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09 janeiro 2022

Flu 2021 e 2022


O Fluminense teve um desempenho no limite de suas forças neste Brasileirão 2021. Esperava-se uma briga para ficar no G8, ou, com alguma sorte, uma vaga direta na Liberta. Assim, entrar na disputa continental, na 2ª fase de grupos, é um resultado razoável pelo time que se apresentava.

Mais uma vez, a oscilação no comando  técnico da equipe influenciou muito seu desempenho ao longo da temporada, que terminou com Marcão fazendo as vezes de treinador, ainda que lhe falte tarimba e visão para a função.

O elenco, também limitado, contou com atletas de desempenho muito questionável, como Bobadilla, com  um ídolo que cada vez mais se mostra infrutífero, uma zaga razoável e um punhado de garotos promissores, mas que precisam ser lapidados e bem utilizados. Não vejo Marcão com esse perfil, tampouco Abelão, que é um "café requentado" que cabe no bolso do clube, mas cujas limitações são conhecidas e podem ser decisivas no rendimento do time.

Começando na Fase 2 da Fase de Grupos, o Tricolor enfrentará o Millonarios da Colômbia, um time que se não é dos mais brilhantes, tem a seu lado a altitude do Estádio Nemesio Camacho, conhecido como "El Campín" e principal estádio de Bogotá, casa do Independiente Santa Fé e do próprio Millonarios. Em tese, o Flu é mais time. Joga a 1ª partida lá e resolverá a classificação em casa, no dia 1º de março.

Os reforços contratados para a temporada, embora questionáveis, podeem dar um pouco mais de estofo ao time, já que dá mais "cancha" ao elenco. Por outrro lado, vários jogadores, como Fred e Felipe Mello, estão com idade já avançada. Não aguentam muito o ritmo intenso. Memso  Cano, "sensação" no Vasco, já tem seus 34 anos e não deve durar muito.

Eu prefiro o investimento na base, utilizar os garotos de Xerém, grande diferencial do clube. Parece-me que há condições de montar um elenco mais ativo com a garotada e "temperá-los" com alguma experiência.

Dá-me a impressão de que o Fluminense abriu os cofres para montar um elenco nada mais que razoável. Quero ver se não vai arrombar as finanças, como é a praxe dos clubes brasileiros...

09 abril 2014

Tempos difíceis

Na Libertadores, o Trétis conseguiu ser o primeiro clube brazuca a se despedir da competição. Partiu precocemente depois de uma jornada fraca nesta primeira fase. A derrota em casa para o Vélez custou caro ao time, que tinha que ganhar do fraco Strongest na famigerada altitude, onde o time boliviano dificilmente perde. Também pesou a tentativa de usar o Imperador deposto, Adriano, que pouco fez em campo - mesmo quando atuando pelo campeonato paranaense, junto à gurizada do Furaquinho. Nesta primeira fase, quem tem se mostrado mais capaz é o Grêmio, comandado pelo ex-coxa-branca Enderson Moreira. O time é primeiro em sua chave com certa folga e tem mostrado um pouco mais de futebol que os conterrâneos. Como o Cruzeiro, atual campeão brasileiro que tem penado para ganhar uma partidinha na competição continental. Vai ter que torcer por outros para passar à próxima fase. Já o Galo, atual campeão das Américas, vai bem, mas carece de substância. Ronaldinho, por exemplo, fica mais fora que dentro de campo... O fato é que a Libertadores da América já teve dias melhores. O nível atual é muito abaixo do que já vimos em outras edições. Nossos times, por exemplo, nunca estiveram tão mal dentro de campo. Ainda assim, continuam melhores que os concorrentes, pois são mais organizados, arrecadam mais e têm mais estofo. Mas é lamentável ver como a principal competição do principal esporte das Américas continua muito mal organizada.
Nos combalidos Estaduais, várias surpresas. No Paranaense, alcunhado "Ruralzão", dada a falta de interesse dos times da capital, a disputa ficou entre o Maringá (que não é mais o Grêmio Maringá) e o Londrina. Cada um despachou um da dupla AtleTiba, de forma melancólica para os torcedores curitibanos. O Coxa, que encarou a competição com mais seriedade, pipocou contra o Maringá e não teve forças para reverter o placar do jogo de ida. Já o Londrina foi épico ao reverter um cenário amplamente desfavorável contra o Furaquinho, enfiando um sonoro 4x1 que deixou muitos atleticanos desenxabidos. Em São Paulo, o caneco é disputado entre Santos, favorito, e Ituano, ambos do interior. O Peixe veio com garbo e escolta, mas encontrou sérias dificuldades contra o time de Itu, que marcou um golaço e cerrou fileiras na zaga, segurando o placar. Dificilmente o Santos jogará tão mal uma outra partida, mas a tarefa não é fácil. Comandado por Juninho Paulista na cartolagem e por Doriva no comando técnico, ambos ex-boleiros, o time tem incomodado muito com sua defesa aguerrida e ataques espinhosos articulados por Jackson Caucaia. No Rio, a final está entre Vaishco e Framengo, já que o Fluminense, com o elenco mais caro e mais badalado amarelou. O ambiente no clube Tricolor azedou de vez com a briga declarada entre o presidente, Peter Siemsem, e a patrocinadora Unimed, representada por Celso Barros. Peter tenta diminuir a influência da patrocinadora no time, o que gera os atritos. A Unimed, que enfia a grana, quer mandar. Está criada a cizânia.

