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30 abril 2018

Brasileirão 2018

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Faz tempo que o Campeonato Brasileiro está nivelado por baixo. Claro, temos uns 5 times capazes de brigar pelo caneco, onde o Palmeiras seria o grande favorito, já que foi o que mais contratou - e, portanto, o que mais tem a perder - mas, estamos a léguas do nível dos certames europeus em termos de qualidade técnica. Nem vou mencionar a organização, a qualidade dos gramados...
Grêmio, Cruzeiro, Curíntia e Framengo formam o segundo pelotão. Têm um elenco razoável e estão armados, mostrando eficiência. Destes, acho que o Grêmio tem melhor equilíbrio. Pelo menos por enquanto.
Aí, vêm os outros, com certo destaque para o Furacão, que tenta ousar com um esquema de mais posse de bola, Santos e Fluminense, com algumas alternativas da base (Rodrygo, do Peixe, promete, apesar do nome esquisito).
Inter e Botafogo devem ficar patinando no meio da tabela. Chape e os nordestinos devem disputar a rabeira com o Paranito.
Isso, claro, é mero palpite. O chato mesmo é perceber que o nível dos times é que não progride. Dá um certo desânimo ver que entra ano, sai ano e os clubes insistem em fórmulas que não dão resultado - vide dívidas e parca mostra de jogadores.
Não consigo entender como os clubes brasileiros, pelo menos os "13 grandes", não revelam mais talentos na base a fim de "gerar negócio". Se não dá para manter o craque por aqui, pelo menos que o venda bem, com bom retorno ao clube. O que vemos é clubes administrados de modo amador, alternando bons períodos com baixas angustiantes.
Alguém me explica como o São Paulo, tricampeão, exemplo de administração, é incapaz de formar time? Ou um Santos, que amealhou uma grana preta vendendo Neymar e, hoje, pena com um elenco mequetrefe? Ou Corinthians e Framengo, os mais populares, devendo horrores, sem condições (nem vontade) de honrar seus compromissos?
Não é à toa que temos um ex-presidente da CBF banido do futebol, outro em cana...
Muito triste, não?

01 maio 2012

Gandulas

A mais nova polêmica no futebol tupiniquim não se dá no gramado, mas no entorno. Mas especificamente, com os gandulas, que são alvo de discussão acerca de seu ofício e suas atitudes. "Gandula" ou "apanha-bolas", como dizem os patrícios, é a pessoa responsável por buscar as bolas que são jogadas para fora do campo em uma partida de futebol. A função surgiu depois da construção do Maracanã, pois as bolas que caíam no fosso precisavam ser apanhadas por alguém. A origem do nome brasileiro também é antiga e curiosa: reza a lenda que, em 1939, o Vasco da Gama trouxe da Argentina um atacante chamado Bernardo Gandulla. Ele nunca se adaptou ao modo de jogar do time (o que não é surpresa em se tratando de Vaishco) e não chegou a ser escalado. Tentando mostrar utilidade para o grupo, Gandulla corria atrás da bola para devolvê-la, quando ela saía do campo. Uma nobre característica sua era buscar as bolas não apenas para seu time como também para o adversário, demonstrando uma das primeiras e mais bonitas manifestações do fair play. Sua atitude ganhou a simpatia da torcida e, após seu retorno para a Argentina, seu nome passou a ser referência para os que apanham as bolas que saem do campo. Via de regra, os gandulas são alocados nos jogos pelos mandantes, porém, dependendo do jogo, as Federações é que se responsabilizam pelos repositores de bola, a fim de evitar que aconteçam favorecimentos.
O bafafá acontece depois que gandulas do Beira-Rio e do Engenhão tiveram destaque. No estádio de Porto Alegre, os repositores colocam a redonda no lugar para a rápida cobrança de escanteio a favor do Inter, o que acaba surpreendendo a desatenta defesa adversária. Nada de errado nem de ilegal, apenas a reclamação de que o mesmo deveria acontecer quando é o adversário que vai para a reposição da bola em jogo. Reclamação que Luxa, como sempre, levou a extremos, entrando em ríspida discussão com o gandula, o que lhe rendeu uma justa expulsão para deixar de ser besta - o que não vai acontecer, claro.
Já no Rio, a professora de Educação Física Fernanda Maia, de 23 anos, teve atuação decisiva no primeiro gol da Estrela Solitária ao agilizar a cobrança do lateral em favor do Botafogo. De novo, nada de errado, já que essa orientação, segundo Gaciba, é seguida por todos os gandulas e em favor de ambos os times.
O fato é que o gandula está lá para entregar a bola rapidamente ao jogador que a reporá em jogo. Se isso acontece sem benefício a um dos lados, fica tudo certo. Talvez o melhor jeito para evitar desvios seja a Federação local se responsabilizar pelos gandulas, tirando do time mandante a escolha desses auxiliares e prezando pela imparcialidade do jogo.
Foto: Reprodução Internet
A gandula botafoguense que bate um bolão
(Fonte: O Dia online)

