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15 junho 2014

Tudo bem dentro e fora de campo

A primeira rodada da Copa do Mundo de 2014 nem terminou, mas já podemos ver que o nível dos jogos está bastante satisfatório. À exceção dos embates entre França e Honduras e de Argentina contra a estreante Bósnia, pobres tecnicamente, os demais foram prazeirosos para os amantes do ludopédio. Nos 11 jogos realizados, tivemos um pouco de tudo. Zebras, como a vitória de Costa Rica sobre o Uruguai, goleadas surpreendentes como a sova que a Holanda aplicou na campeã Espanha, times aplicados, como Suíça, Colômbia e Costa do Marfim, um jogão entre Itália e Inglaterra, 38 gols, gol contra, expulsão, lances polêmicos, o uso do "olho mágico" para dirimir a dúvida sobre lance de gol, enfim, pudemos ver uma competição marcada pelas emoções e bom futebol. As equipes têm buscado o jogo, não se furtando de jogar bola, de tentar o gol. Vide as 5 viradas de placar ocorridas! Isso torna o esporte muito mais palatável, atraente, principalmente para o público eventual, aquele que vê jogos ocasionalmente e "torce pela Seleção". Jogos que imaginávamos "mornos", como Costa do Marfim x Japão ou Uruguai x Costa Rica, mostraram-se disputados, movimentados e muito interessantes.
A estreia do Brasil, abrindo a Copa, exibiu um selecionado brasileiro um tanto nervoso, meio perdido, que custava a achar alguma brecha na retranca croata. Os europeus se mantinham no esquema fechado, à espera de um contragolpe que pudesse aproveitar. Funcionou bem, pois o Brasil não conseguia fazer valer seu elenco mais badalado. A boa atuação do, até então, discreto Oscar foi acompanhada pelo bom apoio de David Luiz e de Neymar. De resto, todos muito apagados, omissos, medrosos, até. A Croácia, por sua vez, ateve-se ao plano de jogo e equiparou a partida. Só não contava com um erro grosseiro da arbitragem, que viu um penal inexistente em Fred. "Copa comprada" foi o bordão mais repetido depois dessa, o que não é de se duvidar, já que a FIFA também não é um poço de lisura e desapego. Mas, prefiro acreditar em um erro, sem escorregar, ainda, ao campo da bandalha.
Aliás, arbitragem é sempre um item polêmico em qualquer competição futebolística. Nós que o digamos, com os apitadores que pululam no Campeonato Brasileiro!
Se dentro de campo até que tem corrido tudo bem, fora dele parece que não tem deixado a desejar. Embora pequenos tropeços, como a falta de hino no Beira-Rio para França x Honduras, tenham ocorrido, não vimos nada que afetasse o andamento da competição. O que, claro, não exime Veremos se o clima pacífico se mantém até 13 de julho.
P. S.: muito embora o Governo não tenha gostado, por motivos óbvios, é importante a liberdade de expressão ser exercida pela torcida, em desaprovação ao péssimo comportamento de nossos governantes.
Dilma abertura
Vaias merecidas - aqui!

30 novembro 2012

Nossa Copa

A saída de Mano Menezes, desejada por 9 entre 10 brasileiros, foi surpreendente, até certo ponto. Afinal, o cara tinha acabado de ganhar seu primeiro desafio, ainda que mequetrefe, o famigerado "Superclássico das Américas". Em tese, era para estar com certa moral. Mas não. Mano já não vinha gozando de prestígio com o atual mandatário, José Maria Marín, que resolveu fazer uma limpa na CBF. Marin também não é bobo, sabe que depende de resultados para ficar à frente da instituição. No curto prazo, tem a Copa das Confederações no ano que vem, que é o aperitivo para o prato principal, a Copa do Mundo em 2014.
Para o lugar do gaúcho, chamou outro, Felipão. Carismático, querido pelos torcedores e com histórico vencedor. Como coordenador, seja lá o que isso queira dizer, vai Parreira, igualmente vencedor, conhecido, com baita bagagem. Com essa dupla, a CBF espera conquistar a Copa em casa, evitando o vexame junto ao torcedor. Uma saída mais conservadora e política, impossível. E retrógrada, também. Felipão pode até trazer o caneco, mas não trará nosso futebol de volta. Aliás, futebol de categoria mesmo, jogamos a última vez em 82. Felipão me parece ultrapassado. Faz tempo que não tem resultados satisfatórios. A última passagem pelo Palmeiras foi recheada de conflitos, de rusgas, de entreveros e culminou com o Verdão na Segundona.
Parreira, dono de uma carreira extensa, com passagens pelo exterior, só teve uma atuação digna de respeito, que foi no Corinthians de 2002, quando levou a Copa do Brasil e o Rio-São Paulo. Também foi campeão pelo Flu, assumindo o time montado por Carbone, em 84, e na Série C, pela qual o clube é imensamente grato. O resto é composto de passagens de menor expressão, sem muita relevância, dirigindo times da Arábia e outros mercados emergentes. O destaque, claro, é o título mundial de 94, quando praticamos um futebol bem ruinzinho, em uma Copa bem fraquinha, ganhando de uma Itália que jogou praticamente com dois a menos.
A responsabilidade é grande: ganhar a Copa, único resultado aceitável, em um momento em que a nossa safra não é lá essas coisas. Para ilustrar, basta olhar para a Europa e perguntar quem é o destaque tupiniquim no Velho Continente. A resposta não agrada. Montar um bom time para vestir a Amarelinha, hoje, não é uma tarefa das mais tranquilas. Não temos um ataque que faça os beques suarem frio, como nos tempos de Romário e Ronaldo. Não temos uma meia-cancha técnica e criativa, que toque a bola e dite o ritmo da partida, como faziam Tostão, Rivelino, Zico, Sócrates, Falcão e eu. Hoje temos bons zagueiros (não muitos), bons goleiros e um bom lateral. De resto, estamos carecendo de valores que façam jus à mítica camisa que encantou os gramados mundo afora.
Muito dessa dificuldade é oriunda do nosso estilo de jogo. Ou da falta dele. Hoje, os clubes primam pelo "futebol de resultados". Se outrora jogávamos o "futebol-arte", hoje praticamos o futebol-brucutu, onde o meia-cancha, antes cérebro da equipe, foi transformado num marcador por excelência, o "volante", que é um Dunga piorado. Zagueiro não mais rouba a bola e arma o contragolpe, limitando-se a destruir a jogada - quando muito sem quebrar o adversário.
Enfim, a previsão de nossa participação na Copa não é das mais brilhantes. Claro que o fato de jogar em casa ajuda, mas faltará o elemento principal, que é o aspecto lúdico, de jogar com prazer.
Felipão e Parreira, a aposta de Marin.
Foto: Mowa Press

17 novembro 2012

Vale a pena ter Neymar?

