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02 maio 2013

A nova onda

A decisão alemã da Copa dos Campeões de 2013 ilustra o bom momento do futebol tedesco. Afinal, eliminar os poderosos Barça e Real Madrid não é feito desprezível. Os clubes espanhóis são os grandes ganha-títulos das últimas décadas do futebol europeu, com metade dos títulos nas últimas 16 edições - contra 2 alemães, 4 ingleses, 1 português e 1 italiano. O recente desempenho do futebol germânico não parece ser ao acaso, considerando o bom papel do selecionado na última Copa do Mundo, onde jovens talentos brilharam intensamente, como o Müller, Schweinsteiger e Özil. O campeonato nacional tem a melhor média de público do mundo, com mais de 45 mil cabeças por partida - e olhe que ter mais público que o campeonato baiano não é bolinho! A 50ª temporada do Campeonato Alemão mostrou equilíbrio, estádios lotados e boa saúde financeira de seus times, motivos de orgulho para um dos centros mais tradicionais do esporte. Nas últimas dez edições, cinco campeões diferentes provam o quanto é difícil vencer o certame chucrute. O Bayern, atual campeão que recentemente fez duas finais de Liga dos Campeões da Europa, não levantava a taça havia dois anos. A Bundesliga pode se orgulhar de ser a única liga nacional europeia sustentável - ou seja, não está com suas contas no vermelho. Na temporada 2011/12, a receita somada dos 18 clubes participantes chegou aos 2 bilhões de euros, com clubes bem organizados, infra-estrutura ‘top’ e tranquilidade para os jogadores exercerem a sua função, sem contratações mirabolantes. Já o Barça, o grande time dos últimos tempos, que substituiu a geração de Ronaldinho, Deco e Eto'o com a de Messi, Xavi, Fábregas e Iniesta, parece dar sinais de algum vício que inibe o mesmo esplendor. Talvez uma certa acomodação, associada à necessidade de oxigenação de um elenco que começava a dar sinais de cansaço, criando uma "messidependência", dando razão a quem diz que o Barça sofre com a falta de peças mais confiáveis, como um zagueiro para substituir Puyol e opções ofensivas mais eficientes que Alexis e Pedro. Embora a filosofia do clube seja louvável, deve-se reconhecer quando é necessário buscar peças no mercado. A julgar pelas especulações da imprensa espanhola, a diretoria blaugrana já percebeu isso e prometem-se bons reforços na próxima temporada. Além de Neymar no ataque, um zagueiro, um centroavante e uma sombra para Daniel Alves seriam importantes para o plantel.
Getty Images
Lewandowski, não o do STF, enfiou 4 no Real Madrid.
Foto: Getty Images

29 maio 2011

A redenção do futebol

O Barcelona ganhou do Manchester de 3x1 e levou pela quarta vez o caneco da Liga dos Campeões da Europa. Apesar do Bruno achar que só vale jogo com muitos gols e chutes a gol (vascaíno é mesmo limitado), o embate europeu foi uma bela partida, onde o toque de bola espanhol predominou e, mais uma vez, mostrou a força do time catalão - hoje, o melhor time do planeta, indiscutivelmente. E olhe que o Manchester não é um timinho e tampouco se portou de modo covarde como o Real Madrid, que apelou até para botinadas. Os ingleses começaram bem, pressionando, mas não conseguiram manter o ritmo. Aos poucos o Barça impôs o seu estilo e passou a comandar a partida, mantendo os 2/3 de posse de bola. O toque de bola acaba levando ao gol, como foi o de abertura de placar, com passe magistral de Xavi para a conclusão de Pedro.
Ainda tem chão para ser percorrido, mas o Barça vem se candidatando a ser um dos melhores times de todos os tempos, perfilando com o Real Madrid de Di Stéfano, com o Santos de Pelé, com o Ajax de Cruyff e com a Máquina Tricolor. O Barça encanta não só porque ganha, mas por ganhar jogando bem, ao melhor estilo do que pregava Telê Santana. O time não bate, não apela, não faz anti-jogo, não tumultua... Apenas joga bola, num estilo vistoso, bonito que seduz a todos (exceto o Bruno, claro). Uma equipe que se atém ao essencial do futebol: o jogar bem! O ganhar vem como conseqüência dessa prática, numa postura que é a redenção daqueles que apreciam o lúdico e não sucumbem à idiotice da objetividade.
A esperança daqueles que, como nós, apreciam o futebol bonito que gera vitórias, é que o exemplo do Barcelona se espraie mundo afora e ilumine as alcovas ludopédicas, eliminando as sombras do futebol retranqueiro e leve o brilho do toque de bola e do espetáculo. Que se proliferem os esquemas ofensivos e ousados, jogando para escanteio os brucutus "marcadores" e os "ferrolhos" que só servem para não jogar.
Um brinde ao bom futebol!