02 março 2014

Digressando

Depois de baixada a poeira da bagunça promovida pela CBF, dá-se lugar aos falidos campeonatos estaduais, que só subsistem para justificar a existência dos "feudos". E, nessa toada, vemos que o Petraglia começa a fazer escola, com alguns clubes abrindo mão da preocupação com os certames locais para se preocuparem com outras competições ou mesmo em arrumar a casa. Não é para menos. Afinal, até onde se sabe, não há campeonato estadual que dê algum retorno financeiro. Persistem para dar vazão à necessidade de aparecer dos cartolas.
Não vi nenhum clube investindo em nomes até agora. Se, em anos anteriores, pelo menos os velhos eram repatriados, nesse ano de Copa, onde a grana tem um destino polarizado (sim, a Copa), os clubes sofrem para manter os investimentos em novos nomes. Assim, as bases passam a ser as fontes de potenciais jogadores. Neste quesito, o Peixe tem se mostrado pródigo. Depois de Diego&Robinho, vieram Neymar&Ganso e ainda podem pintar uma nova garotada. Impressionante...
A exceção seria o retorno de Adriano ao futebol jogando pelo Atlético Paranaense. Bem, entrar em campo ele até entrou, mas ainda não jogou de verdade. Torcidas à parte, o Furaquinho tenta uma jogada promocional com esse apoio à recuperação de um combalido ex-craque que, mesmo que volte a jogar, dificilmente será sombra do que foi. Petraglia costuma ter bons lampejos. Veremos como se sai nessa.
Ganso
O meia nunca recuperou seu futebol vistoso e cerebral exibido no Santos, ao lado de Neymar. Uma pena. Achava aquele magriço um gênio, com toque sutis e perfeitos, achando o companheiro no local que ninguém via. Penso que Ganso não é um camisa 10, pois não chega na área. Ele tem que jogar mais atrás, armando o jogo. Marcar gol não é muito a dele.
Libertadores
A competição sulamericana atrai as atenções do mundo ludopédico brazuca. Não é para menos, pois a participação brasileira, como sempre, é destaque. Os 6 clubes deverão passar à fase seguinte, quando começa a peneira para valer. Até agora, o Trétis e os cariocas é que dão pinta de certa fragilidade na competição. O Grêmio e a dupla mineira vê fazendo papel mais bonito.
Seedorf
O gringo passou pelo Botafogo, onde deixou saudades, e mostrou que tem lucidez. Basta ver suas declarações aos jornais italianos:
“No Brasil, eu era feliz, estava muito bem, era reconhecido pelo profissionalismo que muitos colegas não têm. No Botafogo, por exemplo, eu era aquele que enchia o saco dos outros. Costumava aconselhar os jogadores a fazer isso e aquilo, algumas vezes eles ouviam e as coisas aconteciam, outras vezes não davam bola”.
“Vocês jornalistas são tão apaixonados por táticas e sistemas, falam disso por horas. Mas você sabe qual é a verdade? No futebol moderno há apenas sistemas para o jogo defensivo. No ataque há fluidez total, seis jogadores que movem e trocam de posição com frequência sem que haja um ponto de referência. Durante a minha carreira, eu gastei no máximo 500 euros com jornais. Gosto de fazer minha autoavaliação, mas não gosto de ser influenciado por outros que só te criticam sem entender nada”.
Muita gente não gostou, mas que é verdade, é.
Seedorf, doa a quem doer...

06 agosto 2013

Nivelado, mas por baixo

Quem diria que o Galo, do alto dos seus 105 anos, poderia reverter o placar adverso contra o Olímpia e sagrar-se campeão da Libertadores, alcançando o Olimpo Sul-Americano e, por tabela, redimindo a legião de rejeitados que forma o elenco? Ronaldinho foi à forra, mas o fato é que seu desempenho ficou abaixo do esperado na reta final - assim como o do time todo. Decidir nos penais, após um gol salvador no final do jogo naõ é bem o que se esperava do time que jogou o fino da bola na primeira fase.
Quem diria que o outrora imbatível, bem-organizado e profissional São Paulo estaria em situação de confusão e instabilidade administrativa que levam o time à ZR4 do Brasileirão, preocupando sua torcida e seus jogadores mais experientes? Rogério Ceni, ídolo e ícone do clube, bate boca com dirigentes, ainda que com razão nos argumentos, mas talvez mostrando certo destempero e despreparo para quem quer assumir a cartolagem Bambi. E o time começa a se desfazer de contratações duvidosas, como Lúcio, que só fez desobedecer o desejo dos treinadores que com ele trabalharam no tricolor do Morumbi. Aliás, como é que Ney Franco, um sujeito calmo e com fama de bom treinador, sai tão mal falado? Um mistério ainda não explicado.
Quem diria que o Coxa, time com certas limitações técnicas, estaria jogando um futebol equiparável às outras equipes e cavando sua vaga no G4? Afinal, time que tem Júnior Urso não pode almejar uma colocação tão alta na tabela do brasileirão, não é? Ou pode?
Quem diria que o atual campeão bateria cabeça após a saída de Wellington Nem e perderia o rumo do futebol coeso e eficiente que levou a taça para as Laranjeiras? Ou a saída de um único jogador, ainda que com papel de destaque no esquema tático, explica tanta decadência?
Quem diria que os "coroas" dominariam o certame nacional, comandando seus times e mostrando um futebol vistoso, ainda que sem o mesmo vigor físico de outrora, mas consciente, sereno e até bonito? Juninho Pernambucano veio se juntar a Seedorf e Alex para liderar seus colegas dentro de campo. Sinal de que não temos mais novos talentos à altura? Ou apenas sinal de que a velha prática de vender os garotos continua valendo como sempre? Neymar foi há pouco para, quem sabe, brilhar no Barça. Bernard está de saída. Mas, quem fica? Quem será a nova revelação?
Quem diria que o Brasileirão 2013 seria tão equilibrado, mas nivelado por baixo? Afinal, não há um time a se destacar até o momento. Mesmo o líder Botafog carece de consistência. O Coxa, que liderou o certame até há pouco, já sabe que tem de se esforçar para beliscar um G4. O Santos se desmontou e, de quebra, ainda levou um vareio em Barcelona. O Inter e o Corínthians, embora teoricamente, fortes, precisam mostrar mais jogo. Enfim, temos equilíbrio, mas não temos viço.
A harmonia botafoguense resiste aos atrasos de salário?
Foto: Daniel Ramalho / Terra

06 julho 2013

De volta aos gramados

Na volta às atividades, o Galo decepcionou sua torcida e levou um vareio do Newells Old Boys da Argentina, em partida disputada no Arroyito. O resultado de 2x0 obrigará o Galo a um jogo de proporções épicas, se quiser continuar na competição. Porém, o único representante brasileiro apresentou-se abaixo das expectativas. Bem marcado e sem muita inspiração, o time mineiro não conseguiu segurar a boa equipe platina. Teria o time alvi-negro arrefecido o ímpeto inicial? Teria sido fase passageira? Teria o Galo sentido a pressão na casa do adversário? Teria o Galo voltado ao normal?
Vinícius Porto, eminente advogado da terra do pão-de-queijo e torcedor do clube, diz que:
- "Na verdade, o R9 foi dos melhores em campo: tivesse o Bernard aproveitado o passe de ouro que ele deu, deixando o arqueiro na cara do gol, o resultado teria sido bem melhor. O Rick sentiu o peso da responsabilidade. A zaga reserva não funcionou, mais por culpa do lento Gilberto Silva do que do Rafael Marques, que, na minha opinião, é bom. Mas, foi uma merda, o Newells dominou o jogo todo, não conseguimos fazer quase nada e de efetivo, nada mesmo.... Mas, não acabou, não. Quarta-feira é no horto, vamos ganhar e garantir nossa vaga na final. Meu amigo, é o Galo, não seria, jamais, fácil. Só mesmo muito sofrido e quase perdido é que ganhamos alguma coisa.
Já Moisés, outro mineiro torcedor do mais antigo clube mineiro, afirma:
- "Esfriamos. Acredito que esquentando os motores vamos ganhar de 5 das girls!"
Ou seja, a torcida ainda acredita, apesar de reconhecer a má partida e de saber que não será fácil reverter o placar.
E agora, Ronaldinho? Dá?
Foto: AP

05 julho 2012

Acabou!

