08 fevereiro 2008

Situação geral

Os campeonatos estaduais mostram o baixo nível do futebol atual. É o que diz a mídia em geral, é o que dizem as rodas de discussão, é o que se comenta nos botecos. Logo, alguma verdade deve haver nisso... No paranaense, o Trétis está à beira de igualar o recorde de vitórias do time de 49, que emplacou o apelido de "Furacão". Mas os jogadores daquela época foram categóricos: o time atual não chega aos pés daquele, que marcou 49 gols em 11 jogos e enfrentou de igual para igual o Botafogo base da Seleção! Diferentemente do Caron, eu não estava lá para ver o Furacão original, mas todo mundo que viu o atual há de concordar que o time é repleto de deficiências graves. Tirando o Ferreira, não há atleta nem próximo do conceito de 'bom'. O Claiton, quando muito, entra no rol dos 'esforçados', mas pára por aí. O resto, desculpem-me os atleticanos, é fraco. E esse cenário não é privilégio do time da Baixada. O Paranito, por exemplo, depois que perdeu Josiel, que era razoável, ficou sem ninguém. Nem técnico! O Coxa, que foi derrotado nos dois clássicos, tem uma safra de guris que até prometem alguma coisa, mas ainda não amadureceram e estão com certa dificuldade de evoluir. Ken ainda não sabe quem é; Keirrison oscila entre boas e más atuações. O tal do Renatinho é arisco, mas já mostrou que é mascarado.
No paulista, vemos o Peixe se arrastar atrás dos desvarios de Leão. O time carece de valores e tenta buscar até no exterior. Delcyr Sondas, empresário de futebol e do ramo de supermercados, colocou na Vila Michael Jackson Quiñonez (equatoriano), Maurício Molina (colombiano) e Sebastian “Mea Culpa” Pinto (chileno). As parcas vitórias parecem ter dado fôlego ao reticente treinador - o que pode não ser bom para o Santos.
O São Paulo, exemplo de administração no Brasil, pena para montar um time. Contratações e técnico seguro no cargo não faltam. Já os resultados... O time é o que mais empata no certame e fica lá na zona cinzenta. O destaque segue sendo o veterano Rogério Ceni. Mas, na linha que é bom, a aposta tem se mostrado duvidosa. Adriano não embala - o que, cá entre nós, é até compreensível, pois, fora grandes picos de brilho por oportunismo, o brucutu nunca mostrou grandes intimidades com o melão. Outro que segue a mesma trilha é Aloísio, também no estilo grandalhão na área. Pode até ter a função de pivô e isso ser considerado 'estratégico', mas é pouco.
O Parmêra investiu no comando, trazendo o comedor de manicure e toda a sua capacidade de 'manager'. É um custo alto, pois a ambição de Luxa o faz confundir interesses comerciais com os interesses de técnico do clube. Acho que ele já foi o melhor do Brasil, mas hoje ele tem um perfil de estrela parecido com o de Leão, tornando-o pernicioso ao ambiente.
O Curíntia tenta se reerguer após o fracasso do Brasileiro de 2007, mas não está fácil. Mano Menezes tem dificuldades em fazer o limitado elenco render algo. Demorou até vencer a primeira no Paulistão, mas segue sem convencer ninguém. Pode até embalar e chegar às semifinais, mas faltará muito para ser um time, que seja forte candidato a campeão da segundona. Não há quem finalize no time. Acosta não se acha em campo e Lulinha ainda não aprendeu a chutar.
No Carioca, até Fla-Flu sem interesse acontece! Ambos já praticamente classificados para a etapa seguinte, poupam seus titulares e cumprem tabela em pleno Maraca. O Framengo, embalado pelos resultados positivos, até acha que tem time. Mas, cá entre nós, Juan e Léo Moura nas laterais? Nem no Trétis! O Flu, apesar da badalação nas contratações, no mais típico exagero carioca, alterna momentos bons com outros de mediocridade. Ou seja, não também não convence ninguém. Washington tem feito gols, mas até agora é só brincadeira. A aposta é mesmo em Lenadro Amaral. Enquanto isso, o Vaishco consegue perder até o 'ídolo' Embromário, que se encheu de razão ao ser advertido por Euvírus Miranda na escalação do time. E periga Embromário parar no Framengo! Roteiro surreal...

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