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14 fevereiro 2011

A notícia da semana

O nosso Sub-20 atropelou o do Uruguai e levou o caneco do Campeonato Sul-Americano Sub-20 pela terceira vez consecutiva - já havia sido campeão em 2007, no Paraguai, e em 2009, na Venezuela. É o 11º título da Seleção Brasileira (maior vencedora de todos os tempos) na história da competição realizada desde 1954. De quebra, assegurou a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, para buscar a inédita medalha de ouro. O Uruguai, vice-campeão, também está classificado. Já a Argentina, atual bicampeã olímpica (2004 e 2008), infelizmente não poderá defender o título e terá que se contentar com a vaga no Mundial Sub-20, que será disputado entre julho e agosto na Colômbia. Do que vi, nosso time é tecnicamente bastante superior aos demais. A derrota para a Argentina foi um acidente de percurso motivado pelo nervosismo dos guris, que sentiram o peso do clássico. No mais, Neymar, Lucas e cia. são bastante superiores aos seus pares sulamericanos. A Argentina mostrou um timeco, deixando no ar a dúvida sobre o futuro do time principal. E vale louvar a volta do Uruguai a uma Olimpíada, depois de 84 anos de ausência.
No fraco Paranaense, a dupla Atle-Tiba tem feito o dever de casa e os times farão o clássico no final de semana com ares de decisão do 1º turno. Tem tudo para ser um bom jogo, pois o Coxa está em alta e o Furaquinho vem embalado, com Paulo Baier regendo o time. A nota triste é o Paranito, que virou saco de pancadas.
No previsível Paulista, o Parmêra se organizou e assumiu a dianteira, aproveitando a deixa do Peixe, que ainda espera seus astros. O Curínthia é que parece ter perdido o rumo, enquanto os Bambis encostam nos líderes.
No chato Carioca, o Botafogo tropeçou e fará a semifinal da Taça Guanabara contra o temido Framengo, enquanto o Flu, líder de seu grupo, encara o Boavista. He-Man segue fazendo gols, Loco Abreu retorna ao time contra o rubro-negro, que espera o brilho de Ronaldo Gaúcho. Minha aposta: final da Guanabara com clássico Vovô!
Ronaldo
A notícia da semana é que o Fenômeno vai parar. Com 35 anos, várias cirurgias e muito sobrepeso, o atleta que encantou o mundo com seu futebol anuncia que não dá mais. Pensa e o corpo não reage. Atleta de carreira formidável, despontou pelo Cruzeiro de Belzonte e passou pelos principais clubes de sua época - menos o Fluminense. No Ajax* e no Barça, sucedeu Romário, uma tarefa árdua que foi feita com brilho. Aliás, não saberia dizer qual dos dois foi mais. Talvez o Fenômeno fique na frente pelo critério 'resultados': artilheiro em Copas do Mundo com 15 gols, artilheiro da Seleção (só perde para Pelé) com 62 gols, bi-campeão do Mundo (94 e 02) e eleito o 'melhor do mundo' pela FIFA em 3 ocasiões (1996, 1997 e 2002). Como ele mesmo disse, foi uma linda carreira. Veja o especial que o Estadão preparou aqui!
Óbvio que Ronaldo sai de campo, mas não larga o mundo da bola. Ele é um ícone do futebol e sua imagem tem muito valor para simplesmente se apagar. Ainda mais atrelado aos inúmeros contratos de publicidade, como é o caso atual. Do que deu a entender, Ronaldo não é bobo. Tudo bem, confunde travesti com mulher, mas parece que se mexe bem no mundo dos negócios. Seu envolvimento com empresários, suas iniciativas, embora sem muito detalhes, sugerem que o ex-atleta poderá se dar bem na aposentadoria da bola. Diferente de um Romário, que apela para um carguinho na Câmara para pagar pensão às ex-mulheres, Ronaldo parece suficientemente desenvolto para virar empresário. Tomara que saiba se cercar de gente decente - espertos, claro, mas decentes.

* falha nossa... Era para sair PSV no lugar de Ajax!