A pergunta acima pode parecer uma bobagem. Afinal, que time não quereria ter um Neymar? Um craque de primeira grandeza, um moleque travesso com a bola nos pés, um artista indomável que cria infindáveis obras de arte em campo. Bem, não se findam os elogios para caracterizar quão bom o magrelo de cabelo espevitado é bom de bola. Mas, como nada é de graça, qual é o preço de ter um jogador como Neymar?
Vejamos...
Primeiramente, claro, tem o salário do cara. Não pode ser baixo, senão alguém vem, paga mais e leva. E como faz para pagar um salário suficientemente alto? A artimanha utilizada pelos clubes é dividir o "salário" do chamado "direito de imagem", que é um eufemismo para salário, tentando escapar da legislação. Aparentemente, não tem dado muito certo, pois na hora de reclamar os atrasos, essa parte tem sido considerada como integrante do salário e os clubes acabam se dando mal do mesmo jeito. O dinheiro vem do clube mesmo ou de uma empresa parceira que o banque - ou seja, de todo jeito, vem do clube, certo? E se o clube gasta muito com um dos atletas, como faz para pagar os demais? Ou seja, no caso concreto, paga uma grana federal para o astro e os demais ganham menos. Há uma justiça, já que o craque joga mais, chama público e angaria torcedores, mas há que se considerar a tal da inveja, que por vezes assombra os vestiários. Vide o caso de Ganso no Peixe.
Enfim, o clube gasta uma soma considerável para manter o astro no elenco. E é um esforço monumental, convenhamos. Uma despesa que poderia contratar, quem sabe, uns três jogadores bons, não craques, mas bons. Por exemplo, com a grana que se paga o Neymar, o Peixe poderia contratar, digamos, um bom lateral, como o Wallace, do Flu, um bom meiúca, como o Paulinho do Curínthia, e um bom armador, como o Jean, do Flu. Certo que nenhum destes faz chover, como Neymar, mas não dariam um melhor equilíbrio ao time?
Há uma outra questão que também deve ser posta na balança: Seleção Brasileira. É certo que Neymar vestirá a amarelinha com frequência, ou seja, desfalcará o time de branco. Portanto, mesmo tendo o craque no elenco, o time não poderá contar com ele em certos momentos, o que, de fato, ocorreu neste ano e ocorrerá por muitos outros.
Ou seja, também sai caro manter um astro da magnitude de Neymar no elenco. E não só financeiro. Exige um baita planejamento para lidar com essa situação, o que não é exatamente uma tradição nos clubes brasileiros. Demanda um brutal esforço de marketing, de convencimento de investidores, de vender o clube a quem possa e queira comprar, por exemplo, espaço em camiseta.
Tenho cá prá mim que o Peixe, até agora, lidou bem com o caso Neymar. Manteve o guri, valorizando seu passe e utilizando sua imagem para angariar torcedores e investidores. Mas, chega um momento em que o esforço já não compensa e é hora de usar outra estratégia. O Santos não resiste muito mais tempo ao assédio europeu. É questão de tempo para Neymar bater asas. O que será salutar para ele, por ganhar cancha entre os melhores, e para o clube, que faz um caixa considerável para investir em outras joias. Se é que tem planos para isso...
Neymar vale a pena?

11 novembro 2011

Noite vascaína

O Vaishco fez das tripas coração e reverteu a desvantagem do jogo de ida contra os peruanos do Universitário. Não foi fácil! Apesar de sair na frente, os cruzmaltinos deixaram os visitantes abrirem vantagem no placar e tiveram de suar para fazer 3 de diferença. O time carioca usou de malandragem (molharam o gramado para dificultar o jogo peruano) e sufocou o adversário, que também não era lá essas coisas. Aproveitando-se do vigor da torcida, de um frango do arqueiro peruano e da noite inspirada do nada trapalhão Dedé, o time da camisa horrorosa se impôs e martelou até marcar os gols necessários, demonstrando vontade. Essa vitória pode ajudar o time na reta final do Brasileirão, dando o ânimo que o time precisa para se manter na dianteira. Fiquei decepcionado com o tal Bernardo, que seria uma revelação da Colina... Limitou-se a fazer cera, quando o time estava ganhando, e a posar de animador da torcida, quando o jogo já estava no papo. Nos momentos em que o time precisou, o moleque não apareceu e, pior, atrapalhou. Pareceu-me um farsante - pelo menos nesse jogo.
Enquanto isso...
No Gabão, o selecionado brazuca batia-se contra um gramado lastimável e um time atabalhoado em troca de 1 milhão de reais. Achei que a quantia não justifica o jogo, além de ser para favorecer mais um ditador em país africano.

12 agosto 2011

Paciência...