23 junho 2009

Chocolates

Não era Páscoa, mas o final de semana foi repleto de chocolates.
Começamos com a Copa das Confederações, onde a Seleção enfiou um sonoro 3x0 na Azzurra e mandou os comedores de macarrão de volta para casa. E foi um baile! Fazia tempo que não jogávamos tão bem. Acho que só o Robinho deu uma destoada na tarde inspirada do time de Dunga. De resto, não teve 'lero-lero' nem 'vem cá que eu também quero'. Verdade que o time de azul (um azul meio apagado, aliás) não mostrou um futebol de gente grande, mas, mesmo assim, essa exibição brazuca ficou na história. O ponto ruim foi perder Juan, contundido. Contra os anfitriões não deveremos ter problemas, mas a final contra 'La Furia' deverá ser um jogão!
No Brasileirão, a casa caiu para os Bambis! Levaram um fumo bonito do Coringão logo depois da eliminação da Libertadores. E logo depois de cometerem o Muricídio. Uma tremenda besteira, pois descartar um treinador sério e trabalhador como ele por conta de uma má fase é incorrer na mesma ladainha que, supostamente, não afligia o Morumbi. Aparentemente, a Diretoria cedeu às pressões da oposição e limou o treinador. Penso que começou a decadência do tricolor do Morumbi e que Ricardo Gomes vai se entubar. O clima por lá não anda nada bom. Uóxto não se bica com Borges e Dagobelho.
Outro que encheu a sacola de chocolate foi o Colorado, que levou um vareio do Framengo do solícito Cuca e fez a alegria do Imperador da Vila Cruzeiro, que fez 3 e saiu por cima. Que modo de perder a invencibilidade, não? O time da Gávea entrou em campo criticado, sob vaias e protestos, mas saiu aclamado pela favela. Um horror!
Enquanto o Coxa levava o Timbu no bico, lá na casa do adversário, o Trétis cedeu o empate ao Parmêra nos descontos com gol de Pipokeirrison! Foi o primeiro tento do atacante no meio-estádio, que serviu para manter a lanterna (agora da Philco) nas mãos do Furaquinho.
Já o Flu foi me levar um gol fantasma do Avaí aos 47min do segundo tempo!!! Nunca mais o Léo Gago (que sua língua trave e ele nunca mais fale direito!!) acerta uma baga daquelas! Vai ser largo assim lá em Floripa!

7.ª RODADA
Sábado, 20 de junho
Atlético Paranaense 2 x 2 Palmeiras
Vitória 4 x 3 Botafogo
Santo André 2 x 1 Sport Recife
Grêmio 2 x 2 Goiás
Náutico 0 x 1 Coritiba
Avaí 3 x 2 Fluminense
Domingo, 21 de junho
Santos 2 x 3 Atlético Mineiro
Corinthians 3 x 1 São Paulo
Flamengo 4 x 0 Internacional
Cruzeiro 2 x 4 Grêmio Barueri


PG J V E D GP GC SG
1 Atlético-MG 17 7 5 2 0 17 7 10
2 Internacional 14 7 4 2 1 7 6 1
3 Vitória 13 7 4 1 2

9

7 2
4 Palmeiras 12 7 3 3 1 11 9 2
5 Corinthians 11 7 3 2 2 8 6 2
6 Flamengo 10 7 3 1 3 10 13 -3
7 Barueri 10 7 2 4 1 13 10 3
8 Santo André 10 7 2 4 1 12 10 2
9 Grêmio 9 7 2 3 2 9 6 3
10 Santos 9 7 2 3 2 16 14 2
11 Fluminense 9 7 2 3 2 6 8 -2
12 Náutico 8 7 2 2 3 9 13 -4
13 Goiás 8 7 1 5 1 13 12 1
14 Coritiba 7 7 2 1 4 12 13 -1
15 Cruzeiro 7 7 2 1 4 8 13 -5
16 São Paulo 7 7 1 4 2 7 7 0
17 Avaí 7 7 1 4 2 9 11 -2
18 Botafogo 6 7 1 3 3 8 10 -2
19 Sport 5 7 1 2 4 10 12 -2
20 Atlético-PR 5 7 1 2 4 8 15 -7