Ao que tudo indica, os maias tinham razão. Seu calendário acaba em 2012 e uma estranha série de eventos terríveis parecem estar convergindo para nos falar sobre a destruição da humanidade neste ano. Até um ciclo solar, que terá seu pico em 2012, trará tempestades solares que podem nos deixar na escuridão por meses. Durante este período, o caos se instauraria em várias partes do mundo. E, ao que tudo indica, isso já começou... Vários eventos estranhos, de natureza terrível, pipocam.
Primeiro, o "Sapo Barbudo" resolveu se aliar ao principal discípulo do "rouba mas faz" e foi render-lhe loas com fins eleitorais bastante duvidosos. E, agora, o Curíntia se sagra campeão da Taça Libertadores da América, roubando boa parte dos motivos de piadas dos rivais. Sinais bastante fortes para nos chamar a atenção, em clara mensagem de que nada mais falta acontecer. Chegamos ao fim da jornada terrestre. Outros tempos, não haverá. Nada mais de "até amanhã" ou "deixa prá depois". O mundo acaba em 2012.
Corintianos se penduram nas grades da arquibancada para acompanhar a decisão da Libertadores contra o Boca Juniors  Foto: EFE
O fim do mundo!
Foto EFE

02 julho 2012

Paradigmas

A Eurocopa terminou com uma final inesperada, já que a Alemanha, outrora favorita a chegar à decisão, sucumbiu à Itália em jogo atípico, em que a defesa tedesca entregou a rapadura duas vezes e fez a fama de Balotelli. Na decisão com a Espanha, entretanto, nada deu certo para a Azzurra, enquanto a Fúria jogou tudo que sabia, metendo logo um golaço aos 14min que pavimentou o caminho até o caneco inédito de bi-campeã da Europa. E já vem sendo comparada ao Brasil, pois também estabeleceu um paradigma no futebol, mantendo-se vencedora em 3 competições internacionais seguidas, superando a Seleção Canarinho, bi-campeã mundial em 58 e 62, porém vice na competição sul-americana de 59. E ainda quebrou o recorde de gols em uma decisão de Eurocopa. Com essa fama toda, não é de se estranhar os que exultem a Espanha como o "modelo" de futebol a ser copiado, ainda que isso seja mais velho que o próprio futebol. Fez-se o mesmo com a Itália de 82, em detrimento do futebol-arte do escrete Canarinho que encantou o mundo e ainda é lembrado. A Espanha estabeleceu a referência no futebol de toques curtos e da posse de bola, o que foi copiado pelos seus adversários. Todos, sem exceção, aumentaram seu número de passes durante a partida, principal característica da Fúria. Enquanto os espanhóis trocaram 450 passes certos na campanha vitoriosa de 2008, os italianos, tradicionalmente adeptos do futebol vertical, de contragolpes, realizaram a média de 485 passes por partida em 2012. A Espanha incrementou o nível com garbosos 652 toques por partida, bem longe da "vice" Holanda, com 509 passes. É de se esperar que o "estilo" seja copiado mundo afora, já que se mostra vencedor. Era esse o roteiro traçado para o selecionado de Telê, mas havia uma pedra no meio do caminho chamada Paolo Rossi.
Aqui, no Brasileirão, o Galo assume a ponta na 6ª rodada, para desespero dos gremistas que lotaram o Olímpico para vaiá-lo, do Bruno, que cantou de bacalhau antes do tempo, e dos framenguistas, ainda à volta com litígios com seu desafeto e ex-astro. Galo que tem um time bem meia-boca, a meu ver, mas que insiste em animar os torcedores, como o mineiríssimo Vinícius, que acredita em um "bom time do Galo", enquanto eu vejo um time que pode ser até aguerrido e voluntarioso, mas carece de maiores atributos técnicos. Times bons, penso, restringem-se a Santos, Bambis, Flu e Inter. O Curíntia corre por fora, com essa fase de dar tudo certo, e o resto fica em segundo plano. O Botafogo tenta um "factóide" para se exibir. A contratação de Seedorf cheira a mais um desses eventos midiáticos, cujo resultado fica bem abaixo das expectativas.
Na Libertadores, tudo ficou à feição pro Timão. O empate milagroso na Bombonera já é prenúncio de caneco em mãos erradas. A chamada "sorte de campeão" ronda o time dos manos.
E na Copa do Brasil, é hora do Coxa ou nunca mais. Ao encarar um limitadíssimo e contestado Palmeiras na final da competição, o time do Alto da Glória aposta suas fichas neste título para alcançar o Nirvana. Se falhar, sabe-se lá como fica o ânimo do time. Ano passado o vice não caiu muito bem.
Arriba, España!
Dominique Faget/France Presse

23 junho 2012

Fuerza, Boca!

O Peixe não jogou nada e facilitou a tarefa corintiana de chegar, pela primeira vez em sua história, a uma final de Libertadores. Neymar e cia. não ofereceram a devida resistência e não ameaçaram o chato time do Parque São Jorge, que conta com a boa fase para tentar ganhar o caneco continental. A imprensa agora deu de louvar o Tite, como se ele fosse o grande maestro de um time aguerrido, limitado, mas competente. Mais ou menos, né? Temos de ver que tudo dá certo para o Corínthians, que acha os gols nas horas certas e não leva. Verdade que a meiúca gambá tem funcionado, com Ralf e Paulinho dando um duro danado. De resto, é um time sem estrelas, sem grande ofensividade. Ainda não vimos o Timão precisando reagir. Penso que, quando precisar, será um perereco! E o Peixe, bem, esse terá que juntar os cacos e partir pro Brasileirão. Ainda dá tempo. O que talvez não tenha o Curíntia, se continuar marcando passo.
Quanto à final da Libertadores, lembro o bom e velho Dimitry, mais velho do que bom: "Agora, o Boca é o Brasil na Libertadores"! Porque aguentar corintiano, ninguém merece!
Na Copa do Brasil, o Coxa se superou e passou pelos Bambis, que também ficaram devendo futebol. O time do Alto da Glória está dando alegrias à torcida, pois mandou bem nos dois jogos contra o São Paulo e vai com a estima em alta para a final contra o Palmeiras. Em tempos de Rio +20, teremos uma "final verde" na competição. E acho que o Coxa tem tudo para finalmente se sagrar campeão. Afinal, tá embalado e o Parmêra é bem limitado.
 Foto: AFP
Fuerza, Boca!!

