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13 março 2012

Partiu

Ricardo Teixeira apeou da CBF. E do COL, o Comitê Organizador Local para a Copa do Mundo de 2014, a ser realizada em terras tupiniquins - com altos custos para o Erário, como todos nós já sabemos. E essa saída foi comemorada na imprensa, já que Teixeira não é, digamos, muito bem quisto por jornalistas. Nem por um monte de gente. Aliás, muito pouca gente pode gostar de Ricardo Teixeira. Familiares, quem sabe... Enfim, o cartola ficou por 23 anos à frente da CBF, o que, por si só, já diz muito sobre que tipo de pessoa é esse sujeito. Não é flor que se cheire, evidentemente. Concordo que a saída dele pode facilitar uma maior transparência na realização da Copa 14, ainda que, para isso, tenham de mudar certas práticas na CBF. Mas isso está longe de ser uma "vitória da democracia". Teixeira saiu porque quis. Claro, optou por evadir-se antes que a maré ficasse preta para o lado dele. O processo da ISL vai expor as maracutaias dele e do sogro e, aí, ficaria mais difícil segurar a barra. Assim, estrategicamente, Teixeira demonstrou seu poder e depois saiu. Fugiu, verdade, mas foi bastante conveniente. Afinal, ficando lá por Miami vai ser bem mais difícil ele ser alcançado por uma improvável ação da Justiça brasileira contra o famigerado cartola. Também penso que foi uma certa demonstração de força da Dilma, já que a relação de Teixeira com o Palácio do Planalto já teve momentos mais confortáveis. Nos tempos do Apedeuta, Teixeira ainda podia se acobertar e desfrutar de regalias e proteção. Agora, com a "Gerentona", os tempos são mais difíceis e a mamata acabou. Portanto, para não queimar o filme, Teixeira se manda com família e tudo para o exterior e vai desfrutar da gorda conta bancária que tem. Como os Sarneys, Barbalhos, Collors, Calheiros e Malufs de nossa história, Teixeira faz o que bem quer e ninguém pede satisfação.
Já vai tarde...

22 fevereiro 2011

Golpe de mestre

Ricardo Tteixeira não está onde está à toa. Raposa velha, conhece os meandros do mundo do futebol, sobretudo o mundo político da bola. Sabe mexer nas vaidades e manusear as peças como poucos. Aprendeu bem com o sogro.
Assim fez com o cenário adverso. Manipulou as marionetes e criou um racha entre seus principais opositores, colocando um prato novo na mesa: a Taça das Bolinhas. Ao 'reconhecer' o título do Framengo de 87, dividindo-o com o Sport, Ricardo Teixeira jogou uma isca prontamente aceita pelos rubro-negros, que é a reivindicação do direito de posse do dito troféu, destinado ao primeiro ganhador de 5 títulos brasileiros e atualmente nas mãos do São Paulo. Aproveitando os ânimos exaltados pelo bate-boca travado desde o sexto título dos paulistas, Teixeira lançou oportunamente o anúncio do reconhecimento do título flamenguista, lançando mais lenha na fogueira das vaidades. Lembrando que isso é só o começo, pois o Sport já obteve na justiça o direito ao reconhecimento e vai brigar para ser o único campeão de 87. Pronto! Está feito o factóide para que Framengo e São Paulo rachem a oposição à CBF.
Foi ou não foi um golpe de mestre?