereceram a devida resistência e não ameaçaram o chato time do Parque São Jorge, que conta com a boa fase para tentar ganhar o caneco continental. A imprensa agora deu de louvar o Tite, como se ele fosse o grande maestro de um time aguerrido, limitado, mas competente. Mais ou menos, né? Temos de ver que tudo dá certo para o Corínthians, que acha os gols nas horas certas e não leva. Verdade que a meiúca gambá tem funcionado, com Ralf e Paulinho dando um duro danado. De resto, é um time sem estrelas, sem grande ofensividade. Ainda não vimos o Timão precisando reagir. Penso que, quando precisar, será um perereco! E o Peixe, bem, esse terá que juntar os cacos e partir pro Brasileirão. Ainda dá tempo. O que talvez não tenha o Curíntia, se continuar marcando passo.
Quanto à final da Libertadores, lembro o bom e velho Dimitry, mais velho do que bom: "Agora, o Boca é o Brasil na Libertadores"! Porque aguentar corintiano, ninguém merece!
Na Copa do Brasil, o Coxa se superou e passou pelos Bambis, que também ficaram devendo futebol. O time do Alto da Glória está dando alegrias à torcida, pois mandou bem nos dois jogos contra o São Paulo e vai com a estima em alta para a final contra o Palmeiras. Em tempos de Rio +20, teremos uma "final verde" na competição. E acho que o Coxa tem tudo para finalmente se sagrar campeão. Afinal, tá embalado e o Parmêra é bem limitado.
 Foto: AFP
Fuerza, Boca!!

09 junho 2011

Afinal, a final

Como desejado pelos atleticanos, o Coxa ganhou mas não levou. Pressionou, sufocou, brigou, marcou e ganhou, mas faltou o detalhe do gol a mais para ficar com a taça da Copa do Brasil 2011. Achei impressionantemente fracas as atuações de Rafinha e Marcos Paulo. Este, aliás, mal se acertou em campo. Foi substituído logo para não comprometer o time. Sinal de que havia o compreensível nervosismo à tona no time do Coxa, fato que se observava em campo, com a bola queimando nos pés dos atletas de verde. E que se repetia nos atletas com a camisa da faixa branca. Diego Souza, mais uma vez, foi apagadíssimo em campo, fazendo jus à fama de amarelão.
O jogo se desenrolou dentro de um roteiro conhecido: o Coxa foi para cima, precisando marcar e correndo o risco de levar um, o que dificultaria exponencialmente seu trabalho. Não deu outra. No primeiro ataque cruzmaltino, Alecssandro balançou o barbante coxabranca, em rápido contra-ataque. Era tudo o que o torcedor coritibano não queria! O Vaishco passou a tocar a bola e queimar o tempo, enquanto o Coxa se esbaforia para tentar empatar. Rafinha não acertava uma e manteve essa regularidade em campo, enquanto a zaga espanava todas. Aliás, senti essa dificuldade no time verde-e-branco: tocar a bola! Roubavam todas, mas devolviam para o adversário dada a dificuldade de manter o melão nos pés. Só foi melhorar com a entrada de Marcos Aurélio...
O final do primeiro tempo devolveu as esperanças à torcida que lotava o Couto, pois a virada do placar colocava o Coxa de volta na briga. Teria mais 45min para marcar mais unzinho! Qual não foi a decepção quando o bom Edson Bastos comprometeu a equipe num frango inexplicável. Fosse o Manga, todo mundo saberia que estava vendido, mas Bastos não tem essa fama, então fica faltando entender como é que ele se enganou naquele chute! Era a segunda ducha fria que o time do Alto da Glória levava em uma noite gelada. E pela segunda vez o torcedor se encheu de esperanças. O golaço de Willian recolocou o Coxa na partida, ainda com 30min de jogo! Era o tudo ou nada! O jogo oscilava, lá e cá, com o time carioca se segurando nas beiradas. O tal do Bernardo entrou no Vaishco e botou uma certa ordem na meiúca carioca, enquanto Marcos Aurélio mostrou que é "o cara" do Coxa. Conseguiu impor um certo ritmo quando tinha a bola e deixou claro que fez muita falta ao padrão de jogo do time curitibano. Com ele em campo, o Coxa teria tido melhor sorte no primeiro embate...
O apito final sacramentou a conquista carioca mas não desmereceu o Coxa, que jogou bem, fez sua parte e por pouco não ficou com o caneco. E a torcida também está de parabéns: foi a primeira vez que a ouvi gritando uníssona, a plenos pulmões, empurrando o time. Quem sabe se acostumem com isso e passem a dominar o Couto mesmo quando o time não vai bem.