10 fevereiro 2011

Espetáculo dentro e fora de campo

Mais uma vez, perdemos da França em um jogo. Dessa vez, um amistoso no Parc des Princes, o mesmo palco da fatídica final de 98. Começamos 2011 como terminamos 2010: perdendo para um rival de peso. Assim, segue o tabu de 6 jogos sem ganhar dos Bleus no esporte bretão. O vilão do jogo foi Hernanes que, imprudente, enfiou uma solada no ombro de Benzema, em jogada casual na meiúca. O volante não é desse feitio, o que sugere um lance fortuito, fruto de precipitação, um 'erro de cálculo', como ele alega. Mas, claro, a expulsão foi merecida e pode comprometer seu futuro com a amarelinha. De resto, podemos dizer que JCésar foi o nosso melhor homem em campo, o que significa que não jogamos bem. A meiúca não funcionou, a zaga se atrapalhou e o ataque não participou do jogo. Robinho, mais uma vez, sumiu do jogo, Renato Augusto foi inútil, André Santos (como já se sabe) é fraco para a lateral, Davi Luiz é um tanto destrambelhado e Hulk ainda é muito verde para a Seleção. Talvez o melhor cara da linha tenha sido Daniel Alves, mas por conta de lances eventuais, esporádicos. Mano também tem sua parcela de culpa, afinal, demorou para mexer no time que jogava mal num amistoso. Se não mexer nessa condição, mexe quando?
A partida, claro, não ficou só no âmbito do jogo em si. É, também, um evento comercial, com grande exposição dos patrocinadores, de suas marcas, dos ídolos... Assim, o mundo dos negócios também está presente, transofrmando o evento numa grande oportunidade para encontro de negócios. A Nike usou o evento para sua publicidade e levou toda a cúpula para Paris - a França rompeu no fim de 2010 mais de 30 anos de contrato com a Adidas, multinacional alemã, por um contrato quatro vezes maior com a empresa americana, no valor de US$ 320 milhões. Um alívio nas contas, já que perdeu patrocinadores com o fiasco da Copa da África do Sul e foi obrigada a pagar indenizações milionárias.
Dirigentes do Itaú, patrocinador da seleção e da Copa de 2014, também compareceram. Jogadores usavam o tempo livre para se reunir com empresários - Jadson, Luizão e Júlio César foram alguns deles. Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, foi à França para negociar a renovação do contrato do clube com a Nike. Só a Kentaro, empresa que organiza os jogos do Brasil, convidou 120 empresários e personalidades consideradas chave no mundo dos negócios. Ou seja, rolou uma grana preta ao redor do jogo.
Fluminense
O Flu começou a Libertadores já com o sinal amarelo. Jogando numa chave pedreira, levou sufoco do Argentino Juniors, que não se intimidou como visitante. O time argentino surpreendeu. Não ficou recuado, à espera da pressão. Obermann várias vezes puxava os contra-ataques, em busca de Salcedo e Niell. A tática dos hermanos desconcertou o Flu, que levou alguns sustos. Não foi um desastre total, mas bem perto disso. O Flu tem mais cinco chances para se classificar, mas já queimou um trunfo. Não fosse Rafael Moura, o He-Man, teria sido pior. Com o empate, o Flu vai ter de rebolar para compensar nos jogos fora de casa - e ainda ganhar os outros como anfitrião!

