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12 julho 2012

Não deu!

O Coxa ficou no quase pela segunda vez consecutiva. Acho que a do ano passado foi mais doída, pois ficou no quase, por um fio, por um pentelhésimo de fio de cabelo. Um gol a mais ou a menos. Desta feita, foi mais previsível. O 2x0 em Barueri não estava no roteiro. Tampouco as reiteradas falhas da arbitragem no jogo de ida. Uma pena mesmo. Principalmente por terem de ouvir a zoação com a cabeça inchada dos rivais - ainda que estejam piores na fita. Não à toa, já chamam o Coxa de "Vasco da Gama das Araucárias". Pura maldade.
O preocupante, penso, é a reverberação dessa perda. Vão cobrar o técnico, a Diretoria, o time. Claro. Só espero que os responsáveis não se deixem abalar e mantenham o prumo, que tanto tem levado o Coxa ao bom caminho. Não é à toa que o time chegou bem às duas finais e que é tricampeão paranaense.
Também não quer dizer que não se possa zoar, né?

09 julho 2012

Como há 100 anos

O Coxa foi a Barueri para encarar o Palmeiras, pela Copa do Brasil, e levou um duríssimo 2x0 que serão difíceis de reverter em casa. Os torcedores estão confiantes, acreditando em pelo menos uma decisão por pênaltis. Eu não sei, não. Tenho cá para mim que, agora, sim, o Coxa levou muito azar. Azar de ter levado os gols que levou e de ter uma arbitragem um tanto "esquisita", que prejudicou o time. E uma dose de incompetência, pois não consegue botar a bola para dentro das redes do adversário, seja ele quem for. O time do Alto da Glória carece de alguém no comando do ataque. Um chamado "matador". Deixou escapar Loco Abreu não sei nem como! A continuar assim, será a segunda morte na praia consecutiva dos coxas-brancas.
O Galo continua liderando o Brasileirão, para deleite do Vinícius, que teima em acreditar em Ronaldinho Gaúcho, já rejeitado até pela Coca-Cola. Verdade que as 6 vitórias animam qualquer um, mas, convenhamos, uma meiúca que dependa de um velho Mancini, de um já decadente Rychyarlyssyon-y, de Serginho, de Pierre (que já não foi grande coisa no Palmeiras), do já batido Escudero e do famigerado RGaúcho, não pode render muito tempo. É já, já que abre o bico.
O Peixe venceu sua primeira no campeonato, justamente contra o Grêmio de Luxeba, que ainda tenta voltar ao estrelato. O Santos parece que vai definhando aos poucos. Acaba de se desfazer de Elano e Ganso já está com um pé no Beira-Rio. O outrora decantado planejamento do clube começa a ser questionado...
O Inter se junta ao Botafogo na contratação de nomes retumbantes, fazendo a festa da imprensa, sempre ávida por notícias bombásticas. Forlan no RS e Seedorf no RJ vão render notícias suficientes por um bom tempo - pelo menos até eles começarem a ser questionados. Ainda mais se forem vistos nas noitadas...
Por enquanto, notícia mesmo é o Fla-Flu centenário, com vitória do Flu, cumprindo o que estava escrito 40min antes do nada: "quem nasce para pentelho, nunca chega a bigode" - já dizia Edmundo Reichmann. Bastaram 10min de jogo para Fred, em sua volta (mais uma) aos gramados, sacramentar a superioridade Tricolor. Depois do gol, o Flu recuou, deixando o jogo para o Framengo. As únicas investidas do time das Laranjeiras aconteciam nos pés de Wellington Nem. Thiago Neves pouco apareceu e foi substituído junto com Deco, em franca (e prematura) opção pela defensiva. E o Framengo se empenhou, colocando uma gurizada ligeira em campo, com muita vontade e pouca organização, como de praxe nos times de Joel Santana. Mas, como já se sabia, perdeu mais uma.
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O "parabéns" teve 3 cores.