Mano Menezes perdeu mais uma. Desta feita, contra a sempre poderosa Alemanha, que contou com um time também jovem, mas já melhor formado, e a torcida apoiando no estádio lotado. Ozalemão fizeram sua parte, jogando melhor que nós. Aquele Götze promete! Com o resultado, a era Mano Menezes amarga uma campanha ruim, com apenas 6 vitórias em 13 jogos, nenhuma contra um time expressivo. Aliás, quando enfrentamos os chamados "grandes", tomamos na tarraqueta.
Penso que Mano faz bem em testar novos jogadores, mas falta um pouco de bom senso nesses ensaios! Ralf? Fernandinho? Nossa meiúca precisa de mais 'catigoria' e ele me vem com esses manés? E nada de chamar o Arouca? Confesso que não entendo muito bem os critérios do treinador. Falta ele encontrar o time, o esquema... Talvez o 4-3-3 não seja uma boa ideia, afinal das contas.
Nossas laterais continuam sofríveis. E o pior é que não há muitas opções no mercado. Mas insistir com o tal do André Santos já beira a burrice. Para piorar, nosso ataque, sempre temido, deixa a desejar. Pato caminha alegremente pelo gramado, mas gol que é bom, necas. Fred, quando entrou, pouco fez. Robinho continua sendo mentiroso.
Os argentinos têm razão: Mano não terá vida fácil...
Enquanto isso...
Por aqui, o Framengo tomou uma dose de "culargol" e vem subindo na tabela, apresentando um futebol 'di qualidade'. O trio Ronaldinho/Thiago Neves/Renato é digno de ser trancafiado em uma cela, mas, ainda assim, vem jogando bola. Uma hora ou outra um deles desempenha, tem um lampejo, um momento de lucidez e o time sai bem na foto. As duas últimas vitórias, obtidas nos estertores, deixam o time com crédito junto à torcida.
A esperança dos homens de bem é que essa fase passe logo e os jogadores voltem ao seu normal: Ronaldinho no chinelo, TNeves fazendo alguma trapaça e Jael dando uns tapas no treinador - o que seria até merecido, já que se trata de Luxeba.
Mas, até lá, haja paciência para aguentar a maloqueirada...

17 julho 2011

Era una vez...

La Cuepa Amiérica
Los Hermanos amargaram uma eliminação em jogo candente com os vizinhos platinos, com decisão levada a cabo nos penais. O papel de vilão no tango argentino ficou a cargo de Tevez, que está prestes a voltar a ser corintiano. Que sina! Elimina o próprio time nacional e volta a jogar no Curíntia! Vai ser azarado assim lá longe! Com a eliminação, a Argentina continua amargando um longo jejum de conquistas - já vai para a segunda década sem títulos, e Messi permanece sendo questionado em seu país. Vamos convir que Messi não tem com quem jogar nesse timinho alvi-celeste. Higuain, Tevez, Mascherano... Ficaram devendo muito. Já os uruguaios se superaram na base da vontade, jogando com um a menos durante a segunda etapa contra um time melhor tecnicamente. Com a eliminação do Chile e do Brasil, o caneco fica na mão dos uruguaios!
Brasil que jogou bem, em sua melhor partida da Copa América, com um conjunto funcionando na meiúca, tocando a bola, criando inúmeras chances e sem dar brechas ao adversário. Pena que o melão não balançou o barbante paraguaio, muito por conta de imprecisão nas conclusões, mas também graças a, no mínimo, duas grandes defesas do arqueiro Villar. Pelo menos vimos que com o Ganso o meio de campo do Brasil tem jogada, tem lucidez. Vimos que Robinho, quando quer, pode jogar bem. Vimos que podemos ter um time. Mas não vimos Neymar afirmando-se com a amarelinha. A jovem estrela ficou devendo, pois apareceu muito abaixo da expectativa que todos tínhamos em relação à sua participação na competição. E o Paraguai passa à semi-final sem ter ganho UMA partida sequer.
Mano Menezes não esconde a decepção ao ser eliminado nas quartas de final em sua primeira competição oficial à frente da Seleção Brasileira  Foto: Ricardo Matsukawa/Terra 
Piadinha da Copa América: "foie gras é a iguaria mais desejada neste momento, pois todo brasileiro quer comer o fígado do Pato, do Ganso e, se der, do Mano também".
Brasileirão
Os Coxas estão reclamando da arbitragem do jogo contra o Flu e eu ainda não entendi o motivo. O árbitro não comprometeu a partida, muito embora tenha cometido um errinho ou outro para ambos os lados. Fico pensando que os coxas querem que o árbitro erre a favor do time para acharem que ele não roubou! Enfim, o Flu não jogou nada e em 3 lances de bobeira, permitiu que o Coxa fizesse o placar. Coxa que não jogou para merecer o placar e nem a vitória, ainda que tenha um time bastante razoável, tentando voltar a empolgar a torcida - com o time da Copa do Brasil na memória. Tcheco jogou pacas, sendo o nome da partida, tocando a bola e ditando o ritmo do time. No Flu, um amontoado de jogadores sem norte, sem maestro. Falta um cara que mostre o jogo aos demais, como fazia Conca e como faz Ganso. Só jogadores esforçados, no máximo. Souza está longe de ser o cara que cumpra esse papel. Deco, eventualmente, se deixar o DM, pode se candidatar à vaga. E esse Edinho é um bonde!
Para minha surpresa, o São paulo contratou o Adilson Batista para o comando técnico da equipe, na vaga de Carpegianni. Adilson já deu mostras suficientes de que não está, digamos assim, numa boa fase. Juvenal Juvêncio faz questão de ser polêmico...
E o Curíntia vai esvaziar os cofres para ter Carlitos Tevez de volta. Apostar num jogador que há um bom tempo não vem jogando bem é, no mínimo, bastante arriscado, para ficarmos no campo das suposições.

