05 junho 2008

No sufoco!

O Sport se meteu num sufoco ao perder de 3x1 para o Timão na primeira partida da decisão da Copa do Brasil. Claro que decidir em casa é uma vantagem, mas os dois gols de diferença não serão fáceis de reverter. Contra um Corínthians embalado, o Sport não terá lá muitas chances. O Timão entrou não só para vencer, mas para justamente abrir vantagem. E a torcida saiu satisfeita com o espetáculo alvi-negro, que jogou com segurança e boas atuações de Dentinho e de Herrera - não por acaso, autores dos dois primeiros gols. O time de Nelsinho Baptista não conseguiu anular as jogadas corintianas, que exploravam o meio e as laterais. Ficou acuado em seu campo, sem conseguir reagir. O time paulista ficou mais ofensivo com Acosta no lugar de Diogo Rincón, enquanto Felipe aparecia bem nas poucas vezes em que foi necessário. Agora é ver se a Ilha do Retiro dá forças a um time que tem esperanças de fazer os gols, mas que não pode tomar.
Sufoco também foi a palavra que definiu o histórico embate entre o heróico "Tricolor de las Naranjeras", o time da camisa mais bonita do Brasil, quiçá do mundo, contra os "bosteros", um clube que define suas cores e camisa de acordo com a bandeira de um navio no cais do porto! Haja diferença! Depois do Santos de Pelé, só o Tricolor compõe o elenco de times brazucas que eliminou o Boca na Libertadores! Em campo, a pressão exercida constantemente por um time aguerrido, com um toque de bola envolvente e inteligente, mas que não teve dois de seus principais expoentes inspirados (Riquelme e Palácios ficaram aquém da expectativa), encontrou uma defesa sólida, guarnecida por um gigante que veste a camiseta tricolor de número 3. Thiago Silva simplesmente não perdeu NENHUMA jogada na partida. Nem na área, nem fora dela. Contando com a sorte dos campeões e a estrela de um predestinado, o Flu manteve a escrita de empatar rapidamente a parida, desestimulando o ímpeto xeneize. Washington, que nem batedor de falta é, mas tirou Dodô pro lado e assumiu a cobrança, enfiou na gaveta. De novo, sem jogar grandes ostras, o Cardíaco fez história. Assim como, de novo, Fernando Henrique, o "melhor goleiro ruim do Brasil", fechou a meta. Quem não esteve bem foi Gabriel, insistindo em fazer besteira pela zaga direita. O Flu começou mais adiantado, com Cícero participando e algumas jogadas de ataque, dando a impressão de que se equipararia ao adversário nas ações ofensivas. Mas, aos poucos, o Tricolor deu espaço e os portenhos assumiram as rédeas da partida, explorando o nervosismo do time das Laranjeiras. Os parcos contra-golpes do Flu até assustavam, mas era pouco para intimidar o Boca, que pressionava. O gol argentino sinalizou a hecatombe que faria o Bem sucumbir ao Mal. O Final dos Tempos se anunciava! Mas aí, brilhou Washington e a tremenda estrela do time. O Boca acusou o golpe, embora continuasse pressionando. O gol de Conca, fruto de mais um golpe fortuito, praticamente selou o destino do jogo, que teve a pá de cal jogada por Dodô, nos acréscimos. A fraca zaga portenha colaborou muito para que o Flu pudesse chegar à final. Com mais uma vitória no Maracanã, o Fluminense faz história e está na final da Libertadores. O time do técnico Renato Gaúcho encara agora a LDU, do Equador.
undefined O gol de Palermo.
undefined O troco de Washington.
A festa da torcida Tricolor!

3 comentários:

Bento disse...

ACERTEI os dois resultados das semi-finais do Fluminense.
Confesso que sofri MUITO.
Aliás, o Flu está com a péssima mania de só começar a jogar quanto precisa (parece o COXA).
Assim não há coração que aguente.

Rômulo disse...

Boa foi a frase do Renato Gaúcho, após o jogo. Comentando sobre o desdém do Boca antes das partidas, ele respondeu:
- Boca? prazer, Fluminense!

Digão disse...

O time tá com um baita cu largol, pois fez os gols na hora exata que o adversário digeria a vantagem. Foi assim com os Bambis no Maraca e nos 2 jogos contra o Boca.
Isso é sorte de campeão.