16 junho 2012

Peixe à luz de velas

Na Libertadores, o Peixe ficou devendo no primeiro jogo contra os Gambás. Deveu até na iluminação. A equipe da capital foi feliz em seu jogo de retranca, suportando a pressão santista mesmo com um jogador a menos. Emerson, como sempre, fez um golaço e arranjou confusão, desfalcando o time. Uma vez maloqueiro, sempre maloqueiro! O Santos jogou esfrangalhado, sem sua espinha dorsal na melhor forma. Ganso voltando de cirurgia, Arouca voltando de contusão e Neymar voltando da Seleção. Além da atuação apagadíssima de Elano. O Corínthians soube se portar e, contando com alguma dose de sorte, vai para o segundo jogo com todas as condições de chegar, pela primeira vez em sua história, a uma final do torneio continental. Para desilusão das pessoas de bem. Há quem afirme que Sanches maquinou para que Mano não chamasse nenhum jogador do Parque São Jorge - o que não é de se duvidar, já que o Timão tem sido beneficiado recorrentemente pelos bastidores. Coincidentemente, essa característica se reforça no período da ascensão de Lula, o torcedor-mor do Curíntia e esculhambador-maior das instituições nacionais.
Na Eurocopa, a Alemanha vem mostrando o melhor futebol. Enquadrada no "grupo da morte", bateu Portugal e Holanda e praticamente assegurou sua vaga na fase seguinte. Portugal vem decepcionando sua torcida, com fraquíssimo rendimento da estrela metrossexual Cristiano Ronaldo, que conseguiu perder pelo menos dois gols feitos. Para quem se julga melhor que Messi, ficou feio na foto. Outra equipe que decepcionou sua torcida foi a Azzurra, que empatou duas e vai para a última rodada dependendo de resultados alheios. A Suécia, embora tenha perdido as duas e já esteja fora da próxima etapa da competição, protagonizou dois belos jogos, com viradas e muito empenho - dela e de seus adversários. No jogo de estreia, ressuscitou Schevchenko. Contra a Inglaterra, virou e levou a virada, em embate com 5 gols. Nada mal para quem quer ver emoção. É bem provável que vejamos os anfitriões descartados e a passagem das equipes mais cotadas, à exceção da Grécia, que superou a Rússia no grupo em jogo que achou um golzinho e contou com a inépcia russa para garantir o segundo lugar da chave. O destaque negativo é, de novo, para os hooligans, que insistem em badernar esses eventos. Desta feita, russos e poloneses promoveram uma briga gigante, que demandou um baita esforço policial para contê-los. Que vexame.
   Foto: Getty Images
Alemanha batendo um bolão na Eurocopa.
  1. Foto: Getty Images

12 maio 2012

Confrontos das quartas

A Libertadores chega às quartas de final, não necessariamente os 8 melhores, já que os encadeamentos se encarregaram de eliminar times mais qualificados, como o Inter. Os favoritos são Fluminense e Santos, pelo conjunto e pelo elenco. O Peixe, claro, tem a vantagem de contar com o fora-de-série Neymar, além de Ganso. Caíram os times que se seguravam em artifícios nada esportivos, ou seja, jogar nas alturas para debilitar o adversário. Assim, constituem-se os seguintes confrontos:
Fluminense x Boca Juniors - após o confronto na fase de classificação, onde cada um ganhou na casa do adversário, voltam a se encontrar na quartas-de-final, enfatizando a rivalidade entre duas equipes tradicionais. O Flu leva vantagem, já que o Boca teve dias melhores e, hoje, carece de talentos. Após o épico combate contra o Colorado, o Tricolor chega com a moral elevada - embora isso não decida nada. Nota-se que o jogo Tricolor decai no segundo tempo, quando o Deco cansa. Mas, deve dar Flu, que só perdeu o jogo no Rio por não precisar de nada na partida.
Universidad de Chile x Libertad - La U reverteu o placar contra o Deportivo Quito, que fez o resultado nas alturas equatorianas, e pega o time paraguaio com o favoritismo a seu lado. Mas não se constitui em muita ameaça para os demais adversários. Aliás, o Chile não tem lá muita tradição na competição, tendo ganho apenas uma vez, em 91, com o Colo-Colo.
Santos x Vélez Sarsfield - também embalado pela apresentação contra o Bolívar, na qual encantou a torcida, o Peixe encara o chatinho Vélez, talvez o melhor time argentino do certame. A ótima fase de Neymar e Ganso deve decidir o pêndulo para o lado do time de branco - que agora resolveu jogar de azul.
Corinthians x Vasco - a grande peleia dessa fase envolve dois times brasileiros. O Corinthians é mais organizado e funciona melhor. O Vasco vem de eliminação no campeonato estadual e a volta de Carlos Alberto ao elenco não ajuda muito. Aliás, só atrapalha. O Timão deve passar dessa.
Se tudo correr dentro do previsto, deveremos ter uma final Flu x Santos. Digna de ser presenciada ao vivo e em cores. Em 3 cores!
De forma dramática, Fluminense venceu o Internacional por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa Libertadores e garantiu presença nas quartas; agora, reencontra o Boca Juniors, rival de grupo na primeira fase  Foto: AFP O Santos terminou o primeiro tempo vencendo por 5 a 0, em uma grande atuação na Baixada Santista  Foto: Ricardo Saibun/Gazeta Press