29 abril 2011

Internacionais

Na Europa, a Champions League teve uma rodada de gala com o clássico espanhol, onde o Barça, mais uma vez, levou vantagem. Marcando ferrenhamente, a ponto de abdicar do ataque por certos momentos, o Real Madrid praticou um futebol digno da era Dunga. Aliás, nunca vi o time merengue dar tanto pau. O tal do Pepe foi merecidamente expulso por uma solada em Daniel Alves mas, mesmo assim, os atletas de branco acusam o Barça de ser um time de chorões. Porém, o que se viu foi um Barcelona tocando a bola (72% de posse) contra um Real Madrid querendo apenas contragolpear, usando até de rispidez para parar as jogadas. Mourinho, um tremendo retranqueiro, culpa a arbitragem por sempre acabar com 10 jogadores em campo, quando a causa pode muito bem ser outra: a falta de controle dos merengues. Cruyf e Di Stéfano têm razão nas críticas ao clube da capital espanhola. Messi marcou os 2 gols e saiu aclamado de campo - de novo. Mesmo os argentinos mais desconfiados, que cobram atuações similares do baixinho vestindo a alvi-celeste, rendem-se à categoria daquele que vem para ser o maior ícone do futebol em tempos modernos - embora eu ache que o Ganso, na Europa, rivalizaria com o hermano. O Barça, hoje, é "o" time, que toca a bola com maestria e conduz o jogo ao seu sabor, reduzindo bastante as chances do adversário tentar algo. Com uma meiúca sólida e talentosa, aliada a um ataque rápido e criativo, juntos a uma zaga confiável, fica difícil bater os catalães.
Na Libertadores, o Peixe bateu o América do México com uma boa atuação da dupla Neymar/Ganso - este, aliás, marcou o gol da vitória. O Santos, além desses dois craques, tem Arouca, que joga muito, Danilo, que vem se revelando outro bom valor, e Elano, outro bom jogador! Se conseguir resolver o problema da zaga fraca, o Peixe atropela.
Quem vem desembestado é o Cruzeiro. Ganhou mais uma e segue sendo o melhor da Libertadores. Só o alvi-celeste mineiro e o Libertad se mantiveram invictos, mas o time paraguaio pegou uma chave baba. Desta feita, a vítima cruzeirense foi o Once Caldas, que levou uma piaba em casa e fica em maus lençóis para o jogo da volta.
O Inter comemorou o empate com o Peñarol lá no Uruguai, que pode significar um jogo mais fácil no Beira-Rio. E o empate soa ainda melhor sabendo que o arqui-rival levou uma invertida do Universidad Católica em pleno Olímpico! Que houve com o "Imortal"? Fez bem em dispensar o complicado Carlos Alberto, mas não reencontra o bom futebol.
No Engenhão, tudo pronto para mais um jogo do time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, times em campo, bola no meio... Êpa! Cadê a luz? Pois é... Mais uma vez, no principal estádio brasileiro, palco escolhido para jogos internacionais, Copa do Mundo em 2014, falta luz no momento do jogo. Como pode?? Só no Rio mesmo para ter esse tipo de esculhambação... Bem, o jogo, como não podia deixar de ser, foi de um tempo na quinta e outro na sexta. O Flu começou bem e marcou logo aos 3min, mas assumiu uma postura passiva, quase indolente, que foi castigada com o gol de empate dos paraguaios, que estavam mandando no segundo tempo. Aí a sorte resolveu sorrir para o Tricolor, que achou dois gols, mesmo apático, e fechou a conta nos 3x1, garantindo uma folga confortável para o jogo da volta! Ufa!