02 julho 2012

Paradigmas

A Eurocopa terminou com uma final inesperada, já que a Alemanha, outrora favorita a chegar à decisão, sucumbiu à Itália em jogo atípico, em que a defesa tedesca entregou a rapadura duas vezes e fez a fama de Balotelli. Na decisão com a Espanha, entretanto, nada deu certo para a Azzurra, enquanto a Fúria jogou tudo que sabia, metendo logo um golaço aos 14min que pavimentou o caminho até o caneco inédito de bi-campeã da Europa. E já vem sendo comparada ao Brasil, pois também estabeleceu um paradigma no futebol, mantendo-se vencedora em 3 competições internacionais seguidas, superando a Seleção Canarinho, bi-campeã mundial em 58 e 62, porém vice na competição sul-americana de 59. E ainda quebrou o recorde de gols em uma decisão de Eurocopa. Com essa fama toda, não é de se estranhar os que exultem a Espanha como o "modelo" de futebol a ser copiado, ainda que isso seja mais velho que o próprio futebol. Fez-se o mesmo com a Itália de 82, em detrimento do futebol-arte do escrete Canarinho que encantou o mundo e ainda é lembrado. A Espanha estabeleceu a referência no futebol de toques curtos e da posse de bola, o que foi copiado pelos seus adversários. Todos, sem exceção, aumentaram seu número de passes durante a partida, principal característica da Fúria. Enquanto os espanhóis trocaram 450 passes certos na campanha vitoriosa de 2008, os italianos, tradicionalmente adeptos do futebol vertical, de contragolpes, realizaram a média de 485 passes por partida em 2012. A Espanha incrementou o nível com garbosos 652 toques por partida, bem longe da "vice" Holanda, com 509 passes. É de se esperar que o "estilo" seja copiado mundo afora, já que se mostra vencedor. Era esse o roteiro traçado para o selecionado de Telê, mas havia uma pedra no meio do caminho chamada Paolo Rossi.
Aqui, no Brasileirão, o Galo assume a ponta na 6ª rodada, para desespero dos gremistas que lotaram o Olímpico para vaiá-lo, do Bruno, que cantou de bacalhau antes do tempo, e dos framenguistas, ainda à volta com litígios com seu desafeto e ex-astro. Galo que tem um time bem meia-boca, a meu ver, mas que insiste em animar os torcedores, como o mineiríssimo Vinícius, que acredita em um "bom time do Galo", enquanto eu vejo um time que pode ser até aguerrido e voluntarioso, mas carece de maiores atributos técnicos. Times bons, penso, restringem-se a Santos, Bambis, Flu e Inter. O Curíntia corre por fora, com essa fase de dar tudo certo, e o resto fica em segundo plano. O Botafogo tenta um "factóide" para se exibir. A contratação de Seedorf cheira a mais um desses eventos midiáticos, cujo resultado fica bem abaixo das expectativas.
Na Libertadores, tudo ficou à feição pro Timão. O empate milagroso na Bombonera já é prenúncio de caneco em mãos erradas. A chamada "sorte de campeão" ronda o time dos manos.
E na Copa do Brasil, é hora do Coxa ou nunca mais. Ao encarar um limitadíssimo e contestado Palmeiras na final da competição, o time do Alto da Glória aposta suas fichas neste título para alcançar o Nirvana. Se falhar, sabe-se lá como fica o ânimo do time. Ano passado o vice não caiu muito bem.
Arriba, España!
Dominique Faget/France Presse

23 junho 2012

Fuerza, Boca!

O Peixe não jogou nada e facilitou a tarefa corintiana de chegar, pela primeira vez em sua história, a uma final de Libertadores. Neymar e cia. não ofereceram a devida resistência e não ameaçaram o chato time do Parque São Jorge, que conta com a boa fase para tentar ganhar o caneco continental. A imprensa agora deu de louvar o Tite, como se ele fosse o grande maestro de um time aguerrido, limitado, mas competente. Mais ou menos, né? Temos de ver que tudo dá certo para o Corínthians, que acha os gols nas horas certas e não leva. Verdade que a meiúca gambá tem funcionado, com Ralf e Paulinho dando um duro danado. De resto, é um time sem estrelas, sem grande ofensividade. Ainda não vimos o Timão precisando reagir. Penso que, quando precisar, será um perereco! E o Peixe, bem, esse terá que juntar os cacos e partir pro Brasileirão. Ainda dá tempo. O que talvez não tenha o Curíntia, se continuar marcando passo.
Quanto à final da Libertadores, lembro o bom e velho Dimitry, mais velho do que bom: "Agora, o Boca é o Brasil na Libertadores"! Porque aguentar corintiano, ninguém merece!
Na Copa do Brasil, o Coxa se superou e passou pelos Bambis, que também ficaram devendo futebol. O time do Alto da Glória está dando alegrias à torcida, pois mandou bem nos dois jogos contra o São Paulo e vai com a estima em alta para a final contra o Palmeiras. Em tempos de Rio +20, teremos uma "final verde" na competição. E acho que o Coxa tem tudo para finalmente se sagrar campeão. Afinal, tá embalado e o Parmêra é bem limitado.
 Foto: AFP
Fuerza, Boca!!