25 abril 2012

Tropeços

Os resultados mais recentes do ludopédio, tanto aqui como lá fora, nos remetem aos tropeços dos times cotados como favoritos, seja por momento, seja pela camisa. A exceção, claro, foi o Framengo, que caiu de maduro na Libertadores e no Estadual. Demorou para surtir efeito a velha receita da soma de desmandos, privilégios e falta de pulso.
Na Champions League, o destaque ficou por conta da queda dos espanhóis nas semi-finais. O Barça, decantado em verso e prosa depois de sovar o Peixe na final do Mundial de 2011, foi contido pelo Chelsea, time tecnicamente inferior que se apegou à retranca sem a menor vergonha para tentar o contragolpe. Funcionou. Em jornada infeliz do time catalão, os ingleses cerraram fileiras, contaram com uma boa dose de sorte e avançaram à final, com brilho particular do brazuca Ramires, que deixou sua marca em dois jogos. A participação apagada do astro Lionel Messi no jogo de volta, em casa, no qual até pênalti perdeu, ajuda a explicar a derrocada do time azul-grená. O que não desmerece a perseverança inglesa, mas fica a marca do "apagão" do argentino após perder a cobrança do tiro fatal. O Real, por sua vez, enfrentou um adversário mais qualificado, que fez um jogo pau-a-pau, com alternância de pressão e sufoco de ambos os lados. Do mesmo modo que o conterrâneo da outra semi-final, o time merengue abriu 2x0 e parecia se encaminhar à classificação. O gol solitário do time alemão levou a decisão à loteria dos penais, quando ambos os elencos demonstraram nervosismo, perdendo diversas cobranças. Melhor para o Bayern, que desperdiçou menos e saiu para a final com fervor.
No Paulista, o regozijo foi geral. A eliminação do Curíntia deu ampla satisfação a todos que apreciam um fiasco dos Gambás. Melhor classificado na fase classificatória, o time do estádio que mais consumirá recursos públicos do planeta encarou a Ponte Preta e achava que podia passar fácil. Uma falha do nada confiável Júlio César fez a maionese maloqueira desandar. Embora até tenham tentado se recuperar, os comandados de Tite não mantiveram o bom desempenho dos jogos anteriores e sucumbiram ao alvi-negro de Campinas. Já o Parmêra não causou tanta surpresa, pois vinha de desempenho em franca decadência. Após ser líder do certame, decaiu até classificar-se sofridamente para o mata-mata. Encarou o Guarani e ficou pelo caminho, sem maiores delongas.
Esses acontecimentos é que fazem do futebol o esporte mais imprevisível.
Obras na Gávea

08 março 2012

O bate-Boca

Na Libertadores, jogos com resultados esperados, como o Curíntia sovando o Nacional-PAR, o Vaishco ganhando, ainda que sofrido, do Alianza-PER, e o Framengo batendo, tropegamente, o Emelec-EQU. Esperados devido à superioridade dos times brazucas, que jogavam em casa, com o apoio da torcida e tals.
No jogo caseiro, o Peixe atropelou o Inter na Vila, enfiando 3x1 na representação colorada, com gols de Neymar, que infernizou a defesa gaúcha com disparadas irresistíveis. Só com revólver para parar o neguinho.
E, no jogo da noite, o embate entre o respeitado Boca Juniors, da Argentina, em sua temida "Bombonera", alçapão que costuma sufocar os adversários com o alarido da torcida fungando no cangote de todo mundo. Só que do outro lado estava o estrelado Tricolor das Laranjeiras, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, decidido a fazer valer seu jogo, com o maestro Deco ditando o ritmo da partida, Fred deixando sua marca e o garoto Wellington Nem arrombando o lado destro da defesa xeneize. Não deu outra: Flu 2x1, jogando melhor, marcando bem e dando exemplo a certos times que pipocam quando têm de enfrentar equipes consideradas fortes. Sem medo, o Flu encarou o Boca e fez um bom jogo, tocando o melão sem se intimidar com a tradicional catimba argentina. Temos de convir, também, que o Boca já teve dias melhores. Hoje, vive de lampejos do Riquelem, que joga 15min de cada tempo. De resto, um time até aguerrido, mas sem o mesmo toque de bola de outrora. Assim, com personalidade, o Flu encaçapou o Boca e já tem o time argentino como freguês em Libertadores. Já se referem ao Tricolor como o "bate-Boca", mas isso nem nos sobe à cabeça.
Com os resultados, vemos, de novo, que os time tupiniquins têm a preferência de classificação nas respectivas chaves, exceção feita ao Internacional de Porto Alegre, que vai ter de suar para recuperar o atraso. Para alegria dos gremistas...
Fluminense se isolou na liderança do seu grupo na Copa Libertadores. Foto: Ricardo Ayres/ Photocamera/Divulgação
Alegria Tricolor nos pampas

05 maio 2011

Quarta-feira de cinzas

Só cinzas sobraram dos brazucas que jogaram ontem na Libertadores. Impressionantemente, dos 5 times até então classificados, apenas o Peixe segue na competição, após assegurar a vaga com o empate da terça. E pensar que os brasileiros eram os favoritos... Depois de ter o Corinthians eliminado na fase qualificatória, Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e Internacional deram adeus nas oitavas, sacramentando a pior participação das equipes nacionais na principal competição sul-americana neste século XXI. Desde o ano de 1994, o País não era representado por apenas uma agremiação na fase quartas de final.
O Grêmio foi o que menos sofreu, pois entrou em campo com 7 desfalques e precisando reverter o placar da primeira partida, quando perdeu de 2x1 em pleno Olímpico. Com baixas expectativas, a torcida já sabia que viria fumo - o que se confirmou em campo, com um futebol pouco entusiasmado do time brasileiro. Tendo a classificação encaminhada pelo resultado do primeiro jogo, os chilenos cozinharam o jogo com um toque de bola refinado, demonstrando maturidade e equilíbrio para fazer o tempo passar sem correr riscos. Com um ataque desentrosado (Junior Viçosa e Lins), o ataque gremista não conseguiu perfurar a defesa chilena. Renato veio com as desculpas de sempre, mas o fato é que o tricolor dos Pampas perdeu a verve. Prepara a lista de dispensas e busca contrata;óes, como o atacante argentino Ezequiel Miralles, jogador de 27 anos, que está no Colo-Colo (CHI) e deve custar uns R$ 2,4 milhões para vestir a camisa azul do RS.
O rival Colorado não teve melhor sorte. Pior, foi eliminado em casa, de virada, jogando na vantagem! Levou dois gols relâmpago e ficou de mãos abanando. Falcão, assim, experimentou diversas sensações em 20 dias de Beira-Rio! Ganhou título, perdeu a invencibilidade, foi eliminado de uma importante competição... E, para quem jogou com a camisa vermelha, a sensação é ainda maior. Esperava-se muito mais do Inter, que saiu na frente e desenhava uma noite de glória para sua torcida. Mas a dormida no início do segundo tempo desnorteou o elenco, que pressionou os uruguaios mas não chegou a balançar o barbante pela segunda vez. Era mais um time brasileiro se despedindo da Libertadores, que ainda teria mais surpresas...
O Cruzeiro, melhor time da Libertadores, pegava o pior, o Once Caldas. Jogando em casa, como relógio a favor, a Raposa era franca favorita. Mas, numa jornada ruim, fatal num mata-mata, o time de Belzonte viu sua campanha impecável ruir em 90min. Expulso em 30min de jogo, Roger admite que prejudicou sua equipe. Mas, reconheçamos que o Cruzeiro esteve longe daquele futebol que praticava na competição e foi dominado pelo time colombiano. E ainda teve o papelão de Cuca, que agrediu Rentería à beira do gramado de forma lamentável. Perdeu o jogo e a compostura.
E, para piorar o cenário futebolístico, o Fluminense, time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, jogou apaticamente contra o Libertad e voltou para casa amargando uma eliminação precoce. E isso tudo presenciado por torcedores que fretaram voo, lotaram churrascaria e invadiram o Paraguai. Um balde de água fria na empolgação Tricolor... Ainda que culpemos Berna pelo primeiro tento paraguaio, ainda que responsabilizemos Fred pelo gol perdido na cara da meta adversária, o fato é que a equipe não jogou bem - e não vinha jogando bem! Ficou acuada em seu campo, reticente em jogar, em impor o toque de bola. Muito disso, penso, se deve à falta de personalidade do time em campo, reflexo direto do interino, que também demora a mexer no time quando este precisa reagir e mudar o jogo. Veremos agora, com a "limpa" que rolará nas Laranjeiras, o que sobra do time.