05 junho 2011

Seleção decepcionante

A Seleção decepcionou no Goiás. A escalação com 3 atacantes enganou, dando a entender que iríamos atacar os laranjas e fazer bonito no retorno aos jogos em casa. O nosso time se limitou a esparsos momentos de futebol e ficou devendo uma apresentação decente. Só fomos melhores que os holandeses quando eles cansaram. Antes disso, mal conseguíamos manter a bola, em total falta de brilho. O lugar do Elano não é na meiúca, armando solitariamente. Ele é um bom coadjuvante nessa função, mas não pode ser o protagonista. Falta-lhe exatamente a inspiração de um Ganso, que tem o talento para envergar a 10. Nossos laterais estiveram abaixo da crítica. No lado esquerdo, André Santos manteve a sua média - foi ridículo. Não sabe o que fazer com a redonda nos pés. Acho que nem no banco poderia estar, mas, enfim, Mano segue Dunga nessa bobagem. Marcelo é muito mais bola, mas não é chamado para vestir a amarelinha. Daniel Alves, mais uma vez, jogou mal. Bom jogador, mas na Copa e depois dela, não tem repetido as atuações que o consagraram na lateral - muito menos as que faz pelo Barça. Talvez até já valesse a pena investir num outro nome para lhe fazer sombra. A zaga segue sendo nosso ponto forte, com dois bons nomes. Lúcio não tem idade para a próxima Copa, o que sugere a necessidade de ir testando um substituto. Thiago Silva é o cara da zaga. Na meiúca, nosso problema. Ramires, Lucas e Elano não conseguiram criar o jogo. São jogadores de vitalidade, de disposição, mas não têm o tempero para armar o time. Ainda sou mais usar o Arouca nessa composição, por ter mais saída de bola. Na frente, Robinho, Fred e Neymar não se entenderam. O milanista pouco apareceu e o camisa 9 também foi bastante apagado. Neymar até chegou a empolgar a torcida, mais pela imagem de celebridade midiática que pelo futebol apresentado.
Ou seja, fizemos um papelão em jogo que tínhamos orbigação de ganhar. Jogando com força máxima contra uma Holanda cheia de novos atletas, era o momento de brilharmos jogando no ataque, fazendo gols e empolgando a torcida. Ficamos na burocracia.
Mano é um treinador que dá pinta de ser "paneleiro". Demora a mexer no time e não ousa nem em jogos amistosos - sabe-se lá com medo de quê. Se a escalação inicial prometia, o desenrolar do jogo mostrou que o esquema não funcionou. Embora eu não considere o Mano um obtuso como o Dunga, ele também dá sinais de que tem limitações de leitura de jogo e de experimentação. Viveremos dias difíceis na torcida pela Seleção.

27 março 2011

Aqui e acolá

No Emirates Stadium, em Londres, onde o Brasil tem jogado com bastante freqüência, a Seleção de Mano Menezes bateu a Escócia com dois gols de Neymar, destaque da partida. O time não fez uma apresentação brilhante, mas jogou para o gasto, contra um adversário limitado tecnicamente - por vezes, os escoceses pareciam não saber o que fazer com a bola, como se inebriados pelo produto mais difundido da cultura escocesa. À parte o fraco adversário e os desfalques que atrapalharam a escalação, pudemos perceber que certos nomes, insistentemente chamados por Mano, não colam com a amarelinha. Jadson e Renato Augusto não devem durar muito por lá, pois Kaká e Ganso devem assumir seus lugares. Também pudemos ver que Lucas tem futuro nessa constelação. Novo, participou com certa desenvoltura. Penso que a escalação de Lúcio, jogador veterano, bom zagueiro, mas que, por conta da idade, dificilmente chegará a disputar as competições previstas, ainda mais por conta dos nomes que estão a surgir, deveu-se à pressão por resultados, já que os últimos dois jogos foram de derrotas para o nosso time.
No estadual dos Bandeirantes, Rogério Ceni fez história e fez em cima do Timão, para delírio dos torcedores do time do Morumbi e desgosto dos 'mano', que ainda viram um tabu de 4 anos escoar pelo ralo. Ao anotar seu centésimo gol, o goleiro-artilheiro marca seu nome no futebol mundial, coroando uma longa carreira que, claro, já está na fase descendente. Talvez seja o momento de Rogério Ceni sair de cena, ainda por cima, ainda brilhando. Já o Curíntia, assim como os Bambis, permanece no encalço do Parmêra, líder do certame paulista. Mas vai ter de ajeitar o time para a entrada de Adriano, contratado para assumir o comando do ataque no time. Eu acho que o Timão vai se enterrar, pois Liedson vem bem e o problemático Imperador não veio para somar, mas para complicar.
Já no Clássico dos Gigantes, houve maus tratos à bola. No primeiro tempo, até que o jogo rendeu, com alternância entre as equipes e um certo empenho. Mas, no segundo tempo, o que se viu foi uma acomodação geral e um desprezo à rainha do espetáculo. Nem Flu nem Vaishco mereceram ganhar e o zero no placar reflete o desmerecimento de ambos na recompensa do gol. Pelo lado Tricolor, o resultado é pior, pois o time depende de resultados para tentar chegar à final da Taça Rio. Porém, não se viu nada parecido com a empolgação demonstrada na última partida da Libertadores. Fred e Emerson, por exemplo, mal tocaram na bola. Que se apaguem os 45min finais da partida, pois aquilo não foi futebol.

10 fevereiro 2011

Espetáculo dentro e fora de campo

Mais uma vez, perdemos da França em um jogo. Dessa vez, um amistoso no Parc des Princes, o mesmo palco da fatídica final de 98. Começamos 2011 como terminamos 2010: perdendo para um rival de peso. Assim, segue o tabu de 6 jogos sem ganhar dos Bleus no esporte bretão. O vilão do jogo foi Hernanes que, imprudente, enfiou uma solada no ombro de Benzema, em jogada casual na meiúca. O volante não é desse feitio, o que sugere um lance fortuito, fruto de precipitação, um 'erro de cálculo', como ele alega. Mas, claro, a expulsão foi merecida e pode comprometer seu futuro com a amarelinha. De resto, podemos dizer que JCésar foi o nosso melhor homem em campo, o que significa que não jogamos bem. A meiúca não funcionou, a zaga se atrapalhou e o ataque não participou do jogo. Robinho, mais uma vez, sumiu do jogo, Renato Augusto foi inútil, André Santos (como já se sabe) é fraco para a lateral, Davi Luiz é um tanto destrambelhado e Hulk ainda é muito verde para a Seleção. Talvez o melhor cara da linha tenha sido Daniel Alves, mas por conta de lances eventuais, esporádicos. Mano também tem sua parcela de culpa, afinal, demorou para mexer no time que jogava mal num amistoso. Se não mexer nessa condição, mexe quando?
A partida, claro, não ficou só no âmbito do jogo em si. É, também, um evento comercial, com grande exposição dos patrocinadores, de suas marcas, dos ídolos... Assim, o mundo dos negócios também está presente, transofrmando o evento numa grande oportunidade para encontro de negócios. A Nike usou o evento para sua publicidade e levou toda a cúpula para Paris - a França rompeu no fim de 2010 mais de 30 anos de contrato com a Adidas, multinacional alemã, por um contrato quatro vezes maior com a empresa americana, no valor de US$ 320 milhões. Um alívio nas contas, já que perdeu patrocinadores com o fiasco da Copa da África do Sul e foi obrigada a pagar indenizações milionárias.
Dirigentes do Itaú, patrocinador da seleção e da Copa de 2014, também compareceram. Jogadores usavam o tempo livre para se reunir com empresários - Jadson, Luizão e Júlio César foram alguns deles. Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, foi à França para negociar a renovação do contrato do clube com a Nike. Só a Kentaro, empresa que organiza os jogos do Brasil, convidou 120 empresários e personalidades consideradas chave no mundo dos negócios. Ou seja, rolou uma grana preta ao redor do jogo.
Fluminense
O Flu começou a Libertadores já com o sinal amarelo. Jogando numa chave pedreira, levou sufoco do Argentino Juniors, que não se intimidou como visitante. O time argentino surpreendeu. Não ficou recuado, à espera da pressão. Obermann várias vezes puxava os contra-ataques, em busca de Salcedo e Niell. A tática dos hermanos desconcertou o Flu, que levou alguns sustos. Não foi um desastre total, mas bem perto disso. O Flu tem mais cinco chances para se classificar, mas já queimou um trunfo. Não fosse Rafael Moura, o He-Man, teria sido pior. Com o empate, o Flu vai ter de rebolar para compensar nos jogos fora de casa - e ainda ganhar os outros como anfitrião!