09 junho 2011

Afinal, a final

Como desejado pelos atleticanos, o Coxa ganhou mas não levou. Pressionou, sufocou, brigou, marcou e ganhou, mas faltou o detalhe do gol a mais para ficar com a taça da Copa do Brasil 2011. Achei impressionantemente fracas as atuações de Rafinha e Marcos Paulo. Este, aliás, mal se acertou em campo. Foi substituído logo para não comprometer o time. Sinal de que havia o compreensível nervosismo à tona no time do Coxa, fato que se observava em campo, com a bola queimando nos pés dos atletas de verde. E que se repetia nos atletas com a camisa da faixa branca. Diego Souza, mais uma vez, foi apagadíssimo em campo, fazendo jus à fama de amarelão.
O jogo se desenrolou dentro de um roteiro conhecido: o Coxa foi para cima, precisando marcar e correndo o risco de levar um, o que dificultaria exponencialmente seu trabalho. Não deu outra. No primeiro ataque cruzmaltino, Alecssandro balançou o barbante coxabranca, em rápido contra-ataque. Era tudo o que o torcedor coritibano não queria! O Vaishco passou a tocar a bola e queimar o tempo, enquanto o Coxa se esbaforia para tentar empatar. Rafinha não acertava uma e manteve essa regularidade em campo, enquanto a zaga espanava todas. Aliás, senti essa dificuldade no time verde-e-branco: tocar a bola! Roubavam todas, mas devolviam para o adversário dada a dificuldade de manter o melão nos pés. Só foi melhorar com a entrada de Marcos Aurélio...
O final do primeiro tempo devolveu as esperanças à torcida que lotava o Couto, pois a virada do placar colocava o Coxa de volta na briga. Teria mais 45min para marcar mais unzinho! Qual não foi a decepção quando o bom Edson Bastos comprometeu a equipe num frango inexplicável. Fosse o Manga, todo mundo saberia que estava vendido, mas Bastos não tem essa fama, então fica faltando entender como é que ele se enganou naquele chute! Era a segunda ducha fria que o time do Alto da Glória levava em uma noite gelada. E pela segunda vez o torcedor se encheu de esperanças. O golaço de Willian recolocou o Coxa na partida, ainda com 30min de jogo! Era o tudo ou nada! O jogo oscilava, lá e cá, com o time carioca se segurando nas beiradas. O tal do Bernardo entrou no Vaishco e botou uma certa ordem na meiúca carioca, enquanto Marcos Aurélio mostrou que é "o cara" do Coxa. Conseguiu impor um certo ritmo quando tinha a bola e deixou claro que fez muita falta ao padrão de jogo do time curitibano. Com ele em campo, o Coxa teria tido melhor sorte no primeiro embate...
O apito final sacramentou a conquista carioca mas não desmereceu o Coxa, que jogou bem, fez sua parte e por pouco não ficou com o caneco. E a torcida também está de parabéns: foi a primeira vez que a ouvi gritando uníssona, a plenos pulmões, empurrando o time. Quem sabe se acostumem com isso e passem a dominar o Couto mesmo quando o time não vai bem.

03 junho 2011

Decisão da Copa do Brasil

Coxa e Vaishco se enfrentam 3 vezes em uma semana - na disputa pela Copa do Brasil e pelo Brasileirão. Em 40 confrontos até hoje, houve 19 vitórias do Vasco, 9 empates, e 12 triunfos do Coritiba. Ao todo foram assinalados 59 gols pelo Vasco e 42 pelo Coritiba. Os jogos mais importantes foram as semifinais do Campeonato Brasileiro de 1979, quando o time carioca avançou à final após empate em 1 a 1 no Couto Pereira e vitória vascaína por 2 a 1 no Maracanã.
A vitória no primeiro jogo deu vantagem ao time da Colina, mas o alvi-verde é forte em casa. Resultado imprevisível, pois um golzinho vascaíno dificulta sobremaneira a tarefa coxa-branca.
O Coxa não se intimidou com o time de São Januário, que achou um golzinho salvador, não merecido. Apesar da vontade carioca, foi o time paranaense quem criou mais chances de gol, a maior delas desperdiçadas de forma boba por Anderson Aquino, que se atrapalhou com a redonda dentro da área, permitindo que a zaga o interceptasse. Bill foi combativo, correndo o jogo todo e incomodando mais que mulher de TPM.
Jogando no Alto da Glória, com o apoio da torcida (que, aliás, cantou mais que os cariocas), o Coxa pode muito bem acuar um Vasco que depende essencialmente de Felipe e Diego Souza - este, acanhado no primeiro jogo. O time paranaense até consegue tocar a bola e ditar o jogo, aparentando a maior calma na hora de armar. Porém, foi pouco ofensivo e se atrapalhou nas finalizações. Tivesse um pouco mais de precisão, o justo empate teria sido o resultado no Rio.
A tarefa coxa-branca não será fácil, assim como a do Vasco. É jogo com cheiro de decisão em penais, para testar o coração da torcida.