PS: que me perdoem os atleticanos, mas o Coxa está sobrando. Encaçapou o Parmêra com um estrondoso 6x0 e confirmou a ótima fase, completando 24 vitórias consecutivas com um desempenho acima de qualquer suspeita. O Coxa, hoje, olha todo mundo de cima.

29 abril 2011

Internacionais

Na Europa, a Champions League teve uma rodada de gala com o clássico espanhol, onde o Barça, mais uma vez, levou vantagem. Marcando ferrenhamente, a ponto de abdicar do ataque por certos momentos, o Real Madrid praticou um futebol digno da era Dunga. Aliás, nunca vi o time merengue dar tanto pau. O tal do Pepe foi merecidamente expulso por uma solada em Daniel Alves mas, mesmo assim, os atletas de branco acusam o Barça de ser um time de chorões. Porém, o que se viu foi um Barcelona tocando a bola (72% de posse) contra um Real Madrid querendo apenas contragolpear, usando até de rispidez para parar as jogadas. Mourinho, um tremendo retranqueiro, culpa a arbitragem por sempre acabar com 10 jogadores em campo, quando a causa pode muito bem ser outra: a falta de controle dos merengues. Cruyf e Di Stéfano têm razão nas críticas ao clube da capital espanhola. Messi marcou os 2 gols e saiu aclamado de campo - de novo. Mesmo os argentinos mais desconfiados, que cobram atuações similares do baixinho vestindo a alvi-celeste, rendem-se à categoria daquele que vem para ser o maior ícone do futebol em tempos modernos - embora eu ache que o Ganso, na Europa, rivalizaria com o hermano. O Barça, hoje, é "o" time, que toca a bola com maestria e conduz o jogo ao seu sabor, reduzindo bastante as chances do adversário tentar algo. Com uma meiúca sólida e talentosa, aliada a um ataque rápido e criativo, juntos a uma zaga confiável, fica difícil bater os catalães.
Na Libertadores, o Peixe bateu o América do México com uma boa atuação da dupla Neymar/Ganso - este, aliás, marcou o gol da vitória. O Santos, além desses dois craques, tem Arouca, que joga muito, Danilo, que vem se revelando outro bom valor, e Elano, outro bom jogador! Se conseguir resolver o problema da zaga fraca, o Peixe atropela.
Quem vem desembestado é o Cruzeiro. Ganhou mais uma e segue sendo o melhor da Libertadores. Só o alvi-celeste mineiro e o Libertad se mantiveram invictos, mas o time paraguaio pegou uma chave baba. Desta feita, a vítima cruzeirense foi o Once Caldas, que levou uma piaba em casa e fica em maus lençóis para o jogo da volta.
O Inter comemorou o empate com o Peñarol lá no Uruguai, que pode significar um jogo mais fácil no Beira-Rio. E o empate soa ainda melhor sabendo que o arqui-rival levou uma invertida do Universidad Católica em pleno Olímpico! Que houve com o "Imortal"? Fez bem em dispensar o complicado Carlos Alberto, mas não reencontra o bom futebol.
No Engenhão, tudo pronto para mais um jogo do time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, times em campo, bola no meio... Êpa! Cadê a luz? Pois é... Mais uma vez, no principal estádio brasileiro, palco escolhido para jogos internacionais, Copa do Mundo em 2014, falta luz no momento do jogo. Como pode?? Só no Rio mesmo para ter esse tipo de esculhambação... Bem, o jogo, como não podia deixar de ser, foi de um tempo na quinta e outro na sexta. O Flu começou bem e marcou logo aos 3min, mas assumiu uma postura passiva, quase indolente, que foi castigada com o gol de empate dos paraguaios, que estavam mandando no segundo tempo. Aí a sorte resolveu sorrir para o Tricolor, que achou dois gols, mesmo apático, e fechou a conta nos 3x1, garantindo uma folga confortável para o jogo da volta! Ufa!