18 janeiro 2011

Os garotos

Jogando Brasil e Paraguai pelo torneio Sul Americano Sub-20 e Pré-Olímpico em Tacna, no Peru. Boto na Band, que é a exclusiva das redes abertas para transmitir a estreia das equipes na competição. O time de Ney Franco promete ofensividade e o adversário declara pretender atacar. A grande sensção do time é o conturbado Neymar, ídolo do Peixe, guri valioso e muito talentoso. Porém, dá-me a impressão de que falta cabeça pro jovem atleta. Culpa da idade? Sem dúvida que a fama precoce gera uma série de facilidades que podem distorcer o comportamento do guri. Inegável. Mas, se soubesse ouvir e prestar atenção, poderia se espelhar no colega Ganso, igualmente talentoso, mas com uma postura bastante diversa. Mais controlado, tímido e reservado, Ganso sugere ser o líder nato, que sabe o que está fazendo e demonstra controle da situação. Neymar exala deslumbre e arrogância. Deixa isso bem claro em campo com sua atitude 'fominha'. Só passa a bola quando a jogada não lhe é mais favorável, não sem antes tentar exaustivamente a trama individual. Evidente que é uma característica inerente ao atacante, necessária à sua função, mas, como tudo, tem de ter limites. A busca pela meta como única jogada limita muito o jogo do cara, mesmo sendo um fora-de-série como Neymar. Chega a irritar, na verdade. Em diversas oportunidades, ele preferiu o arremate ao gol ao invés de olhar a jogada, o seu entorno. Mesmo no segundo gol dele (e da partida), ao fazer o drible no beque, Neymar foi cercado por mais dois, um bem à frente dele. Ainda assim, o neo-punk preferiu arriscar o chute em gol, contando com a sorte para o melão passar entre as pernas do zagueiro para chegar às redes paraguaias. O lance era passar a esfera ao companheiro livre à sua direita, na cara do gol. Ao final da partida, entretanto, o guri sai aclamado, com 4 gols na sacola e a reverência da imprensa ufanista.
Mas, o pior mesmo foi ver a narração da Band. Mais especificamente, os comentários do Denilson, que é uma besta quadrada. Provou sua temenda ignorância ao declarar que Neymar batera bem a penalidade máxima que originou o primero tento brazuca. E como bateu Neymar? Fraco, rasteiro, no meio do gol. O goleiro se joga para um lado e a bola entra no meio da meta, onde estava o arqueiro antes do salto. Isso, definitivamente, não é 'bater bem' um pênalti! Cobrar bem é bater em um dos cantos, de preferência rente ao poste lateral. Se for na gaveta, perfeito! Bater no meio ou é arriscar, como a tal 'cavadinha' que dá o Loco Abreu - e também o Neymar, ou é desespero - normalmente associado a um chute forte, como quem quer fazer da rede um coador, ou é erro mesmo. Assim, o pronunciamento do Denilson é por demais obtuso para não ser criticado.
Ainda o Sub20...
O Uruguai sucumbiu à Argentina. outrora um time talentoso e aguerrido, o vizinho cisplatino parece também ter perdido os brios. Não que perder para a Argentina seja feio, afinal, é sempre perigoso enfrentar a alvi-celeste. mas deixar virar assim, sejamos sinceros, é de deixar qualquer uruguaio indignado. E os brasileiros também...

15 janeiro 2011

O novo uniforme

Vazou o novo 'modelito' da camisa da Seleção brasileira. Antes mesmo do lançamento, marcado para o final de janeiro, a página da Nike na Austrália anuncia o uniforme que será utilizado na Copa América, já com preço - R$ 230,00.
Considerada como “ecologicamente correto”, já que seu material, poliéster, seria de origem 100% reciclada, a camisa apresenta uma faixa verde no peito.
Eu achei ridícula!