28 maio 2011

Copa do Brasil 2011

A Copa do Brasil chega ao seu final com dois ilustres novatos neste quesito. E o Vaischo já deu sinais de que não tem mesmo o costume de decidir os torneios dos quais participa, pois nem a venda de ingressos o clube conseguiu organizar. Antes mesmo da bilheteria abrir, esgotaram-se os ingressos causando grandes transtornos aos que enfrentaram fila e amolação (veja aqui). Já o Coxa não se faz de rogado e sobe o preço dos ingressos para faturar um troco a mais às custas da sua torcida.
Tolices à parte, o embate não será fácil para nenhum dos contendores. O Coxa decide em casa, o que pode pesar bastante. Mas, em meu modesto entender, o time paranaense jogará não só contra o Vaishco, mas também contra os interesses que sempre moveram o futebol (assim como qualquer atividade humana), significando que uma certa "ajudinha" ao time carioca, já que os times do Rio são pródigos nesse tipo de contribuição. E uma mãozinha no primeiro jogo pode determinar o endereço da taça. Tecnicamente, não vejo lá muita diferença entre os times. O Coxa já teve seu auge e, embora tenha uma meiúca razoável, falta um avante confiável. Além disso, o "encanto" passou e o time voltou ao normal, jogando um futebol razoável, sem grande brilho, mas que pode funcionar. Se o trio Rafinha/Léo Gago/Leandro Donizete se acertar, armam o jogo e complicam para o oponente, mas isso depende muito de uma certa permissão do adversário - como fez o Ceará, que não jogou contra o Coxa e deixou o alvi-verde curitibano dominar a partida e passear em campo. Contra o Vaishco deverá ser diferente. Apertando um pouco a marcação na meiúca, o jogo do Coxa titubeia e pode dar brecha para as jogadas de Diego Souza. Dependente do bom futebol dele, o time carioca ainda tem o sempre instável Felipe e o chato Alecsandro - que, se não é craque, pelo menos ajuda.
As equipes têm em comum um histórico recente de "fundo do poço": ambas se recuperaram de descenso e más administrações, que deixaram finanças e times em estado de penúria, mas que se recuperam graças a uma certa seriedade no trato interno. O Coxa, aliás, dá exemplo, pois pagou um alto preço pela bagunça no final de 2009 e volta aparentemente organizado para a Série A.
Meu palpite: dá Coxa.

29 julho 2010

Meio da semana

O Inter abriu ligeira vantagem sobre o São Paulo na disputa pela vaga na final da Libertadores. Meteu o placar mínimo num jogo bastante acirrado, em que o Colorado aproveitou a casa e a torcida para se impor. Torcida que empurrou o time desde o começo, como era de se esperar. Comemoraram até a escalação do time! Os de vermelho mantiveram o controle do jogo, mas não conseguiram ameaçar a meta de Ceni com a freqüência que gostariam. Os Bambis se fecharam e rechaçavam os ataques gaúchos, dificultando soberbamente o trabalho do time de Roth. O Inter só conseguiu furar a retranca numa feliz jogada de Giuliano, que entrara há 3min no jogo, girando bonito dentro da área bambi e chutando lá no canto, longe do arqueiro sãopaulino. O jogo da volta vai ser na mesma toada, com a inversão dos papéis. São Paulo com a bola e com a torcida, Inter no ferrolho. Como a defesa do São Paulo é melhor, tenho a impressão de que os Bambis poderão se dar bem. Mas terão de tomar cuidado com o contragolpe Colorado, que pode ser mortal com Taison e D'Alessandro tocando bola. Enfim, resultado imprevisível!
Na Copa do Brasil, o Peixe finalmente voltou a jogar bem e enfiou 2x0 no Vitória, resultado de reversão difícil em Salvador. Acho que essa já tem dono! O destaque ficou por conta do penal perdido por Neymar, na tentativa de cavadinha antecipada pelo arqueiro Lee - que não tem parentesco com a roqueira, antes que o Gonzo pergunte. Não vi o jogo, mas como é que Dorival me saca Robinho e Ganso precisando fazer gols? Robinho até pode ser, pois nem sempre atua bem. Já Ganso é o cérebro da equipe e, mesmo quando vai mal, faz diferença. Mas, deu certo e ele pode arrotar grosso...