21 abril 2011

As lições de uma noite memorável

Já diz o ditado que a esperança é a última que morre. E essa máxima vem sendo praticada pelo Fluminense em graus elevados. Torcedores fracos, não se aventurem pela trilha Tricolor, essa é a minha recomendação. Torcer pelo Flu é um estado de espírito que exige muita fé, para sustentar os brios até o fim, muita serenidade, para aguentar os momentos de tensão, e muita presonalidade, para manter a fleuma sob a descrença alheia. Mesmo sob os auspícios das adversidades, o time Tricolor soube se portar e conseguiu, de novo, o que parecia impossível. Mais um momento épico, histórico na trajetória da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo!
Tudo começa de forma bastante ruim: os resultados pífios nos primeiros jogos conduziram o Tricolor a um beco sem saída! Era vencer ou vencer! E não bastava vencer simplesmente, tinha de ser por dois gols de vantagem. Que também não bastavam, pois o outro jogo da chave tinha de ser favorável - o Nacional não podia ganhar. Mas, o que começava ruim, piorava com a polêmica dispensa de Emerson "Sheik", após um episódio ainda nebuloso sobre seu comportamento, levando a crer que sua indisciplina tinha alcançado patamares inaceitáveis. Como apostar no Flu assim?
Pois é... Apostar é arriscado. Sobretudo se for contra o Tricolor das Laranjeiras.
Contra todas as apostas, o Flu cerrou fileiras e se empenho na conquista da vaga. Em noite memorável do artilheiro Fred, que jogou simplesmente muito, os Guerreiros dominaram o jogo e saíram na frente, dando pinta de que sua tarefa seria simples. Ledo engano... Com a ajuda do Sobrenatural de Almeida e uma mãozinha do árbitro colombiano Wilmar Roldan, o Argentinos Juniors empatou com um penal para lá de suspeito. A água fria não foi suficiente para aplacar a efervescência brasileira em terras argentinas e o Flu desempatou de novo, em tirambaço de Fred que passou pelas mãos de manteiga do arqueiro Navarro. 2x1 para o Flu na primeira metade do jogo e 0x0 no outro jogo da chave. Ainda faltava um, apenas um gol para que o Flu realizasse o impossível. Mas, para aumentar o drama da torcida mais bonita do Brasil, logo aos 9min do segundo tempo Oberman empatou de novo a partida, o que parecia sacramentar a derrocada Tricolor nos pampas argentinos. Era para ser o fim para um time normal, mundano. Porém, o espírito Tricolor não havia sido vencido e a perseverança rendeu frutos. Na raça, bem a seu estilo, Rafael Moura, o "He-Man" deixou o seu e colocou o Flu de novo na parada, faltando 20min de tempo regulamentar. O Flu insistiu, bateu, martelou e a glória da redenção aos justos veio na forma de um penal também "sospechoso" sobre Edinho, que penetrou a área inimiga e caiu após disputa com o arqueiro. O jogo do Uruguai terminara e um gol, apenas um tento, separava o Flu de uma classificação magistral, digna das memórias futuras acerca das realizações humanas. E o gol de penal aos 42min sobre argentinos, em pleno estádio "Diego Armando Maradona", consolidou o Flu como o time das missões impossíveis! Há como ser melhor?
O quebra-pau que veio em seguida apenas atestou a frustração argentina frente à imensa superioridade técnica do Tricolor. Que venha o Libertad, ainda que tardio!

08 abril 2011

Briga doméstica

O Flu foi ao Uruguai e perdeu. Manteve mais a bola nos pés, criou uma chance ou outra de balançar o barbante, mas tomou dois gols bestas e complicou de vez sua situação na Libertadores. Mas, pior do resultado em si, que já foi bastante ruim, é ver que o time não rende em campo. Conca, Fred, Deco, que sabem jogar, estão fora de sintonia. Há algo de podre no reino das Laranjeiras.
Lendo as notícias de bastidores e somando aos últimos acontecimentos, percebemos que a menor das preocupações dos homens de bem no mundo do futebol não é o placar, mas o que acontece nas salas da sede mais bonita do Brasil, quiçá do mundo. A nova diretoria do Fluminense parece estar se bicando com o patrocinador, a Unimed, que muito investe no Tricolor - de que forma, exatamente, não se sabe, tampouco se esses investimentos são realmente saudáveis para o clube - levando às suspeitas de fim de festa.
Lembremos que Muricy saiu logo após a demissão de um membro da diretoria, muito ligado ao futebol. Um primeiro sinal de que havia algo estranho. O que se percebe, agora, é que o "climão" entre o clube e o patrocinador se reflete em campo, pois os atletas, claro, ficam preocupados com seu futuro (leia-se "vão receber ou não").
Tudo indica que Peter Siemsem e seu grupo questionam o modelo de parceria entre Flu e Unimed. Longe de mim criticar essa postura, mas se o atrito gera tanta turbulência, há que se pensar no modo como isso é feito. Entre os atletas, comenta-se a falta de experiência da atual diretoria no futebol, o que nos leva a crer que Siemsem, por melhor intencionado que seja, pode estar pecando pela falta de trato com os atuais atores desse cenário. Imaginando que seja por uma boa causa, ou seja, melhores resultados para o clube nessa relação com o patrocinador, a desavença coma Unimed não pode ser abrupta, pois o Tricolor,como se sabe, depende da grana que a cooperativa médica enfia lá.
E se o modelo está sendo questionado pelos atuais mandatários, temos que relfetir sobre como ele foi construído ao longo desses 11 anos. O presidente da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, já não vive mais seus dias de unanimidade no clube, onde o confronto constante de ideias com o grupo político da direção, a Flusócio, vem minando o relacionamento entre os dois. Enquanto Celso Barros já enfrenta resistência dentro da própria Unimed-Rio, Peter começa, de forma informal, a buscar outras possibilidades de patrocínio para 2012, o que não será nada fácil, dada a fragilidade financeira do clube carioca.
De todo modo, não podemos nos esquecer dos papéis de cada um. Enquanto a Unimed for a patrocinadora e o Flu o patrocinado, tudo bem. Porém, quando vemos que o representante da patrocinadora tem ingerência no clube e apita mais do que o clube em contratações, estratégias e decisões, é porque algo está errado. Assim, apesar de dolorosa, talvez a ruptura com o status quo pode vir a ser benéfica para o clube no longo prazo, desde que seja bem conduzida e não sem um alto preço a ser pago. Se Siemsem pode fazer, só o tempo dirá.