11 agosto 2010

Boa estreia

O Brasil de Mano Menezes passou longe do de Dunga. Léguas de distânicia à frente, na escala do bom futebol. Apesar da defesa periclitante, muito por conta da falta de entrosamento, entendo eu, a parte da frente correspondeu aos anseios de quem queria ver um pouco de malabarismo e 'espetáculo' em campo. Mesmo sob o risco da falha, o ataque brasileiro procurou jogar fazendo um pouco de graça, contribuindo para a beleza do jogo. A diferença básica de um time para o outro é que, no atual, a meiúca não é só de destruir. Lucas, Ramires e Hernanes, que entrou no segundo tempo, contribuem na formação das jogadas além de serem solidários na marcação. O entrosamento que faltou na defesa tínhamos no ataque, com os 'meninos da Vila' já sintonizados. Robinho 'Pedalada' foi o que mais abusou das firulas, mas, ainda assim, fez uma ou outra jogadinha interessante. Pato, ainda um pouco perdido, pelo menos marcou o seu em bela jogada do ataque. Neymar não foi excepcional, mas participou de algumas boas iniciativas de ataque e ainda marcou o seu. Ganso foi o nome. Conduziu o time de cabeça em pé e quase fez o seu. Bela estreia para a gurizada desprezada por Dunga. Quem realmente não se saiu bem foi Daniel Alves. Não sei o que deu no paraíba, mas ele não jogou nada que estávamos acostumados a ver. Não fosse um veterano da Seleção, diria que sentiu o peso da camisa.
Segundona
O Coxa perdeu a invencibilidade, mas ainda se mantém no topo da tabela da Série B. Na 'casa alugada', o time do Alto da Glória jogou melhor, pressionou, mas perdeu o prumo quando levou o 1x0 casual. Aí, o Azulão passou a tourear o nervosismo do adversário e chegou ao segundo gol em um penal bastante contestado, ainda no primeiro tempo. Sorte que os adversários tropeçaram, hein?

22 abril 2010

Carta aberta ao Dunga

Dunga, meu amigo, antes de mais nada, confesso que sou seu fã. E desde os tempos em que você jogava de volante. Aliás, no tempo em que eu praticava futebol, tinha um estilo parecido com o seu: duro, firme, decidido. Nada de firulinhas. Futebol é coisa séria.
O que quero é falar que você tem toda a razão. Toda! É como diz o ditado: ‘Não se mexe em equipo que está ganhando’. E o Brasil venceu tudo até aqui. Ganhou a Copa América, se classificou com tranquilidade nas eliminatórias para a Copa do Mundo e ganhou a Copa das Confederações. O que mais se pode querer?
Agora, com razão, você diz que já fez seus testes, que não vai chamar mais ninguém, que não haverá surpresas na convocação. E está muy certo. Que importa se alguns jogadores pioraram nos últimos meses? Que importa se outros melhoraram? Que importa se Alex está bem no Fenerbahce, se Ganso e Neymar parecem um presente dos deuses? Que importa se Adriano não anda acertando nem pênalti. Jogador é como sapato, tem que experimentar antes. Se você não pôde testá-los, paciência. Eles que esperem a próxima Copa. Cada coisa a seu tempo.
Na verdade, acho ótima a sua ideia de levar um monte de volantes. Mostra que a seleção tem direção. Volantes e direção, entendeu a piada? Rá, rá! Hoje estou chistoso.
Pela sua última convocação, creio que você vai levar pelo menos seis deles: Gilberto Silva, Josué, Kléberson e Felipe Melo como volantes, e Elano e Ramires como meias. Sete, se lembrarmos que Júlio Baptista também jogou, e muito bem, como volante. Algumas pessoas podem dizer que, como você jogou nesta posição, está supervalorizando os volantes. Não dê bola para eles. Leve os sete! Volante é como camisinha, sempre é bom ter algumas de reserva.
Nem dê bola para aqueles que dizem que a seleção não tem um meia legítimo, como Ganso e Alex? São uns boludos. Uma Copa não se ganha com meias, mas com botas!
E nada de tirar Adriano só porque ele está com uns probleminhas pessoais e parou de jogar. Nestas horas é que ele precisa de confiança, de amigos.
Se alguém disser que Nilmar é que deveria ser o reserva de Luís Fabiano, e Neymar, o de Robinho, não ligue. Deixe esse Neymar no Brasil! O garoto tem apenas 18 anos. O que pode fazer um garoto de 18 anos?
E, se sugerirem que Alex ou Ganso poderiam ir no lugar de Josué ou Kléberson, não escute. Minha intuição diz que o Brasil ganhará graças a uma bola salva em cima da linha por um destes dois.
Quanto a Ronaldinho Gaúcho, já teve muitas chances. Nem falemos nele.
Também aconselho a não ver as finais do Campeonato Paulista. O que vale um campeonatinho estadual perto de um italiano, de um espanhol? Se Neymar, Ganso e Hernanes (um volante muito criativo para o meu gosto, esqueça-o) fossem realmente bons, estariam lá na Europa.
Não, caro Dunga, chega de novidades. Não precisa levar mais ninguém, principalmente o tal de Neymar.
Por dios, no!
Um abraço de seu fã aqui de Buenos Aires,

Guillermo Vallejo

03 março 2010

Último amistoso

O Brasil venceu a combativa Irlanda no Emirates Stadium, em Londres, em jogo fraco. Começamos levando um calorão dos brucutus, mas tudo ficou fácil depois do gol contra que nos deram. Aliás, mais uma vez a Irlanda foi prejudicada pela arbitragem. Depois de serem desclassifcadas pela França com o gol indevido, foram injustamente penalizados em jogada irregular do nosso ataque. Ainda assim, Robinho foi larguinho no cruzamento, que acabou sendo empurrado para as próprias redes por Andrews. A partir daí, passamos a melhorar na partida, comandando as ações.
Entretanto, acho que ficou claro que dependermos apenas de um cara (Kaká) para armar as jogadas limita muito nosso poderio ofensivo. Ramires não foi bem na função de armador. A suugestão de mantê-lo como volante, que foi como se destacou no Cruzeiro, parece mais coerente com seu estilo. Poderíamos, aí, dispensar as malas Felipe Melo e Gilberto Silva.
Adriano foi outro que não apareceu na partida. limitando-se a comparecer fisicamente na frente, sem colaborar com o jogo. Grafite, mesmo com pouco tempo, fez mais em campo. E Daniel Alves é outro que tem colaborado bem nas partidas.
Apesar de nossa parte defensiva ser um ponto forte, nossa meiúca carece de talento no trato com o melão. Bem ao estilo Dunga de ser, o nosso meio se resume a destruidores que tentam roubar a bola e entregar para o primeiro de amarelo que aparecer. Quero ver como vai ser quando jogarmos de azul...
Passaremos apuros quando precisarmos fazer o resultado frente a adversários fechados na defesa. Será uma dificuldade tremenda, pois não temos as ferramentas adequadas para esse tipo de jogo.