11 novembro 2010

Ascensão e exemplo

O Coxa voltará à Série A em 2011. Direito assegurado com 4 rodadas de antecedência no finalzinho da partida marcada pelo gol nos estertores do segundo tempo, ao melhor estilo 'novela mexicana'. A vitória por 3 a 2 sobre o Duque de Caxais, em São Januário, ficará marcada na memória de todos os torcedores da equipe parananense, que já pode cantar 'Eu voltei!' e comemorar a nova fase.
Nova fase que promete começar com o pé direito, já que o clube aproveitou as lições para se organizar, sanear o caixa e ajeitar o clube! Bom sinal!
O Coritiba começou com tudo e abriu o placar com apenas um minuto de jogo! Era o acesso se aproximando... O jogo foi movimentado, com bolas no travessão, chances desperdiçadas e empenho de ambas as partes. O Coxa amplia ainda no primeiro tempo, num gol de 'pebolim', e sai em vantagem para o intervalo. Mas, o segundo tempo foi bem diferente, truncado. Pressionando, o Duque aproveitou o recuo coxa-branca, grande parte devido às entradas de Tcheco e William nos lugares de Enrico e Rafinha, para buscar o empate, aos 41min! Um choque para os torcedores paranaenses! Que se aliviariam efusivamente com o golaço do apagado Marcos Aurélio, após grande jogada do veterano Tcheco. Soaram os gritos de 'ão, ão, ão, primeira divisão", mesmo longe do Couto Pereira. Mas eles podem ficar tranquilos pois a festa está marcada para a próxima rodada, sábado, contra o Figueirense, em casa.
Alegria de Saci, 3D, Maudo, Seixas... Até George Bola, atleticano fanático, mas que já jogou com a camisa verde e branca e beijou o escudo redondo, comemorou! Parabéns, Coxa. Vamos ver se não cai de novo em 2011!

Primeirona
O Buátafogo empatou com o Ceará e dá adeus à pretensão de disputar o caneco. Como já previsto até mesmo pelos botafoguenses...

02 agosto 2010

A pedidos

Segundo o 'Instituto de Pesquisas Bastos e Barros', 70% dos meus leitores é da nação coxa-branca, que pede que eu escreva sobre o Coritiba Football Club. Assim, lá vai...
O Coxa é o atual líder da Série B, após bater o lanterna Vila Nova com um gol solitário de Marcos Aurélio e contando com o desempenho surpreendente do Paraná frente ao Náutico, então o único com condições de superar o clube curitibano no certame da Segundona. Náutico que, na minha opinião, nunca mais poderia sair da 2ª Divisão depois do fiasco da 'Batalha dos Aflitos'. Mas, o Coxa saboreia um bom momento, torcendo para que perdure a boa fase, que deve melhorar quando o alvi-verde puder voltar a jogar no Couto Pereira, após a interdição imposta pela barbárie na queda à Segundona. O time até que vem fazendo seu papel, mas tem pecado nas conclusões. Rafinha admite a falha e, claro, promete melhorar - até porque, piorar, não dá! Mas, acho até que o Coxa consegue subir de volta à Série A sem grandes sustos.
O time do Alto da Glória sofre com a falta de tranquilidade de seus atacantes, mas, a meu ver, a grande chaga do clube é na cartolagem. O Coxa ainda pena para conseguir administrar seus (parcos) recursos e não sai da mesmice de 'time médio' em termos administrativos. Gostem os coxas ou não, o Trétis conseguiu se sobressair nesse quesito (vejam, por exemplo, a entrevista de Malucelli à Gazeta aqui), principalmente na gestão Petraglia, quando o clube alcançou um título nacional, obteve destaque e arrebatou dinheiro de forma muito mais profissional que o rival. Nem vou falar das gatunagens... Já o Coxa, permanece com a mentalidade de 'clube', sem gerar receita suficiente para as despesas que a 'empresa' Coritiba demandaria. Obviamente que o Coxa não é o único exemplo no Brasil, nem mesmo no Paraná, mas é marcante a diferença entre o saudável avanço administrativo que o Atlético obteve e a estagnação coxa-branca no tema. Acho muito difícil o clube avançar sem uma reformulação administrativa, voltada a resultados e num modelo mais 'empresarial', por assim dizer. Ficar sonhando enquanto os empresários fazem dinheiro, é tolice.
Vejam, por exemplo, o Paranito, que passa por uma crise financeira nunca antes vista na Vila Capanema. Mesmo os dirigentes da velha guarda estão bastante preocupados com a situação caótica em que o clube se enfiou. Aramis Tissot, um dos fundadores do bicolor do Paraná, é um que já pensa em se afastar e clama por ajuda. E é bem por aí que o bicho pega: não há ajuda. O que deve haver é um plano de orientação empresarial! Achar que pacote de ajuda resolve, é muita ingenuidade. O tal plano de vender ingressos mais caros (isso, mais caros) para os que tenham interesse em ajudar o clube, obviamente naufragou. Enquanto não pensarem no clube como empresa, ao invés de mera associação, vamos ficar vendo instituições como o Flamengo ou o Corínthians, potências mercadológicas inquestionáveis, sofrendo com falta de dinheiro em caixa e devedores da União. Inadmissível.