17 fevereiro 2011

Internacionais

Liga dos Campeões
O Arsenal recebeu o Barcelona no Emirates Stadium, no primeiro confronto das oitavas da Liga dos Campeões da Europa, e se deu bem. Virou o jogo para cima do time mais temido do planeta em um bom jogo de futebol, com duas equipes técnicas. O Barça manteve mais a bola no pé (60% de posse de bola) mas deu mole em dois lances decisivos. O segundo gol do Arsenal, aliás, foi exemplo de contra-ataque mortal. O primeiro tempo foi dominado pela equipe catalã, que mantinha o Arsenal acuado. Porém, a alteração promovida por Arséne Wenger mudou o panorama do jogo e o segundo tempo foi dos ingleses. A entrada de Andrei Arshavin no lugar de Song organizou os Gunners. E eu achei que o tal do Van Persie é limitadinho. O próximo jogo é no Camp Nou (08mar), onde a torcida catalã espera fazer a festa, enquanto o Arsenal pretende fazer história e chegar ao seu primeiro título continental.
Libertadores
O Peixe pipocou e ficou só no empate com o Deportivo Táchira, da Venezuela, que mal sabe o que é futebol. País que joga beisebol e elege Chávez, não merece crédito. Ainda assim, o time da baixada Santista não foi bem, com uma atuação bastante apagada. Claro que foi melhor que o adversário, mas ligeiramente melhor, apenas. Elano foi sombra do que vinha jogando. Neymar e Arouca, retornando ao time, também careceram de brilho. Apesar da frustração, não foi tão ruim considerando as condições: estreia, retorno de peças-chave ao time, ausência de jogadores...
O Cruzeiro se vingou do Estudiantes e aplicou uma sonora goleada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, com boa atuação do veterano Roger e de Montillo. Uma 'vingancinha' pela final de 2009, quando o time argentino levou a melhor sobre os mineiros na decisão do mesmo torneio. Verón já devia pensar no que fazer após o futebol.
O Inter também vacilou e cedeu o empate ao Emelec, em partida disputada no Estádio George Capwell, em Guayaquil, no Equador. O jogo foi vermelho, pois o Colorado dominou. Perdeu várias chances, marcou o seu, teve penal não anotado... Enfim, foi bem superior. Porém, no finalzinho, aos 49min, uma bola alçada na área do time brazuca encontrou a cabeça de Giménez que, livre, balançou o barbante da meta colorada. Uma pena...

03 fevereiro 2011

Que bonito...

O Corinthians se juntou ao Inter no quesito 'mico' e protagonizou um inédito vexame futebolístico ao ser eliminado na fase preliminar da Libertadores pelo Tolima, da Colômbia. A torcida, revoltada, apedrejou o clube e os carros de funcionários que lá estavam. O time, para evitar mais confusão, desceu de fininho em Viracopos e picou a mula rapidinho, não sem ouvir impropérios dos torcedores que lá estavam. Ronaldo, o Fenômeno, e Bob Carlos, escaparam até do ônibus da delegação, seguindo em seus prórios carros... Com a patacoada, o Curíntia dá adeus ao sonho de 2011, o ano que 'já acabou', para alguns mais exaltados. Como disse Ronaldo, essa derrota assombrará o elenco o ano todo.
E o Gordo não pode ser acusado sozinho pela derrocada. Jogou mal, verdade. Mas, o que esperar de um 'atleta' com seu porte físico? Querer que resolva o jogo em um lance é esperar por um certo milagre. Ramires também não colaborou: na primeira bola que pega, sofre falta, perde a cabeça e desfere violenta cotovelada no adversário e vai pro chuveiro. Dentinho, sumiu do jogo! Jorge Henrique, mal apareceu. Fábio Santos, abalado, deixou uma avenida e chegou a entregar uma bola ridícula no meio de campo. E Tite organizou mal os seus comandados! Precisando ganhar enche o time de volantes? E o antes 'craque' Bruno César vira banco por insuficiência técnica? Muito mal contada essa história!
Enfim, um enredo cheio de vilões, mas sem heroi...

20 agosto 2010

Sem deixar por menos

A rivalidade no futebol é um dos temperos essenciais para o sabor da diversão. E nenhuma é tão acirrada quanto à da dupla GreNal. Para ilustrar, a Coca-Cola teve de mudar a cor do símbolo, no patrocínio dos anos 80, para não macular a camisa do Grêmio. 'Vermelho, na camisa do Grêmio, só se for o sangue do jogador', teria dito um Diretor do clube, à época. Obviamente, há limites entre a picardia que anima o cenário e as barbáries degradantes que vemos de vez em quando... Pois o Grêmio não deixou por menos e já espicaçou a conquista colorada, estampando a manchete abaixo nas páginas de um jornal de Porto Alegre, 'parabenizando' o Inter pelo bi da Libertadores, mas com a ironia bem à mostra.
Inter, aliás, que ganhou com méritos ao virar o placar contra o Chivas, no Beira-Rio. Começou nervoso, errando, mas conseguiu se encontrar em campo e impor seu melhor futebol. Nada inesperado na conquista, já que o resultado conquistado lá no México antecipava o endereço final da taça. O feito teve repercussão mundo afora, sobretudo na vizinha argentina, pátria dos hermanos D'Alessandro, Guiñazu e Abbondanzieri.
O dia do fico
Neymar disse 'não' ao Chelsea e ficou na Vila, depois de ouvir conselhos de gente como Pelé, Zagallo e Mano Menezes. Neymar quer 'servir de exemplo' para que outros jogadores permaneçam em seus clubes. O craque teria recusado uma proposta milionária para ganhar pouco mais da metade no Peixe. Independente dos valores, o que Neymar vier a ganhar no Santos já seria, sem dúvida, grana suficiente para deixar o burro dele e da família inteira na sombra. Basta um pouco de cabeça. E é aí que, penso eu, deveria entrar o clube, ajudando na formação do cidadão, não só do atleta. Facilita até no relacionamento entre as partes em situações como essas.
Agora, o Santos volta suas atenções para renovar as bases contratuais de Paulo Henrique Ganso. A multa rescisória do meio-campista é de 50 milhões de euros (R$ 112 milhões), com contrato até 28 de fevereiro de 2015. Deve ser outra novela...

13 agosto 2010

Luz vermelha

O Inter brilhou no México e enfiou 2 na sacola do Chivas, o que dá uma boa vantagem para o jogo de volta, no Beira-Rio. E foi um jogo heroico, já que o Colorado saiu atrás no placar. Foi melhor o jogo todo e fez por merecer a vitória. Convenhamos, também, que o Chivas não é nenhum bicho de 7 cabeças - nem duas, para dizer a verdade. Mesmo assim, sempre é difícil jogar na casa do adversário e ainda por cima em um piso sintético. Brilhou, de novo, a estrela de Giuliano, guri promissor lá dos pampas. Se não virar meliante como o Taison, pode ir longe. O Colorado toca bem a bola e tem uma marcação ferrenha na meiúca, com o mastim Guiñazu mordendo todas. Alecsandro contundiu-se, entrou Everton, que saiu para a entrada de Sobis. Então, por que não colocar o Sobis duma vez? Nei é um que só joga na base do físico, como já se via nos tempos de Furaquinho. Mas Taison, D'Alessandro, Alecsandro, Giuliano e até o Guiñazu botam a bola para rolar. Time ardido esse do Inter!