07 fevereiro 2011

Clássicos

O Trétis afundou de vez o Paranito ao socar-lhe 5 tentos no clássico da capital. O Paraná caminha a passos largos rumo à segundona estadual, segurando a lanterna numa campanha aquém de 'ridícula'. Mesmo com um ambiente conturbado pela recente saída do treinador, o rubro-negro ainda foi mais time que esse amontoado que o Paraná coloca em campo. O time bicolor não ganhou nenhuma partida e Cavalo, seu treinador, não deve durar muito no cargo. Já o Coxa segue na ponta, em jogo que Davi, Rafinha e Marcos Aurélio infernizaram a zaga do 'poderoso' Rio Branco enquanto Bill balançava o barbante. Se o Trétis parar de frescura e jogar bola, é bem capaz que tenhamos a dupla atle-tiba no final.
No Paulista, o Peixe apenas empatou com o Sto. André. Apesar de martelar para empatar o jogo, não conseguiu manter o ritmo para conseguir a virada. Quero só ver quando Neymar e Ganso voltarem ao time. O Curínthia bateu o Parmêra no clássico paulista, mantendo o tabu de não perder para o rival desde 2009. Depois da decepção da eliminação antes mesmo de disputar a Libertadores, com torcedores revoltados depredando o clube, o Timão entrou em campo sob pressão e enfrentava um rival com 5 vitórias consecutivas no cartel. Invertendo a lógica, como é comum no futebol, deu Curínthia, que afasta, por ora, o clima azedo e a ameça de demissão de Tite. O belo gol de Alessandro se deu nos minutos finais, incrementando o sofrimento palmeirense. Pena que resolveu comemorar de modo um tanto inusitado, chutando a placa de propaganda da patrocinadora do Palmeiras e apontando para a patrocinadora do Curínthia. A que ponto chega o comércio, não? A torcida palmeirense ainda viu o time parar nas seguidas intervenções de Júlio César e  Marcos operar alguns 'milagres'. Enfim, foi um jogo disputado que redimiu o elenco alvi-negro mas não aplacou a ira da torcida. Quem tropeçou foi o São Paulo, tomando de 2 do Botafogo de Ribeirão Preto, em noite pouco inspirada de Rivaldo - agora, sim, mostrando o que pode ser ao elenco ao longo de 2011. Apesar da experiência, o coroa foi facilmente contido pela defensiva do time do interior, dando mostras de que sua participação em um time de ponta não será assim tão fácil.
O Clássico Vovô teve todos os ingredientes de um clássico: virada de jogo, confusão entre jogadores, expulsões, árbitro confuso, defesas milagrosas, vários gols... Só faltou justiça! O Flu bateu, mas não levou. Fustigou, mas não marcou. Enquanto o Botafogo teve mais felicidade em suas conclusões e uma ajudinha do árbitro na marcação do segndo penal - inexistente, o Flu manteve mais a posse de bola e tocava o melão. Conca, apagado, não fez jus ao estrelato. Fred esteve nervoso, assim como o resto do elenco, ao tentar reverter o placar. Faltou tranquilidade ao time. E André Luiz leva o troféu abacaxi pela atuação atabalhoada da noite.
No Sub-20, tivemos o clássico Brasil x Argentina. E o Brasil começou mal demonstrando todo seu nervosismo em lances ríspidos de disputa. Até que o zageurião Juan exagerou, desferiu uma cotovelada num atacante em plena área e foi expulso, além de dar o penal para os gringos. Isso tudo antes dos 10min! Bicho burro. Mesmo assim, o Brasil não esmoreceu e foi incisivo na busca pelo empate. Pena que o exibido do Neymar insiste em tentar o drible a toda hora. E sempre encena uma falta, no que nem a mãe dele acredita mais. O gol de desempate dos gringos foi bonito, convenhamos. Apesar da falha da zaga, Iturbe fez uma bela jogada, costurando nossa defensiva.
Nota-se, no jogo dos guris, o papel que a experiência tem na formação do atleta de futebol. Os guris 'espanam' nos momentos decisivos. Perdem a cabeça, são afoitos. Pode a técnica ser refinada, mas carecem de mais tranquilidade no momento de decidir. A tal 'malandragem' que os veteranos ostentam, assim como alguns jovens mais brilhantes - Ganso, por exemplo.

Nota de rodapé: até que enfim o Vaishco ganhou uma, hein? Depois de 4 derrotas e um empate, o time fez 3 pontos em uma partida, na estreia de Ricardo Gomes.