17 fevereiro 2011

Internacionais

Liga dos Campeões
O Arsenal recebeu o Barcelona no Emirates Stadium, no primeiro confronto das oitavas da Liga dos Campeões da Europa, e se deu bem. Virou o jogo para cima do time mais temido do planeta em um bom jogo de futebol, com duas equipes técnicas. O Barça manteve mais a bola no pé (60% de posse de bola) mas deu mole em dois lances decisivos. O segundo gol do Arsenal, aliás, foi exemplo de contra-ataque mortal. O primeiro tempo foi dominado pela equipe catalã, que mantinha o Arsenal acuado. Porém, a alteração promovida por Arséne Wenger mudou o panorama do jogo e o segundo tempo foi dos ingleses. A entrada de Andrei Arshavin no lugar de Song organizou os Gunners. E eu achei que o tal do Van Persie é limitadinho. O próximo jogo é no Camp Nou (08mar), onde a torcida catalã espera fazer a festa, enquanto o Arsenal pretende fazer história e chegar ao seu primeiro título continental.
Libertadores
O Peixe pipocou e ficou só no empate com o Deportivo Táchira, da Venezuela, que mal sabe o que é futebol. País que joga beisebol e elege Chávez, não merece crédito. Ainda assim, o time da baixada Santista não foi bem, com uma atuação bastante apagada. Claro que foi melhor que o adversário, mas ligeiramente melhor, apenas. Elano foi sombra do que vinha jogando. Neymar e Arouca, retornando ao time, também careceram de brilho. Apesar da frustração, não foi tão ruim considerando as condições: estreia, retorno de peças-chave ao time, ausência de jogadores...
O Cruzeiro se vingou do Estudiantes e aplicou uma sonora goleada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, com boa atuação do veterano Roger e de Montillo. Uma 'vingancinha' pela final de 2009, quando o time argentino levou a melhor sobre os mineiros na decisão do mesmo torneio. Verón já devia pensar no que fazer após o futebol.
O Inter também vacilou e cedeu o empate ao Emelec, em partida disputada no Estádio George Capwell, em Guayaquil, no Equador. O jogo foi vermelho, pois o Colorado dominou. Perdeu várias chances, marcou o seu, teve penal não anotado... Enfim, foi bem superior. Porém, no finalzinho, aos 49min, uma bola alçada na área do time brazuca encontrou a cabeça de Giménez que, livre, balançou o barbante da meta colorada. Uma pena...

30 setembro 2009

Marrecada

Já apontada pelo ilustre coxa-branca Cássio (o popular Cassiobanhas), o Náutico acabou de se consagrar como o rei das vergonheiras no futebol. Depois do vexaminoso papel na 'Batalha dos Aflitos', motivo até de DVD gremista*, o Timbu coleciona alguns vexames futebolísticos bastante peculiares. O último foi esse, frente ao tricolor do Morumbi. Sai na frente e tem dois jogadores a mais. Cenário para uma vitória em casa. Mas o que faz o Timbu? Amarela e permite a virada, ao melhor estilo Furaquinho na Arena. Time desses tem mais é que ficar lá na segundona mesmo. Bom para o Flu, que vê a diferença ao patamar da salvação diminuir.

Liga dos Campeões
Cristiano Ronaldo, o metrosexual dos gramados, foi o destaque na partida do Real contra o Olympique de Marselha, na qual o time merengue sapecou 3x0 nos franceses, mantendo os 100% no certame. Verdade que o Olympique não foi lá um adversário dos mais aguerridos, mas o vedete português incomodou.
Já o Milan, que enfrentou um adversário inexpressivo, fez feio e perdeu para o Zurich, em casa, com um golaço de letra de Tihinen, aos 10min do primeiro tempo. Convenhamos, perder para time suíço é quase como perder para o Tuna Luso! Crise no time de Ronaldo Gaúcho (de novo)!

28 maio 2009

Quarta-feira gorda!