21 maio 2010

A semana

  • Peixe e Grêmio fizeram um jogão ontem pela semifinal da Copa do Brasil. Deu Peixe, mas não foi mole. Memso jogando com uma zaga improvisada, o tricolor do Olímpico salgou o caminho do time da Vila Belmiro. Mas, quando os guris botaram o melão para rolar, mostraram superioridade e enfiaram 3 golaços na meta gaúcha. Mais uma vez, Ganso saiu louvado. O Grêmio mostrou que é um bom time!
  • Agora, Santos e Vitória decidem a Copa do Brasil, com a final em Salvador.
  • O Cruzeiro perdeu a segunda e foi eliminado na Libertadores. Kléber foi expulso de novo, mas, desta vez, houve um baita exagero do árbitro Larrionda. No máximo, cabia um amarelinho, se fosse para dar a falta! Um lance de disputa em que sobrou uma mão na cara de Rychyarlyssyony... Mas nada que justificasse a expulsão.
  • O Framengo encarou uma parada indigesta no Chile. Depois de perder em pleno Maraca a primeira partida por 3x2, teria de superar a Universidade de Chile com dois gols de folga. Não deu. O periódico "La Cuarta" estampou a manchete: "Império do colesterol chegou com fome". Adriano e Vagner são a "dupla gordinâmica". E isso não colaborou muito para um clima amistoso na partida.
  • O Atlético está regateando o financiamento das obras para a adequação do meio-estádio e já se ameaça Curitiba de ficar sem sede para a Copa 14. Dos R$ 90 milhões previstos (R$ 138 milhões sem considerar a dedução fiscal), o clube admite entrar com apenas R$ 30 milhões, que seriam necessários para adaptar o meio-estádio às necessidades para os jogos da Copa. Acho que essa negociação vai longe.
  •  O Inter levou a vaga em cima do Estudiantes, mas não sem um barraco danado. O goleiro reserva do Inter, Lauro, provocou e levou uma coça danada nos vestiários. Um espancamento que deve ter rendido alguns hematomas. O gol salvador foi de Giuliano, aos 43min do segundo tempo, que bastou para eliminar os atuais campeões e classificar o colorado com o placar de 2 a 1.

25 fevereiro 2010

Copas

Libertadores
Os times brazucas fizeram a obrigação e venceram seus jogos com mando de campo. O Framengo se impôs sobre a Universidade Católica do Chile com uma atuação decisiva de Léo Moura. O lateral meteu um golaço de falta e ainda fez uma jogadaça para o gol de Adriano Pudim de Cachaça. A mancada da noite foi o penal perdido por Vágner Lóvi.
O Cruzeiro teve a tarefa mais fácil. Recebeu o Colo-Colo, também chileno, e enfiou 4, que é para não deixar dúvidas Convenhamos, a debandada do time chileno do campo colaborou muito com o placar.
E o Curíntia, que pegou o adversário mais ardido, saiu em desvantagem mas soube controlar o jogo e virar o placar com dois gols de Elias. Aliás, dois golaços! O passe de letra de Tcheco foi espetacular, assim como a troca de passes e a enfiada de Souza. Destaque para a forma de barril de Ronaldo Gordo. Que é aquilo?
Já os Bambis foram lá na Colômbia enfrentar o 11 Caldas e perderam de 2x1, com gol de RCeni. Resultado razoável, mas fica o amargo de levar a virada. Se bem que virada é mesmo coisa de Bambis...
Bonito mesmo fez o Inter, que virou para cima do Emelec, com dois golaços: um de Alecsandro, em bela jogada do ataque, e o primeiro, do lateral Nei, repetindo o que havia feito contra o Flu com a camisa (feia) do Trétis. E eu achando que ele nunca mais faria igual? Queimei a língua. O Inter não jogou bem, verdade, mas conseguiu, pela primeira vez em sua história, estrear com vitória na competição continental. Rita Patrícia deve estar exultante...
Copa do Brasil
Os times paranaenses venceram. Trétis e Paranito despachando seus adversários nos jogos de volta e o Coxa tendo de enfrentar o Luverdense na segunda partida. É, nada mal.
Santos e Flu não foram bem na primeira partida e terão de jogar mais uma, em casa. No caso destes, é compreensível o espírito generoso, permitindo que times modestos possam conhecer locais consagrados como a Vila e o Maraca. Bonito esse gesto humanitário...
O destaque da imprensa foi Obina, que marcou 5 gols em um jogo só, ajudando o Galo a meter 7 no Juventude do Acre. Convenhamos, fazer onda em cima de time fraco é fácil. Até o Zanette é capaz de marcar algum contra uma defesa daquelas.
O Parmêra recebeu o Framengo do Piauí, time do veterano Roni, e enfiou logo uma goleada, aproveitando-se da fragilidade do adversário - que ficou de 4. Uma vez Framengo, sempre Framengo...
O Vaishco conseguiu enfurecer a sua torcida. Já pedem a cabeça de Dodô e de Mancini. O veterano jogador faz uma partida bem e umas 5 no chinelinho. Mas, quem é que não sabia que seria assim? Nem o crédulo Saulo apostava nele. Jogador que sempre ficou na promessa de estourar e ficou naquele limbo do jogador bom, mas que some nas partidas. Agora que está velho, não tem cabeça para usar a experiência.