18 janeiro 2011

Os garotos

Jogando Brasil e Paraguai pelo torneio Sul Americano Sub-20 e Pré-Olímpico em Tacna, no Peru. Boto na Band, que é a exclusiva das redes abertas para transmitir a estreia das equipes na competição. O time de Ney Franco promete ofensividade e o adversário declara pretender atacar. A grande sensção do time é o conturbado Neymar, ídolo do Peixe, guri valioso e muito talentoso. Porém, dá-me a impressão de que falta cabeça pro jovem atleta. Culpa da idade? Sem dúvida que a fama precoce gera uma série de facilidades que podem distorcer o comportamento do guri. Inegável. Mas, se soubesse ouvir e prestar atenção, poderia se espelhar no colega Ganso, igualmente talentoso, mas com uma postura bastante diversa. Mais controlado, tímido e reservado, Ganso sugere ser o líder nato, que sabe o que está fazendo e demonstra controle da situação. Neymar exala deslumbre e arrogância. Deixa isso bem claro em campo com sua atitude 'fominha'. Só passa a bola quando a jogada não lhe é mais favorável, não sem antes tentar exaustivamente a trama individual. Evidente que é uma característica inerente ao atacante, necessária à sua função, mas, como tudo, tem de ter limites. A busca pela meta como única jogada limita muito o jogo do cara, mesmo sendo um fora-de-série como Neymar. Chega a irritar, na verdade. Em diversas oportunidades, ele preferiu o arremate ao gol ao invés de olhar a jogada, o seu entorno. Mesmo no segundo gol dele (e da partida), ao fazer o drible no beque, Neymar foi cercado por mais dois, um bem à frente dele. Ainda assim, o neo-punk preferiu arriscar o chute em gol, contando com a sorte para o melão passar entre as pernas do zagueiro para chegar às redes paraguaias. O lance era passar a esfera ao companheiro livre à sua direita, na cara do gol. Ao final da partida, entretanto, o guri sai aclamado, com 4 gols na sacola e a reverência da imprensa ufanista.
Mas, o pior mesmo foi ver a narração da Band. Mais especificamente, os comentários do Denilson, que é uma besta quadrada. Provou sua temenda ignorância ao declarar que Neymar batera bem a penalidade máxima que originou o primero tento brazuca. E como bateu Neymar? Fraco, rasteiro, no meio do gol. O goleiro se joga para um lado e a bola entra no meio da meta, onde estava o arqueiro antes do salto. Isso, definitivamente, não é 'bater bem' um pênalti! Cobrar bem é bater em um dos cantos, de preferência rente ao poste lateral. Se for na gaveta, perfeito! Bater no meio ou é arriscar, como a tal 'cavadinha' que dá o Loco Abreu - e também o Neymar, ou é desespero - normalmente associado a um chute forte, como quem quer fazer da rede um coador, ou é erro mesmo. Assim, o pronunciamento do Denilson é por demais obtuso para não ser criticado.
Ainda o Sub20...
O Uruguai sucumbiu à Argentina. outrora um time talentoso e aguerrido, o vizinho cisplatino parece também ter perdido os brios. Não que perder para a Argentina seja feio, afinal, é sempre perigoso enfrentar a alvi-celeste. mas deixar virar assim, sejamos sinceros, é de deixar qualquer uruguaio indignado. E os brasileiros também...

13 outubro 2009

Sub 20

Brasil e Gana fazem a final do Mundial Sub 20 nesta sexta-feira, às 15h. Corujo e Mago Roger já estão convocados para ver o embate lá em casa...
Os crioulos passaram pela Hungria gemendo. Os magiares estiveram sempre na cola dos africanos e por pouco não empatam no final, quando impuseram a 'blitz' pelo empate. O destaque ganês foi o atacante Adiyiah, autor de dois dos três gols de seu time e artilheiro da competição com 8 bolas no barbante. Fortes e rápidos, os ganeses darão trabalho.
A Seleção Canarinho, por seu turno, suou para bater a Costa Rica pelo placar mínimo, com gol de Alan Kardec. Os centro-americanos armaram uma defesa sólida e foram combativos na meiúca. Não foi fácil para as jovens promessas brazucas, que até trocavam passes, mas pecavam nas firulas. Pelo menos duas bobeiras na meia-cancha quase resultaram em um contra-ataque fatal. Deu-me a impressão que o nosso time está 'se achando'. Se não saírem logo do pedestal, levam uma fumecada firme dos ganeses.

27 setembro 2009

Aleluia!

Finalmente, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, voltou a sentir o gosto de uma vitória. A vítima foi o Avaí, que conseguiu falhar mais que o Tricolor. As defesas foram um espetáculo à parte: um show de horrores! Esmeraram-se em maltratar a bola e fizeram a alegria dos atacantes. Menos mal para o Flu, que quase sai da lanterna...
Outro jogo em que as defesas deram um mole danado foi no Clássico Majestoso. Os Bambis conseguiram entregar um gol para o Fofômeno, que mal apareceu na partida. E os gambás insistiam em pererecar a redonda na zona do agrião, sem conseguir construir uma jogada. Enfim, foi um jogo duro de ver. Erros de passe em profusão, jogadores abaixo da média... Fraco.
Mantendo a média de 'defesas em pane', fabão também conseguiu fazer das suas no jogo do Peixe com o Galo. O segundo gol mineiro foi uma obra-prima do atabalhoado zagueiro, que se inspirou no famigerado Adel e entregou o ouro ao bandido ao dominar a bola com a canela, acarretando na penalidade máxima que acarretou no tento do adversário. Um fiasco.

Sub 20
No torneio disputado no Egito, o Brasil estreou bem contra a Costa Rica. Quer dizer, o resultado foi bom, mas só foi conseguido graças a um erro do árbitro e a uma boa dose de sorte. Aos 20min, um penal não marcado contra a nossa defesa, facilitou para nós. Logo em seguida, num ataque muito feliz, fizemos o primeiro. Não demoramos e marcamos o segundo, em um contra-ataque mortal. Aí, desabou a casa costariquenha... Acabamos o primeiro tempo com 3x0. Ficou fácil ampliar o marcador.