10 fevereiro 2010

Convocação

RGaúcho ficou de fora. Robinho, dentro. Segui-se o roteiro da obviedade, traçado durante o longo trajeto. Coerentemente, Dunga manteve a linha dura e chamou a panela. Como a lateral canhota ainda não se resolveu, ele apostou de novo no Gilberto - que é um bonde. Sou mais o Daniel Alves ali, improvisado.
Goleiros: Julio Cesar (Inter de Milão) e Doni (Roma); sem surpresas e sem comentários. Saõ esses e tudo bem.
Laterais: Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Michel Bastos (Lyon) e Gilberto (Cruzeiro). Gilberto vem jogando no meio, mas Bunga o chamou para a ala. Michel Bastos, sei não... Mas, convenhamos, na ala canhota, estamos numa aridez danada.
Zagueiros: Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan). Juan vem voltando de contusão - espero que bem! Lúcio não vem lá muito bem na Inter, mas sempre se impôs com a Amarelinha. TSilva é o próximo titular e Luisão é tapa buracos.
Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Melo (Juventus), Josué (Wolfsburg) e Kléberson (Flamengo). Acho que é o nosso ponto mais fraco em termos de trato com o melão. GSilva e FMelo, pelamordedeus! Kléberson já teve dias melhores. E Josué nunca foi lá grandes ostras. Eu teria testado melhor o Anderson, o Lucas...
Meias: Ramires (Benfica), Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid) e Júlio Baptista (Roma). JBatista ainda pode dar um caldo, mas acho que teríamos nomes melhores para levar, tais como Ganso, do Peixe.
Atacantes: Nilmar (Villarreal), Adriano (Flamengo), Luís Fabiano (Sevilla) e Robinho (Santos). São os caras. Neymar ainda pode tentar tirar uma casca nessa barca.
De qualquer modo, é um elenco de meter medo em qualquer time por aí. É entrar sério que o caneco tá com uma mão nossa estampada.

19 janeiro 2010

Início de ano

Começaram os estaduais no Brasil, esquentando os tamborins...
Para não variar, o único certame estadual que presta mesmo é o de São Paulo. O resto é fingimento. Sobretudo o carioca, taxado de 'charmoso', mas que é falido, na verdade.
Na primeira rodada (portanto, ainda pouco para conclusões) em que vários contratados estrearam com gols, os fracassos mais destacados ficaram por conta do Curíntia, que só empatou com o Monte Azul, e, sobretudo, dos Bambis, que perderam vexaminosamente para a Lusa, com mais uma besteira de Dagobelho. Desta feita, o atacante-vedete não deve escapar de uma reprimenda do clube. O time do Morumbi me dá a impressão de ter perdido o viço, o brilho. Não que o Gomes tenha culpa, longe disso, já que pegou o bonde encaminhado. Parece que o ambiente por lá já foi mais tranquilo, não?
Apesar dos Estaduais terem iniciado, o assunto, em ano de Copa do Mundo, é a Seleção. Mais especificamente, a possibilidade de RGaúcho ter ou não vaga no elenco escalado por Dunga. As imprensas nacional e internacional têm dado destaque às boas atuações do outrora brilhante jogador, relatando sua aparente recuperação e 'alegria de jogar' - o que beira a viadagem. O fato é que o cara sabe jogar e muito. Mas tem de querer. Se abafar nesse semetre, fica difícil não chamá-lo para ir à África. Aí, vem a inevitável pergunta: quem sai? Robinho não vem jogando nada faz tempo; Júlio Baptista e Elano não têm cacife para competir com Ronaldo... Por outro lado, temos a questão da 'lealdade', que Dunga tanto preza. Será que ele chamaria quem fez corpo mole para sacar quem esteve ralando esse tempo todo? Duro de responder...

15 novembro 2009

O bom, o mau e o feio

O BOM - O Fluminense, com sua indefectível camisa listrada, a mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, cumpriu seu papel de favorito e abotoou o Furaquinho no Maraca. Resultado que era previsto por este que vos escreve, apesar das lamúrias de George Bola e demais sofredores. O Flu vem em desabalada carreira para se recuperar e fugir da degola, jogando um futebol de bom nível, entrosado e empenhado na salvação. O Trétis, comandado pelo Delegado, até tentou, no segundo tempo, apresentar uma reação, mas foi insuficiente para parar a locomotiva Tricolor, comandada por Conca, Máicon e o artilheiro Fred, da impressionante marca de 10 gols nos últimos 10 jogos! Nesse elenco, comprometem Diguinho e Mariano, mas ninguém se compara ao lateral Ney, do Trétis. Que bonde!
O MAU - O Parmêra ganhou, mas na mão grande, como se até pode esperar em jogos em que times grandes dependam de resultado contra os menores. O Sport aprontava para cima do Palestra, quando o árbitro ia marcando um impedimento inexistente do zagueirão Danilo e recuou. O pecado foi ter trinado o instrumento no decorrer do lance, dando margens às justas reclamações do rebaixado time pernambucano. Marcos, o goleiro sincero, extravasou suas impressões de que o time não vem bem, chamando a atenção dos companheiros que só pensam em gandaia. Poucos têm a moral de falar como ele. Menos ainda têm a coragem de falar o que ele fala.
O FEIO - O Buátafogo vem cooperando com o Flu. Jogou nada e perdeu com um sonoro 3x0 do Barueri. A continuar assim, cai o Fogão no lugar do time das Laranjeiras. Lembremos que o time da estrela solitária ainda enfrenta Bambis, Furaquinho e Parmêra, nessa ordem. Uma derrota pode colocá-lo na ZR!
O Avaí, que vem em boa campanha, comandado por Silas, fez bonito ao bater o já inerte Timão. Silas cava seu lugar ao sol dentre os técnicos do país com chances de assumir com autoridade uma grande equipe.
O Galo perdeu de vez o contato com a ponta da tabela ao ser batido pelo Coxa no Couto. Para quem almeja levar o caneco, perder assim é inadmissível.
Seleção
Ganhamos de uma Inglaterra bastante desfalcada. Mas, convenhamos, Nilmar garantiu sua camisa amarela com aquele golaço e com a jogada para o penal desperdiçado por LFabiano.


PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 62 35 17 11 7 49 35 14 59%
Flamengo 60 35 17 9 9 54 43 11 57%
Palmeiras 59 35 16 11 8 54 40 14 56%
Internacional 56 35 16 8 11 58 42 16 53%
Atlético-MG 56 35 16 8 11 54 49 5 53%
Cruzeiro 55 35 16 7 12 51 50 1 52%
Avaí 53 35 14 11 10 56 46 10 50%
Goiás 50 35 14 8 13 58 61 -3 48%
Grêmio 49 35 13 10 12 60 42 18 47%
10º Corinthians 49 35 13 10 12 45 49 -4 47%
11º Barueri 48 35 12 12 11 56 46 10 46%
12º Santos 45 35 11 12 12 51 54 -3 43%
13º Vitória 44 35 12 8 15 47 50 -3 42%
14º Coritiba 44 35 12 8 15 46 51 -5 42%
15º Atlético-PR 43 35 12 7 16 39 48 -9 41%
16º Botafogo 41 35 9 14 12 47 53 -6 39%
17º Fluminense 39 35 9 12 14 41 55 -14 37%
18º Santo André 35 35 9 8 18 36 52 -16 33%
19º Náutico 35 35 9 8 18 42 63 -21 33%
20º Sport 31 35 7 10 18 47 62 -15 30%

15 outubro 2009

Enquete

O Brasil é referência quando se fala de ludopédio... Claro, não só. Se houvesse uma competição em 'atraso intelectual', 'péssima educação escolar', 'maracutaia governamental' e similares, estaríamos nas cabeças, sobretudo em tempos bolivarianos...
Enfim, voltando ao tema, somos os ícones do mundo futebolístico, o que nos enche de orgulho. Mas, imaginemos, por um instante, que uma desgraça se abata sobre o selecionado nacional, uma escassez de talentos, uma maré negra, uma hecatombe, um fator qualquer que nos levasse a um deserto de resultados. Nada de bom, né?
Bem, se pudesse você, caro leitor ou leitora, escolher qual descraça ocorreria com a Seleção, qual delas escolheria?

Opção A - não nos classificarmos, pela primeira vez na história, a uma Copa do Mundo de Futebol, sendo obrigados a ver os jogos sem torcer pelo nosso escrete; ou

Opção B - perdermos a colocação de maiores ganhadores de títulos mundiais, sendo superados, por exemplo, pela Itália, que é a nossa rival mundial (a Argentina é rival local somente).

A 'Opção C - me tira o tubo' não consta na listagem, só para deixar claro que temos apenas e tão somente as duas acima!
E aí?

11 outubro 2009

Afunilando

O destaque desses jogos das Eliminatórias para a Copa na África foi, sem dúvida, a Argentina. Em um jogo épico contra o Peru, os hermanos conseguiram uma vitória nos estertores da partida, com o iluminado Martín Palermo, que saiu do banco para alçar a Argentina a candidata firme a uma vaga na competição máxima do futebol global. São Martín já assegurou sua vaga de santo na Igreja Maradoniana. O selecionado hermano está próximo de evitar um vexame histórico, já que não se ausenta de um Mundial desde 1970. 'Só' falta a partida contra o Uruguai, no Centenário, em Montevidéu, que vem babando para assegurar o seu lugar ao sol também. Mais uma pedreira para Maradona Free-Willy, que amarga uma fase não muito favorável no comando da alvi-celeste.
Já o Brasil, em ritmo de treino, perdeu a invencibilidade de 19 jogos, 16 meses, para a Bolívia, em La Paz. Serviu para ver alguns valores. Já deu para perceber que Nilmar tem lugar no time, assim como Tardelli, em detrimento do Imperador da Laje da Vila Cruzeiro. Ambos se mexem mais, abrem espaços e alternativas, enquanto o brucutu da favela não tem rendido como esperado. Vale a ressalva que o nosso time não jogou bem. Além dos efeitos da altitude, também a ausência de diversos titulares contribuiu para a falta de entrosamento.
Na Europa, Alemanha, Dinamarca, Sérvia e Itália carimbaram o passaporte para a Copa, assim como a Costa do Marfim (África), o Chile (América do Sul), o México e os Estados Unidos (Concacaf). Quem está feio na foto é Portugal, que depende de um resultado para, vejam só, poder ir para a repescagem! Quem diria que Cristiano Ronaldo, prima donna do futebol, poderia ficar de fora da Copa?

06 setembro 2009

'Tamos na Copa.

Seja onde for, estaremos presentes na Copa 2010. Batemos os hermanos no campo deles e deixamos o Maradona em maus lençóis. A Argentina precisa fazer resultados nos próximos jogos, enquanto nós podemos nos dar ao luxo de testar jogadores, novas formações, enfim, fazer experiências.
Precisamos achar o reserva de Luís Fabiano, por exemplo. Adriano não tá lá muito a fim de jogar e só nome não resolve. Pato não incorporou a amarelinha. Sobrou Nilmar, que tem um estilo bastante diverso e é meio pipoqueiro.
Temos 5 posições consolidadas: J César no gol, Juan e Lúcio na zaga, Kaká no meio e L Fabiano no comando de ataque. Qualquer outro nome pode ter alguma controvérsia. Assim, algumas mudanças poderiam ser benéficas para esclarecermos se Robinho fica no time, se Elano começa jogando, se D Alves é um reserva de luxo e se Maicon é o cara na ala destra. E temos de achar alguém para o lado canhoto, que até agora não tem um dono. E, claro, alguém para o lugar de G Silva.
Mas, fomos bem contra o time do lado de lá. Suportamos os primeiros 15min de pressão e emplacamos nos nossos dois primeiros ataques. Uma baita eficiência, típica de time largo. Em condições normais, ou seja, sem tanta felicidade nas conclusões, teríamos virado o primeiro tempo sem mexer no placar. E a pressão seria maior no segundo tempo.
A zaga da Argentina colaborou ao permitir certas incursões na sua área. Os espaços vazios geraram as oportunidades que aproveitamos. Acho que a idade pesou na peça-chave do time de Maradona, implicando em vida curta nos ímpetos iniciais.
O fato é que já podemos tripudiar livremente na cabeça dos argentinos, pois ganhamos mais uma. Estamos impossíveis.