19 junho 2009

Copas

Na Copa do Brasil, o Curíntia abriu boa vantagem sobre o Inter. Nada está decidido, claro, sobretudo com a volta dos titulares ao Inter para o segundo jogo, mas, convenhamos, fazer 2 no Timão sem levar nenhum, não é tarefa fácil. Ainda mais quando a maré está para o mosqueteiro. Impressionante como tudo dá certo para o Coringão: acham os gols enquanto o adversário pena para balançar o barbante. Em noite inspirada de Felipe, a tarefa foi inglória para os atacantes de vermelho. Taison que o diga! Perdeu um gol feito, cara-a-cara com o guarda-metas do time paulistano. Gordômeno, por seu lado, aproveitou um momento de indecisão da zaga e guardou um. Ronaldo fez uns doi sou três lances bons no começo do primeiro tempo, perdeu uma oportunidade na cara de Lauro e sumiu. Só foi aparecer de novo no gol. Vá ter estrela assim lá longe! Para os gaúchos, a ausência de Nilmar e D'Alessandro foi muito prejudicial. Assim como a expulsão do imbecil do Leandrão. Aquilo é coisa que se faça??
Na
Libertadores, vexame Bambi e glória cruzeirense no jogo do Morumbi. Os mineiros se esbaldaram em cima do São Paulo. Dominaram a partida e fizeram por merecer a classificação em cima de um São Paulo que já viveu dias melhores. A decadência da meiúca tricolor comprometeu a criação das jogadas. Parênteses: que chute feliz do Henrique, não? A bola saiu forte, em curva, e foi morrer na gaveta, ao melhor estilo Rômulo!
O adversário da Raposa será o Grêmio, que empatou sem gols com o Caraaaaaaaacas! em pleno Olímpico. Um suadouro lascado para o time de Autuori, que havia empatado por um gol na casa do adversário e teve de se segurar para não tomar um no jogo de volta. Foi um jogo de nervos à flor da pele para os gremistas! Muitos tiveram de tomar uns tragos para acalmar a tremedeira...
Já o Parmêra deu adeus ao sonha da Libertadores ao empatar com o Nacional, que viveu situação similar ao do time gaúcho, precisando não tomar gols no Centenário. A derrocada do time de verde coloca Luxa no olho do furacão, pois a rejeição interna ao seu trabalho encontra fartos argumentos para que peçam sua cabeça. Os torcedores colaboram muito! As críticas seguramente se estenderão a Pipokeirrison, que parece amarelar na hora H, e a Obina, contratado para 'resolver' no ataque. O que é uma tolice, pois o cara já mostrava suas limitações lá no Mengo. O gol que ele perdeu no final, em cruzamento de Ortigoza 'Coalhada', ilustra bem o tipo de matador de araque que ele é.
Na
Copa das Confederações, ganhamos mais uma e já há parte da imprensa incensando o time de Dunga, que teria jogado bem. Eu tenho minhas ressalvas! Jogamos bem contra um timeco! Os 11 dos EUA não fazem jogo duro nem contra o Iraty! Mal e mal sabem que a bola é redonda. Não vale como parâmetro. O Egito é mais perigoso e olhem só o sufoco que nos deu! O fato é que Felipe Melo marcou um e agora o anão se enche de orgulho para dizer 'eu não falei'? Virou intocável na Seleção! Pode um negócio desses?? O nosso próximo adversário é a combalido Itália, que perdeu para o Egito e embolou a disputa pela segunda colocação na chave. Se perderem para o Brasil (e eu acho que tomam um pau), ficam de fora, o que será bem-feito! Timinho de segunda esse da Azzurra!
Se bem que o nível dessa competição não está lá essas coisas mesmo. A Espanha, decantada como 'o' time, penou contra o Iraque e dão pinta de também não estarem lá muito a fim de jogar. Esperemos para ver...
De qualquer modo, o destaque dessa Copa fica com a torcida. As cornetas, sucesso por aqui nos anos 80, tocam sem parar nas arquibancadas. Ninguém consegue conversar em campo. O que não justifica a reclamação formal de algumas equipes, pedindo que se impeça o uso do instrumento nos jogos. É o cúmulo da frescura! Mais um pouco e eles pedirão o Rychyarlyssyon!!

04 junho 2009

Quarta magra.