17 janeiro 2009

Amistoso

Sábado chuvoso, friozinho curitibano e amistoso do Coxa contra um time grande. Mais dois entusiastas (Seixas e Mateus) para justificar a empreitada e estava feito o programa de sábado.
O Flu veio à capital paranaense para prestigiar a apresentação do time alviverde à sua torcida. Em pleno centenário coxa, o Flu meteu um alfinete no mapa: 1x0 com gol de Tartá, que jogou bem, diga-se.
Melar centenários parece ser especialidade do Tricolor. Que o diga o Framengo...
No Couto, estádio que pelo menos tem amendoim, o Coxa fez do amistoso uma festividade cheia das papagaiadas tradicionais: time anunciado, Vô Coxa saltitante, cartolas no gramado e Keirrison se despedindo da torcida com o pontapé inicial.
Claro que o jogo não foi nenhum primor, afinal, tratava-se de um amistoso entre dois times em fase de preparação para os Estaduais. Ainda assim, percebeu-se disposição em algumas jogadas. O Flu foi superior, como era de se esperar, criando jogadas pelo meio na base da tabela rápida de primeira. Causou boa impressão essa harmonia entre os jogadores envergando a camisa mais bonita do Brasil. Tanto que o Tricolor criou pelo menos 3 grandes chances de gol antes de abrir o placar. A primeira com o sempre móvel Leandro Amaral, que desperdiçou chutando para fora.
Enquanto os titulares estavam em campo, o Coxa até conseguia armar alguma jogada. Porém, quando entraram em campo os reservas, ficou flagrante que o banco do Tricolor é muito melhor. O time do Alto da Glória passou a admirar o Flu jogar com uma molecada ligeira, ainda que muito 'verde'. Os ctorcedores coxas-brancas louvam o tal argentino Ariel Marzipan, mas eu continuo achando que é um brucutu. Ainda assim, ele incomoda, não há dúvidas. Marlos é um jogador arisco, mas com fama de complicado (cachaceiro). Se conseguir se enquadrar, tem tudo para ser um bom valor. O Edson Bastos mostrou que sabe jogar debaixo das traves. O resto do elenco é esforçado. No Flu, destacam-se Leandro Amaral, Leandro (o lateral), Conca e o reserva Tartá. Edcarlos até parece ser bom, mas prefiro esperar um pouco para ver...

Vanderlei (Edson Bastos), Cleiton (Renatinho), Felipe (Lucas) e Rodrigo Mancha (Dirceu); Pedro Ken (Dinelson), Rodrigo Pontes (Leandro Donizete), Carlinhos Paraíba (Douglas Silva), Vicente (Guaru) e Márcio Gabriel (Rodrigo Hefner); Marlos (Adriano) e Marcos Aurélio (Ariel). Fernando Henrique (Ricardo Berna), Wellington Monteiro (Mariano), Luiz Alberto (Cássio), Edcarlos (Sandro) e Leandro (João Paulo); Jailton (Fabinho), Diguinho (Fernando), Leandro Domingues (Leandro Bomfim) e Conca (Marquinho); Leandro Amaral (Alan) e Roger (Tartá).
Técnico: Ivo Wortmann Técnico: René Simões
Gols: Tartá aos 37 minutos do segundo tempo.

Estádio: Couto Pereira. Data: 17/01/2009. Árbitro: José Ricardo Bigaski Stolle. Auxiliares: Aparecido Donizete Santana e José Amilton Pontarolo

Público pagante: 6.111 Público presente: 7.920
Renda: R$ 63.620,00