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08 março 2012

O bate-Boca

Na Libertadores, jogos com resultados esperados, como o Curíntia sovando o Nacional-PAR, o Vaishco ganhando, ainda que sofrido, do Alianza-PER, e o Framengo batendo, tropegamente, o Emelec-EQU. Esperados devido à superioridade dos times brazucas, que jogavam em casa, com o apoio da torcida e tals.
No jogo caseiro, o Peixe atropelou o Inter na Vila, enfiando 3x1 na representação colorada, com gols de Neymar, que infernizou a defesa gaúcha com disparadas irresistíveis. Só com revólver para parar o neguinho.
E, no jogo da noite, o embate entre o respeitado Boca Juniors, da Argentina, em sua temida "Bombonera", alçapão que costuma sufocar os adversários com o alarido da torcida fungando no cangote de todo mundo. Só que do outro lado estava o estrelado Tricolor das Laranjeiras, o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, decidido a fazer valer seu jogo, com o maestro Deco ditando o ritmo da partida, Fred deixando sua marca e o garoto Wellington Nem arrombando o lado destro da defesa xeneize. Não deu outra: Flu 2x1, jogando melhor, marcando bem e dando exemplo a certos times que pipocam quando têm de enfrentar equipes consideradas fortes. Sem medo, o Flu encarou o Boca e fez um bom jogo, tocando o melão sem se intimidar com a tradicional catimba argentina. Temos de convir, também, que o Boca já teve dias melhores. Hoje, vive de lampejos do Riquelem, que joga 15min de cada tempo. De resto, um time até aguerrido, mas sem o mesmo toque de bola de outrora. Assim, com personalidade, o Flu encaçapou o Boca e já tem o time argentino como freguês em Libertadores. Já se referem ao Tricolor como o "bate-Boca", mas isso nem nos sobe à cabeça.
Com os resultados, vemos, de novo, que os time tupiniquins têm a preferência de classificação nas respectivas chaves, exceção feita ao Internacional de Porto Alegre, que vai ter de suar para recuperar o atraso. Para alegria dos gremistas...
Fluminense se isolou na liderança do seu grupo na Copa Libertadores. Foto: Ricardo Ayres/ Photocamera/Divulgação
Alegria Tricolor nos pampas

09 junho 2011

Afinal, a final

Como desejado pelos atleticanos, o Coxa ganhou mas não levou. Pressionou, sufocou, brigou, marcou e ganhou, mas faltou o detalhe do gol a mais para ficar com a taça da Copa do Brasil 2011. Achei impressionantemente fracas as atuações de Rafinha e Marcos Paulo. Este, aliás, mal se acertou em campo. Foi substituído logo para não comprometer o time. Sinal de que havia o compreensível nervosismo à tona no time do Coxa, fato que se observava em campo, com a bola queimando nos pés dos atletas de verde. E que se repetia nos atletas com a camisa da faixa branca. Diego Souza, mais uma vez, foi apagadíssimo em campo, fazendo jus à fama de amarelão.
O jogo se desenrolou dentro de um roteiro conhecido: o Coxa foi para cima, precisando marcar e correndo o risco de levar um, o que dificultaria exponencialmente seu trabalho. Não deu outra. No primeiro ataque cruzmaltino, Alecssandro balançou o barbante coxabranca, em rápido contra-ataque. Era tudo o que o torcedor coritibano não queria! O Vaishco passou a tocar a bola e queimar o tempo, enquanto o Coxa se esbaforia para tentar empatar. Rafinha não acertava uma e manteve essa regularidade em campo, enquanto a zaga espanava todas. Aliás, senti essa dificuldade no time verde-e-branco: tocar a bola! Roubavam todas, mas devolviam para o adversário dada a dificuldade de manter o melão nos pés. Só foi melhorar com a entrada de Marcos Aurélio...
O final do primeiro tempo devolveu as esperanças à torcida que lotava o Couto, pois a virada do placar colocava o Coxa de volta na briga. Teria mais 45min para marcar mais unzinho! Qual não foi a decepção quando o bom Edson Bastos comprometeu a equipe num frango inexplicável. Fosse o Manga, todo mundo saberia que estava vendido, mas Bastos não tem essa fama, então fica faltando entender como é que ele se enganou naquele chute! Era a segunda ducha fria que o time do Alto da Glória levava em uma noite gelada. E pela segunda vez o torcedor se encheu de esperanças. O golaço de Willian recolocou o Coxa na partida, ainda com 30min de jogo! Era o tudo ou nada! O jogo oscilava, lá e cá, com o time carioca se segurando nas beiradas. O tal do Bernardo entrou no Vaishco e botou uma certa ordem na meiúca carioca, enquanto Marcos Aurélio mostrou que é "o cara" do Coxa. Conseguiu impor um certo ritmo quando tinha a bola e deixou claro que fez muita falta ao padrão de jogo do time curitibano. Com ele em campo, o Coxa teria tido melhor sorte no primeiro embate...
O apito final sacramentou a conquista carioca mas não desmereceu o Coxa, que jogou bem, fez sua parte e por pouco não ficou com o caneco. E a torcida também está de parabéns: foi a primeira vez que a ouvi gritando uníssona, a plenos pulmões, empurrando o time. Quem sabe se acostumem com isso e passem a dominar o Couto mesmo quando o time não vai bem.