Os dois jogos de volta das semifinais da Copa do Brasil acabaram com placares magérrimos!
O Coxa, que, segundo os atleticanos, no primeiro jogo havia ido a Porto Alegre de avião e voltado de Inter 3, encarou o melhor time do Brasil e mostrou que pode fazer frente aos adversários, pelo menos para segurar o resultado. Com uma certa dose de sorte e muita vontade, o Coxa até que fez bonito em casa, deixando o velho Dimi orgulhoso da camisa verde-e-branca ao ganhar do Colorado pelo escore mínimo.
Acho que não é para tanto e explico...
O Coxa, jogando em casa e tendo de fazer o resultado, não conseguiu sufocar o Inter que, por sua vez, jogou na comodidade de poder esperar o adversário, já que teria de levar dois gols sem marcar nenhum para ser eliminado. Inter que passou em branco contra o time do Alto da Glória, mas os atenuantes citados justificam a, digamos, frieza do time Colorado.
O Coritiba mostrou vontade, empenho e uma certa disposição de jogar bola, mas suas deficiências limitam muito o desempenho do time. Marcelinho Paraíba, o melhor nome do elenco, é um bom jogador, mas não resolve tudo sozinho. Ariel Mandiopã é uma peça deveras comprometedora, pois joga como avante enfiado entre os beques, porém, não consegue matar uma bola, não faz o trabalho de pivô e quase não pára em pé numa disputa de bola. Raçudo e forte, usa essas armas o tempo todo, o que é pouco para alguém que pretenda ser uma referência de ataque. Precisa aprender a dominar a bola e olhar o jogo para servir os companheiros. Mas, penso, é meio tarde para tal. Melhor chamar outro. Que é justamente o que falta ao Coxa: opções. Pedro Ken, outrora figura promissora, ainda carece de ritmo. Mostra uma certa categoria, só que parece não passar de um certo ponto como jogador. E a zaga do Coxa é ridícula. O setor mais frágil do time. Só o Mancha parece saber que o jogo tem uma bola, que é redonda e que tem de ser dominada com os pés. Felipe e Pereira, dois bondes lentos, não sabem marcar nem sair jogando. O tal Vicente, que já saiu tarde da escalação para esse jogo, também mais atrapalha que ajuda.
Já o Colorado sabe tocar a bola, fazer o jogo correr. Taison é ligeiro, perigoso e difícil de ser parado. D'Alessandro é tinhoso e sabe achar os espaços para enfiar a bola. Guiñazu, se não é talentoso, pelo menos corre o campo todo e assusta qualquer um com aquela cara feia. E Nilmar, veloz e habilidoso, complementa o ponto de destaque do ataque vermelho. Não à toa, o time tem mantido os 100% no Brasileirão.
A final vai ser o que a maioria previa: Inter x Curíntia. O Timão empatou sem gols com o Vaishco e segue à final. Vamos ver se o Inter dá o troco na roubalheira de 2005...

28 maio 2009

Quarta-feira gorda!