Para quem curte futebol, ontem foi um dia cheio de boas atrações - e nem estou me referindo à minha participação nos gramados... Jogos nacionais e internacionais prenderam a atenção dos amantes do ludopédio. Imagino que as esposas, namoradas e amantes (e o Braz, que agora se dedica ao golfe) não fiquem lá muito contentes, mas é o preço a se pagar.
Começamos às 15h45, com a final da Liga dos Campeões entre Machester e Barcelona. Jogo que tinha tudo para ser histórico antes mesmo de começar, pois os dois times não obedecem à lógica do 'vencer feio e perder bonito'. São equipes esforçadas, criativas e combativas. Os ingleses contam com uma defesa melhor, enquanto os espanhóis apostam no ataque, o que não implica em ausência de maiores competências de ambas as partes. Também, ambos contam com jogadores talentosos, o que contribui decisivamente para o espetáculo - que não se resume a 'Messi x Cristiano Ronaldo'. Deve ser por isso que ambos conquistaram as respectivas ligas nacionais. A vitória catalã mostra que o time que mais atacou levou o caneco: 32 gols em 13 partidas (2,46 por jogo). Foi também o time que disputou 61 partidas para ganhar tudo - Liga dos Campeões, Copa do Rei e Campeonato Espanhol - marcou 157 vezes - média de 2,57 no ano. Em 61 partidas, fez gol em 55 e só passou seis jogos em branco. Nada mal! O time joga num 4-3-3, com dois homens abertos pelos lados e um volante apenas. Dois armadores capazes de passes ousados, sempre em linha reta, em direção ao gol. O Barça é, hoje, o melhor ataque do mundo.
O jogo começou franco, com o Manchester fustigando o Barça, sobretudo com estocadas do jogador-vedete português. Mas, na primeira cargta espanhola, Eto'o, que é melhor que o Obina, balançou o barbante, logo aos 10min de jogo, esfriando os ânimos ingleses. Daí para frente, o embate ficou morno, quase burocrático, decepcionando as expectativas de um jogo acirrado e emblemático do bom futebol. O Manchester não conseguiu se achar em campo e deixou de ameaçar a meta de Valdés. E o Barça esperava o adversário, sem maiores preocupações. Lances esporádicos acionaram os arqueiros, porém sem suscitar maiores emoções. O gol de Messi, decretando o fim das esperanças do time vermelho (que jogava de branco), só fez jus ao jogador, que passa a ser o favorito a 'melhor do mundo' na atualidade.
Copa do Brasil
Na Copa do Brasil, nenhuma surpresa. O Curíntia empatou com o Vaishco e segue firme como candidato a fazer a final contra o Inter - considerado favorito. O time de São Januário, embora tenha mostrado valentia, dificilmente superará o embalado Timão no Pacaembu. Não só pela pressão da torcida, mas também por que, tecnicamente, o time paulista demonstra mais solidez.
O Inter recebeu o Coxa e teve de se esforçar para mostrar quem mandava no Beira-Rio. O time de Renê Simões soube jogar, marcando bem a meiúca colorada. Ao abrir o marcador, a equipe paranaense mostrou que pode se superar na base da vontade. Mas, a falta de um jogador mais ativo como Marcelinho Paraíba, que conduz as armações coritibanas, associada à completa inaptidão de Ariel Marzipan para lidar com uma esfera, dificultaram a missão do time do Alto da Glória. Os 3x1 pró-gaúchos praticamente determinam a eliminação coxa-branca. O Coxa, aliás, vai tentar uma última cartada: está em vias de contratar Evander Holyfield para marcar o Taison! O neguinho é ligeiro e bagunçou o coreto do Coritiba.
Libertadores
Também sem surpresas. O Grêmio se bateu, não jogou lá essas coisas, mas arrancou um empate de bom tamanho contra o Caraaacas!, jogando lá, na 'casa do Caracas', num gramado para lá de ruim. Foi um embate dos 100%: o Caracas havia ganho todas em casa e o Grêmio vencera todas como visitante. Ambos perderam as marcas, mas o Grêmio sai na vantagem por poder decidir em casa.
E o Cruzeiro fez o que a torcida exigiu: bateu os Bambis no Mineirão, quebrando o tabu de 9 jogos sem vitória contra os paulistas, e leva a vantagem do empate para o Morumba.