15 maio 2013

Campeões e vencedores

O fim dos campeonatos estaduais revelam o que todo mundo já sabia: são deficitários, pouco atraentes e só servem mesmo para as federações ganharem uns trocos. O único que apresenta alguma coisa, com baitas ressalvas, é o Paulista. O resto, convenhamos, é duro de acompanhar.
No Campeonato Carioca, na verdade, Campeonato Fluminense, mas, sigamos, nem estádio há para acomodar os participantes. As maracutaias do Sérgio Cabral com a Delta culminaram em um Engenhão mal feito, que ameaça desabar sobre os frequentadores, com meros 5 anos de existência.
No Gaúcho, a mesma lenga-lenga entre Grêmio e Inter, com um eventual intruso, como o Juventude ou o Caxias. Assim como no Mineiro, onde a disputa fica entre Galo e Cruzeiro, com participações especiais esporádicas do América. E como no Baiano, muito embora o Bahia tenha se configurado como "freguês" do rival Vitória após sucessivas surras retumbantes.
No Paranaense deste ano, vimos um certame dominado pela discussão em torno da postura do Trétis, doutrinado pelo seu mandatário, que desprezou o torneio, delegando a responsabilidade a um elenco formado por jogadores inexperientes, enquanto o "time principal" angariava uns cobres perambulando por aí. A previsão de Petraglia seria de que o time Sub-23 poderia encontrar um padrão de jogo ao longo da competição e melhorar sua participação no segundo turno, quando os times do interior, dotados de menos condições e, portanto, menos fôlego, perderiam o embalo, abrindo espaço. Assim, contando com a leniência coxa-branca, com a desorganização paranista e a falta de fôlego dos demais, o Furaquinho chegou embalado para a reta final do campeonato. Só não levou porque o time do Coxa era mais experiente, mas, ainda assim, deram um suadouro em Alex, Deivid e companhia. No frigir dos ovos, embora o Coxa tenha levado o caneco, quem ganhou mesmo foi o MCP. Revelou uns dois ou três valores para o time de cima, valorizou sua base, botou pressão no rival, ganhou a queda de braço com a TV, embolsando na final a mesma quantia que o Coxa levou no campeonato inteiro e reforçou sua imagem de bom gestor - ainda que discutível. É mole?
Petraglia perdeu mas saiu ganhando.
Foto: Globoesporte.com

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