Para quem curte futebol, ontem foi um dia cheio de boas atrações - e nem estou me referindo à minha participação nos gramados... Jogos nacionais e internacionais prenderam a atenção dos amantes do ludopédio. Imagino que as esposas, namoradas e amantes (e o Braz, que agora se dedica ao golfe) não fiquem lá muito contentes, mas é o preço a se pagar.
Começamos às 15h45, com a final da Liga dos Campeões entre Machester e Barcelona. Jogo que tinha tudo para ser histórico antes mesmo de começar, pois os dois times não obedecem à lógica do 'vencer feio e perder bonito'. São equipes esforçadas, criativas e combativas. Os ingleses contam com uma defesa melhor, enquanto os espanhóis apostam no ataque, o que não implica em ausência de maiores competências de ambas as partes. Também, ambos contam com jogadores talentosos, o que contribui decisivamente para o espetáculo - que não se resume a 'Messi x Cristiano Ronaldo'. Deve ser por isso que ambos conquistaram as respectivas ligas nacionais. A vitória catalã mostra que o time que mais atacou levou o caneco: 32 gols em 13 partidas (2,46 por jogo). Foi também o time que disputou 61 partidas para ganhar tudo - Liga dos Campeões, Copa do Rei e Campeonato Espanhol - marcou 157 vezes - média de 2,57 no ano. Em 61 partidas, fez gol em 55 e só passou seis jogos em branco. Nada mal! O time joga num 4-3-3, com dois homens abertos pelos lados e um volante apenas. Dois armadores capazes de passes ousados, sempre em linha reta, em direção ao gol. O Barça é, hoje, o melhor ataque do mundo.
O jogo começou franco, com o Manchester fustigando o Barça, sobretudo com estocadas do jogador-vedete português. Mas, na primeira cargta espanhola, Eto'o, que é melhor que o Obina, balançou o barbante, logo aos 10min de jogo, esfriando os ânimos ingleses. Daí para frente, o embate ficou morno, quase burocrático, decepcionando as expectativas de um jogo acirrado e emblemático do bom futebol. O Manchester não conseguiu se achar em campo e deixou de ameaçar a meta de Valdés. E o Barça esperava o adversário, sem maiores preocupações. Lances esporádicos acionaram os arqueiros, porém sem suscitar maiores emoções. O gol de Messi, decretando o fim das esperanças do time vermelho (que jogava de branco), só fez jus ao jogador, que passa a ser o favorito a 'melhor do mundo' na atualidade.
Copa do Brasil
Na Copa do Brasil, nenhuma surpresa. O Curíntia empatou com o Vaishco e segue firme como candidato a fazer a final contra o Inter - considerado favorito. O time de São Januário, embora tenha mostrado valentia, dificilmente superará o embalado Timão no Pacaembu. Não só pela pressão da torcida, mas também por que, tecnicamente, o time paulista demonstra mais solidez.
O Inter recebeu o Coxa e teve de se esforçar para mostrar quem mandava no Beira-Rio. O time de Renê Simões soube jogar, marcando bem a meiúca colorada. Ao abrir o marcador, a equipe paranaense mostrou que pode se superar na base da vontade. Mas, a falta de um jogador mais ativo como Marcelinho Paraíba, que conduz as armações coritibanas, associada à completa inaptidão de Ariel Marzipan para lidar com uma esfera, dificultaram a missão do time do Alto da Glória. Os 3x1 pró-gaúchos praticamente determinam a eliminação coxa-branca. O Coxa, aliás, vai tentar uma última cartada: está em vias de contratar Evander Holyfield para marcar o Taison! O neguinho é ligeiro e bagunçou o coreto do Coritiba.
Libertadores
Também sem surpresas. O Grêmio se bateu, não jogou lá essas coisas, mas arrancou um empate de bom tamanho contra o Caraaacas!, jogando lá, na 'casa do Caracas', num gramado para lá de ruim. Foi um embate dos 100%: o Caracas havia ganho todas em casa e o Grêmio vencera todas como visitante. Ambos perderam as marcas, mas o Grêmio sai na vantagem por poder decidir em casa.
E o Cruzeiro fez o que a torcida exigiu: bateu os Bambis no Mineirão, quebrando o tabu de 9 jogos sem vitória contra os paulistas, e leva a vantagem do empate para o Morumba.

21 maio 2009

Agruras da Copa do Brasil

O Sobrenatural de Almeida aprontou mais um das suas e ajudou o Curíntia no Maraca. Time largo, deu dois chutes em 16min e fez dois gols. Méritos, claro, mas, convenhamos, uma baita mão da sorte que tem acompanhado o time de Mano Menezes. O Santos já experimentou algo semelhante na primeira partida da final do Paulista e sabe do que se trata. Os 2x0 no placar deram a tranqüilidade necessária ao time paulista para segurar o resultado, aproveitando-se do nervosismo que tomou conta do Flu após o revés prematuro. Fred, por exemplo, demonstrou que precisa amadurecer, apesar do tempo de estrada. Jogador que dá aquela entrada voadora merece um vermelho sonoro, além de uma admoestação severa dos tribunais esportivos. Se ele acertasse o golpe, teria fraturado a perna do adversário. Inaceitável entre profissionais. Thiago Neves, apesar de se esforçar, não conseguiu manter o padrão, errando passes seguidamente. Chato mesmo foi agüentar a zoação dos corintianos, que, depois dessa, serão alçados à categoria de 'chatos nível framenguista'. Puta povo mala!!
O Timão vai enfrentar agora o Vaishco, que, como esperado, manteve a vantagem adquirida sobre o Vitória.
O Inter sofreu mas levou a vaga em cima do Framengo. Com gol de um ex-jogador da Gávea, Andrezinho, o clone do Predador. Gol, aliás, que evidencia o exagero da imprensa que incensa Bruno, arqueiro rubro-negro. O bestalhão deixou um canto enorme e a bola nem foi tão bem colocada, tampouco violenta. Poderia muito bem ter evitado o gol se tivesse se posicionado melhor.
O adversário colorado é o Coxa, que levou a vaga batendo a Ponte Preta no Couto Pereira, como previra Saci. Mas o Coxa demonstrou uma fragilidade imensa em sua zaga e uma 'Marcelo-Paraíba-dependência' que sugerem um embate nada equiparado entre as equipes. O Coxa não tem zaga e também não tem ataque. Aquele Ariel Marzipan é uma tragédia. Faz lá seus gols de vez em quando, mas não joga nem com o time dos ex-alunos do Medianeira.